quinta-feira, 20 de julho de 2006

Reminiscências d'Impulso

Pensei em você. Na verdade mamãe falou algo sobre você, algo que foi como uma pergunta ao meu coração, dizendo assim se eu ainda lembro de você. É claro que lembro. Me lembro dos seus olhos, dos seus braços, dos seus ombros, da cor da sua pele, da linha do seu pescoço, das voltas dos seus cabelos, dos seus trejeitos, da sua voz, e do seu olhar selvagem. Lembro tanto que agora, ao escrever estas palavras, ainda sinto um aperto no peito, um instinto dizendo assim que eu ainda devo querer você. É claro que ainda penso. Toda a aura que emana de você, toda a vida e morte que existe em você, todos esses detalhes figurantes de você estão gravados em mim como pirografia velha em madeira. E um dia vai sumir, como sempre some, se não reforçarmos as marcas, mas enquanto isso... enquanto isso...

Enquanto isso, eu lembro que querer você foi bom, assombrosamente bom. Talvez melhor, mais libertador, do que querer qualquer outra coisa. Foi diferente, foi como algo sem nenhum significado intrínseco, por mais significados intrínsecos que eu tentasse
Às vezes acho que foi tudo muito diferente do que seria hoje. Que eu era muito diferente. Às vezes acho que quando eu ver você de novo, vou ter aquele mesmo mêdo estranho de que você fale comigo e eu não saiba responder. Acho que, bom, acho que vamos ser de novo apenas 'quase desconhecidos'. Mas já nos conhecemos muito bem.
Você foi a faísca, foi o impulso inicial de algo que hoje eu considero uma das coisas realmente certas que já fiz em minha vida. Não porque tudo tivesse sido um erro desde o início, mas porque as coisas que acorrentam sem libertar precisam, mesmo de um fim impiedoso. Acho até que fui muito fraca na hora de cumprir a sentença que eu mesma escolhi. Mas isso tudo é passado.
Agora, você foi meu Tigre, minha alma, Animus. Agora, você me fez entender minha dor, você me fez, com um ou dois olhares e muitos sorrisos (poucos destes para mim...), perceber as correntes que marcavam minha vida, perceber a dor que me causavam. Você me mostrou a origem disso tudo. O que estava errado. Acho que só assim eu pude tomar o primeiro passo para a reconstrução de mim. Talvez pelos motivos errados, mas... Mas você foi meu anjo, embora de outra forma. Você me conduziu por admiração e desejo. Foi só por sua causa que eu percebi sem culpa que minha alma não estava no lugar. Que minha alma procurava algo mais, algo... Paz.

É claro que penso em você. Você me despertou. Você me fez compreender, me fez querer lutar, me fez cortar os cabelos e vestir-me como uma menina. Alguns dos melhores sonhos foram por você. É claro que ainda quero querer você. Mas assim tão longe... não. Passou algum tempo e eu percebi que o que eu amava não era nem você. Por isso não podia dizer que o amava. O que eu amava era o que há de mim em você, e o que você cria em mim. Eu tenho que lhe agradecer.

Obrigada, Tigre. Obrigada, dragão. Obrigada, anjo... por existir.

Vigília Terapêutica

Ou talvez seja apenas este sentimento esquisito no peito, talvez eu tenha pressentido alguma coisa. Não, não há de ser.

Just focus on the bigger picture

Pode parecer estranho, mas hoje estou me sentindo melhor do que me senti nos últimos vários dias. Não sei se é razoável a forma como explico isso, mas para mim faz todo o sentido.
É uma questão cronobiológica, entende? Meu corpo extava regulado para ficar em stand-by por muito tempo, e forçar o sono por mais tempo ainda. Então ontem eu desencanei de forçar o sono, e simplesmente fiquei vendo TV, todos aqueles velhos seriados bobos que passam tarde da noite - Beverly Hills, Dawson's Creek, alguns outros desconhecidos, mais Beverly Hills... Em algum momento peguei meu caderno de desenho, desenhava e ouvia a TV, tudo tão traqüilo, tão simples, eu sentia que não estava realmente prestando atenção a mais nada, o corpo em stand-by, mas quando comecei a desenhar tudo ficou mais simples, foi tão gostoso... Conforme a noite avançava a dor-de-cabeça sumiu, os olhos também pararam de doer, os pensamentos voltaram a passar (embora bastante simplificados... :þ) e meu corpo relaxou de vez. Só aquelas estórias simples e sem problemas, aqueles personagens simpáticos, a leve aflição gostosa das maldades de um ou de outro (a coisa que mais gosto em Dawson's é que tem um personagem muito sacana...), a aflição menos aprazíveis das tolices dos drogados, e por aí... Engraçado como hoje em dia não fazem mais desses seriados de grupos de amigos adolescente... Hoje em dia os seriados sempre têm um ou dois protagonistas... O tempo passou, resolvi esticar as pernas e me deparei com a beleza estonteante da luz matinal; o ar estava coberto de orvalho e suor de plantas e bichos, e eu mesma, quando expirava, soltava nuvens de vapor que se desfaziam como névoa... Então a Maria chegou, me convencendo a comer e dormir. Fiz um sanduíche gostoso, bebi um copo de leite e carne quente na frente da TV (ainda não tinha acabado beverly hills), depois fui para o quarto. Olhei pela janela aberta e vi o sol beijando as folhas das trepadeiras que sobem pelo muro... (eram 8h da manHã...)... Despi-me e me enrolei sob as cobertas iluminada pelo sol frio do inverno... Adormeci logo, sonhei... Depois acordei com mamãe chamando-me para o almoço... Pois é...

Parece ilógico eu me sentir tão bem depois de praticamente não dormir... mas acho que é bom ficar sem aquele marasmo de sono arrastado... de quando a gente dormedormedorme sem nem ter sono, sem precisar reestabelecer-se, e acaba se acostumando a dormir... É bom também porque estou exausta, mas tão exausta que não fico tensa, nem sinto vários tipos de dores. A dor de cabeça quase sumiu...

E eu tenho que admitir que a manhã é linda, linda, linda! E passar a noite em claro é a única forma de vê-la sem sentir aquele desconforto esquisito de acordar de madrugada (que sempre dá a sensação de não se ter dormido...). Além disso, depois eu posso dormir entre as 7 e 10 horas, que é um horário meio chato para se viver, porque estão todos dormindo... (claro, eu dormi bem mais que isso, mas são detalhes, detalhes... just focus on the bigger picture...)

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Emptyness

Eu preciso fazer posts mais curtos. Que digam tudo sem encher de pregüiça os olhos das pessoas. Assim:

Estou me sentindo absolutamente inútil. Preciso mudar, preciso deixar gente nova entrar. Escondo meu vazio tentando ser educada, mas não dá.
Eu quero dormir, chorar e sentir... cheiro de feno...

Vocês são parte do meu vazio, agora. É uma pena, seria melhor se pudéssemos todos sair desta escuridão...

terça-feira, 18 de julho de 2006

Mudanças... ... ...

I'm not sure I like what I have become.

Não, não é isso, eu gosto de mim, eu tenho orgulho de mim, mas às vezes... é como se eu não conseguisse de forma alguma compreender por que eu faço o que faço, por que ajo como ajo. Por que quando alguém está sofrendo eu não consigo mais sentir compaixão; por que eu não consigo mais sentir vontade de ajudar. E mesmo quando quero ajudar não encontro ânimo para ajudar, não encontro ânimo para superar minhas próprias dificuldades. E por que não quero mais dar carinho, por que quero preservar meu corpo, me sinto estranhamente invadida quando me tocam, e quero distância de todos. Por que só consigo amar, proteger e dar carinho àqueles que... àqueles que são agora... minha Matilha. Minha Família. Minha Alcatéia.

Eu não sei se gosto da forma como compreendo agora o impossibilidade da perfeição, e a minha própria impureza de corpo, de mente, de alma e de sentimentos. Como compreendo agora a minha crueldade, e como aceito agora a existência do Mal. Não sei se gosto do que existe agora em mim, das cercas de ossos protegendo os jardins do meu castelo, das caveiras intimidadoras que fazem parte do meu brasão. Não sei se quero aceitar a verdadeira função das gárgulas que adornam os altos das torres, e dos gatos-lich que já abandonaram sua função primária de caçar ratos.

Talvez agora, ao passear pela floresta escura que se estende além dos fossos e caminhos, não encontremos mais os velhos demônios cantando suas cantigas de além mar -- mas apenas demônios loucos, perdidos mas certos de saberem onde estão; demônios que agora querem construir coisas, que querem ser algo mais que miragens para os passantes.
Talvez a cã branca agora esteja ocupada cortando-se nos espinhos dos limoeiros, para depois cobrir-se de carvão, na tentativa de criar tatuagens e cicatrizes amargas, tornando-se ela mesma demoníaca. NÃO! A cã ainda olha para os demônios, mas não está latindo agora, O seus pêlos cobertos de sangue tornam seu próprio olhar ameaçador. Todo o castelo está envolto num silêncio aflitivo, e nas cozinhas os seres pequenos - ratos e texugos - inventam formas de transformar as páginas que roubaram da Biblioteca em uma receita nutritiva.
Tudo agora é pequeno e silêncioso - todas as pessoas se transformaram em coisinhas, em aranhas, em libélulas, abelhas e bichinhos de maçã. As plantas começaram a invadir os corredores, pegando carona com o vento que passa pelas janelas. Os andares superiores estão todos vazios, e mesmo a poeira não ousa deitar-se sobre os tapetes e as camas. Nas torres, as plantas e as bruxas estão preparando algo desconhecido. Eu mesma não vou às torres há tanto tempo... Diria até que evito chegar perto do castelo. Passo os dias visitando os amigos, não sempre em seus portentosos navios ou em seus amáveis palacetes, mas também nos casebres em que passam os dias mais tranqüilos... Retiro-me às vezes para um quarto onde não há móveis, nem qualquer forma de vida. O quarto tem cheiro de tempo, de cal e de barro. Encolho-me na frieza do vazio, deito-me sobre um monte de palha e adormeço.

Não sei se ainda quero voltar ao meu velho castelo...

segunda-feira, 17 de julho de 2006

então ninguém mais posta nos blogs... ninguém mais deixa comentários... entrar na internet finalmente perdeu todo o seu sentido. desculpem-me, vou desligar o computador e achar algo interessante para fazer...

Rir e Partilhar (segredos)

É só mais um dia. Mais um dia. O que estou fazendo aqui? Quero acordar bem cedo, bem cedo antes do sol nascer. E fugir contigo, contigo. Para onde? O sol o sol o sol. Loucura nos meus olhos. Os teus, pálidos. E não me vês. Parece que nunca te direi que te amo. Teu olhar, longe. Por isso, não me perdoe. Quero acordar cedo, muito cedo, para me desencontrar com minha necessidade de odiar. Em verdade, não te odeio, mas detesto tua existência. Quem sabe o que seria o mundo sem teus olhos perdidos no sempre? É, e tudo o que não sei me fascina. Quero fugir, fugir contigo. Não me amarias jamais. Terias medo de mim. Seríamos assim, dois ilustres desconhecidos a confiar plenamente um no outro. Quero dizer que sem ti eu não existiria. Seria uma outra eu, que sonharia com o mundo no qual tu existirias. O mundo que nós finjimos conhecer. Vamos, por que não vens comigo, por que não me apresentas todos os nomes das flores, todas as cores do vento? Quero chorar no teu ombro, quero finjir que te amo. Amanhã o sol nascerá antes que eu me lembre do meu sonho. Talvez eu finja que sonhei contigo; seria bom. Mas não terei sonhado contigo. Por que não me salvas desta Perdição disfarçada de milhares de coisas-tudos? Por que não me levas ao Nada, por que não me entregas aos mares? Vem, quero sentir o vento no teu rosto, tremer de medo no teu coração. Me leva pela mão, me leva para longe. Por que não me não-diz que me ama? Quero ouvir de ti o teu silêncio. Quero ouvir teus olhos me observando. Por que eu sinto assim de repente esta necessidade de viver contigo? Me leva para onde o céu encontra o mar, para onde nos encontraremos finalmente. Me leva para onde tua mão toca na minha como o sol da manhã toca as folhas novas da primavera. Por que sempre essa tensão constante, por que sempre este não-desespero? Quero ir para onde o vento sopra e o mar carrega pequenos barcos iluminados para outras margens. Quero ir além do infinito que me propuseste e me negaste. Quero tocar o rosto de Deus e ouvir o ruflar das assas do beija-flor. Quero me leves pela mão como um cavaleiro. Quero tudo. Por favor, me leva desta Perdição disfarçada de Tudo. Me leva para a Perdição que mais se parece com Nada. Me leva para onde nós dois poderemos rir e partilhar segredos. Me leva para longe, Beatriz.

Damn

I'm dreaming of a world, but it's... unreachable
It vanishes when I have seemed to find it
When I look up I see, you're there, you're...
Are you dreaming of me? Again, my father
Comes and brings me back to this reality
And everyday is that, perhaps if love
If love didn't exist, if we were free
Perhaps there would be freedom.

I'm dreaming of a world where there are no boundaries
I know it exists somewhere, but it's... over the rainbow...

Damn, I'm daydreaming, and then I notice I miss you.
Why aren't you here? With us? Why aren't you here where I can here you voice and let go of reason to dive in your surreal world? Why aren't you here to brake all of my beliefs? Why aren't you here to play this game with us, to dream with me the dream of an unending adventure...?
Damn. I love you. Not that kind of love, not the way I could love before, but only this old and new way of love, this uncompromised way of love, this way of love that doesn't ask for rings and gifts. I don't want no allies anymore. I only want friends. I want you. I miss you. I miss us. I miss everything that happens when you are here.

Damn. I just want to let go... I want to let go and let the tides take me to another enchantes beach. I want to start over. I want to hear your voice. I want to create a new world with you, as we did before when we were younger and easier to handle. I want to bring those things to life again. Even if that means spending hours playing videogame. Even if I never learn how to play RPG. I just want to bring those things to life. Can't come back, can't we go togheter? I miss you, and I miss being alouwed to have you. I miss everything you mean. Everything you mean.

Why can't I have that..?

sábado, 15 de julho de 2006

Bwahahahaha!!!

O AnimeFriends foi iraaaado! Muito legal, tanto que eu não vou conseguir descrever aqui. Estou me sentindo leve!

Comprei quatro edições de kenshin, dois gons e três edições de Indígenas (um fanzine realista sobre índios adolescentes).
Íamos jogar rpg (de verdade!!!) mas o xerox estava fechado!
O Rodrigo realmente parecia um paladino de Khalmir muito foda, mas aquelas orelhinhas de coelhinho.... e meu deus, ele comprou uma escrava!!! Sério!! Mas acho que ele não pagou por ela no final (caloteiro...). O Mau é mau e arisco hehehe e aquele amigo bárbaro gordo deles, nossa, me lembrou a Chris só que homem, bobíssimo e alegríssimo, e otaku claro... E pô, aqueles três não parecia trigêmeos! nem dava pra achar que eles eram kagebunshin no jutsu, nada a ver...! hehe encontramos um cosplay do Squick... :þþ o Squick tava ultra mega fofo com aquele gorrinho que fazia ele parecer o Urahara! Aliás tinham muitos cosplays animalmente bons de Ichigo, acho que é moda...
...e todos aqueles gorrinhos de Alphonse!!! E de picachu! E os bonequinhos lindos de Dra. Kureha, Chopper, Sanji...(queria muito comprar um desses p/o Cham, mas eles custavam os olhos da cara) E aquelas camisetas lindas. E chaveirinhos de Zanpakutou! E os DVDs de LAIN e o OVA de Kenshin! E as plaquinhas dizendo todas as coisas, desde as mais idiotas até as mais úteis, e, bem, "diga wee por um mundo melhor".

WEE!

e cintos pôsteres desenhos roupas bandanas kunais braceletes joguinhos bonecos e outras bugigangas. pena que custavam muito mais do que eu teria no bolso... ...mas aqueles gorrinhos de Alphonse... ...

mas principalmente passear por aí com o pessoal, e a Clarinha que eu não via faz tempo, foi muito muito divertido. Especialmente quando encontramos os amigos e os amigos dos amigos da clara, pq aí paramos de andar a esmo e começamos a papear, brincar, tentar começar um rpg, reclamar dos vícios dos outros, falar sobre rpg anime a mangá (dãã, olha onde nós estávamos...), partilhar desenhos, se conhecer, rir, falar bobagens, comer, beber, e sermos pessoas bobas e felizes como todos são quando estão naquele lugar esquisito. É como um outro mundo.

É quase como estar num desses mmorpgs como ragnarok, tíbia etc, as pessoas falavam por plaquinhas e fantasias e gorrinhos e outras coisas estranhas (especialmente plaquinhas) e vc de boa vontade cumprimentava totais estranhos e sentia muita familiaridade, porque era um personagem conhecido, ou porque todos ali eram bobos alegres tentando fazer amigos, coleções, ou simplesmente olhar e rir, rir muito. Mesmo que seja exageradamente cansativo, todos estão dispostos a serem legais, a serem encarados por seres impossíveis como um ser impossível, e a serem totalmente ilógicos... (de novo, lembrem-se das pessoas vendendo-se como escravos, ou das pessoas oferecendo QUALQUER COISA por dinheiro -- desde abraços até socos no estômago... pessoas com plaquinhas dizendo que o dinheiro acabou, que chato, ou dizendo que fazem massagem nos pés de meninas, ou perguntando pela sailor marte ou pelo save point... pessoas pedindo muppys para clientes, pessoas oferecendo bugigangas para pessoas cobertas de bugigangas, pessoas rindo maleficamente com espadas do próprio tamanho, pessoas com gotas penduradas na cabeça, pessoas lutando com espadas de espuma, pessoas vendendo não seus produtos mas seu próprio amor pelo desenho, pelas HQs, pelo poder dos fans, pessoas querendo angariar fans, pessoas rindo, comentando descaradamente sobre outras pessoas sem serem realmente mal-educadas, pessoas fazendo campeonatos de cartas, go, jogos eletrônicos, fantasias, batalha campal... e tudo isso com gorrinhos na cabeça, com emoticons, olhos grandes e seios, pernas e ombros desproporcionais, com cabelos espetados ou anti-praticamente longos, com espadas de tamanhos ridículos, com capas de cores bizzarras (sem mencionar os cabelos), tudo isso recheado com uma imaginação sem grilhões, onde as coisas mais idiotas (às vezes até sem graça) acontecem o tempo todo.

Sabe, quando você se deixa envolver pelo clima, e enxerga os personagens, e conversa com os desconhecidos (que são, de certa forma, familiares), um evento como esse torna-se um pouco fascinante.

Apesar de TUDO ser muuuito tosco, caro, desorganizado, como se de isopor ou papelão...

terça-feira, 11 de julho de 2006

Lá em Hinée (e outras histórias)

Então. Hoje, enquanto espero uma construção ficar pronta no tribal wars, comecei a ler comentários, que me levaram para aquele blog estranho do Charles. Comecei a ler os posts antigos. Aqueles que eram curtos, loucos, cheios de comentários. Cuidado. O papa pode dividir o mundo.
E como de costume fui relendo os velhos comentários e comecei a rir sem nem saber mais porque. Lembrando de coisas muito velhas e sem nenhum sentido como o papa ser fio-terra, como Nixussu e Im Rum Lifeh mas em planos diferentes.
Assim: meus amigos roubaram o durex e saíram correndo. Diziam que o Charles ia comer aquilo.
Eu e o Artur começamos a disputar quem atirava o tênia mais longe.
A Lydia queria nos ensinar uma dança grega.
Colocamos asinhas azuis na Ludmilla e o Charles fez questão de vestir os chifres e o rabo vermelho.
Em algum lugar um cavalo-pônei arrancou um pedaço da minha camiseta.
Eu, Marco e a família do Gio ficamos jogando tapão até altas horas da noite. Depois jogamos mais de uma semana em Harvest Moon. Alguém arrancou um teco do dedo de alguém no jogo de Ô.
Charles e Camilla finjiram que estavam jogando Cups e muita gente acreditou! O jogo parecia mesmo muito interessante...
Outro dia expliquei para o Wolf como se joga fireball e ele gostou!
Uma vez, quando jogamos The Sims e deletamos a caixa de correio para não receber contas, e a casa virou uma espécie de mansão fantasma, na qual ninguém entrava e da qual ninguém saía. Alguns de nossos Sims morreram. Muitos foram assassinados.
Roubamos o caderno do Charles no qual ele escrevia as histórias de Kizywky. Naquela época ele não gostava que lêssemos suas anotações. Talvez achasse que ia tirara a surpresa da história. Ele saiu correndo atrás de nós.
Fiz desenhos em conjunto com o Bruno uma vez. Seus nomes eram Seljuk e Sputnik. Ele ainda reclama porque nunca os scaneei. Um dia você vem aqui, Bruno, e os scanneamos juntos, ok?
Eu, o Digo e a Giulia resolvemos ir até o pouso. O Digo tinha energia sobrando: foi correndo até lá e voltou, e eu e a Giu estávamos na metade do caminho...
Meu blog foi invadido por raposas. Um minuto antes estava puta com a vida e só queria chorar. Agora não conseguia parar de rir.
Eu estava correndo atrás do Dan num pega-pega, e só vi a árvore quando ela já estava impressa na minha cara.
Fomos procurar uma livraria dentro de um "shopping", e encontramos uma estante giratória com menos de 50 livros.
Um dia, andando na Paulista, decidimos criar um blog em conjunto, e tinha que ter um nome escalafobético e que só nós entendêssemos, como "O Pato Está na Ratoeira"
A Kiki não conseguia dizer que o nome dele era "Henrique" sem rir...
Fizemos desenhos enormes no pátio da Fazenda Gávea. Queríamos imitar os astecas ou qualquer coisa assim.
Fomos a pé para a casa do Artur. Chegando lá, descongelamos feijão e assistimos "O Iluminado".
Querendo ir até a bica, fomos perseguidos por um tufão.
Eu tentava dizer "Charles, estou falando sério", mas só conseguia rir até chorar.
Fomos andando pelo caminho no cafezal e contando coisas como "Yo-ho, yo-ho, e uma garrafa de SUCO!"... Que grande aventura! Como aquelas de quando éramos bem pequenos...
O Disc-Gabi ia ter sua sede na mansão do Nelson, adaptada para que coubessem celas onde os escravos da Gabi ficariam. Ela teria um carro conversível.
O Disc-Mamãe teria uma vã cheia de velhinhas que iriam encher de carinho as pessoas dodóis.
Encontramos Deus, lembram? Ele nos ensinou uma musiquinha mais ou menos assim:
The Sun is shining
The Sky is blue
What are you going to do?
The Sun is shining
The Sky is blue
What are you going to do?


Quem souber, continue.
então, como eu tenho preguiça de achar o e-mail do Artur, eu vou convidar a ele e a todos ao Tribal Wars por aqui. Clique:

tribal wars

Sonhos

De certa forma, dá um medo quando os sonhos se tornam assim tão fascinantes.

Tenho de contar-vos uma história. Conto, porque segredo é coisa de quem gosta de sofrere. Conto, porque acho que pode ser uma bela história. Conto porque tenho medo. Ou desejo. Ou porque aquele calor era quase tão real quandoo calor que sinto agora, porque aquele carinho era quase tão confortante. Conto porque foi importante.

Nara, Nara, Nara. Eu não queria acordar...

Tudo começou de uma forma bastante estranha. Admito que foi tolice entrar naquela arena sem atentar para as conseqüências, mas quem diria que nós não poderíamos mais sair? Depois, como saímos, atraímos a pena de morte de todos os lados. Ainda não sei se escapamos.
Então, quem nos poderia culpar por termos nos aliado ao Crestomanci e seus subordinados? E de quem foi a culpa por eles terem usado magia numa hora tão imprópria? Se Hitler nos pegou naquela hora, ouso dizer que não foi por nossa incompetência. De qualquer forma, não havia muito o que fazer.

As coisas voltaram atrás depois daquele confronto. Fomos de novo crianças brincando com bexigas coloridas. O velho carro de um tio ou tio-avô estava parado na garagem e nós não podíamos resistir a colori-lo. Foi tudo uma seqüência de ações acorrentadas como as peças do Rali. Teria sido melhor se o vô estivesse conosco. Houve uma estranha cerimônia familiar, a qual me deixou muito irrequieta, e em todos os olhares eu via uma certa perda, talvez até uma hostilidade nos olhares dos tios dos meus tios, dizendo que eu não era neta deles. Foi horrível. Fizemos uma baderna para acabar com tudo.
Crescemos um pouco. O colégio era ainda mais bonito no sonho. Havia árvores floridas e labirintos, e colinas verdes alegres nas quais nos perdíamos sempre. Levei as criancinhas para passear num recanto cheio de coníferas e animaizinhos. Conversei novamente com o pequeno Dione. E a Leidinha. E a Môniquinha. O Paulo. Perdemos e encontramos muitas coisas. Materialmente, fomos feridos de morte. A dor foi embalada com boas lembranças.
Chegou finalmente o tempo da faculdade. O campus universitário era um lugar bastante estranho: moradias de diversos níveis, pessoas sempre muito diferentes, e em um lugar os alunos fizeram casas de pau-a-pique, de bambu, casas tão porcas que viver nelas parecia como viver num charco. O próprio chão era lama. Mas não nos intimidamos. Fomos em frente, perante os olhares de todos aqueles astranhos. Fomos armados. E nadamos na mesma água da praia deles.

Acho que o tempo passou. Várias foram as batalhas. As mortes. As aventuras. Voltei ao colégio, conversei com a Bia da Biblioteca, lemos novos livros com as crianças. Lavando o rosto no bebedouro do corredor, porém, eu ainda me sentia vigiada por aqueles olhos pequenos. Convivi. As histórias eram demasiado belas. Um dia, meu irmão me chamou. Entramos num ônibus estranho, e começamos a finjir. Finjimos que eu era tão grande guerreira e tão nobre quanto ele e os outros. Finjimos que eu era do seu clã, e não uma andarilha solitária, nem uma professora de escolinha de crianças. O velho nos deixou entrar depois de um exame minuscioso. Tinha cabelos grisalhos compridos e um estranho silêncio. Seus parceiros eram mais jovens e menos joviais; suas peles lisas não compensavam o cansaço e o pavor de todo aquele desconhecimento. Iríamos fazer armaduras. Uma pra mim, uma para ele. Eu queria que fosse azul, mas o velho devia ter decidido que seria rubra como a de Maccaly. Fazer o quê? Eu tinha bastante consciência do que ele estava fazendo. "Foque na realidade", eu disse. Decidira que a realidade era o meu sonho.

No sonho de hoje, porém, lutei sem armas. Estava de volta ao colégio, e encontrava novos e velhos amigos. Alguns nunca tinha visto antes. Como ele. Foi um sonho estranho. Talvez eu tenha conversado com Chihiro, ou Sen, talvez eu tenha discutido com a Gabi, lutado com o Cham, cumprimentado a Lori. A verdade é que me lembro mais claramente dele que de tudo o mais. Minto. Lembro melhor ainda dela.
O nome dele era Thomas. Como Thomas de Hookton, mas não tão bonito. Tinha uns cabelos comprido encaracolados como os do Eduzinho, mas mais escuros. Também os olhos eram escuros. E todo o corpo. Ou as roupas. Não sei como nos conhecemos, ou o que ele estava fazendo no colégio. Essas coisas não importam muito, seja na vida real, seja num sonho. Sei que ele foi na minha casa, quando dei uma espécie de festa. E quando chegou, apresentou-me aquele felino fantástico. A gata tinha três pares de patas. Quando sentava, ficava enclinada para frente ou para trás, incapaz de ficar ereta como um gato comum. Era mais humana, quase falava conosco e a tratamos como uma companheira, não como um bichino. O nome dela era Nara.
Conversamos por tempo indeterminado, eu, Thomas, Nara, outros gatos e outras pessoas. Ele deitou meio cansado, eu abracei o seu corpo e pensei me deixa adormecer dentro do sonho. Ele acordou de um cochilo, falou algumas bobagens, eu respondi à altura. Então Nara pulou no meu colo. Depois ele virou gato e ela virou gente. Uma menina linda, e bem menos cor de rosa. E ele era preto ou cinzento. Os dois brilhavam. Me fizeram repetir o nome dela muitas vezes para que eu não esquecesse. Nara? Nara! Nara. Thomas, Thomas. Tiveram que ir embora. Peguei-a no colo e não quis soltar mais. Queria tê-los conhecido um pouco mais, antes que voltassem para a escuridão brumosa das lembranças atemporais.

Não é que eu tenha me apaixonado, entende? Não foi como daquela vez. Daquela vez o rapaz não tinha nome, não tinha malícia, nem traços humanos. Era um desenho, uma sombra, um vulto. Aqueles momentos agradáveis foram diferentes destes. Desta vez não havia nenhuma suposiçao. Os conheci ali, não havia passado. E da outra vez não havia a linda Nara.
Não. Acho que foi apenas a facilidade de tudo aquilo. Até porque era um sonho, e nos sonhos as coisas tendem a ser simples. Sem jogos, sem obrigações, sem medos, sem preâmbulos. Nos sonhos também as coisas tendem a durar pouco.

Dormi de novo e estava andando pela cidade com meu irmão. Chegamos à casa de Thomas. Era uma casa linda, com fantásticas coluninhas ornamentadas "suportando" uma laje enorme. Quando a demolição começasse, se desmanchariam como flores quando pisadas. Eu e Marco começamos a retirar as colunas, especialmente as mais bonitas e delicadas, e juntá-las longe do resto da casa. Os demolidores nos observavam, faziam comentários, achavam estranho, mas continuamos. Thomas e Nara não morariam mais ali, mas ainda era um lugar bonito. Ao menos aquilo seria salvo.

O sonho acabou enquanto notávamos como aquela parecia a casa da vovó. A casa que era da vovó.

sábado, 8 de julho de 2006

Nyau

É impressionante quão entediada eu fico nesses dias em que acordo tarde e não faço nada de útil...
Eu poderia ficar jogando Age até o amanhecer... Gargle gargle...

domingo, 2 de julho de 2006

Tag

Awn, como assim "coisas estranhas"?
Tem algo em mim que não seja estranho?


1. Eu falo com as vozes na minha cabeça. Tenho longas discussões com elas, as xingo (e elas xingam de volta), as chamo pelo nome e falo sobre elas para meus amigos.

2. Eu me contradigo. Eu mudo de opinião rapidamente, mas não nego realmente a idéia antiga, de forma que acredito simultaneamente em coisas opostas.

3. Eu cometo os mesmos erros várias vezes. Na verdade, eu faço coisas sabendo que é errado, apenas para saber como eu me sinto comentendo tal erro, para entender por que é errado. Mas, passado algum tempo, eu acabo cometendo o mesmo erro outra vez, finjindo que eu não percebera que era o mesmo erro, porque algumas circunstância estavam um pouco diferentes...

4. Eu gosto bastante das pessoas legais, bondosas, prestativas e cheias de consideração pelos outros, mas em alguns momentos eu tenho ravia delas, o que se conbina com uma atração irracional por pessoas egoístas, que fazem as coisas de forma descarada, impulsiva, sem nenhum tipo de consideração ou respeito, ou de modo estúpido e sacana.

5. De maneira geral, quando um amigo faz algo estúpido, que só vai fazer mal a ele, eu fico irritada e passo a desejar que ele realmente se machuque, e bastante. Acho que eu passo mais tempo pensando em como ferir as pessoas, e porque, do que pensando em como ajudá-las.

6. Na maior parte do tempo eu estou pensando ou fazendo mais de uma coisa por vez, mas fico absolutamente confusa quando duas ou mais pessoas tentam chamar minha atenção ao mesmo tempo, e acabo ignorando todas elas (uma de cada vez).

7. Quando estou com fome, o número de coisas nas quais consigo pensar com clareza cai para 1(a própria fome), e eu não consigo me comunicar com outros seres até que a fome tenha passado.

8. Independente de quantos livros eu tenha começado a ler e quantos eu tenha pegado emprestado, eu sempre acabo começando e terminando mais alguns antes de terminar aqueles.

9. Eu leio a página 42 das coisas.


Como a maior parte das pessoas cujos blogs eu leio já foi taggeada, eu vou arriscar taggeá-las de novo.
Para todos os efeitos, talvez ser duplamente taggeada faça uma pessoa animar-se a responder...

Artur - O Pato Está na Ratoeira
Lorena - .piano.
Luque - Conte de Fées
Talita - Pombalitando (muito embora ela nuuuunca escreva lá)
Luda - pode deixar um comentário neste blog ^^

hm, acho que é isso.
Amo vocês, galera!
Boa noite.

Aqui está um caos.

E é bem feito. Ao meu redor as coisas correm normalmente - ainda mais agora que a Copa acabou para os canarinhos. Meu irmão vai viajar, minha irmã continua fazendo as coisas dela. Mamãe faz algumas coisas, costura, trabalha, depois vê tevê comendo um chocolate delicioso ou bebericando licor de jaboticaba (que eu ainda caho muito mais gostoso que vinho). Papai trabalha, como sempre. E às vezes quando entramos no escritório o vemos com aquele seu sorriso engraçado, que sempre parece meio malandro. Lolita está quase tão gorda quanto Tigrinha, e Argus continua esguio, mas todos passam o dia inteiro deitados. Flor e Gatinha continuam dormindo em minha cama. E Carminha lambendo a mão até a carne.
Aqui está um caos. Não o coração, nem a alma, ou espírito, ou barriga, ou o que quer que seja que nos faz seguir em frente. Mas a mente, sabe? Dizem que a casa reflete a mente da pessoa. Pois é...
Minha mente se confunde com a quantidade de músicas que tocam simultaneamente. E as lembranças que se contradizem. E tudo o mais. E a lembrança de cheiros e gostos confusos, como se houvesse sempre alguma razão para se ter fome. Especialmente as consistências, sabe? Meu corpo parece que clama constantemente por elas. Algo que se possa mastigar, como madeira.
Acho que no fundo é o enfado da mente de ter que decidir tudo sozinha. Essa total escassês de sentimentos, impulsos, vontades. Essa loucura de procurar emoções nos livros. E reviver futuros e passados. Sem saber bem aonde se vai. Ou por que se vai. Ou quando. De repente tudo parece tão.. inútil...

Sabe? como flechas disparadas contra o céu, como chutes no ar. Como mover pedras pra lá e pra cá e querer ganhar a melhor fruta. Não significa nada. E eu estou tão cansada de fazer e falar coisas e depois de um banho frio e uma macarronada perceber, sem emoção, que aquilo não significou absolutamente nada. Nada... Talvez no futuro ou no passado tudo tenha sido imensamente doloroso... Talvez tenha tido uma importância muito grande... Mas não hoje. Hoje está tudo bem, tudo bem, e parece que tudo continua como antes. Socorro não estou sentindo nada. E eu queria que você estivesse aqui, pra me encher o saco, pra me abraçar, pra olhar no fundo dos meus olhos e ficar assim profundamente quieto. Qualquer coisa; eu sei que você ainda é capaz de me fazer sentir alguma coisa. O seu cheiro, sabe? impregna em mim cada vez que eu te vejo. E eu sei que o seu cheiro é mais forte que este cheiro de suor, este cheiro de forró que estou sentindo. Eu queria conhecer alguém, eu admito. Eu queria conhecer alguém que abrisse meus horizontes, para além dessa bobagem de escola-cinema-clube-televisão (embora eu não tenha um clube...)
Eu queria conhecer alguém que risse das minhas bobagens, mas que no fundo quisesse ficar comigo uma dessas tardes sentada num banco de praça conversando sobre coisas importantes. E alguém que ralhasse comigo. Que também falasse baizinho, mesmo que de brincadeira. Alguém que tivesse mente aberta e que quisesse me conhecer, que quisesse ver algo diferente, e não sempre as mesmas pessoas. Alguém que me roubasse de mim. Alguém a quem eu pudesse apresentar meus amigos.

"Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada "

Another dream, was it?

Não é que eu não tenha sono. Ou frio. Ou o que quer que seja. Mas acho que se eu for dormir tudo vai desaparecer, e amanhã vai sobrar aquela espécie de ressaca moral que dá quando a gente faz algo pela primeira vez e é tarde da noite...

A festa foi o máximo, dancei gostoso, conheci gente simpática, como o japonês alto que dança rock, o Léo (ou menino do sotaque esquisito que não conhecia meninas que jogassem futebol), o garoto que parecia o Tenshi, a Luciane (professora), a menina de azul, o menino de azul, o professor que não queria dançar, o irmão da Camilla com quem eu só tinha falado muito mal e levemente... ah é, e o Ernani.
Mas acho que não fiz boa impressão, Milla, o que você acha? Espero que eles tenham gostado de mim.

Another dream, was it?
And was it as empty as before?
Was it as another open door
I will furiously close
Just a dream, just a door I must close
To make silence...
Silence...
Another dream, was it?
And was it just something I'll forget
When the dreams start filling my head
Are these things I shall leave
Behind me, are these the things I must leave
To make silence...
Silence...

I'm sorry, babe
I know I made a mistake
And I'm past the point of no return, babe
But I'm beyond it all
Beyond it all to be someday alone, babe
You know I was bored with myself
With how I always respect myself
But it's just like that all the same, babe
I haven't learned a thing
I haven't learned to stick to the purpose, babe
And to be angry, and to say no
And I have gotten used to associate
Cruelty with love
Love with touch
Touch with care, so, you realize
To me it's all upside down
'Cause cruelty and care are
The two tips of the fish
(head and tail)
I'm sorry babe
Now it feels like a mistake
But I can't look back now, babe
Untill I find my way, I'll be alone
'Cause lonelyness, you know, is never wrong
I'm glad, 'cause now I'll force me to be strong
And perhaps, babe, in the end
I might remember how you say "I love you"
And don't have to pretend


Só... não perguntem, 'tá?
Eu... eu entendi algumas coisas hoje...
Algumas coisas que talvez eu não precisasse ter entendido, mas...
Dançar... As danças ainda são tão perigosas quanto eu me lembrava...
Mas hoje eu aprendi alguns passos... e foi gostoso, divertido, simpático.
Quero fazer isso mais vezes. A todo custo.
Mas quero... quero fazer melhor impressão da próxima vez. O que você acha, Mi? Acha que dá?

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Mrrrmm

Nyau, eu quero postar alguma coisa mas não consigo pensar em nada interessante...
Que coisa chata.

Eu estava pensando em como eu me aprazo em escrever do jeito meio confuso e enigmático que eu escrevo. Sabe, eu realmente digo tudo o que quero, mas sem deixar sujeitos e objetos muito claros. Na verdade a minha maneira de escrever é uma simplificação do que seria ainda mais natural para mim... Quando vou escrever, faço raciocínios muito complexos, mas ponho apenas palavras ou frases chave, sejam elas o fim, o começo ou o meio do raciocínio. As relações entre as coisas ficam indicadas, então eu não fico entediada nem cansada explicando o que quero dizer. Claro que às vezes me sinto um pouco culpada e dou mais informações sobre tópicos mais confusos... Mas é gostoso de qualquer forma. Acho que é por isso que eu consigo fazer textos tão longos...

Is there something here to believe
Or is it just another part of the game?

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Mrrr...

Nyau nyau passando passando sob o sol
O sol de junho me dá aquela sensação gostosa de liberdade
Me deixa também um pouco desatenta às condições da sociedade...
Quando você não está perto de mim, meus movimentos são todos impulsivos...

Estou um pouco confusa.
O que vou fazer agora? O quê?! O quê?!?!
Quando meus amigos não estão aqui, minha vida fica meio sem sentido... Não sei o que vou fazer quando isso tudo acabar. Não posso pensar em você, porque não me vem nenhuma idéia. Não tenho saco de ler nem de escrever. Pensar em qualquer outra coisa é o que se chamaria de "masturbação mental". Sinceramente, eu não dou a mínima pra isso tudo.
Quando tenho vocês por perto é fácil. Mesmo as coisas mais idiotas têm um gostinho diferente. Não tenho mêdo de vocês, não tenho vergonha. E mesmo que tivesse, "quem sai na chuva é pra se molhar."

Vou fazer dessa frase o meu lema. Até porque, você sabe, se você chegar perto de mim, pode se machucar. Eu não vou tomar nenhum tipo de cuidado.

Estou olhando a noite passar. Não está tarde realmente, mas acho que vou dormir.
Mais cedo, olhei as estrelas com meus cães e me senti estranhamente em paz. E agora? Não, não, deixa pra lá. Foi bom sentir que naquele momento todas as perguntas cessaram. Não estou com raiva, não estou preocupada nem irritada. Posso sentir à vontade, cantar à vontade coisas insípidas como "my life is beautyfull, my love is pure". Talvez eu tenha sido um pouco irresponsável... Mas, você sabe, liberdade é algo um pouco nauseante.

Vou sentir um pouco de falta, entende? De estar longe de alguns de vocês por mais um tempo. Logo todos começam a viajar... Que faremos nós em conjunto? Não quero passar o mês sem nenhuma viagem de amigos ^^

De resto, a vida vai ao vento... É um lindo dia de sol... uma noite estrelada...

quarta-feira, 28 de junho de 2006

A Silent Whisper

A noite como um véu me cobre a mente
O manto, um vulto, um vento, um braço encosta
As mãos vazias choram, olhos tocam
É frio - troco de pele qual serpente
O tempo passa e não chega resposta
Os pensamentos vagos se retocam
Mergulho nesse sussurro silente
Até que a pergunta seja reposta
Espera-se talvez que não ouçamos. Ouvimos tudo. Na noite alta, os olhos são ávidos por ver, a boca seca por querer provar. Ou vimos tudo. Os olhos são claros, mesmo se escuros. As mãos falam com a voz inconfundível do cristal e da madeira. As palavras não são desta língua, e nem os significados correspondem, mas a compreensão é a mesma, se não maior. Quanto maior a compreensão, maior a força contrária a ela. Resiste-se à compreensão. Mesmo assim, ela nos invade, sutil e incorrupta, e mistura-se aos podres de nossa imaginação. Os olhares, tão doces, tornam-se amargos, e a dor transforma-se em desejo. Mas sabemos que inicialmente compreendêramos a verdade das coisas, e isso nos deixa confusos. Fechamos os olhos as bocas e as mãos.
A nossa pele tem cheiro de sangue.
O nosso corpo tem gosto de carne.
A nossa boca tem peso de osso e por isso discerne ouriço de carpa.
O nosso sangue parece com vinho.
A nossa carne é o gatilho do carma.
O nosso osso tem cor de farinha e carrega no bujo o espinho e a farpa.

Eu poderia ser honesta com você, mas não vejo o sentido disso. Vamos, vamos até o fim! Quer vir comigo? Eu ouço quando a voz soa como desafio. Quer vir comigo? É o teu sangue, é a tua carne, que eu ofereço neste sacrifício. Você ri e chora e grita e cora eu nada digo. Você agora é como eu um bicho. Vamos jogar esse jogo então. Dois aqui podem fazer jogo. Vou abrir a porta e esperar que você entre pra brigar comigo. Pra brincar comigo; pra brincar de amigo. Vamos, vamos até que um de nós desista! Quer vir comigo? Você tem todo o risco. A minha aposta é dor e a sua dor. E a minha própria dor e amor e o seu amor. Ouça que a minha voz é puro desafio. Vamos até o fim. Quer vir comigo?

segunda-feira, 26 de junho de 2006

and I heard as I'd never heard before...

Essa força

Eu gosto disso.
Essa sensação estranha que nasce no peito e se espalha para a ponta dos dedos, fazendo o corpo se arrepiar, a garganta se abrir e querer cantar, até que domina meu corpo inteiro. Esse pulsar estranho dos dedos dos pés, essa temperatura única do ar nos meus pulmões, essa sede e essa vontade de chorar. Esse nervosismo desnecessário, essa impotência, essa vontade de viver, essa serenidade e essa urgência. Essa paciente impaciência. Principalmente a impossibilidade total de imaginar qualquer coisa, e a delícia de sentir apenas, essa melodia estranha que me põe totalmente à sua mercê.
É quase como estar apaixonado.
De certa forma, acho que ler e ver tantas histórias de amor me torna mais propensa a esse tipo de sentimento. Mas é a música a grande causadora desse meu tormento deleitoso, essa espécie de dor agradável que só se compara à tensão ansiosa dos amantes. É a música.

But his voice
filled my spirit
with a strange, sweet sound . . .
In that night
there was music
in my mind . . .
And through music
my soul began
to soar!


"Aiái, Guanabara", diz o Mário de Andrade dos meus vagos pensamentos. E eu sussurro para mim mesma coisas tenebrosas.

... ... ...

É claro que não posso transmitir por texto a emoção que passa aquela voz tão...
doce.,
aguda.,
desejosa.,
baixa.,
sussurrada.,
trêmula.,
sutil...

Só então...

Ou ao menos é como ela canta em minha imaginação, como um último pedido desesperado, fraco, rendido, como o remorso apaixonado do Chevalier Mal Fet ajoelhado aos pés de sua dama, como um beijo quase um sussurro, um sopro de beijo de Lancelot nos cabelos de Guenevere... Como pode Christine depois desse sopro ainda poder dizer que quer se afastar da noite para sempre, que quer apenas o dia
e tu sempre ao meu lado
meu futuro e meu passado...


Ah, Christine, como pode você querer tanto o dia?! Como pode escapar do delírio fantásmico da noite, da Música da Noite e do toque apaixonado de um fantasma que destrói o mundo pra te recriar... Ou não? Será? Será? Será...?

...
Eu diria que são tipos bastante distintos de amor.
...


Sei lá, viu?
















Pronto.
Branco.
Assim é melhor, esse vazio, esse azul.
Meu peito está mais sossegado, não canta agora.
Eu continuo sem entender completamente como é possível, o amor é tão orgulhoso...
"A generosidade é o oitavo pecado capital." De fato. Pessoas generosas acabam cedendo aos seus amores, aos seus impulsos, não porque são vis, mas simplesmente porque amam demais o mundo para vê-lo esvaziar-se do sentido compulsivo que lhe dão. Essa intensidade vemos como uma riqueza, e tememos sim a morte, e não a queremos nem para os outros. Os generosos sempre lutarão, mesmo que seja contra Deus. Por isso Lancelot, Arthur e Guenever eram muito generosos para verem o Graal. No fim, o amor deles, amor impuro como todo amor no fundo é, foi mais forte que a fé.
E essa força, essa ânsia luta justamente contra a pureza, que quer um mundo despido, um mundo perfeito. Acho que assim respondo à sua pergunta, mãe. Não quero ser budista, porque o budismo só tem sentido se for completo, e eu, embora preze a completude, não busco a perfeição. Não é que eu não acredite na perfeição. Acredito; assim como acredito que existam os Princípios Absolutos, que só serão alcançados depois de abandonados os Princípios Efêmeros. Mas eu prefiro, talvez até mesmo porque sou tão jovem, eu prefiro saborear a minha sede de vida, eu prefiro a Paixão, a Humanidade. Somos todos imperfeitos, e nunca seremos perfeitos, mas somos, por isso mesmo, completos. Pesados. Eu gosto de ser um animal.

Vê?; eu não sou tão contraditória assim.
Quando foi que falei que os maus precisam ser amados? O assunto agora é o mesmo.
Mas acho que agora que vi a peça eu entendo porque a moça não fica com o fantasma no final. É um pouco patético, entende? O homem não tinha futuro, diferente do jovem conde com quem ela se casa. A noite talvez seja um sonho para quem é capaz de negá-la. Outros, porém, conseguiriam viver nela. Mas a vida seria de qualquer forma curta... Acho que tanto amor fora suficiente para ela - agora ela deveria querer uma vida com alguém mais autoconfiante e menos desesperado. Ela amou o Fantasma, afinal. Mas, na peça, ao menos, ele não estava preparado para ser amado, assim, depois de não haver mais volta. Toda a situação era impossível...

Sabe, uma das coisas boas de ser jovem assim é se sentir tão pequeno que não dá pra ter medo de tudo. Nem dó. O mundo é uma descoberta, uma aventura.

sábado, 24 de junho de 2006

Daniel Nievvish

Quando eu era criança eu achava que Daniel era adulto. Não que ele fosse especialmente maduro - muito pelo contrário. Nem achava que ele poderia ser de longe tão velho quanto Animal, seu mestre e pai de criação. Mas talvez o velho fosse um pouco baixo, e do alto dos meus quatro ou cinco anos eu não conseguia ver claramente a diferença entre um e outro. É claro que o rapaz era alto, mas para uma criança pequena até um menino de dez ou onze anos tem o porte de um homem feito. E evidentemente eu jamais me tornaria mais alta do que ele, de forma que levaram pelo menos dez anos para que eu finalmente percebesse que o rapaz era, no máximo, pré-adolescente, e na maioria dos aspectos tão infantil quanto Rafa, Rin, ou mesmo eu. O fato de nós brigarmos de igual para igual, ou de eu eventualmente subjugá-lo, na história, seria no mínimo surreal se ele fosse, como seria mais tarde, um homem firme, poderoso e consciente. Por isso é que há alguns meses (ou anos, não sei dizer) eu tento substituir a imagem clássica do jovem adulto pronto para novas aventuras pela do rapazote insolente, prepotente e ansioso por novas conquistas que ele era, e seria por muito tempo ainda, mesmo que isso tudo mudasse antes que ele ressurgisse, agora de fato adulto, mais calmo, mais suave, e definitivamente mais evasivo, em todos os sentidos.

A primeira surpresa, nesse reencontro, foi descobrir que ele fuma. Foi assim uma descoberta espontânea: num instante de distração, vi-o tirar um cigarro do bolso da camisa (necessariamente uma camisa de manga - ele se recusaria usar camiseta) e acendê-lo com um isqueiro barato tirado do bolso da calça. Talvez tenha sido isso o que deixou mais claro que é tudo uma farsa - afinal, o fumo ia contra seu ideal de vigor e saúde, de força e resistência, que aparentemente orientara sua vida desde sempre. Até se podia imaginar que ele bebesse... afinal, seu mestre já aprendera a fazer cachaça. Mas dizem que quem fuma não pratica alpinismo. E Daniel estava muito propenso a escalar montanhas. Mas afinal de que é que está se escondendo?

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Na verdade é estranho tentar compreender os prórprios personagens. Daniel não foi o meu personagem mais duradouro. Depois de um ou dois anos de intensas aventuras nas quais ele era umas vezes vilão, outras companheiro, o rapaz solitário, que não conhecia carinho nem humanidade, foi tão esquecido quanto o resto do mundo fantástico de Ziget. Difícil então falar sobre ele. Orfão de pai, mãe e civilização, o menino foi encontrado por acaso por um dos pouquíssimos seres humanos vivendo na superfície. O soldado não tinha mais tropa, não tinha mais ordens, não tinha mais família, não tinha mais nome, nem sonhos. Àquela altura todos haviam desistido de ser alguma coisa, e ninguém mais acreditava nos Guardiães. Não se sabia a razão de nada, e apenas presumia-se que os Negros estivessem acorrentando o fluxo vital da terra. Pode-se dizer que o menino, um menino com nome, com futuro e com sonhos, reacendeu nele a esperança de uma humanidade perdida. O menino era pequeno, mas já tinha algumas idéias e sabia um pouco de leitura e escrita, o que era mais do que o velho ferreiro poderia lhe oferecer. Quando o menino Daniel lhe perguntou, no imperativo, sem pronomes de tratamento, quem ele era, o velho se atrapalhou e respondeu, num grunhido embolado, quase um rosnado, de quem desaprendeu a falar: Animal Smith.

Talvez Daniel fosse até mesmo um dos Negros. Como eles foram de certa forma apagados na mesma época, é difícil saber com certeza. Seria até interessante imaginar porque o menino foi mandado para a superfície, onde para todos os efeitos as forças antigas tinham menos influência. Afinal, desde a extinção dos dragões os povos humanos de Zigat haviam feito poucas excursões à superfície, e deviam ter pouca consciência do que se passava lá fora, em termos amplos. Ainda assim, haviam lançado algumas poucas tropas à Luz para garantir que os Povos Azuis não se tornassem demasiado pretensiosos. Dessa forma o velho Animal era sobrevivente da época dos Homens das Cavernas (os garimpeiros de diamantes)... Seus rostos queimados de sol diziam pouco a respeito de suas origens, mas fossem quem fossem os dois, como todos os outros humanos do planeta, eram resultado dos conflitos do passado misturados rudemente com a força vital do povo das profecias. Talvez, apesar deles, ainda seja certo dizer que Zigat é um mundo sem homens...


(PS: eu comecei este post hoje às quatro horas da manhã. Fui ler outros blogs e fotologs, postei um poeminha fajuto e outras bobagens, até que li o comentário da Clara, que foi quem me inspirara a escrever em primeiro lugar. Então terminei, na hora que está marcada ali embaixo. É, eu sei. E tenho que estar na Milla às 3h30 hoje! Oh Deus, Oh Vida, Oh Azar!)

PPS:Escrevo sobre amanhã amanhã ou depois. Não sinto um pingo de arrependimento, e estou feliz. Viva! ^___^

PPS2:Por amanhã eu quero dizer hoje.

Poema que seria postado no meu fotolog muito tempo atrás, mas que ainda tem significado hoje...

E pra que temos amigos
senão para fazer-nos rir
quando tudo o que queríamos era chorar?
senão para nos abraçar
quando não queremos sair
desta situação onde só há perigos?

e para quê temos amigos
senão para podermos descansar
quando voltamos a nossas tocas de madeira e pedra
morrendo de medo e frio
depois de tudo
depois de viver no mundo todos os medos e dores
todas as lidas e amores
longe de nossos amigos?

eu continuo olhando a foto sobre a mesa, pensando
que eu poderia viver para sempre assim
(vocês não perceberam, mas foi barra)

continuo procurando-os
quando estou perdida
para que me abracem e digam que está tudo bem...
[26/3/2006 - qquer cousa]

sexta-feira, 23 de junho de 2006

De certa forma, uma resposta:

Sabe Mali, apesar do que muitos dizem, eu acho que algumas vezes você é muito impaciente, não acha? Tente curtir o momento, erre o que tiver que errar, caminhe não corra, pois a gente vai estar ao seu lado, e você sabe que a maioria de nós é sedentária, né? Não pense no que foi, mas no que está sendo, só assim você realmente vai conseguir mudar algo, não só em você!!!
Luda | 06.22.06 - 8:12 pm | #

acho que a luda está certa, até certo ponto. Mali cuidado, a pressa é inimiga da perfeição - mas como essa tal coisa não existe, digamos que a pressa é inimiga da felicidade - Acho que voce deveria refletir mais sobre seus atos(não que eu saiba quais são) ou caso você ache que você tem refletido o bastante, reflita menos... Agora, férias, terá muito mais tempo para sair com seus amigos e se distrair. Não apresse os outros, cada um tem seu tempo de evolução. Sinto que você chegou num ponto parecido com o meu - ou talvez mais avançado - no sentido de que percebeu a realidade.
As pessoas demoram ou são rápidas demais, nunca é igual a você.

Eu sei que você está entediada com a vida, então, siga meu conselho: estude mais, faça algo que te de prazer. aproveite. Limpe a piscina, nade. chame alguém pra nadar com você. vá passear com os cachorros no villalobos
arranje um namorado, gaste seu tempo, aproveite a vida. Ajude sua mãe, seu pai, seu irmão. vá ver alguma luta que gostaria de fazer. converse mais com seu primo. ligue para seus amigos antigos... há muito mais coisa a fazer que ver Tv ou jogar jogos bobos no computador
ops, eu sempre falo demais
desculpa... eu talvez tenha fugido um pouco...

tou com sono, olha a hra q eu postei!
um grande beijo!
Utak | 06.23.06 - 3:12 am | #


Sei lá, viu? Eu sou mesmo impaciente. Me irrita a forma como você nunca corre. E digo você de uma forma bastante genérica. Me irrita a sua falta de pressa, me irrita a sua racionalidade, a sua calma perene, a sua verdadeira incapacidade de tomar uma atitude impulsiva. Me irrita esse seu jeito de nunca se irritar com as coisas, e se irritar de repente com algo que deveria ser aceito imediatamente. Me irrita essa sua preguiça, esse seu deixar tudo nas minhas mãos, essa sua descrença nas possibilidades do mundo, e a sua constante espera por uma atitude minha. Me irrita a sua falta de vontade de fazer alguma coisa, seu sedentarismo, a sua insistência em fazer sempre os mesmos programas repetitivos e sem sentido, e tom moroso e sonolento que adquirem todos os seus fins de festa. Me irrita principalmente você nunca perdoar as minhas paixões pela vida. Detesto cada vez que você me faz parecer uma... do que foi que você me chamou? "Puta"? Detesto a forma como você me faz querer dizer "você é muito pior que eu". Detesto esse rebaixamento. Me faz querer nunca mais olhar na sua cara. Mas, de alguma forma, toda vez que eu vou me vestir, tentando encontrar a melhor forma de provar para o mundo que eu tenho um resto de esperança de ser tão humana quanto o resto de vós, eu abro a porta do armário, e você está lá, me encarando, com aquele seu olhar pedante. É nessas horas que eu rosno baixinho — e você se envergonha do meu rosnado — eu te odeio.

Tá muito frio pra nadar. Não só isso como eu estou doente. Em pleno dia de jogo, eu me encolhi num canto da cama amaldiçoando internamente toda essa loucura que a Copa incita nos brasileiros. Eu disse pra você, não disse? O meu dia estava fadado a ser muito ruim. Não dá pra estar doente e desanimada num dia de jogo. Impossível. Na minha mente passaram imagens de inúmeras pessoas tomando canjinha na frente da TV. Na frente da minha TV havia um monte de gente que eu gosto, mas gente com quem não converso. Eu queria meus amigos, mas eles todos estavam ocupados fazendo alguma outra coisa, vendo jogo ou algo assim. Li um gibi inteiro, mais da metade de um livro e uns cinco capítulos de outro. Nessa hora minha irmã veio perguntar se eu não ia assistir o jogo nem comer pastel. Grunhi alguma coisa em resposta, e li mais uns dois capítulos antes de ir comer um pastel e assistir um dois lances. Depois me encolhi na cama da sala e fiquei ali até muito depois do fim do jogo... No fim, o dia não foi tão ruim quanto eu esperava.

É estranho isso. A forma como eu não quero nada além dos meus amigos. É pedir demais? Eu não quero um namorado, por mais deliciosamente bom que namorar seja. Eu não quero um namorado porque antes de um namorado eu quero encontrar um cara que me faça desejar ardentemente um namorado. Eu quero realmente *desejar* alguém. Alguém assim que eu possa devorar com os olhos, assim como eu fazia com você antes de decidir que era doloroso demais sua existência em mim. Eu quero sentir de novo algo tão avassalador quanto aquilo, o que eu senti por aqueles meus simbólicos gatos, anjos, demônios. Mas sinceramente agora não me importa muito o que vai acontecer. No máximo, acho que a gente pode sair algum dia, se for o caso.
Mas, como isto é uma resposta, eu devo dizer que também não quero cães, nem lutas. Tudo isso me irrita profundamente. E me faz me sentir profundamente hipócrita.
Eu queria amar meus cães da mesma forma que antes, queria que eu definisse amor a partir do que eu sinto por eles, mas de verdade eu não sinto mais nada disso. Acho que falta na minha vida grandes emoções. De uma forma ou de outra, quando eu saio pra passear com eles, é mais por benevolência ou responsabilidade do que por qualquer outra coisa. E isso incomoda. Eu queria achar profundamente divertido sair com eles por aí... mas agora só acho difícil e perigoso. Eu queria ainda poder andar com eles soltos, era agradável, embora aflitivo.
Eu não quero lutar: eu não acredito mais nas artes marciais nem nas batalhas, da mesma forma que não acredito mais na psicologia. E digo isso com uma raiva crescente, talvez alguma frustração. Um dos motivos para eu nunca ligar para a tal da psicóloga que minha mãe encontrou é que eu não vejo sentido nenhum nisso.
— Por que você veio aqui?
— Pra você me dizer o que há de errado comigo..?

Não, não, eu não me submeteria a esse tipo de humilhação. Sabe, eu olho pras pessoas e vejo seres humanos, realmente seres humanos e não profissionais. Eu pensaria "mas quem diabos é essa criatura pra me dizer o que é certo e o que é errado?" E afinal eu não consigo ver nada mais rebaixante que precisar da ajuda de outrem para elevar a própria auto-estima. Afinal, não vivemos numa meritocracia? Não são sempre os melhores e os mais dedicados que se dão bem na vida? E evidentemente os mais dedicados devem ter certeza do que estão fazendo, ou jamais conseguiriam se empenhar em tal dedicação. Não consigo imaginar que esses melhores e mais dedicados tenham alguém que os ajude a entender que eles são bons, que eles merecem ser amados e que eles não são aliens. Como eu disse, não há nada mais humilhante do que receber de presente de aniversário um livro de auto-ajuda. A reação automática é a seguinte: você vira para a pessoa que te deu o presente e diz: "Então você acha que eu preciso de ajuda? Você acha que eu não sei me virar sozinha?"; e antes que a pessoa comece a explicar que todas as pessoas precisam de ajuda, e que aceitar ajuda é uma grande virtude ou algo assim, ou que a história é bonitinha, você sai correndo para fora do campo de visão da pessoa, e vai conversar com pessoas normais que te aceitam, se é que elas existem. Afinal, não é mais uma meritocracia. Espera-se que todos aceitem ajuda, e que todos sejam capazes de levantar-se e bradar, depois de algum tempo de tratamento lento e não-agressivo. Mas porque eu quereria me levantar e bradar?
— Por que você veio aqui?
— Me diz você.

Tá eu sei que os psicólogos teoricamente só ajudam os pacientes a se compreender etc etc etc para ajudá-los a tomar decisões com mais clareza etc etc etc para que eles possam acertar mais etc etc etc mesmo que às vezes acertar signifique errar etc etc etc e também para que possam se aceitar mais etc. Mas sinceramente eu não quero me compreender mais. Não é que eu não queira, é que eu não me importo, na verdade. Talvez seja só medo de que alguém me convença de que tudo isso é culpa do meu passado... porque eu realmente nunca achei que fosse, eu nunca pensei nisso e sempre vivi muito bem assim. Eu talvez tenha me retraído um pouco, e acho que essa retração teve conseqüência gravíssimas, que vão muito além do que a causa da retração poderia causar. Talvez eu seja um pouco androfóbica, mas acho que ... bom, na verdade acho que estou chegando a um nível de indiferença que me impede de sentir tudo isso na verdade. Etc. E como disse a Clara inventando o significado das cartas de tarô, eu sou capaz de passar por cima das pessoas e de machucá-las. Acho que acho muito mais fácil aprender "da maneira difícil"...
— Porque você veio aqui?
— Não tenho a menor idéia.

(e espero que depois disso a moça não tentasse me fazer descobrir, porque, no fundo, eu odiaria descobrir que foi porque minha mãe disse que era legal, ou simplesmente por curiosidade — da mesma forma que eu detestaria descobrir que todos estes problemas decorrem... do meu pessado; afinal, o passado não faz uma pessoa!)

...

Como eu disse pra Gabi outro dia, eu tô pouco me lixando pro que o mundo pensa. Não porque eu acho que não importa, ou porque eu acho que estou acima disso, mas simplesmente porque é doloroso demais. Os padrões do mundo são desagradáveis, incômodos, e muitas vezes insalubres. Se eu me preocupar com o que o mundo vai pensar de mim, quando é que eu vou poder ser do jeito que eu quero? E não se iludam - eu ainda quero dar ao mundo o que ele precisar. Mas isso tudo são caprichos, e não necessidades. A forma como eu amarro o casaco nos ombros não determina a criação de um assassino. E eu corto meu cabelos desses jeitos meio masculinos porque sinceramente eles são mais confortáveis do que os outros, e eu me sinto mais bonita também. Eu sei que é esquisto eu precisar parecer um menino pra me sentir bonita, mas um menino é quase sempre mais bonito que uma moleca, já repararam? E sei lá, talvez assim eu me sinta menos obrigada a competir em beleza, feminilidade e vaidade com as outras moçoilas que eu encontro por aí. Eu não tenho saco pra ficar comprando roupa nova. Aliás eu detesto ir comprar roupa, é tão tedioso e demorado... Acho que eu não vou comprar roupa há mais de um ano...

Além do mais, considerando que todas essas pessoas maravilhosas gostam de mim, e que mais de um rapaz simpático, divertido e inteligente (e, na minha opinião, bonito) se apaixonou por mim, deve haver alguma coisa certa no meu jeito de ser. Eu não tenho muita certeza do que é, mas tem que ter.

Ai, ai, eu queria saber do que que eu tenho tanta raiva... ... ...

terça-feira, 20 de junho de 2006

Sonhos

Eu tive um sonho estranho... Tudo era tão feliz... Eu podia ir viajar... Você sorria sem parar... Todos se falavam... O sol brilhava... As árvores pareciam cantar... A comida da cantina era boa...

Eu sonhei com você. Eu preferia nunca mais sonhar com você, mas é claro que é você que está lá sempre, por trás dos meus pensamentos, envolto numa bruma de raiva e amor e frustração constante... Não que não tenha sido um sonho bom, sempre são, e sempre dá aquela sensação gostosa de dever cumprido, de problemas resolvidos, de objetivos alcançados, mas aí, quando eu acordo, olho ao redor e penso de novo: "saco. só mais um sonho." E lá fora os problemas todos continuam atazanando, insolúveis... Eu não queria sonhar com você, com vocês todos, não queria sentir tudo o que sinto por vocês, não queria precisar de vocês dessa forma. Queria, sabe? que fôssemos amigos e que estivéssemos lá uns para os outros... Mas mas mas... *suspiro*

Sei lá viu... Esse sonho hoje me fez perceber o quanto é preciso abandonar para entregar-se. Eu não abdiquei o suficiente, na verdade. Mas ainda acho que poderíamos ter tido mais, sabe? De alguma forma... Mas de alguma forma os abraços quentes são e serão sempre sufocantes. Eu preciso às vezes de um abraço frio assim, de quem não quer mais nada, pra que eu sinta que ainda posso um pouco sobre mim. Eu não quero seu carinho, seu colo, seu beijo. Você é secundário. Mas eu te amo mesmo assim. E eu vou fingir que o seu amor basta pra mim... (porque eu preciso disso) ...Mas só por um instante.

Sei lá, eu... eu acho que eu preciso muito entender... eu acho que não é suficiente pensar... acho que... acho que eu só quero brincar com você... ou ouvir você rir... eu acho que estou um pouco só... ou um pouco desatenta... acho que não sei o que fazer... estou cansada... cansada disso tudo... de ter que fazer meu papel... e fingir uma porção de coisas... e da fome e dos caminhos longos e da luz do sol que irrita meus olhos quase tanto quanto a luz do computador... e da frustração diária de lembrar disso tudo e de ter que ser uma porção de coisas e de acordar todos os dias sem nenhuma perspectiva e jogar todos aqueles jogos horríveis e ver todos aqueles seriados fragmentados e comerciais fragmentados e até o jantar é fragmentado e meus ossos estalam e eu penso que diabos... cansada de entrar nos mesmos blogs nunca atualizados e pensar "aposto que não tem nenhum post porque ele está fazendo algo mais interessante"... e passar um tempo inominável lendo, cochilando, olhando as árvores no banco da praça, inventando formas novas de comer a mesma comida, de entreter os mesmos amigos que parecem querer estar sempre presos nos mesmos velhos assuntos... de perceber a mudança muito lenta de todas as coisas e só suspirar e me sentir impotente perante as forças superiores dos horários e das sensações... sei lá... talvez eu devesse ir visitar meus amigos mais vezes... se é que isso é possível... e às vezes, como uma cereja no topo do sorvete, eu me sinto tão parecida com você... e depois me sinto tào diferente... e eu não quero ser igual nem diferente... eu não quero provar nada, porque nem tem o que provar... não, eu só quero alguma coisa pra fazer... eu só quero descansar meus olhos por um instante, debaixo das àrvores verdes contra o azul do céu... quem sabe descansar também as pernas no banco macio da praça...

domingo, 18 de junho de 2006

"O que você quer?!"

I guess I'm just overwhelmed, and the feelings that come from inside me don't let me hear the purity of the Phantom's song.

Say you'll share with me one love, one lifetime...

And I knew I could see his beauty, and I knew it was because I had seen it before. It's not a monster that needs to be loved. But understand - there's no man inside the monster. The monster itself is a man, and as every man shall be loved. People are complicated, Jackie. In the end, there are no winners in the game of life...

...help me sing the music of the night...

I guess I'm just upset, and I'm not sure why. I'm sorry, but sorrow isn't the origin of this feeling. I'm just angry... It doesn't matter, you know? everything you've asked of me, everything poeple expect. I can't attend to all of your expectation. All in all, I guess I hoped I'd get drunk. And I didn't even drink that much. I wanted to know what to wear, and how to speak. When I thought of you, my heart ached. I was so angry...

Close your eyes
and surrender to your
darkest dreams!
Purge your thoughts
of the life
you knew before!
Close your eyes,
let your spirit
start to soar!
And you'll live
as you've never
lived before . . .


When people look at me as if I was as childish as I seem, I feel strange desires, and my imagination knows no boundaries. Sometimes I wish I could eat you alive, and I can almost feel you warm inside me - and my hands want to hurt you not just to hold you, when you are too close to realize that I'm not as sweet as you think. Perhaps it is from there that comes my atraction to the Phantom, whose beauty only his Angel of Music can entirely see...

RAOUL
Don't throw your life
away for my sake . . .
CHRISTINE
When will you see
reason . . .?


But perhaps what I feel now is deeper than the past... All we have tried... Well we could have tried harder... I refuse to forget my dreams and try to live without dreaming... This time, I won't give up so easly...

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Sabe, gato, eu preciso muito de você.

E talvez isso me incomode um pouco. Eu não sei dizer. O que incomoda mais, definitivamente, é esse olhar sensível, é esse olhar ferido, de quem... de quem o quê? Ninguém quer sofrer. O que incomoda é o jeito como outro gato me olhou, um gato muito mais escuro apesar da luz no seu olhar, quando ele partiu e eu tão sozinha me aninhei no seu abraço, como eu sempre faço, e me senti muito menos só. Não é que eu queira ser cruel, mas não encontro mais espaço para falar abertamente a ele, gato. Não consigo. Quando falo sem arreios ele me olha e parece que facas cegas se lançam do seu olhar. Acho que não quero nunca mais falar com ele assim, sabe? mas eu não saberia dizer. Amar é uma coisa confusa. E acho que eu não preciso dele. De nenhum deles. E acho que isso pode ser bom, pode ser ruim, mas eu queria que ele não me olhasse como se eu fosse cruel assim. Eu não quero caçar mais. Eu não quero que ninguém me ouça. No fundo, eu quero descobrir como chegar ao mundo pelo outro lado. Porque o Guigo disse para eu ir para o mundo, não para eu seguir os filhotes novos. Existe muito para ir além.

Mas para onde fica o além, gato? Você me diz, mesmo que você não saiba me dizer. Uns vão seguindo seus caminhos, outros esperam, chamam, têm raiva quando não aparecemos. Mas não é nossa culpa, na verdade. Nós amamos muito além do que os seus olhos escuros podem ver. É preciso tirar os antolhos, menina. Ou o animal pode cair da ponte; você não poderia querer isso. Nós sofremos muito no começo. Sentimos muita falta e muita saudade, mas depois passou. Ficou só aquela saudadezinha escondida atrás de uma quina do peito, escondida com o corpo de fora como uma rena de nariz azul. E hoje quando você chega e conta as novidades e as histórias engraçadas nós todos queremos rir, nós todos queremos brincar, queremos viver você para que você exista conosco inteiro, queremos te conhecer inteiro, aqui e lá. Mas os outros, por quê? ficam calados, ficam silentes, uma dor brumosa com cheiro de orvalho, eu não consigo entender de onde vem esse cheiro de orvalho, esse olhar perdido, essa vontade de chorar. Então eu não choro, mas pra quê? Eles continuam com a gente, mas os corações, gato, quê fazer? Eu quero conhecer um novo mundo. Se eu levá-los para esse novo mundo, quem sabe os olhos vão sorrir como antigamente...? Amar, talvez, devia ser mais fácil. Mas assim no futuro do pretérito tudo vale. Subjuntivo para suposições, Má, ela disse. Mas eu quero indicar o caminho, Thá. E os seus quereres e os seus amores são como peixes nadando contra a correnteza. Aliás não simples peixes: salmões.

Talvez realmente o jeito que o nome daquele Gato se pareceu tanto com o dele e o jeito como eu escrevi isso tenha sido impensado, talvez tenha sido errado, mas não foi o que eu quis dizer, não foi o que eu quis causar. Mas ontem em algum momento eu lembrei, quando dançamos a quadrilha, quando trocamos risadas, quando vi aquele bichinho fofinho transformado em Chopper, quando você me abraçou, quando ele riu, quando outro disse que estava muito feliz, quando eu me irritei, quando contamos o dinheiro, quando eu comi espetos de morango, e em outros momentos também, eu me lembrei:

O mundo pode ser muito gatos.
Talvez mais até, do que você, do que ele, gato. Acho que por isso que eu te amo. Eu adoro te ver crescer, perto e longe de mim. Eu adoro vê-los crescer, na verdade. E talvez o amor, sei lá, faça parte, de algum jeito, da amizade. Quem sabe eu entendo isso quando crescer, heh...

E sei lá, O Charles disse que agora é o rei da Inglaterra, não sei não. Já acabou a monarquia faz tempo... Quando eu era criança achava que os reis só existiam no passado ou nos contos de fada. A Gabi ainda não me disse, e ela não posta mais, e ela não brinca mais, mas também, estão todos na faculdade agora. O João Pedro todo carente reclama que eu sequer o vi. It takes all sorts, quê fazer? O Squick reclama que não entende nada, quê fazer? A Milla me liga sempre dizendo "vem pra cá agora". Eu apenas suspiro, dormitando num banco da praça. O mundo é mesmo gatos, quando se fecha os olhos e um colega de classe grita, no meu sonho, que ele estava muito afim de mim. Eu apenas suspiro, e lá em cima o verde das copas suavisa a imensidão do azul. Preciso acordar pra entender que foi apenas um sonho. Na vida real, eu ficaria ainda mais sem jeito, e talvez finalmente viesse a vontade de dar-lhe um beijo. Você tem ouvido muita Rita Lee, eu tinha vontade de dizer no seu ouvido. Mas éramos tão crianças, quê fazer agora que estamos tão distantes? Eu apenas suspiro; até a lembrança está se tornando distante agora. Eu quero conhecer um novo mundo, além do que já conheci. São legais mesmo, estes livros com vários mundos e vários gatos. Eu apenas suspiro -- e posso quase sentir o calor da sua respiração no meu pescoço... Às vezes eu acho que você vai realmente me dar um beijo. E aí viro a cara, mas acho que no fundo eu é que comecei. Eu apenas suspiro, viro de lado e tento dormir, e não sonhar com ele, foi apenas um sonho...

Sabe, gato, você realmente tem algo de urso.
Um urso forte, grande, meio solitário, meio familiar, meio brincalhão, meio letal.
Uma patada sua para matar um peixe. Mas eu aposto que consigo me esquivar, pular na sua cara, rindo, e quem sabe te derrotar como no sonho. Quem sabe. Mas eu prefiro que continuemos assim, lado a lado. Te espero no próximo feriado, gato. Urso, te espero no último feriado.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Desculpa. Desculpa mesmo.
Mas tudo isso eu devia dizer individualmente.
Desculpe-me.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Demasiadas Palavras

...
...
eu não quero ir para a escola amanhã...
...
eu simplesmente não quero...
eu não quero mais isso tudo...
por que tudo não pára um segundo, pra eu poder pensar...
...
eu não quero pensar em nada...
eu não quero te ver...
eu não quero lembrar de tudo o que eu senti...
eu quero que isso tudo desapareça...
...
eu quero virar um animal...
se eu fosse um animal como os outros todos, eu poderia ficar pra sempre com você...
...






por que eu não posso ser infantil de vez em quando?
eu não quero sequer pensar no que está acontecendo lá fora...
não consigo imaginar que algo aí realmente me importe...
você devia saber... que você nunca se despiu de tudo como eu me despi... que você nunca se abriu de todo nem eu me abri... e no fundo eu só... não queria ficar só... ... ... ... Não queria sentir frio... Eu queria sentir algo que me desse vontade de fazer alguma coisa... ... e a falta desse sentimento me faz me sentir tão idiota... Eu queria querer devorar você. Mas não deu certo.

terça-feira, 30 de maio de 2006

Deixe-me ir, preciso andar

Agora não pergunto mais aonde vai a estrada
Sigo sem procurar nada, sigo pela terra do meu peito
Pelo sertão que corre dentro em mim
Meu desespero é franco e passageiro
Minha fraqueza é pura comoção
Mais fácil é entender que o coração
Não ama por inteiro
Sigo sem apressar a resposta
Esperando apenas a compreensão muito lenta de todas as coisas
E nisso se perde tudo o que há de falso em mim
Não quero mais os seus olhos verdes-vermelhos
Não quero mais mentir para que acredites em mim
E para não te ferir vou golpear-te furiosamente
E se eu for capaz de resistir serei talvez
Talvez agraciada com coragem
Nào consigo mais fazer posts longos
Não consigo mais entender
Acho que agora eu estou buscando a verdade
Acho que agora eu estou buscando a mim mesma

Muito lentamente agora
Muito lentamente eu vou reaprender a viver
E quem sabe assim, muito lentamente
Eu reaprendo a amar
Devagarzinho...

O sentido da vida? Sigo descobrindo-o...
Mas da próxima vez quero poder contar-lho de verdade....

"E se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar"

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Acho que agora eu entendo de onde vem essa dor...
Não é a dor de não amar...
mas também não é a dor de querer...
Não, é uma dor muito mais funtamental...
É apenas a dor de viver.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Principalmente sábado.

A bem da verdade eu estou feliz que tudo isso tenha acontecido. Eu entendi que é possível ser feliz. Obrigado.

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Para viver como no sonho

Talvez faltasse um pouco mais de esperança, um pouco mais de delícia nesse viver incansável. Talvez faltasse sentir a dor com um pouco mais de intensidade, e deixar de sofrer pelo passado na mesma medida. Talvez faltasse o desespero de todos os amores sinceros. Talvez, porém, faltasse apenas coragem...

Meu coração engole baques secos e se cála. Será que algum dia eu vou viver como nos sonhos?
Estranhamente hoje olhei para ti como se fosses meu melhor amigo... e sequer me vistes. Será que algum dia eu vou viver assim?

"O que será, será."

E boa caçada a todos!

O que passa pela minha cabeça...

eu quero... eu quero ir, entende? Parece estranho, mas eu realmente quero. E não sei bem por que eu quero também, mas eu quero! Eu quero mesmo. Não entendo isso. E não consigo aceitar que meus amigos vão e eu não. Isso seria tão estranho, por que eu quero ir, e eles vão. E se acontecesse alguma coisa e eles estivessem lá eu nem me sentiria melhor por ter escapado, sei lá, por que eles estariam lá. E se não acontecesse, eu nem me sentiria tão mal, mas seria chato. Enfim. Eu quero ir. De verdade.

sábado, 13 de maio de 2006

Pensamentos privados de uma pessoa pública (ou vice-versa)

Vocês sabem que não é tão fácil me fazer pular de susto a qualquer hora. Várias vezes eu já disse que tenho uma resistência especial a sustos porque meu irmão vive me dando sustos muito bem dados. Mas hoje de manhã, eu ia andando traqüilamente até o meu quarto quando uma porta se abriu na minha frente. O barulho da porta me fez pular e ficar imóvel, como uma presa que percebe a presença do predador (mas que raio de aliteração involuntária...). Meu pai pessou por mim saindo pela porta, e eu apenas disse, com os olhos arregalados... "Que susto..."
É engraçado isso, mas eu realmente sou assustadiça quando estou em casa. Nunca tinha reparado, mas dentro de casa qualquer coisinha me assusta, enquanto em outros lugares é preciso um susto muito bem dado para me fazer pára-parar o que estou fazendo. Talvez isso seja porque em casa eu me deixo ser eu sem os filtros da moral e dos bons costumes, sem os contínuos esforços de ser uma menina tranqüila, extrovertida e sexy. Mas acho que não é só isso. Acho aliás que isso não é o mais importante. Até porque, no fundo, eu sou péssima em ser educada e bonitinha, de forma que fora de casa eu acabo sendo tão desleixada quanto dentro.
Talvez seja mesmo um problema de me sentir vigiada o tempo todo. Em casa eu importo, em casa todos vão querer saber de mim e, quando passarem por mim, vão me ver, vão perceber quão esquisita eu sou quando estou sozinha. Em casa talvez eu tenha menos privacidade do que fora (já que é um fato que até meu quarto é um lugar público). Aqui eu sinto que posso ser repreendida o tempo todo, a qualquer momento alguém pode achar que estou à-toa (e que crime terrível é estar "à-toa"!) e me escalar para algum trabalho (que no fundo nem é tão chato assim...) exatamente quando tudo o que eu quero fazer é descansar, pensar, relaxar um pouco. Então o tempo todo eu estou me esforçando para parecer que estou fazendo alguma coisa (nem que seja ler ou desenhar - embora na verdade a leitura também seja interpretada como falta do que fazer na maioria das vezes) para que ninguém pense que eu sou uma vagal desocupada que só dorme e "viaja".
Por isso toda vez que alguém entra na meu quarto eu me mexo, para parecer que eu não estava parada olhando pela janela pensando na vida. Acho que é proibido pensar na vida. Acho que é proibido querer estar sozinha. Talvez seja esse o real motivo de eu não poder trancar a porta do quarto, e não todos os riscos que eu estaria correndo. Não. Mas concerteza é esse o motivo de eu gostar de subir no telhado: é o único lugar da casa em que ninguém vai me ver, nem sequer saber que eu estou lá. Lá eu posso pensar na vida. Lá eu posso até fingir que eu não existo se eu quiser. Eu posso até andar em círculos se eu quiser. E ninguém vai me repreender.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Eu não entendo.

Eu também não entendo, sabe? E você está do meu lado através da parede, e eu posso ouvir você digitando, mas não consigo ir até aí te dar um abraço, dizer que vai ficar tudo bem, dizer que eu te amo (mas eu te amo).
Qual é o problema, me diz? O que há com este mundo? Cada vez mais eu vejo as gentes que eu amo sofrendo por amar demais, por não encontrar alguém que possa amar tanto assim. Eu vejo o sorriso no seu rosto, o sorriso de quem tem vontade de ir além de um beijo numa festa, de um abraço entre amigos, e de todos aqueles gestos que nos fazem sorrir e sonhar com um mundo ainda mais vivo, um mundo além dessa trivialidade, um mundo onde haja — quem sabe? — amor. Eu não entendo por que essas pessoas não podem simplismente dar-se por inteiro, ou, se não, guardar-se - por que têm que ficar nesse meio termo cheio de mêdo, que a qualquer "eu te gosto" desaba e desaparece, que não pode suportar nem por um instante que o querer do outro seja mais forte que o seu.
Lembrei agora da resposta que eu e outros demos a uma pergunta de um Jogo da Verdade, há algum tempo, já. Eu disse que não ficaria com alguém, porque não achava que eu poderia suportar a crueldade de se aproximar tanto de alguém para então largar, sem ter sequer convivido. Alguns meses e muitos eventos fizeram com que eu esquecesse o real significado do que dissera, mas acabei lembrando. E mesmo achando que é sempre possível não destruir a vida de uma pessoa com um beijo e um olhar (etc.), acho que ainda acredito naquilo. Por que as pessoas não se deixam gostar? E, não se deixando gostar, por que então finjem que se deixarão amar?

Desculpa... acho que eu estou apenas um pouco brava ou um pouco triste porque eu sempre quero muito te ver feliz, e de novo e de novo e de novo você chega com essa cara abatida, com esse olhar desiludido, e eu tenho raiva do mundo porque... bom, acho que é porque eu quero te proteger. Você sabe que eu estou aqui pra qualquer coisa, não sabe? Fique bem... Te amo.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Apenas um comentário rápido

Mas meu deuz, que silêncio! Eu quase não percebi que o computador ligou...
Isto há de fazer melhor para a minha vida ^^
Acho que eu nunca conseguiria entender os garotos. Talvez mesmo os homens adultos, nos quais o que existe de mais infantil nos meninos se mistura com o jogo sexual e a malícia aprendidas na adolescência e com a estranha teia-biblioteca interativa de experiências que compõe o que chamamos de "maturidade" para formar um conjunto temporal ligeiramente complexo, sejam bastante difíceis de decifrar, mas a contradição inerente ao rapaz de dezessete anos o torna completamente intangível. É difícil compreender um ser que hora nos oferece colo, abrigo e sabedoria, ora rasteja carente, encosta a cabeça em nosso ombro como uma criança...

(texto incompleto)

domingo, 7 de maio de 2006

Sonhos

Eu tive sonhos bons esta noite... Sonhos diferentes, em que não havia mêdo ou dúvida, em que não havia olhares silenciosos perdidos na noite das almas. Sonhei com um novo mundo, um mundo de homens e fêmeas heróicas que completariam o elenco lacunoso das princesas, sereias, serpentes, mulheres guerreiras. E no meu sonho lutávamos como jovens estudantes, eufóricos pela beleza das árvores roxas e dos olhos brilhantes de nossos companheiros, pelo sabor vitorioso das criminosas balinhas de morango roubadas dos quartéis e escritórios dos inimigos. Superadas as barreiras dos segredos, neste sonho éramos unidos e abertos, e sem preconceitos nos ajudávamos a alcançar nossos horizontes, a conseguir os objetos de nossos quereres impossíveis, com alegria e risadas debochantes mas com confiança nos nossos poderes.
Hoje eu tive sonhos bons. Sonhos de importância sutil, de significado a princípio óbvio, mas à segunda análise apenas estranho. Sonhei que éramos melhores que os maus, sonhei que eu poderia me casar com o rei. E ao acordar do sonho me senti verdadeiramente humana, verdadeiramente vitoriosa, como se afinal houvesse acordado de um longo sono.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

If only...

Há tanta coisa que eu queria te contar...
Se ao menos você pudesse me ouvir
Se ao menos você pudesse entender
Há tanta coisa que eu queria te contar...
Eu poderia responder às suas perguntas, eu poderia te fazer entender
Se ao menos não fosse assim tão escuro
Se não fosse tão impuro
Se ao menos...

Há tanta coisa que você precisa saber...
Mas enquanto escrevo eu postergo o dia em que irá saber
Tudo isso é muito demais pra você
Tudo o que eu sou
O que eu fui
E o que eu preciso ser
Tudo o que o meu olhar quer dizer pode ser demais pra você
Pode ser demais pra mim também
Mas eu não posso deixar que o tempo acabe tão cedo
Eu preciso dizer tudo isso
Eu preciso que você entenda
A tanta coisa que eu preciso te dizer

Se ao menos eu conseguisse tomar as rédeas da minha vida
Se eu pudesse deixar meu coração bater sem medo
Mas os dias vêm e vão e eu continuo aqui perdida
E eu empurro com a barriga o dia em que vou pôr
Todas as cartas na mesa
Se ao menos você não tivesse tanto medo
Se ao menos eu não tivesse tantos mêdos
Se não fosse tudo tão impreciso
Quem sabe?
Podíamos ser honestos.

You won't believe me if I tell you
But still I'll tell you;
I'll tell you anyway
For days have come and gone and now we're back togheter
As if it hadn't happened
As if life started today
But that ain't true
and we know it
And both of us have shared our secrets, and both have trusted
So I won't break no rule:
I'll tell you what my secrets mean to say.
[28/8/2005]

segunda-feira, 1 de maio de 2006

...

everything so empty right now...

O Impulso Inicial - III

eu devia ter postado isso há bastante tempo... agora tudo soa um pouco... estranho...

Olho pra você, com calma, sem intenção. Observo você. Não tenho nenhum motivo para olhar para você, mas também não tenho nenhum motivo para não olhar, então olho. Você me olha. Desvio o olhar — e o ritmo do meu coração muda ligeiramente. Você me olha, eu desvio o olhar e o ritmo do meu coração muda repentinamente. E eu capitã que afundo com o navio, eu que afundo mesmo fora do navio, lembro e arranco do corpo essa mágoa, eu broto de vento que morre e não chora. Ele me abraçou tão doce e quente, a raiva a dor e todas as outras coisas. Falei tudo o que pensava, gani em protesto contra as lágrimas que me rompiam a seriedade da face. Chorei. Chorei e gritei na minha própria alma, o mesmo urro de todas as vezes em que tive ódio de mim, e com isso o ódio frustrado, de raiva dos outros; um uivo profundo, sincero e selvagem. E mesmo no seu abraço, mesmo no seu castelo, meu rugido destruiu todos os desprazeres e prazeres do passado, meu rugido destruiu tanto o medo quanto a dúvida, meu rugido quebrou teu olhar em pedaços, desfez as paredes, a àgua e todas as coisas, todas mas não a dívida. Depois foi o silêncio. Você me olhou em silêncio. Sustentei o olhar por um instante, e você sorriu, simplesmente. Depois partiu. Eu olhei para as mãos, para o ar, para o chão. Água, pensei. Quem dera, apenas isto, água. Água, dívida e silêncio.

O Impulso Inicial - (parênteses)

Entre teses.

Ele me olhava de fora do barco que afundava. Ele me chamava. Ele perenemente me chamava e eu olhava e pensava e tudo o que não conseguia era sentir a força do olhar dele olhando de fora do barco, chamando, me chamando. Eu o olhava nadando nas ondas que o meu tempo criara, meu tempo de mar Temperamental, e eu fiz movimentos vazios na tentativa de agarrá-lo daquele mar furioso. Em verdade pulei no mar para salvá-lo, ou para que ele me salvasse antes que o barco afundando me afogasse, antes que nossos sonhos fossem consumidos pelo tempo que nos olhava cada vez mais longe. Infelizmente, o vento subjetivo das idéias, que carrega os acontecimentos em suas correntes como folhas despredidas de uma árvore, jogou-o entre os passarinhos e a mim entre os bichos-folhas, e em nossos universos diferentes nossas mãos tocaram-se com delicadeza. As palavras de um feriam os ouvidos do outro, e calamo-nos, a olhar as águas. Lentamente o silêncio tornou-se nossa única forma de expressão.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

O Impulso Inicial - II

Passaram-se alguns dias. Os dias, em si, foram tranqüilos, mas o acúmulo do tempo em minhas costas foi levando-me para cada vez mais longe de ti. A maré do meu tempo jogava-me de um lado para o outro -- e eu temendo a morte agarrava-me aos braços dele para poder resistir à sua fúria oceânica. Toda a vez que pensei em ti, toda a vez que lembrei do teu sorriso, senti o desejo de liberdade das lágrimas forçando-me a rosnar de raiva da minha própria dificuldade de sorrir. Mas então desapareceste, e me vi sozinha em meu navio. Desculpe-me, eu peço. Mas ninguém responde. O barco vazio e no calor do barco vazio a sensação dos seus olhos me encarando, ou seus olhos com simplicidade e abertura. Adormeci, e sonhei com você. Você estava parado, me olhando. Não fomos além disso. Nem poderíamos; arrumei meu quarto até que ele estivesse mais bagunçado que antes, e parti. Passou-se mais um dia e eu não pensei em ti. Mas o barco tinha o teu nome: afundei-o.

A Menor Idéia - (a)

Vocês não têm a menor idéia do que estou sentindo.
Vocês não fazem a menor idéia desta raiva e frustração.
Vocês não podem saber desta vontade de urras que os odeio...
eu gostaria que não soubessem nunca.
Mas não posso ocultar.

Vocês não têm a menor idéia de como dói.
Vocês não têm noção do que me persegue,
Mas no fundo eu também não tenho a menor idéia.

Eu não quero dizer que te odeio
Eu não quero te fazer chorar
Eu não quero te fazer desistir de mim
Eu não quero parecer amarga
Eu não quero que me vejas chorando

Mas eu não quero continuar assim...
por que é que toda a vez que vou comentar tenho vontade de chorar...?

Hoje

Hoje eu estava pensando em você ^^

segunda-feira, 24 de abril de 2006

O Impulso Inicial - I

Quando os olhos fecharam, tive vontade de apagar também os meus. Aquela era a deserção que eu esperava que jamais acontecesse. Cambaleei um ou dois quarteirões das fugas frustradas da minha infância e, diferente de você, senti lágrimas molhando a pele próxima aos olhos. Diante de mim aquele teu olhar furtivo sério bravo triste seu. Quanto te afastaste, meu coração parou por um instante, em dúvida entre a tua vida e a minha. Eu não sabia que ia ser assim tão... insensível. Com aquela mesma certeza aceitei novamente tua rendição, tua miserável vitória sobre a minha saudade. Novamente me ordenei que esquecesse de uma vez por todas aquilo que um dia quisera prometer a ti. Calei-me. O silêncio da minha vontade fez com que todo o meu esforço perecesse inútil. O silêncio da tua cumplicidade fez com que o fosso que um dia cavamos reaparecesse por baixo das ataduras nas feridas mal-fechadas. Calei-me: diante de mim os seus olhos pedindo uma resposta minha. E os dele. Não tive mais vontade de chorar. They say the best day of my life is the day that I die.

terça-feira, 4 de abril de 2006

hihi

Então agora eu sou xamã. Hehe ^^
Estou ronronando, e muito mais do que você, Cham, quando recebeu aquele meu e-mail falando sobre a respiração de Tendor. Não é sempre que a gente recebe um elogio.

E desvairado e louco, sou o mar
Sonâmbulo, patético e sem fim.

Ou algo assim.


Ai Luque, de certa forma você tinha razão: estou de férias.
Mas não acho que seja tão assim férias dele. Ou pelo menos não só, porque, sabe, mesmo que gere saudades ficar longe é bom um pouco.
Mas na verdade tirei férias de outras pessoas também, e acho que dessa forma tirei férias de mim mesma. Acho que você vai entender.

Os amigos são na verdade uma porta para o mundo, que nos liberta, sim, sem deixar de ser um obstáculo.
Deus escreve certo por linhas tortas
usa cadeados para abrir-nos portas
e janelas se nos quer aprisionar.
O problema é que às vezes a amizade acaba trazendo obrigações e exigências que não são tão necessárias para a sua sobrevivência, e que às vezes impedem que façamos novas amizades. É impossível ter tantos amigos assim.
E hoje foi até um pouco bom vocês não estarem aqui porque eu gostei de poder conversar um pouco com elas, pra variar, sem me sentir muito esquisita.
E eu sempre acho engraçado como eu posso falar absolutamente qualquer coisa para o Guigo (embora eu nunca fale concretamente) porque afinal ele não é próximo o suficiente para saber com certeza todas as implicações daquilo que eu falo. Não é uma questão de ele não entender, é mais uma questão de manter as noções absolutas.

Enfim, eu escrevi aquele poema faz um bocado de tempo, provavelmente na última vez que eu decidi terminar com ele, mas, vocês sabem, ele realmente sempre me reconquista por um triz...

e eu me espedaço em vão contra o infinito.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

eu nunca achei que fosse publicar aquelel poema... (também pra quê...)

Alarara - ...

Então por que eu não escrevo mais?
Acho que o tempo acabou...

...

... parece meio idiota querer uma morte lenta e dolorosa, mas é isso que eu quero agora.
Estou com dor de mim, e insisto em fingir que sou feliz.
Nos seus braços quente eu dormiria um sonho eterno. Mas quem é você afinal?
Ou melhor, qual a cor dos seus olhos? ...
E eu insisto em dizer que estou feliz, porque sei que vocês me fazem feliz...
Mas essa morte lenta e dolorosa que eu espero, esse desafogar do meio peito lacerado, me repete meio sem querer... Você não existe, não é?
"Não quero amar ninguém" , eu disse.
Mas não era realmente verdade.

Então eu estou ficando louca.
Por que olho para vocês e são corpos beijos bocas carnes peles sexos sangues salivas celomas e artéias pulsantes nas linhas dos seus pescoços chamando pedindo meu sangue meus dentes e principalmente minha loucura quando olho vocês e são homens meninas cachorros cinísias e carnes e gostos e cheiros e sonhos e todos e o próprio instinto de devorar de desfazer de destruir e consumir de abocanhar e ser e ser e ser
de novo eu estou ficando louca porque de tudo o que tenho de reprimir o que menos dói é o que mais machuca, e dói então toda vez que eu sinto a linha do seu pescoço (existe um algo qualquer nas linhas dos pescoços...)

"Se o amor não for o que eu espero", eu disse, "não quero amar ninguém".
de medo de dizer em voz alta que eu não queria amar você.
mas era tudo simplesmente medo de aceitar o amor. Era tudo mentira.
Porque mesmo se eu estiver num daqueles iates grandes e luxuosos e sem-graça eu vou continuar adorando estar num barco no mar
e eu quero navegar no seu mar
mesmo se não puder ser num hobiecat
eu não tenho medo de me perder
eu não vou me perder, sabe...

Meus medos são muito outros.

Você disse que todo o mundo entendeu meu post, mas, pensando bem, se todo o mundo entendeu que o meu post falava de amor, então todo-o mundo perdeu o mais importante...
Na verdade a parte que todos entenderam era a que ninguém precisava entender.
E o que eu queria que entendesse...
...bom, isso não vai mudar tão cedo, não é? Ainda há tempo de sobra para entenderem...

Mas o amor nunca foi realmente o problema. O amor era simples, fácil de ser entendido. O amor era como a loucura.
O grande problema sempre foi a amizade... E a tênue distinção entre o que existe e o que não existe. Aliás eu tive um sonho hoje. e no sonho eu percebia que era tudo invenção minha. e começava a inventar o ao-contrário. Ai, Deus, e u é?

No fundo do peito cála uma dor sem fundo.
Acho que nunca me senti tão só...
Vou me recolher ao fundo da minha toca e ficar lá remordendo minhas feridas e dúvidas...
ou vou perguntar ao I-Ching do Charles huhuhu...

Quero um amor que corte-me as amarras
e que me deixe livre pra voar
e que me traga paz e desafio
para eu querer amar.
Quero um amor que mude a minha vida
e que me permita me libertar
e que seja um amor não-declarado
pra eu querer conquistar.
O amor que tenho não é brincadeira
talvez por isso, não me satisfaz
quero um amor que seja aventureiro
para eu correr atrás.
O amor que tenho é muito acostumado
àquela sensação de estar feliz
quero um amor que me conquiste sempre
mas sempre por um triz.
Mas se o amor não for o que eu espero
e se for impossível esse alguém
deixo que o amor se perca no mistério:
não quero amar ninguém.

segunda-feira, 27 de março de 2006

Boa Noite, Raposas!

então hoje foi legal
a Peça do Artur, muito divertida
rever meus amigos que me fazem tão bem
tocar bateria com a Clarinha
ver o Cham ensinando piano para a Paulinha
rir sem motivo
abraçar o Artur bem forte
e a Camilla
e o Cham
e a Clara
e a Mysa
e a Paula
e o Jack
e tudo o mais

No fim o NR foi bom também
apesar de eu Não ter andado a cavalo
mas serviu para eu entender algumas coisas
para pôr as coisas em perspectiva
e perceber que ou o Bruno é burro ou ele realmente não leu¬¬
e me desesperar
e me empolgar
e perceber que eu amo muito a minha série
apesar de me sentir muito desprotegida quando estou só nela
acho que este último ano vai me forçar a ser mais forte por mim mesma, já que eram eles que me faziam me sentir tão protegida
e no fundo eu acho que eu não posso ser assim misteriosa
eu preciso ter essa certeza de que existo
essa certeza profunda de que há algo dentro de mim que é concreto e sensível
só vocês podem me dar essa certeza
e é por isso que espero tanto de vocês
de certa forma

Mas como disse a Olivia,
"Segredo é coisa de gente que gosta de sofrer."

e eu pude rir também

estou com saudades do Nelson que eu não vejo desde novdezembro
estou com saudades do João Pedro
estou até com um pouco de saudades do Jacobs e do Marcondes
and I miss Bago and Wolf...

"O mundo é um grande gira gira
e todos devemos girar."

domingo, 26 de março de 2006

EU AMO VOCÊS!

Não, sério, vocês me fizeram rir muito, e olha que eu estava puta triste.
Vocês são o máximo.
Devia haver um templo em algum lugar pra vocês...

Tou com saudades, meu companheiros...
Sério mesmo, eu amo vocês.
Apareçam aqui qualquer dia.
Não esperem convite.

=^.^=