quarta-feira, 24 de março de 2004

Just Another Perfect Day...



É mentira. Os dias nunca são perfeitos. Mas eles se assemelham muito a isso, às vezes. Por mais que sempre existam aqueles momentos terríveis que doem como zilhões de átomos desfeitos, a média do humor do dia pode ser impressionantemente boa. Hoje nem foi um desses dias. Mas foi bom. Assim como ontem e, talvez, o dia anterior a ontem. Ou não? Segundas-feiras são boas em geral. Filosofia, Matemática, Física, almoço, inglês, E.F., teatro... boa combinação. Aliás, E.F. Foi misto. Duas voltas no campo; piqque-bandeira. Pique-bandeira! Que leve a primeira pedrada quem nunca sentiu o prazer da estratégia instintiva do pique-bandeira. A união não declarada, os pedidos de socorro atendidos com urgência, as jogadas em time, as trombadas cômicas, o esforço pessoal para pegar aquele único indivíduo que ameaça a área defendida. As armadilhas, as passagens furtivas, as desviadas malucas, os berros alucinados. A caçada em grupo como não se faziam desde... que as caçadas saíram do nosso dia-a-dia. Predadores e Presas alternando posições numa eterna luta por teritório. E por um prêmio abstrato, humano: a glória.

"One thing: take what you can; give nothing back!"

Eu serei obrigada a falar mais sobre isso outro dia. Agora o imperativo é dormir. Tenho que acordar às 6h 00 amanhã.... ¬¬

segunda-feira, 22 de março de 2004

Pensamento Bizzarro do Dia



Eu estava pensando outro dia sobre... bom, realmente, sobre Vicentes. Eu conheço três vicentes: todos os três têm em torno de 40, 45 anos, dois são professores de música e um de teatro. Dois lecionam no Santa, e o terceiro na Oficina de Música. E os três são extremamente gente-finas(embora o Vicente do teatro tenha umas idéias meio estranhas sobre zip-zap-boing... hmm...).

Quando encontra o terreno fértil apropriado, esse tipo de coisa tem a chance de florescer em pensamentos muito estranhos, do tipo: se eu chamasse meu filho de Vicente, será que ele viraria professor também? Aí seria muito loko, imagina, agente podia fazer uma aliança do mal e fazer uma conspiração dentro da escola, ele dando aula de teatro e eu de biologia. Eu podia chamar uns caras estranhos, tipo o Caio e o PH, para dar bio nos outros dois anos, e já teria, claro, o Gio e a Maísa na Química, o Bruno Salles podia dar matemática. O Marco pode substiuir o Reinaldo naquelas matérias meio estranhas tipo Física e Informática. Para resolver o problema do ensino de inglês precário a gente deixava todos aqueles aluninhos avoados na mão do Pedro^, do Pedro- e da Kiki! Aliás, só para não ter que pensar em deixar aquela Teresa dando aquela coisa que ela chama de aula, o Pedro- podia dar as aulas de literatura, e assim os alunos ficariam livres de gramática por um ano!! O Dan daria aula de alguma coisa nada-a-ver, tipo educação física e treino de handball, aliás, podíamos chamar o imão dele também, que 'tá fazendo facul de Ed. Física e Esportes(que eu nem sabia que existia).
Quem sabe o Dudu pudesse... não, melhor não. Depois que a conspiração estivesse fomada, a gente podia chamar uns caras mais aleatórios tipo o Paulo da D para dar aula de História, e o Yuri... er, ou não. Tipo, ele daria E.F. junto com o Dan e aulas de coral por aí. Não que fossem haver alunos. ^^;; A Marie podia dar hist. para a 8a, já que ela ama 2a guerra. Que mais falta? Geografia! A gente não tem no 1o, mas no 2o e 3o é fundamental, então... Sei lá, geografia é muito nonsense pró meu gosto - a gente teria que escolher alguém aleatório. Quem sabe o Salmoni para dar umas aulas sobre geologia.... ^^ Eu acho que o Ranma seria um bom corretor de port.. Depois, no final, a gente escolhia alguém meio psicopata, tipo a Jubs, ou estranhamente amigável tipo o Títero para ser orientador. Não pode ser alguém da nossa turma porque ia sair briga demais. Ou, sei lá, a gente chamava a Béka lá de Campinas. Ia ser engraçado... *rr* E o padre Vili dá história nos dois outros anos(os alunos iam lucrar com isso, já ele...) . . . .

Wow

Visitem esse site agora:

The True Art of Photoshop

Muuuiiiito loko....

Anneways...

These days have been so empty, yet so fullfilled with feeling. Eyes of hours are blinking in the darkness of our dreaming. And I recall that only day - that only word, or phrase; in this case one single smile, enlightning your childish face. Maybe I'll forget you're living, maybe I'll forget this dreaming, and your voice will echo for enfinity. But even if I can't recall that sound that once I heard, I know this blue won't go away, I know I'll stay, I can't forget the meaning - true is, I can't bury that feeling, and it hurts like a zillion stars disappearing in the vade. And no one knows what it means, not even you. It's something sad; I can't recall your face, but I can't forget your eyes, and that pure and beautyfull smile. And inside me I'm still waiting for the day when all the pain of life will go away. How come I'm different? It's easier to believe everyone else is as bad as me.

Oh, man, qual foi a desse parágrafo?

domingo, 21 de março de 2004

Domingo é água...



Faz tempo que eu escrevi pela última vez, então acho que eu tenho que escrever alguma coisa, ne? Mas, sei lá, eu pensei tanta coisa nesses dias, e realmente, eu falei com tanta gente que eu nem sei quem são, não sei se são quem eu amo ou se na verdade eu as desprezo ou as odeio, não sei quem são meus amigos, ou melhor, de quem eu sou amiga, porque tem uns que eu tenho certeza de que são meus amigos... eu acho. Cantei muito Behind Blue Eyes e chorei lágrimas que ninguém sabe, ninguém viu(nem eu mesma) e tudo continua na mesma, essa confusão, essa bizarrice, eu nem sei mais o que eu estou falando, meus dedos estão fazendo o que eles querem e não o que eu peço.

"No one knows what it's like to be the bad man,
to be the sad man, behind blue eyes.
No one knows what it's like to be hated,
to be fated to telling only lies."


Essa música me dá vontade de assistir Buffy the Vampire Slayer. Talvez porque a primeira vez que eu a ouvi era o Giles, seu Guardião, quem estava cantando, e... fez tanto sentido... Foi perfeito. Eu realmente gosto desse seriado. Eu já gostava dele ntes de começar a assistir, e agora sei por quê...

Olha só, eu achei duas versões da letra de Have You Ever Seen the Rain.... Vou colocar em parêntesis a que eu acho menos confiávell:

"Someone told me long ago
There's a calm before the storm
I know, and it's been coming for sometime
When it's over so they say
It'll bring a sunny day
I know, shining down like water

(Someone told me long ago
They were gone before the storm
I know, it's been coming for sometime
Be it so, and so I say
Little rain and sun by day
I know, shining down like water)


I wanna know, have you ever seen the rain
I wanna know, have you ever seen the rain
Coming down on a sunny day

(Coming down, down this day)

Yesterday and days before
Sun is cold and rain is hot
I know, been that way for all my time
Till forever on it goes
Fill the circle fast and slow
I know, and I can't stop my wonder

(Yes for days and days before
Sun is rain and cold is hot
I know, in this place got all my found
Thru the circles fast and slow
There for every moment goes
I know, I can't stop, I wonder)



I wanna know, have you ever seen the rain
I wanna know, have you ever seen the rain
Coming down on a sunny day"

Curioso, vai dizer...

Que falta do quê escever. Tudo aquilo que eu pensei em colocar aqui durante a semana me parece tão distante e vago agora... Sabia ue eu não terminei de entregar meus livros dos Anjos de Prata? Tem alguns até com dedicatória aqui... Muito estranho... Tem alguém aí para quem eu 'tô devendo um? Oh, man...

Minha vida faz tão pouco sentido que é difícil para mim mesma compreendê-la...

But my life, it tells a story
that you all should hear, before you die...


Eu estou revirando nas entranhas do meu passado todos aqueles sentimentos abstratos que me arrancavam a prórpia vida... E eu era feliz? Como eu posso saber... Mas eu acho que não. Não dá para você ser feliz quando não tem inspiração paa nada, quando não consegue dormir, quando mesmo o iso mais sincero não significa nada... Quando não se tem confiança em si mesmo... E sinceramente, parte desse sentimento horrível no qual eu me afogava ainda está lá, e está ficando cada vez mais forte a cada erro cometido, a cada deslize, a cada dado mal rolado. Eu me sinto culpada... Mas de quê? Quem é que me culpa?

"But my dreams, they aren't as empty as my conscience seems to be.
I have hours, only lonely, my love is vengeance that's never free.
No one knows what it's like to feel these feelings like I do.
And I blame you.
No one bites back as hard on their anger,
none of my pain and woe can show through."


Deu. Não quero mais filosofar: não quero mais encontra a razão de todas as minhas dúvidas, nem as respostas, que são dolorosas demais. E não quero ter que viver na dúvida, me sentindo ignorante de tudo. Eu cansei de ser um ser humano. Nós temos todas aquelas vantagens mas temos desvantagens mais terríveis que isso tudo junto. Cansei de ser um ser pensante: é muto complicado viver quando não se consegue paar de pensar. Eu quero viver bêbada, e quem sabe assim, sobre somente o instinto. E que a memória seja só uma lembrança... Já não vejo sentido em ser mamífero, amando e dependendo dos meus pais e irmãos até atingir a maturidade, e talvez nem tanto. Eu teria escolhido nascer réptil, uma dragoa de komodo, mas, aí, também, teria sido melhor ficar no simples; eu cansei de ser consumidor pluricelular, eu queria ser uma 'alga azul' ou o diabo que o valha. Assim a minha vida seria simples...

No one knows what it's like
to be dreaming
to be living
before we die
No one knows what it's like
to be empty
and ignore it
let our conscience fly
But my eyes, they aren't as bad
They're just sad, 'bout what they hide
And my fate, it tells a story
that I hate, and I'm fated to lie


No final, acho que ela me pega tão fundo porque ela fala sobre eu mesma... Meus próprios sentimentos...

"When my fist clenches, crack it open before I use it and lose my cool.
When I smile tell me some bad news, before I laugh and act like a fool.
And if I swallow anything evil, put your finger down my throat.
And if I shiver, please give me a blanket,
keep me warm, let me wear your coat."

sábado, 20 de março de 2004

quinta-feira, 11 de março de 2004

R.A.P.



Hoje eu descobri o sentido de cantar rap mais do que nunca, cara... Voltando para casa, comecei a cantarolar-falado coisas sobre a vida, afinal, what's life anyway? E, fala sério, acho que nunca pude falar tanto, com tanta sinceridade, sem no mínimo me deprimir. É bom cantar-falado. Rap significava o que mesmo? Bom, para mim significa falar sem perder a cabeça. Sem perder o coração.

A "vontade infinita de dizer o que vai pela alma" não acabou. Nem as cabriolas, os gracejos, as brincadeiras... O sangue negro da pena rasgando a brancura do papel ainda está lá. Assim como aquela máquina que nunca escreveu cartas. A garrafa de tinta que nunca bebeu álcool. E os arquivos, Carlos? As caixas de papéis? Túmulos para todos os tamanhos de meu corpo.

Eu amo a vida biologicamente.

terça-feira, 9 de março de 2004

Dia da Propaganda Barata




Hoje eu tirei o dia para fazer propaganda barata.
Então, vamod começar fazendo propaganda... dos meus próprios sites:

Me Makes Pages! - para quem quiser ler coisas muito sem noção... pule a parte de escola-2003 e 2004, não tem nada lá, e vá logo para os independentes!!

Wolfless Deeds - não reparem que só tem quatro textos nessa coisa, sendo os quatro em inglês(?!), dois poemas de 2003 e dois pedaços de um conto que eu esqueci de terminar...

Elfwood Gallery - desenhos! Divertido... Comentem!!

Shådøw Dreåmer - no comments...

É isso. Vamos achar uns sites bons agora...:

Megatokyo! - relax, we understand j00... Vai dizer, o melhor webcomic da net... e outro webcomic: The Sinner Dragon - sabe-se lá porquê esse nome, mas é legal p'ra caramba... só cuidado com os yaois... eles estão por toda parte... O.o Menina pervertida, essa Gilda... :þþþþ

Deixa eu ver.. Que mais? Ah, claro: TPMBlog!!!! Como eu fui me esquecer!! Agora que várias coisas estranhas acontecem por lá, temos disscussões bio/socio/filo/antropo/crono/nonsense/bizzarrosóficas a não mais poder... Na área dos blogs ainda temos o Cantando A Vida, sobre música, que minha mammy's fez...

Afora isso, acho que... temos esse site, essa coisa bizzarra e... Só? Ah, nossa, quase esqueci esse aqui... e isso aqui... Clickem e vejam o que acontece... ^^;;

Bjos!
Mali

domingo, 7 de março de 2004

WHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



"Why should I care????"

"Cante como se ninguém te ouvisse, dance como se ninguém te visse"

Isso resume, basicamente, minha visão das baladas.

SCARECROW RULES!!!!!

ôu, hoje de manhã eu fui passear com os cães e vi árvores fumegantea!!!! Animal DEMAIS, as árvores soltavam vapor, do orvalho, caaaaaara, muuuuito loko....

"Eu queo vive-er... essa metamorfose ambulante!"

YAHOOOOO!!!!!

sábado, 6 de março de 2004

Lirimas tou Shire


"Rolem, rolem, rolem, rolem pedras de granizo
Rolem rolem, rolem, pois que tudo é infinito..."


Eu ainda me vejo cantando essa música, na noite tempestuosa, jogando paciência spider e... mais nada... Os pés sobre a mesa, o corpo afundado na cadeira, uma mão sobre o mouse, outra sobre o 'M'. Estava chovendo granizo? eu não sei. Pode ser que sim. Eu já não sabia naquela noite, quanto mais agora. Muito tempo se passou. Quantos anos? Dois? E no que eu mudei? Muito. Vocês não fazem idéia.

"Se lembra quando a gente pensou um dia acreditar
que tudo era p'ra sempre, sem saber
que o p'ra sempre sempre acaba..."


Em 2001 e 2002 eu era uma... pré-adolescente. Eu era feliz, mas não sabia. Eu gostava de batalhas. Tinha ciatividade suficiente para rezolvê-las, vencê-las todas, mas sempre com emoção e dificuldade. Minto. Uma vez eu experimentei perdê-la, e foi mais difícil, porque eu não podia morrer. Naquela época meus inimigos quase nunca morriam. Eles eram bons demais. Com o tempo, eu fui me desinteressando pela vida deles. Me importando mais com aliados. Mas isso é algo bem recente. É mais difícil, porque os inimigos têm que ser medonhamente poderosos, e eu não tenho muita prática nesse quesito. Conclusão, no meio do caminho eu me enchi o saco, revelei-me para todos os civis e figurantes, e passei a ostentar meu lado sombrio e sanguinário. A Loubah Zatyi... Ela é quase tão antiga quanto eu... Uns... Dez anos? Quantos anos eu tinha quando derramei sangue pela primeira vez? Cinco? Seis? Quando as lendas começaram eu tinha quatro aninhos, e não gostava da dor. Nem do medo. Com razão, aliás. Depois, reparei que numa luta alguém tinha que se machucar. Os inimigos ficaram mais encanado e invocados, também, mas talvez fosse porque eles eram paulistanos, em vez de arquezatyis. E porque eu comecei a reparar que eles tinham que ter algum motivo para "fazer o mal", além de 'gostar de brigar' ou 'querer poder infinito', ou o diabo que o valha. Geralmente eles estavam é deslocados. Ou eu ia atazaná-los, como na Biblioteca(que devia se chamar Omniteca) de Ziget(at).

Eu tinha nove anos quando matei um deles pela primeira vez. Não foi por algum motivo específico. Foi só para assustar o líder, para dizer "Eu sou uma criança sim, mas uma criança capaz de matar.". E também porque eu precisava aprender a matar algum dia. Eu tinha nove anos, e o único que jamais havia morrido em minhas mãos havia sido o pai de um dos Três Lobos que haviam procurado pela Quemi, a Ave de Todas As Cores. Eu nem sequer lembro o nome dele... Talvez se eu não tivesse me forçado a terminar aquela epopéia, ela ainda estivesse acontecendo hoje em dia, e todas aquelas Soules viajadas nem tivessem chegado a existir... Sonho de consumo, não? Mas eu fico feliz que a única Lenda realmente boa de Ziget tenha tido um final feliz. E breve. Bom, mais ou menos. Mais breve que os das atuais, isso é certo.
Eu me lembro claramente do Primeiro a Morrer. Me lembro da aparência dele, que nem cheguei a descrever. Cabelos e olhos negros, um adulto, altura mediana, com roupa de viagem. Ele tinha uma cara suja. Talvez até uma barba. Ou esse foi o segundo? Tanto faz, eram figurantes padrão. Ele estava à direita do Líder, um vilão de O Corsário Negro. Eu não tenho ceteza de porque eu estava lá... E morreu com uma bala. No peito, pescoço ou cabeça, provavelmente. Mas não no rosto. E silenciosamente - descontando o tiro, claro -, pelo que me lembro.

Demorou muito mais tempo para eu resolver morrer uma personagem importante... Evan e Alan, dois anjos de elite... Evil Angel e L.A., o Lightning Angel. L.A. queria empunhar uma espada que ele não podia, pois era muito pouco nobre para ela. E também ele devia estar muito ciumento. Mas eu havia prometido para o Ev que o mataria... e ele não podia morrer antes que eu o pudesse matar. L.A. já havia ganhado a batalha quando eu cheguei. Eu não me lembro exatamente porquê, mas ele morreu em meus braços depois de perceber que a espada não valia nada em suas mãos. Nessa hora eu voltei até Evan e, depois de um breve adeus, coberto de Lágrimas de Prata, finquei minha espada em seu peito como era meu dever e seu desejo. Ele não teve chance de me matar como havia prometido. Mas eu não desfiz minha promessa de não me deixar matar antes que ele pudesse fazê-lo. Eu nem mesmo sei qual era a razão dessa promessa... Nessa hora minhas mãos destruíram a espada que empunhavam, unindo seus pedaços à luva da Pata do Lôbo, rasgando-a e cortando minha mão. Por fim, tirei a Pata da mão e joguei-a ao vento. Bonito, não? Trágico.
Me vejo imaginando a cena em que Macally(eu) leva os corpos de seus amigos que ela mesma matou até a Vila dos Anjos, onde todos a olham como se fosse alguma espécie de demônio, mesmo enqüanto chora e deixa flores no túmulo dos dois... No que eu estava pensando? õ.õ...

"Nos meus sonhos
vejo você aparecer
Mil estrelas
a me proteger..."


Lá por aquela época(2002-2003) também eu tive esse sonho estranho, eu que eu tinha um namorado, alto, cabelos negros, lembrando muito meus próprios personagens principais e coadjuvantes, brincando de pega-pega, rindo o tempo todo sem ser bobo e abraçando, abraçando muito. Passei uns dois dia absolutamente apaixanada por um sonho!!! PODE?!?!?!?!

No final, eu não sou bailarina, e não tenho primeiro namorado. O único cara que eu beijei era um de quem eu não gostava. Deprimente. E isso não é nem o que mais me incomoda...

Acho que o pior é que algo falta na minha vida, e eu nem sei dizer o que é. Não é amor. Amor é a única coisa que me faz feliz de verdade, e eu tenho muito, por isso acho que eu sou feliz. But it's not the only thing... Tem algo faltando ainda, algo irreal, imaterial, conceitual, abstrato. Eu tenho tudo o que eu quero, ou quase tudo. O que não dá certo... Não era para dar, era?

"As lutas que perdi, essas sim, eu nunca esqueci..."

"No final, de todas as vitórias gloriosas nós nos esquecemos... São as derrotas que ficam na memória para sempre..."

E afinal, tem algo me segurando, algo indefinido que me enche os olhos d'água mas não me deixa deramar essas lágimas prateadas... Lirimas tou shire...

Sabe, outro dia, eu briguei com a Ana Brunner porque ela achou que eu estava escrevendo poema quando meu colega queria fazer trabalho comigo... E eu só estava seguindo a idéia desse colega de esperar um terceiro, que não havia acabado a primeira parte... Depois de perceber que eu não ia conseguir parar de chorar eu saí da classe. O Gladstone saiu atr;as de mim, provavelmente parcebendo que eu estava em cacos... Mas eu corri do corredor, eu nem sequer vi ele, porque corri muito rápido para que ninguém visse a minha cara e perguntasse "Por que você está chorando?".... Eu me arrependi quando soube. Falar com alguém teria feito tudo mais fácil. Eu nunca penso que alguém pode querer me ajudar... Eu nunca quero que alguém me ajude. Às vezes eu quero simplesmente provar que eu sou autônoma, independente, que eu não quero que façam nada por mim... Mas de vez em quando não dá... Eu só quero colo... Eu tenho mêdo... Eu queria abraçar alguém mas não queria que ninguém parasse para me abraçar... No final...

"Ainda somos os mesmos e vivemos com os nossos pais..."

No final a gene só quer dizer "Mãe! Me pega no colo! Pai, me dá um abraço!" Não é?

"Temos que conjugar diariamente essa realidade... não temos?"

Eu adoro essa peça. E não é só essa... Essas peças dos gupos do Vicente poderiam facilmente ser encenadas oficialmente, para o grande público... São muito boas...

"E sou por mim mesma brutalmente assassinada."

Andaluz



Não me pergunte a razão desse título. Ele simplesmente pareceu se adequar ao meu estado de espírito. Alguém aqui já leu A História Sem Fim? Lembra daquele começo com o fogo-fátuo correndo? Vai dizer, não é o máximo? ^^
Na sétima série nós fizemos um trabalho com a Salete que envolvia recitar poemas sobre minas... E eu me lembro que um dos poemas tinha fogos-fátuos. Eu não sei porquê, mas nunca consegui(claro que eu não tentei) esquecer aquele verso... "De fogos-fátuos errantes"...

Hoje eu assisti Tiros em Columbine.... Mostra como os Estados Unidos não são o melhor país para se viver. "Aquele país onde tudo dá certo" vira "aquele país onde as pessoas têm mêdo"...

Ontem eu joguei basquete. Foi a melhor coisa que eu fiz no dia. Melhor até que a Ação. I need people.

Hoje eu também fui imbutida num ensaio de teatro alheio. E pela primeira vez o Vicente se deu ao trabalho de perguntar meu nome, em vez de me chamar de "Talita 2". O Vicente é muito desencanado. Hoje ele realmente estava xavecando todo mundo. Acho que ele estava de bom humor. Ele disse que era porque ele tem uma namorada agora. Aquele grupo de teatro é como uma família. Sem inibições, sem pudor, sem desconforto. Tudo é tranqüilo, certo, vivo. Eu gosto de saber que eu estou me incluindo nele.

Eu não gosto de saber que o Dalprá considera conversar com adolescentes algo bobo. Eu não gosto de saber que eu sou uma adolescente dominada pelos homônios e isso é ruim. Isso é irritante. Já basta essa sensação estranha de mudar de Buffy para Dawn.

Vocês certamente não sabem, mas todas as minhas histórias inventadas de ultimamente incluem um motivo básico: o colégio, uma certa exclusão da sociedade, e conforto em pessoas capazes de abraçar(embrace). Algumas vezes são meus amigos próximos. Mas geralmente são pessoas mais velhas. Pincipalmente professores, mas também amigos mais velhos e alguns seres alternativos, como um ou outro vigilante gente-fina, ou aquele-cara-com-um-olhar-estranho achado na rua. No final, eu tento dar todo o meu amor para ve se consigo alguma coisa a mais de volta. Ou vice-versa. Não faz diferença. Às vezes eu acho que eu quero coisas que estão fora do meu alcance. Segundo Murphy, não precisava tanto para dar tudo errado. E entretanto eu sequer sei para que lado eu corro. Eu não sei se ainda sei quem eu sou.

Sabe o que é pior?

É verdade.

Eu sou feliz.

Mas não é o suficiente...

"Todo mundo tem um primeiro namoado, só a bailarina que não tem..."

Não repaa, eu 'tô com sono, e isso sempre traz à tona o meu pior...

terça-feira, 2 de março de 2004

Viver

"...e não ter a vergonha de ser feliz...
Cantar e cantar e cantar
a beleza de ser um eterno aprendiz...
Eu sei, eu sei
que a vida podia ser bem melhor - e será
Mas isso não impede que eu repita:
é bonita, é bonita e é bonita"


Hoje foi um dia bom. Eu fui ver se podia fazer aula de bateria com desconto. Fui descobrir quem na vizinhança quer um dog-walker de fim de semana. Me dei muuuuuuito bem no KoC e... Foi um dia feliz. Vi muitas pessoas. Várias coisas. O Marcos da 7a falando com pessoinhas indo prum passeio. Que saudades... Parecia um pai. Ele foi assim com a gente também? O Rodrigo trata a gente como um pai. Eu fico imaginando se chegará um dia em que ninguém mais vai olhar para a gente com esse carinho... que só um professor pode ter. Eu adoro professores. Para mim, ser um mal-professor é um insulto. Essa é uma posição sagrada.

"Cresce, menino, e me abraça,
cresce e me ensina a cantar
Eu vim de tanta desgraça
mas muito te posso ensinar"


A minha vida é fantástica, vai dizer? Eu tenho dois professores muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bons, quatro professores bons, uma mais p'ra mais do que p'ra menos, e... O Villela e o Vicente são ambos gente-finíssima, eu ainda me dou bem com meus antigos professores(inclusive os de música), adoro todos os amigos dos meus irmãos, acho novos amigos em cada passo, adoro escola, amo aprender, amo meus cães, amo meus gatos, amooooo música de todos os tipos, me sinto bem em qualquer lugar, gosto de quase tudo. Inclusive, talvez até por causa disso, eu me amo. ^^

"Você que é feito de azul
me deixa morar nesse azul
você que é bonito demais
me deixa encontrar minha paz..."


Além disso, eu estou me tornando cada vez mais despretensiosa. Mais livre. Mais contente com pequenas coisas, mais satisfazível. Isso não é perfeito?

"Eu só quero e espero
ter p'ra sempre você junto a mim
Não me atrevo tenho medo
de dizer que te amo que te quero assim!
Por quê? Por quê?
Quero viver contigo a vida inteira
Te darei meu amor
com você eu quero voar!
Nos seus braços quero viver para sempre
saltitando meu caminho
Para nós pode até parar o tempo
tudo eu farei, não te deixarei
Te amo, te amo, te amo, o amor!
Quero teu calor!"


Vou fazer aula de violão.. Trá-lá-lá-lá....