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sábado, 27 de junho de 2015

Update

Estou aqui porque uma pessoa postou um comentário no meu último post, dizendo que gosta do que eu escrevo desde O Pato Está na Ratoeira. Gente. O Pato foi uma piada interna entre eu, Yuri e Artur, que virou um blog onde postávamos coisas esquisitas, que o Artur abandonou alguns anos depois de ir para Campinas porque afinal aquilo era parte de um passado compremetedor. Eu quase não escrevia nO Pato. Eu me lembro da gosmificação dos olhos, e de Deus morrendo na fila de espera do hospital público, e de pouco mais. Meu relacionamento com Artur e Yuri era uma coisa muito estranha e muito íntima... diferente de todos os relacionamentos que eu já tive eu acho. No final uma coisa que ficou no passado, como tudo o mais. Às vezes até bate uma saudade. Ou um vazio impreenchível.

O post no qual apareceu esse comentário era sobre Zuzu. Oliver. Meu sobrinho. Hoje Tali mandou uma foto e disse que Oli já pega objetos com as mãos, amassa e joga para longe. Eu fico me arrependendo de cada oportunidade de vê-los que eu perco (que são muitas).
Eu tenho tanta coisa pra fazer e quase não vejo minha irmã e meu sobrinho. Eu sonhei com eles noite passada, sonhei que morávamos todos num mesmo condomínio, e que chamávamos a família inteira pra uma festa na piscina (inteira quer dizer todas as primas e tias avós). Eu ficava brincando com Oli. Adoro brincar com Oli, segurar no colo, passear com ele, dar banho. Pessoa fofa.

Não conseguia lembrar que eu tinha postado neste blog no último ano. Li a postagem de baixo, e era sobre meu relacionamento com minha mãe, como ela evita falar sobre certos assuntos, como ela fica brava que eu sumo, como ela quer discutir gênero e sexualidade comigo mas ao mesmo tempo não quer(emos). Semana passada eu decidi contar pra ela que eu estava saindo com uma pessoa... com uma menina, meio que. Eu estava me sentindo mal de guardar segredo, sabendo que se fosse um homem eu talvez já tivesse contado antes. Seguiu uma conversa esquisita na qual minha mãe me falou que eu não era trans e mais um monte de coisas sobre gênero, porque de alguma forma ela conectou todos os assuntos como se eles fossem uma coisa só. Não, sério.

Ela disse que sabia que eu não era trans porque eu era muito feminina, e ela acrescentou que "eu não sei de onde você herdou essa feminilidade, porque não foi de mim". Aí eu falei pra ela que ela era muito mais feminina, mas ela falou que ela se achava super masculinizada e nada feminina. Eu falei que eu é que era masculinizade, e ela é que era feminina, que usava vestidos, e pintava as unhas, e se arrumava e gostava dessas coisas "de mulher", e inclusive ela estava me dizendo que usar vestido era uma delícia como se ela estivesse preocupada com o fato de eu não querer usar. Aí a gente ficou nesse "é você!", "não, é você!" por mais algumas iterações até a gente abandonar o assunto. Mas eu fiquei pensando que é engraçado que ela se veja como masculinizada e eu como feminina. Talez a questão seja que ela de fato quer ser mais feminina, que ela de fato gostaria disso, embora pra ela não seja muito natural, enquanto eu estou na situação oposta, porque isso que ela vê como "feminilidade" em mim é algo que está fora do meu controle, é algo que eu tento evitar mas não consigo, eu detesto o quanto eu me esforço pra ser macho e mesmo assim todo mundo me diz que eu sou fofa e delicada e feminina e blargblargblarg. Talvez a gente se incomode mais com aquilo que a gente não consegue controlar. Se bem que ultimamente eu tenho refletido sobre como eu não tenho também a coragem de deixar a fofura e delicadeza de lado. Elas são como muralhas altas, impedindo as pessoas de chegarem perto. São coisas seguras, coisas que no máximo vão levar as pessoas a me verem como um pouco boba e inferior e incompetente como acontece quando você é lida muito estereotipicamente como mulher, mas elas implicam pouco risco... Se eu tento me impôr, me colocar, deixar a "feminilidade" de lado, eu também tenho que me provar. Eu posso jogar no easy e nunca ganhar muitos pontos, ou eu poderia me arriscar a talvez ser completamente destruíde, mas com uma chance de ganhar um highscore, como algumas pessoas muito mais fodelantes do que eu fazem. Eu tenho mêdo demais. E toda vez que eu exponho meu lado menos fofinho, vem alguém e me destrói... até eu aprender que o que eu considero foda e sério e adulto em mim são coisas que outras pessoas (homens) consideram noob e infantil. Eu sou um garoto de treze anos. Deixa eu repetir isso porque é importante.

Eu sou um garoto de treze anos. Eu cansei desse jogo de ser fofinha e de pelúcia e de ajudar os outros com seus problemas impossíveis de resolver e etc. Mas eu não tenho nada mais. Eu não sei me impôr eu não passei a adolescência levando xingamento escroto dos meus amigos pra saber que isso é tudo na boa fé. Na real, eu passei a adolescência recebendo diminutivos pejorativos dos meus amigos, e me defendi guardando dentro de mim tudo o que era grande e perverso e... associando tudo isso a sexo eu acho.

Na verdade tudo isso é uma metáfora pra todas as minhas outras inseguranças. Eu vou parar por aqui porque eu já sei que falar sobre as minhas inseguranças não me ajuda em nada a diminuí-las e efetivamente só me faz me sentir mais idiota por estar "me expondo", como minha mãe disse.pas

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Testando LaTeX no blog

Tirei essa solução daqui por recomendação deste cara. Fiquei com um pouco de mêdo porque ele sugere que eu coloque este script em cada post, e eu coloquei ele num gadget, e eu não sei se existe alguma coisa no blogger que pode ficar louca pq algum pedaço de texto tem um $ mal colocado... Enfim, eu mudei as tags de abertura, agora tem que escrever 'tex' antes do $ para ativar o modo matemático. Still, tem algumas coisas que eu não sei fazer ele não interpretar.

Et voi-la:

Einstein's most famous equation is tex$E=mc^2$.
\[P(E) = {n \choose k} p^k (1-p)^{n-k}\]

domingo, 13 de janeiro de 2013

Sopas

Teste número dois: usando o Path input para conseguir escrever maias rápido! Será que vai darth certo? Eu terei que copiar este texto para pó lugar certo depois e tem essas propagandas horríveis quite ficam atrapalhando mas consigo escrever palavras s enormes como “propagandas” aqui portanto deve valer a pena.

Ok, copiado. Acho que valeu a pena para o blogger, mas talvez seja melhor simplesmente usar as duas mãos como estou fanzendo agora... Hmmm "propaganda" nao parece tão difícil com as duas mãos...

Vamos ver se eu ainda prefiro escrever com uma mão só. Parece cansativo, talvez seja melhor desencanar...

Sapos

Eu instalei o aplicativo do blogger no meu celular, o que significa q assim que euaprender a digitar nesta porcariaia de teclado eu vou poder digitar um monte ... Testando...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Você-Lírico

Observação sobre a forma como tenho escrito os últimos posts:

Houve um tempo em que eu acreditava que as pessoas que conhecessem a história por trás everiam ser capazes de discernir pelo menos a parte que falava sobre elas. Assim, eu me esforçava para manter personagens coesos - às vezes eu dividia os parágrafos, outras eu usava pronomes diferentes. Mas afinal me dei conta de que os personagens são apenas um artifício, um recurso literário de utilidade restrita, e freqüentemente um limitante da expressividade -- e mais, que talvez a compreensão da história não seja fundamental quando o cerne do texto é a idéia, o conceito, a sensação e o sentimento. Assim, eu tenho usado um tu-lírico fluido, que pode mudar de significado sem aviso, no meio de uma frase, e às vezes se referir a diversas pessoas dentro da mesma oração. Portanto, parem de tentar imaginar "de quem" eu estou falando. Mesmo quando as histórias são verdadeiras (e elas quase sempre são), elas estão misturadas, confundidas, e toda vez que você imaginar uma pessoa real vivendo essa história (qualquer pessoa que não seja eu), lembre-se de que... bem, de que a borboleta na verdade era um dragão, e o telefonema era uma carta. É assim com tudo. A narrativa é puramente um artifício; a verdade, uma diversão.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Índice

Eu sempre quero contar pras pessoas quais labels (cadernos) elas devem escolher pra começar a ler. Eu tenho essa vontade de criar um índice, para que as pessoas possam ler as partes certas d que eu escrevo. Acabei me inspirando pela Lu, que não queria ler o blog inteiro, e acabou lendo só os zaforitos. Não é assim, também. Alguns dos cadernos foram criado para serem lidos como um filtro para pessoas específicas que iam se encher o saco com este ou aquele tipo de texto. Então vou fazer um pequeno índice dos que existem hoje:

Zaforitos - Era para ser "os 10% melhores", mas eu sempre acabo enchendo demais. Estes são os melhores textos, os que são mais bonitos e mais cheios de significados. Como ninguém se pronuncia muito, a seleção acaba sendo quase só minha.

Preciosos - Tem uns poucos textos que eu tenho vontade de guardar separado.

La Cantadora, verso e poética - Eu decidi dividir a parte mais ficcional e artística da minha escrita em três classificações que se referem principalmente à forma: prosa, verso e prosa poética. La Cantadora são todas as narrativas, todas as cantações de histórias. A maior parte das histórias está em formato de prosa, que não recebe um label especial. Verso são todos os poemas (na minha classificação um pouco indecisa) e Poética são todas aquelas prosas extremamente líricas e sensoriais e preocupadíssimas com a forma que vocês gostam tanto. Não sei porque, mas todos os posts que mais recebem elogios estão em poética. Deve ser a minha especialidade.
Estes cadernos são a parte importante do blog, pra mim. A parte que me separa de uma garotinha que só quer expôr todos os seus sentimentos. Eu quero construir algo a mais com eles! Eu faço questão absoluta de que todos os meus leitores tenham lido pelo menos um pouco de pelo menos um deles.

Coisas que eu penso - eu criei este label para o Diogo, porque achei que ele não ia se interessar muito pelos poemas e contos. Aqui há discussões políticas, filosóficas, sociolágicas interessantes. Alguns textos são quase dissertações. Acho um dos melhores cadernos, e um dos que mais revela sobre a minha visão de mundo. Eu gostaria de levar os leitores a pensar um pouco.

O que tenho feito - se você estiver interessado nos fatos da minha vida real. Como eu não escrevo muito sobre os fatos objetivos, é um pouco misturado com outros assuntos.

Aprendi Hoje - coisas curiosas que aprendi, pequenos pedaços de informação que achei interessante e tive vontade de compartilhar com vocês.

Dois - neste caderno ficam referência de coisas que eu vejo e leio e ouço, recomendações culturais e coisas assim. Se eu vejo uma coisa e gosto e quero que vocês vejam, ponho aqui.

Toca da Lôba - Criei este caderno quando resolvi mudar o nome do blog pela primeira vez na história do blog. Pra falar a verdade, o nome oficial deste blog ainda é Toca da Lôba, embora eu mude o título e o endereço não seja mais a ver com o título. Todos os posts daquela época ou que por algum motivo ainda pertencem àquela época estão marcados assim. Na verdade, este marcador não tem muita utilidade.

unlabeled - são coisas que eu tive preguiça de classificar. Algumas são só de antes de eu começar a classificar, mas entre as mais recentes existe uma correlação com posts deprimidos ou desesperados.

Fomos expulsos do Éden - É uma coletânea de textos que expressam a dor de estarmos separados da Natureza. Ultimamente não tenho escrito muito sobre isso, mas ainda é um dos temas importantes na minha vida. Mas acho que ultimamente tenho conseguido maior aceitação na minha paixão.

Acho que as outras labels não precisam realmente de um explicação.

domingo, 7 de agosto de 2011

O Registro

"Extraio de mim para o papel; o sumo de minha alma para o papel"



Vou começar este post copiando algumas páginas do meu caderno:
"[4/8/2011] (...)
Ontem...
... Hoje quero escrever coisas muito íntimas, e como as pessoas do meu lado tendem a ler eu caderno contra a minha vontade enquanto escrevo, eu estou evitando escrever. Lembrei agora daquela página daquele antigo diário que escrevi toda em código (arghe-sangue-pirata, para quem isso significa alguma coisa) porque ninguém podia saber do meu desejo secreto pelo prof. paiva. Hoje isso parece tão bobo. Eu preferia qu aquela página estivesse em uma língüa que eu pudesse ler.
Estive pensando muito sobre coisas que eu achava de um jeito e agora vejo qu acho de outro, e é um pouco surpreendente notar que eu achava todas essas coisas absurdas. Lembra de quando eu tinha fantasias com namorar o Yuri e trai-lo com o Charles? E encontrei uma falha naquele plano da Ana Bruner de escrever minha Weltanschauung: eu nunca poderia prever que essas coisas que mudaram seriam relevantes o suficiente para anotá-las! Quantas outras coisas eu nem poderei lembrar? Estes cadernos são o melhor registro de quem eu sou, de quem eu era quando os escrevi. E mesmo que eu escreva todos os dias, sempre falta alguma coisa. Tem tanta coisa que não dizemos. Tem tanta coisa que nem pensamos nas vozes superiores do pensamento! Talvez eu devesse me proucupar mais em guardar comentários em blogs alheios, dou muito mais opiniões ali. Ou pelo menos opiniões mais incisivas. Talvez eu devess desencanar disso tudo também, afinal, de que me serve obter tão extenso registro? Que me serve ter um registro tão extenso e cuidadoso de mim?"

Com uma freqüência assustadora, eu percebo que no passado eu pensava coisas que hoje em da me arecem totalmente absurdas. Essa fantasia da tração é uma das que mais me choca. Naquela época eu estava começando a descobrir quão difícil é tentar amar uma só pessoa, e eu queria ter os dois (como todo mundo sabe, eventualmente eu acabei namorando os dois, um depois do outro. Mas não foi uma coisa planejada. Acho que foram só paixões muito intensas que não desapareceriam se não se cncretizassem), e eu achava que não havia nenhuma olução lícia, por isso nas minhas fantasias eu buscava as soluções ilícitas. Isso foi antes do episódio em que eu decidi que não ia mais namorar e no qual o Di conseguiu me mostrar que existiam outras opções de vida. Hoje em dia, eu considero que se eu quero trair (propositalmente) meu namorado, é porque eu não devia estar namorando com ele pra começo de conversa. Fico aliviada por ter chegado a essa conclusão sem passar por nenhuma situação realmente problemática (pelo menos nesse âmbito). Sempre fui correta demais para conseguir fazer algo que eu sabia que machucaria alguém que eu amo (e eu sempre tive certeza de que não conseguiria realmente mentir para alguém amado e íntimo).

Acho que por um lado me é útil fazer esse registro de mim, porque assim eu consigo ver mais claramente o que mudou, o que ficou. Além disso, eu posso escrever, eu tenho sobre o que escrever, eu gosto de escrever e de faer palavras bonitas. E no blog, é claro, eu posso me comnicar. Mesmo nos meus cadernos-diários eu sempr sinto que estou escrevendo para alguém. Talvez seja a marina do futuro. Tavez eu esteja escrevendo para uma menina do futuro que vai encontrar esses registros e le-los um a um. Às vezes eu tenho vontade e ostro o qe escrevi para algumas pessoas. Eu sou sincera porque acho que não vale a pena viver se não e para viver plenamente, sinceramente, sendo quem você é. Eu escrevo em um úico blog porque me recuso a me fragmentar. No mesmo lugar escrevo poesia, discuto meus estudos e assuntos acadêmicos, divago sobre política e sociedade, e temas que são totamente inapropriados para uns ou outros públicos. Porque eu me recuso a me fragmentar. Mas para quem estou escrevendo?

E por quê? Será que isso sequer é realmene uma questão? Acho que se eu continuar registrando, eu nunca vou me arreender.

...

Eu tenho uma certa necessidade de preservar o presente, sabe?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

novo design

Achei que o antigo estava pálido demais. Não dava pra ler fantasia direito.

Estou curtindo ver números nas "reações". Já tinha colocado essas opções fazia tempo, mas parece que no design antigo não funcionava. Acho bacana. Mas fico me contorcendo querendo saber o que as pessoas querem dizer quando clicam em uma ou outra coisa. Principalmente quando clicam no "nada a ver".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Realidade e ficção

A propósito, estou me esforçando muitíssimo para compartilhar o pouco de sabedoria que tenho, na forma de dúvidas e proposições, tentando manter a ficção enquanto crio pelo menos um pouco de verdade.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Bots gostam de "Blog"?

Acho muito curioso o fato de um único post neste blog concentrar todo o spam em comentários. Já faz alguns meses que eu recebo, de vez em quando, um comentário anônimo no post Blog, fazendo propaganda de qualquer coisa. E é uma coisa diferente a cada vez. Curiosíssimo! Queria saber como funcionam esses spambots. Dêem uma olhada.

ps.: este é um post num blog que fala de um outro post no blog que se chama Blog e que fala do blog. Quanta meta-linguagem.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Comunicado & Reflexão sobre as Estórias

Resolvi escrever isto aqui em parte por causa de um comentário que a Tá deixou, dizendo que gostaria de ler o que eu escrevo. Na verdade, eu tenho tentado escrever algumas coisas, não necessariamente histórias definitivas mas rascunhos e anotações para o futuro. Meu último projeto é escrever sucintamente tudo o que eu consigo ver da história que eu chamo de Soule V, a história de Marwa Macally e de todos os que se envolveram com ela no Hatsw. Essa Saga surgiu quando eu tinha uns onze ou doze anos, a partir da minha paixão por video-game e talvez da influência de Tolkien e dos caras da Exodus. Por muitos anos eu evitei descrevê-la porque sabia que eu não tinha a capacidade de cantá-la tão épica quanto ela merecia, ou porque eu não conseguiria descrever decentemente os cenários e os personagens. Depois de um tempo, eu decidi que não podia realmente contá-la por causa do seu conteúdo: porque era uma Soule, ou seja, os personagens eram em grande parte variações de pessoas reais, especialmente eu e meus irmãos e amigos mais próximos; e porque começava como um jogo de video-game e depois se tornava um épico sério e intenso. Passei anos da minha vida tentando encontrar uma forma de adaptar a história para que ela pudesse ser contada para qualquer pessoa. Esta semana, porém, decidi que estava me preocupando com as coisas erradas.

Acho que o mais importante é escrever a história, agora. Se eu puder escrever a história de Marwa, então poderei contar a história de Aragorn Scorpes, de Jolyn e de Idael. Poderei compreender como o Hatsw funciona e aplicar esse conhecimento em outras histórias passadas no mesmo cenário. De repente o video-game não me parece mais uma forma tola e infantil de começar um conto. Afinal, Nárnia não começa com crianças brincando pela casa? Meu conto pode ser menos infantil que Nárnia, mas ainda será lido por pessoas que gostariam de passear por outros mundos de qualquer forma que fosse, assim como eu. Eu quero escrever para essas pessoas, esses meus irmãos de fantasia. Eu quero expôr minha alma para eles, e pedir sua solidariedade.

Ontem um esquerdista vendendo jornal conseguiu atrair meu interesse e me fez descrever minha história como "sobre pessoas tentando encontrar seu lugar no mundo". Sejamos dragões ou executivos, não queremos todos a mesma coisa?

Por fim, eu escrevo para dizer que você pode ler o que eu escrevo, Tá. Parte do que eu escrevo está neste blog, no label La Cantadora. Outra parte eu posse contar a quem pedir. Algumas coisas me deixam um pouco perdida, como por exemplo a personagem que é irmã mais velha da protagonista e que em breve entrará na faculdade e terá pouco tempo para jogar com ela. Outras coisas me empolgam, como, por exemplo, o filho de meu filho. Tenho ao mesmo tempo vergonha e orgulho do que irei contar, mas se me pedir com vontade suficiente, eu contarei tudo. É claro que há partes que eu preferiria não contar por uma questão de surpresa, mas me peça para eu guardar a surpresa e eu guardarei.

Eu quero aprender todas as línguas, porque de alguma forma me parece que a verdade está nas palavras.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Blog II

Eu configurei meu Blogger para me mandar por e-mail todos os comentários feitos no meu Blog. Isso significa que qualquer comentário feito em qualquer post vai chegar em mim eficientemente. De modo geral eu acho que fazer comentários é como rabiscar alguma coisa na página de um livro, com a diferença de que nunca atrapalha a leitura, o espaço é ilimitado e várias pessoas podem ler. Comentário não é post — não é algo em si, para ser guardado e valorizado. Mas é alguma coisa que faz parte do post, e é uma resposta que dá sentido ao post. Eu acho importante.

On the same topic, o Haloscan resolveu se vender pra uma empresa de comentários pagos, e vários blogueiros estão tentando descobrir como importar seus comments para o Blogger. Eu estou esperando eles descobrirem porque eu sou uma folgada.

Eu cheguei à conclusão que escrever intensamente sobre coisas que importam no começo das férias foi uma ótima idéia! Tantas pessoas me deram tantas respostas que vou demorar uma semana só pra entender tudo o que está na minha mente agora! Volto a esse tópico depois, estou em dúvida se devo criar novos posts para responder ou se devo responder nos comentários. Acho que faz mais sentido responder nos comentários.

Bom, tenho que sair agora, embora eu quisesse escrever agora. Nos vemos mais tarde.

PS.: eu consegui estruturar mais ou menos um texto para ser meu trabalho final sobre sustentabilidade. Como ele repete amplamente os textos anteriores, com apenas algumas alterações no desenvolvimento, eu resolvi não postar, mas posso mandar se alguém quiser.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Blog

Hoje eu falei pra minha mãe que ela podia ler as coisas que eu estava escrevendo no blog, e ela falou "Não tem muito mais gente lendo seu blog, né?", eu respondi "tem umas cinco pessoas, eu acho, mas elas sempre comentam".

Isso me fez me sentir estranha, tem apenas cinco pessoas lendo isto, cinco não, ugo, márcio, yuri, bruno, charles, quiçá denise, quiçá outras pessoas que não sei, bem, são cinco mesmo que eu sei que lêem às vezes mas acho que são mais, de qualquer forma são muito poucas, minhas palavras não chegam longe, "eu antes tomava minha pena por espada", diz sartre no fundo da minha mente, e afinal, para quê eu escrevo num blog que quase ninguém lê?

No entanto, não desprezo o pequeno número dos meus leitores, são poucos, mas são bons, são pessoas que pensam, são pessoas com quem eu posso esperar verdadeira comunicação, em quem talvez minhas idéias e questões encontrem algum tipo de eco. Não posso mudar o mundo, mas talvez eu possa ter efeito sobre aqueles que vivem perto de mim, eu penso. Além do mais, eu gosto de escrever. Se uma só pessoa lesse cada um dos meus textos, isso seria motivo mais que suficiente para escrevê-los. Se uma pessoa parar para pensar nas minhas palavras, então a existência deste blog já estará plenamente justoficada.

É claro que a minha pena é uma espada.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Template III

Ao que parece eu não gosto muito de usar templates antigos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Template II

Este template tem um subtítulo bizarro.

Eu descobri rapidamente que não suporto aquele modelo da Toca por mais que ele seja lindo. Vi que tinha este outro guardado aqui e resolvi experimentar. Obviamente ele é muito, muito mais alegre que o anterior. Não lembro em que época da minha vida eu usei isto. É estranho.

O que eu gostava naquele template "ashkar zbol" (que é um template de luto, não se engane) é que os links visitados desapareciam. Eu achava isso extremamente bonito. Claro que era um problema se você quisesse acessar um mesmo site duas vezes, mas acho que era um problema fútil que se compensava pela beleza dos links entremeados de vazios. Durante algum tempo eu inclusive escrevi em preto sobre preto. Foi uma época triste, mas bela. Fiquei feliz quando acabou, quando pude mudar de blog, de nome, de vida. Por algum tempo tudo foi muito diferente.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Template

Este template tem um subtítulo muito mais legal.


Eu estava editando umas coisas no meu blog e decidi ver o que acontece se eu retornar ao modelo antigo da Toca da Lôba. Foi uma esperiência muito estranha. O mais estranho foi reparar como o jeito como eu escrevo e a configuração dos meus textos não faz mais sentido com esse template antigo. Quando leio os textos antigos que ainda estão na Toca, acho tudo muito lindo. Até os nomes dos posts nos Ecos se encaixam de uma forma interessante. Mas quando aplico o template a este Blog, não faz sentido. Tenho notado que muitos dos meus posts antigos também só ficavam agradáveis de se ler no template original em que foram compostos. É curioso entender como essas coisas fazem diferença. Acho que eu entendo porque eu mudei de template.

Também é meio engraçado notar os links como estão diferentes! A maior parte desses lugares aí nem existem mais! Alguns deles já haviam deixado de fazer sentido havia muitos anos quando eu abandonei esse template. Curioso. Também é curioso que eu só tenha tido vontade de guardar dois dos muitos templates que criei para a Toca. Mostro o outro quem sabe semana que vem. Nem sei como ele é! E depois vou voltar ao que estava antes, que apesar de tudo faz muito mais sentido hoje em dia.

Nota: este template usa os comentários do haloscan, não do blogger. Preciso dar um jeito de fazer com que os dois apareçam num mesmo template, mas ainda não sei como. Agora, não dá para ler os comentários feitos ontem por exemplo. E quando eu voltar para o modelo normal não vou poder ler os comentários feitos hoje.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Denise (mas não só)

Sei às vezes que a melhor parte de nós é aquela que mesmo nós não conhecemos. Aquela parte oculta. Imaginamos durante toda vida uma forma de chegar até essa reserva de nós que está fora de nosso alcance. Tentamos tudo, procuramos resolutos o portão despercebido que nos leva ao jardim secreto de nós mesmos.
Imagina como seria esse jardim se fosse povoado e habitado como as nossas outras construções, se fosse limpo e asseado com manutenção constante? Imagino esse lugar drenado de todas as marcas de seu abandono, imagino esse lugar sendo apenas uma parte de mim pela qual eu passo sem olhar. A beleza mesmo está nessa vegetação selvagem que nasce sobre uma camada sedimentar de mistério. A beleza são os fantasmas, a vida que povoa o desconhecido. A beleza é os monstros marinhos que figuram nas bordas dos mapas das grandes navegações. Eu busco aquele lugar inseguro, aquele lugar invisito, um lugar onde Há Dragões.
E como chegar a ele, quando não pisamos num solo envolto nas pegadas de um Deus Desconhecido?

Eu o procuro através das pessoas. Das palavras também, mas nas palavras que vêm das pessoas. Porque no Outro encontro o que desconheço do Eu. O melhor de mim, sem dúvida, é aquilo que vejo quando conheço alguém novo — alguém que me toca e liberta, que me traz algo verdadeiramente novo. Estou tão desgastada pelo tempo, entretanto quando olho em olhos novos vejo tudo outra vez: o barulho das árvores no vento, o cheiro das folhas molhadas, a textura peculiar do líquem et cetera. O novo é a minha memória. A experiência é o meu passado. Sei às vezes que o que mais espero de mim é o meu futuro que é também meu passado, Ou talvez os sonhos do passado que só podem existir num botão de esperança. É tudo assim; se esperarmos demais, tudo vira literatura e música, mas se lutarmos demais, nos tornamos... como dizer? Nos tornamos apenas lutadores. E na luta da vida esquecemos talvez que o que realmente nos move são as raízes daquele Eu desconhecido. Esquecemos que temos sob a superfície uma cidade de construções abandonadas. É impossível viver sempre no presente, é impossível dar manutenção a tudo isso. Mais que isso — é falso, é inútil. A beleza pra mim é percorrer esses salões vazios. É ouvir o canto dos pássaros que embalaram civilizações passadas.

Nas pessoas encontro as passagens secretas que levam ao outro lado do Eu. Nas experiência novas me crio e recrio e descubro mundos além dos que eu já vivia. Ergo torres sobre torres, torres sobre descampados, castelos sobre florestas em homenagem a reinos que se fazem num átimo quando uma frase me descreve. Queria poder dar a devida importância a essa cidade-palavra; levar seus inocentes fundadores a conhecer as vielas, os mirantes, os pombais. Toda vez que alguém me conhece queria... queria poder abrir as portas de mim! Mas não queria mostrar o tosco, o sujo, sabe? os fios elétricos os auditórios os dvds piratas nas calçadas os carros branco-preto-pratas as locadoras o bilhete único o telemarketing os filmes b os joguinhos de flash os romancetes júlia-sabrina os efeitos especiais o congestionamento o sabor artificial idêntico ao original as embalagens de biscoito as pessoas que correm os trabalhadores de escritório engravatados sozinhos em carros quatro-portas na hora do rush a comida da cantina os prédios provisórios sem manutenção cheios de pessoas a burocracia as matérias em que não aprendemos nada e a iluminação noturna fluorescente que deixa a noite parecida com shopping-center. Não!, eu queria mostrar as florestas, as grandes obras arquitetônicas, os lugares desabitados, o Mar! Eu queria poder tirar tudo o que é tolo e passageiro, e deixar só o âmago pulsante da poesia viva. Eu queria poder mostrar só o que realmente vale a pena em mim. Só as melhores músicas. Só palavras verdadeiras, escritas na Língua Antiga.

Mas eu não posso. Na verdade não posso tanto que nem consigo mostrar a reverberação que nossas conversas têm no meu passado. Não posso porque tudo se cobre por um véu de trivialidade. Mas nada é trivial. Nada é. Ouço dedos dançando numa rapsódia húngara, minha vida toda eu procurava sem saber algumas notas de Liszt, mas quando as encontro nos dedos de uma conversa banal eu sei de repende que tudo de vazio que acontece tem um significado profundo nesse mundo abaixo do meu mundo, esse río-abajo-río de mim. Coisas idiotas como uma barata de repente se tornam estranhas e sagradas e assustadoras. O mundo dentro de mim tem constantes revoluções. E eu, que mal as vejo, que as sinto mas não as noto, tão cheios estão meus olhos das mil coisas que vejo sobre o mundo, eu que percorro a vida a contra-pêlo, não posso ser uma boa guia para essa viagem.

Eu queria poder ir além disso. Ir aos melhores filmes e aos melhores livros. Construir um templo que revele quem eu deveria ser respeitosamente. Dançar como dedos no início da Sonata ao Luar. Deslizar sobre uma paisagem de inverno. Haver comunicação verdadeira entre eu e você. Trocarmos os nomes dos nossos amantes junto com passagens de Cortázar. Queria chegar mais perto da magia de tudo isso.

Queria chegar com você ao lugar de La Loba.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

buuh

Eu tentei colocar aqueles marcadorezinhos no fim do post e não consegui. Ou pelo menos eu não tô vendo. Que droga.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu sou uma pessoa constante

Eu estou aplicando os marcadores do blogger aos meus posts antigos. Queria fazer isso faz tempo, mas sempre soube (ainda sei) que dá um trabalho do capeta, por isso não tinha feito ainda. Criei muitos marcadores, mas não foram exatamente suficientes porque nem tudo pode ser classificado, e tal. Além disso havia coisas que eu não queria agrupar, como todos os posts depressivos, imagina?

Enfim, um dos posts era esse resultado de quiz sobre mim:


You rank up there with your seduction skills, though you might not know it.
That's because you're a natural at seduction. You don't realize your power!
The root of your natural seduction power: your innocence and optimism.

You're the type of person who happily plays around and creates a unique little world.
Little do you know that your personal paradise is so appealing that it sucks people in.
You find joy in everything - so is it any surprise that people find joy in you?

You bring back the inner child in everyone you meet with your sincere and spontaneous ways.
Your childlike (but not childish) behavior also inspires others to care for you.
As a result, those who you befriend and date tend to be incredibly loyal to you.


Três anos depois, ainda acho que essa resposta tem tudo pra ser verdadeira. É claro, eu teria que perguntar pra eles pra saber a verdade ^^

Enfim, como será que eu vou marcar este post?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Bom, então...

Eu li um blog que nasceu hoje e fiquei um pouco envergonhada com o meu. Mais que isso, eu vi meu próprio blog muito tempo atrás e fiquei envergonhada com o meu presente. Além disso, hoje um cara me mandou um e-mail dizendo que a existência de pessoas como eu, meu amigos, meus colegas e o retso de nós, é bastante medíocre. E eu me sinto medíocre. E isso me dá raiva. A gente precisa passar pelos momentos chatos para chegar ao fim das coisas. Eu não estou feliz com viver assim, mas eu tenho uma fé inabalável no futuro.

Mas eu admito que preferia ter continuado seis meses atrás.

Por outro lado, eu nunca estive tão apaixonada.