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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Comentário sobre a adaptação de "Around the Riverbend"

Eu queria saber de onde os tradutores de Pocahontas tiraram que ela está em se perguntando com quem ela vai se casar, quando é claro na letra original que ela se pergunta se ela deve se casar. Acho meio fascinante como na segunda estrofe a tradução consegue inverter o sentido de todas as frases... A versão original é claramente "será que posso abandonar os tambores e essa história de casar pra ficar aqui no rafting?", e a tradução é claramente "eu sei que existe um homem maravilhoso de outra tribo distante que vou encontrar". Os tambores representam a estabilidade e a família nessa cena (isso é bem claro pela cena anterior), então "tambor distante que me chame" acaba sendo "vou abandonar minha família pra casar com um outro cara", mais do que "seguir meu destino fora da estabilidade". A Pocahontas obviamente não é apegada à estabilidade õ.ô. Acho muito bizarro. (obviamente, gosto muito mais da original).

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What I love most about rivers is:
You can't step in the same river twice
The water's always changing, always flowing
But people, I guess, can't live like that
We all must pay a price
To be safe, we lose our chance of ever knowing
What's around the riverbend
Waiting just around the riverbend

I look once more
Just around the riverbend
Beyond the shore
Where the gulls fly free
Don't know what for
What I dream the day might send
Just around the riverbend
For me
Coming for me

I feel it there beyond those trees
Or right behind these waterfalls
Can I ignore that sound of distant drumming
For a handsome sturdy husband
Who builds handsome sturdy walls
And never dreams that something might be coming?
Just around the riverbend
Just around the riverbend

I look once more
Just around the riverbend
Beyond the shore
Somewhere past the sea
Don't know what for...
Why do all my dreams extend
Just around the riverbend?
Just around the riverbend...

Should I choose the smoothest course
Steady as the beating drum?
Should I marry Kocoum?
Is all my dreaming at an end?
Or do you still wait for me, Dream Giver
Just around the riverbend?

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O que eu gosto no rio mais
É que ele nunca está igual
A água é sempre livre e vai correndo
Mas não podemos viver assim
E este é o nosso mal
E o pior é que acabamos não sabendo
Lá na curva o que é que vem
Sempre lá na curva o que é que vem

Quero saber
Lá na curva o que é que vem
Eu só vou ver
Aves a voar
Quero entender
O meu sonho é que diz
Lá na curva o que é que vem
Pra mim
Que vem pra mim

Eu não me canso em procurar
Eu sei que um dia eu vou ouvir
Algum tambor distante que me chame
E o estável lar que eu criei
Irá me proteger
Quero segurança e um homem que me ame
Lá na curva o que é que vem
Lá na curva o que é que vem

Quero saber
Lá na curva o que é que vem
Eu só vou ver
Que cheguei ao mar
Quero entender
E o destino eu devo ouvir
Lá na curva o que é que vem
Lá na curva o que é que vem!

Que caminho vou seguir?
Qual a melhor solução?
Vou casar com Kokowan
Ou devo então casar com quem?
Vou só sentir que o meu sonho vive
E depois da curva vem

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Do som que sai dos teus lábios

texto: Marina Salles
ilustração: Márcio Zamboni
música: Carl Orff


Então eu abro os olhos e meus olhos se enchem de música. Aí está você: nesse som, nesse verde que enche meus olhos quando eu vejo a paz que me invade quando eu ouço esta melodia, estas vozes. Neste momento, eu te amo. Neste momento eu sou o que eu quero, um cavaleiro voando sobre os campos, nada me pára, nada me contém, há coisas que eu salto e há coisas sob as quais me abaixo, mas nada se interpõe à minha vista do céu, porque neste momento eu sou livre, e neste momento eu alcanço o que você quis me dar. Eu alço vôo e o mundo é realmente tão grande!, como você disse... Uma guerra uma poesia se desenrola debaixo de mim. E de repente há silêncio. Acabou uma música.
Você concordou que dizer eu-te-amo era muito complicado e eu tive que me explicar: o que estou dizendo é: (eu te amo é:)


É que você chegou a mim
E num instante você viveu em mim
E sem perceber você entendeu uma parte de mim
Você estendeu a mim a sua chama
Você alegrou meu coração e mudou minha vida
E agora...
E agora eu te dou um passe
Para que entre e saia livremente dessa terra
Um passe-livre por meu coração.


E agora é esta a paisagem dentro de mim: há tapetes vermelhos dentro de um castelo, uma fortaleza, que assoma no topo de uma encosta, eu eu sou o pássaro que circunda a torre mais alta, e eu sou o homem que entra com passos pesados na sala do trono. Tudo é um sonho e tudo se desfaz. A música muda e as faces dos homens mudam. Tudo é energia, um tambor que bate regendo o coração dos homens. E eu estou aqui, eu sou as paredes e os cascos dos navios, eu sou o couro dos tambores, eu estou aqui tentando sentir e entender, procurando a resposta, procurando através dessa música, procurando a lembrança do som que saiu dos teus lábios. Eu procuro (e eu sei que é em vão) o som da tua voz através das trombetas, o som da tua voz cantando pra mim, a lembrança de você olhando nos meus olhos. Tudo é tão suave, e tão pesado, e entretanto de repente eu sou uma pomba, eu vôo sem destino, meus olhos são lágrimas, minha boca é um gosto passado, eu sou um anjo perdido procurando a resposta, procurando o sentido do som que saiu dos teus lábios.


Quem eu sou? Você me pergunta e eu sou a sua pergunta. Mas agora não importa. Quando sair de mim, deixe aberta a porta -- há muito lá fora que eu quero convidar a entrar; há muito no mundo que eu quero habitar, mas que também quero que me habite. Eu devo ser a terra e o viajante (eu devo ser a estrada e o violeiro) e eu devo ser a fonte e o sedento, e eu quero ser bem boi como berrante. Me guia e eu te guio! Eu sou o céu e a estrela. Eu não ouço as palavras desta música, mas pra mim é como o céu cantando, eu ouço a voz dos astros e eu flutuo entre eles. E eu ouço a voz da vala das estrelas. E eu lembro da sua história, e eu tento imaginar a beleza -- como será acenderem-se as estrelas?


Então as estrelas disparam e o mundo vira uma torrente uma avalanche, eu páro no meio da música, olho ao redor, suspiro, respiro fundo e me pergunto: onde estou? Esta é a minha casa, hoje é dia das mães. Mas não significa nada. Minha alma não entende nada de casas e calendários. E eu não entendo nada de música. Eu sou um joguete nas mãos dessa melodia. Finalmente eu lembro da tua voz, a tua voz cantando, a tua voz dizendo declamando com tom grave a thousand kisses deep. Mas eu devo te ouvir, cada canção, cada palavra, e enxergar cada emoção que teu olhar transparece. Eu rio. Porque te leio tão fácil e mesmo assim desconheço. Quem você é? Eu pergunto e eu sou a minha pergunta. Mas só por muito pouco tempo. Num instante eu pisco como uma estrela e eu sou outra coisa, eu sou uma outra vida. Minha alma é uma coisa dispersa, um vento, uma torrente que se divide e volta a se unir. Eu rio, porque eu sou leve agora. Agora eu não posso te ouvir, mas sei o que você fala. Porque através dessa música é você que fala, e é você no meio do mundo de vozes que é o universo. Eu ouço tudo, mas muito pouco eu entendo. E como quero entender! Por isso continuo buscando, eu estou buscando a pergunta, e eu busco todas as coisas através das vozes de todas as bocas.


E como a tua boca me morde, eu enxergo no clarão da dor o grito de todas as coisas. A tua voz nem existe agora, só existe esse terror, esse rosnado. Meu coração dispara e meu sangue urra, no fogo do teu veneno e na explosão dum sors salutis -- e de repente minha alma é fogo, meu mundo é fera, meu sangue é fúria e eu devoro o mundo e nada mais é anjo nada mais é água nada mais é calmaria porque tudo é pura loucura! Eu me levanto contra o frio da noite eu sou o Sol, invicto e irremovível, iluminando e queimando as retinas de todas as coisas eu sou a Luz cuspida de teus lábios eu sou o teu sangue e meu peito cresce num rosnado-desejo que fagocita o mundo e num instante eu sou completamente um tudo demoníaco -- e então minha alma voa.



Do alto do vôo da minha alma eu estou ouvindo palmas, e isso quer dizer que a música acabou. Mas eu me sinto leve, a música me liberta, eu fecho os olhos e a noite me carrega para onde eu quero estar, onde a música é nectar, onde a tua voz existe dentro de mim, no ímpeto de um raio e na candura de uma vela. Eu abro os olhos e você está me olhando, mas já não são olhos de fera. Então eu abro os olhos e estou aqui novamente, e eu estou sozinha.


Eu apoio o rosto nas mãos, e meus olhos são lágrimas, e meu coração ressona e tudo é silêncio através dos pequenos barulhos do dia. Eu caio em mim. Eu olho para o céu, e eu estou buscando a pergunta que eu sei que não existe, e eu queria ser o ar para poder me encher desses sons que saem de todos os lábios

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Do som que sai dos teus lábios

Resumindo, eu escrevi, enviei para o Márcio e ele desenhou, ou melhor, está desenhando. Discutimos muitos esses desenhos na última viagem, e entendi melhor o que me atrai e o que me repele nele. Não sei se ele ouviu a primeira música da Carmina Burana para fazer este desenho, como deveria, mas mesmo assim ele conseguiu desenhar uma imagem quase igual à que estava na minha mente quando eu escrevi esse parágrafo — embora a parte de baixo do desenho, o rosto e o sopro-inspiração, sejam apenas dele. Acho estranho picotar o texto deste jeito, e pretendo publicar o conjunto inteiro no final; mas, ao mesmo tempo, acho interessante ir revelando aos poucos. Esta primeira parte é bem desinteressada e despretensiosa, e eu espero que tenhamos passado pelo menos o sentimento de prazer e liberdade que deveria haver. Eu espero que você alcance o que eu quis te dar. =)

Do som que sai dos teus lábios
(Carmina Burana, Carl Orff)


Então eu abro os olhos e meus olhos se enchem de música. Aí está você: nesse som, nesse verde que enche meus olhos quando eu vejo a paz que me invade quando eu ouço esta melodia, estas vozes. Neste momento, eu te amo. Neste momento eu sou o que eu quero, um cavaleiro voando sobre os campos, nada me pára, nada me contém, há coisas que eu salto e há coisas sob as quais me abaixo, mas nada se interpõe à minha vista do céu, porque neste momento eu sou livre, e neste momento eu alcanço o que você quis me dar. Eu alço vôo e o mundo é realmente tão grande!, como você disse... Uma guerra uma poesia se desenrola debaixo de mim. E de repente há silêncio. Acabou uma música.

domingo, 9 de maio de 2010

Do som que sai dos teus lábios

(carmina burana)

Então eu abro os olhos e meus olhos se enchem de música. Aí está você: nesse som, nesse verde que enche meus olhos quando eu vejo a paz que me invade quando eu ouço esta melodia, estas vozes. Neste momento, eu te amo. Neste momento eu sou o que eu quero, um cavaleiro voando sobre os campos, nada me pára, nada me contém, há coisas que eu salto e há coisas sob as quais me abaixo, mas nada se interpõe à minha vista do céu, porque neste momento eu sou livre, e neste momento eu alcanço o que você quis me dar. Eu alço vôo e o mundo é realmente tão grande!, como você disse... Uma guerra uma poesia se desenrola debaixo de mim. E de repente há silêncio. Acabou uma música.
Você concordou que dizer eu-te-amo era muito complicado e eu tive que me explicar: o que estou dizendo é: (eu te amo é:)

É que você chegou a mim
E num instante você viveu em mim
E sem perceber você entendeu uma parte de mim
Você estendeu a mim a sua chama
Você alegrou meu coração e mudou minha vida
E agora...
E agora eu te dou um passe
Para que entre e saia livremente dessa terra
Um passe-livre por meu coração.

E agora é esta a paisagem dentro de mim: há tapetes vermelhos dentro de um castelo, uma fortaleza, que assoma no topo de uma encosta, eu eu sou o pássaro que circunda a torre mais alta, e eu sou o homem que entra com passos pesados na sala do trono. Tudo é um sonho e tudo se desfaz. A música muda e as faces dos homens mudam. Tudo é energia, um tambor que bate regendo o coração dos homens. E eu estou aqui, eu sou as paredes e os cascos dos navios, eu sou o couro dos tambores, eu estou aqui tentando sentir e entender, procurando a resposta, procurando através dessa música, procurando a lembrança do som que saiu dos teus lábios. Eu procuro (e eu sei que é em vão) o som da tua voz através das trombetas, o som da tua voz cantando pra mim, a lembrança de você olhando nos meus olhos. Tudo é tão suave, e tão pesado, e entretanto de repente eu sou uma pomba, eu vôo sem destino, meus olhos são lágrimas, minha boca é um gosto passado, eu sou um anjo perdido procurando a resposta, procurando o sentido do som que saiu dos teus lábios.

Quem eu sou? Você me pergunta e eu sou a sua pergunta. Mas agora não importa. Quando sair de mim, deixe aberta a porta -- há muito lá fora que eu quero convidar a entrar; há muito no mundo que eu quero habitar, mas que também quero que me habite. Eu devo ser a terra e o viajante (eu devo ser a estrada e o violeiro) e eu devo ser a fonte e o sedento, e eu quero ser bem boi como berrante. Me guia e eu te guio! Eu sou o céu e a estrela. Eu não ouço as palavras desta música, mas pra mim é como o céu cantando, eu ouço a voz dos astros e eu flutuo entre eles. E eu ouço a voz da vala das estrelas. E eu lembro da sua história, e eu tento imaginar a beleza -- como será acenderem-se as estrelas?

Então as estrelas disparam e o mundo vira uma torrente uma avalanche, eu páro no meio da música, olho ao redor, suspiro, respiro fundo e me pergunto: onde estou? Esta é a minha casa, hoje é dia das mães. Mas não significa nada. Minha alma não entende nada de casas e calendários. E eu não entendo nada de música. Eu sou um joguete nas mãos dessa melodia. Finalmente eu lembro da tua voz, a tua voz cantando, a tua voz dizendo declamando com tom grave a thousand kisses deep. Mas eu devo te ouvir, cada canção, cada palavra, e enxergar cada emoção que teu olhar transparece. Eu rio. Porque te leio tão fácil e mesmo assim desconheço. Quem você é? Eu pergunto e eu sou a minha pergunta. Mas só por muito pouco tempo. Num instante eu pisco como uma estrela e eu sou outra coisa, eu sou uma outra vida. Minha alma é uma coisa dispersa, um vento, uma torrente que se divide e volta a se unir. Eu rio, porque eu sou leve agora. Agora eu não posso te ouvir, mas sei o que você fala. Porque através dessa música é você que fala, e é você no meio do mundo de vozes que é o universo. Eu ouço tudo, mas muito pouco eu entendo. E como quero entender! Por isso continuo buscando, eu estou buscando a pergunta, e eu busco todas as coisas através das vozes de todas as bocas.

E como a tua boca me morde, eu enxergo no clarão da dor o grito de todas as coisas. A tua voz nem existe agora, só existe esse terror, esse rosnado. Meu coração dispara e meu sangue urra, no fogo do teu veneno e na explosão dum sors salutis -- e de repente minha alma é fogo, meu mundo é fera, meu sangue é fúria e eu devoro o mundo e nada mais é anjo nada mais é água nada mais é calmaria porque tudo é pura loucura! Eu me levanto contra o frio da noite eu sou o Sol, invicto e irremovível, iluminando e queimando as retinas de todas as coisas eu sou a Luz cuspida de teus lábios eu sou o teu sangue e meu peito cresce num rosnado-desejo que fagocita o mundo e num instante eu sou completamente um tudo demoníaco -- e então minha alma voa.



Do alto do vôo da minha alma eu estou ouvindo palmas, e isso quer dizer que a música acabou. Mas eu me sinto leve, a música me liberta, eu fecho os olhos e a noite me carrega para onde eu quero estar, onde a música é nectar, onde a tua voz existe dentro de mim, no ímpeto de um raio e na candura de uma vela. Eu abro os olhos e você está me olhando, mas já não são olhos de fera. Então eu abro os olhos e estou aqui novamente, e eu estou sozinha.

Eu apoio o rosto nas mãos, e meus olhos são lágrimas, e meu coração ressona e tudo é silêncio através dos pequenos barulhos do dia. Eu caio em mim. Eu olho para o céu, e eu estou buscando a pergunta que eu sei que não existe, e eu queria ser o ar para poder me encher desses sons que saem de todos os lábios.

quinta-feira, 8 de abril de 2004

I Wish I Could Stay



Bom dia. Eu acho. Na verdade não. Esse dia não começou bom, e não foi bom até agora. Mas tudo bem. É tudo culpa daqueles horários bizarros da Oficina de Música. E dos horários da escola. E da grana. E dos meus pais. Às vezes eu me pergunto como é que essa família pode ser possível. É paradoxal demais. A gente se ama mais que tudo, e mesmo assim... não basta. Não basta amor para ser feliz. Não basta nunca. Para ninguém. Talvez a gente simplesmente não mereça. Viver esse amor, eu digo. Viver essa vida que nós criamos na nossa mente...

"You can't be a hero hiding underneath your bed
gotta live the life we create inside our head"


Mas, aneeway, I'm hearing a bleedy song-list do Marco and it's bleedy depressing... But... Eu não sei...

"If it makes you happy
It can't be that bad
If it makes you happy
Then why the hell are you so sad?"


Músicas me fazem feliz.... Acho que eu é que 'to meio down esses dias... NOSSA!!! Começou a tocar Chico!!!

"Deixa em paz meu coração
que ele é um pote até aqui de mágoa
e qualquer desatenção
Faça não
Pode ser a gota d'água"


Agora, isso me faz feliz. Vamos lá, tenho uma aula de drums para attend to...

"Já estanquei meu sangue quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
no desfecho da festa
Por favor"


^^ Algumas coisas não mudam
sob a luz profuda das estrelas que cortam o sol noturno

Oh, so I wish you were here
I just can't understand this unanswered fear
And no, there's no limits to love
I just wanna go through
Make everything I left undone
And you, you're the one that is dear
And I just want you to stay...
Or just you look this way...
And I'll be happy here


Eu só queria chegar la. õ.õ

domingo, 21 de março de 2004

Domingo é água...



Faz tempo que eu escrevi pela última vez, então acho que eu tenho que escrever alguma coisa, ne? Mas, sei lá, eu pensei tanta coisa nesses dias, e realmente, eu falei com tanta gente que eu nem sei quem são, não sei se são quem eu amo ou se na verdade eu as desprezo ou as odeio, não sei quem são meus amigos, ou melhor, de quem eu sou amiga, porque tem uns que eu tenho certeza de que são meus amigos... eu acho. Cantei muito Behind Blue Eyes e chorei lágrimas que ninguém sabe, ninguém viu(nem eu mesma) e tudo continua na mesma, essa confusão, essa bizarrice, eu nem sei mais o que eu estou falando, meus dedos estão fazendo o que eles querem e não o que eu peço.

"No one knows what it's like to be the bad man,
to be the sad man, behind blue eyes.
No one knows what it's like to be hated,
to be fated to telling only lies."


Essa música me dá vontade de assistir Buffy the Vampire Slayer. Talvez porque a primeira vez que eu a ouvi era o Giles, seu Guardião, quem estava cantando, e... fez tanto sentido... Foi perfeito. Eu realmente gosto desse seriado. Eu já gostava dele ntes de começar a assistir, e agora sei por quê...

Olha só, eu achei duas versões da letra de Have You Ever Seen the Rain.... Vou colocar em parêntesis a que eu acho menos confiávell:

"Someone told me long ago
There's a calm before the storm
I know, and it's been coming for sometime
When it's over so they say
It'll bring a sunny day
I know, shining down like water

(Someone told me long ago
They were gone before the storm
I know, it's been coming for sometime
Be it so, and so I say
Little rain and sun by day
I know, shining down like water)


I wanna know, have you ever seen the rain
I wanna know, have you ever seen the rain
Coming down on a sunny day

(Coming down, down this day)

Yesterday and days before
Sun is cold and rain is hot
I know, been that way for all my time
Till forever on it goes
Fill the circle fast and slow
I know, and I can't stop my wonder

(Yes for days and days before
Sun is rain and cold is hot
I know, in this place got all my found
Thru the circles fast and slow
There for every moment goes
I know, I can't stop, I wonder)



I wanna know, have you ever seen the rain
I wanna know, have you ever seen the rain
Coming down on a sunny day"

Curioso, vai dizer...

Que falta do quê escever. Tudo aquilo que eu pensei em colocar aqui durante a semana me parece tão distante e vago agora... Sabia ue eu não terminei de entregar meus livros dos Anjos de Prata? Tem alguns até com dedicatória aqui... Muito estranho... Tem alguém aí para quem eu 'tô devendo um? Oh, man...

Minha vida faz tão pouco sentido que é difícil para mim mesma compreendê-la...

But my life, it tells a story
that you all should hear, before you die...


Eu estou revirando nas entranhas do meu passado todos aqueles sentimentos abstratos que me arrancavam a prórpia vida... E eu era feliz? Como eu posso saber... Mas eu acho que não. Não dá para você ser feliz quando não tem inspiração paa nada, quando não consegue dormir, quando mesmo o iso mais sincero não significa nada... Quando não se tem confiança em si mesmo... E sinceramente, parte desse sentimento horrível no qual eu me afogava ainda está lá, e está ficando cada vez mais forte a cada erro cometido, a cada deslize, a cada dado mal rolado. Eu me sinto culpada... Mas de quê? Quem é que me culpa?

"But my dreams, they aren't as empty as my conscience seems to be.
I have hours, only lonely, my love is vengeance that's never free.
No one knows what it's like to feel these feelings like I do.
And I blame you.
No one bites back as hard on their anger,
none of my pain and woe can show through."


Deu. Não quero mais filosofar: não quero mais encontra a razão de todas as minhas dúvidas, nem as respostas, que são dolorosas demais. E não quero ter que viver na dúvida, me sentindo ignorante de tudo. Eu cansei de ser um ser humano. Nós temos todas aquelas vantagens mas temos desvantagens mais terríveis que isso tudo junto. Cansei de ser um ser pensante: é muto complicado viver quando não se consegue paar de pensar. Eu quero viver bêbada, e quem sabe assim, sobre somente o instinto. E que a memória seja só uma lembrança... Já não vejo sentido em ser mamífero, amando e dependendo dos meus pais e irmãos até atingir a maturidade, e talvez nem tanto. Eu teria escolhido nascer réptil, uma dragoa de komodo, mas, aí, também, teria sido melhor ficar no simples; eu cansei de ser consumidor pluricelular, eu queria ser uma 'alga azul' ou o diabo que o valha. Assim a minha vida seria simples...

No one knows what it's like
to be dreaming
to be living
before we die
No one knows what it's like
to be empty
and ignore it
let our conscience fly
But my eyes, they aren't as bad
They're just sad, 'bout what they hide
And my fate, it tells a story
that I hate, and I'm fated to lie


No final, acho que ela me pega tão fundo porque ela fala sobre eu mesma... Meus próprios sentimentos...

"When my fist clenches, crack it open before I use it and lose my cool.
When I smile tell me some bad news, before I laugh and act like a fool.
And if I swallow anything evil, put your finger down my throat.
And if I shiver, please give me a blanket,
keep me warm, let me wear your coat."