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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Observação

Tudo mudou tanto em tão pouco tempo... Nossas vidas viraram completamente em uns poucos meses. Tudo é tão diferente, mas de repente eu entendo:

Isto é viver.

Um dia eu olhei ao redor, do fundo da minha miséria e me dei conta de que era isso que eu buscava desde o início, esse descampado, a destruição total de todas as forças que me prendiam. Agora sim. Agora sim eu posso levantar e andar. Agora sim eu posso admitir que tudo o que eu tenho é minha fé e minha capacidade de seguir em frente, de lutar e vencer. E eu faço questão de vencer.

Agora é minha oportunidade verdadeira de me levantar e merecer.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Relatório de resultados do estágio na Unna Comunicação

Trabalhar com o Thio e o Fê me tornou mais "zen", como as pessoas dizem. Isso de ter um local de trabalho, um lugar específico pra fazer só aquilo, onde não dá pra fazer mais nada e justamente por isso eu posso não ter que fazer mais nada. Eu atrasei trabalhos, desisti de trabalhos e perdi muitas horas de sono, muito dinheiro (é claro que o pagamento compensou) e muito tempo da minha vida em ônibus, ou andando debaixo do sol, ou esperando o computador trabalhar, mas no final acho que o balanço é positivo, acho que eu sou uma pessoa mais feliz por ter vivido os últimos quarenta e quatro dias, por ter ido lá umas 18 vezes, por pegar todos aqueles ônibus, andar todas aquelas quadras, me perder, passar pela rua Balthazar, pela Baluarte, pela Avenida Pavão, pelas calçadas reformando e todos aqueles faróis.
Aprendi a mexer no Mac, aliás aprendi a detestar o Mac, aprendi a brincar no Illustrator, a assumir responsabilidade, a pedir ajuda, a viver um espaço recluso, com poucas pessoas, a conviver com quem é diferente de mim, a rir, a estar, a sair no horário, a trabalhar ininterruptamente até a hora de sair.

Foi muito divertido estar lá. Muito tranqüilo. E o Thio e o Fê foram muito legais comigo (ou talvez eles só sejam pessoas muito legais mesmo). Em muitos momentos eu até pensei que poderia trabalhar por muito tempo lá. Pena que é tão longe. E tão difícil chegar lá. E eu ando tão sem tempo. É uma pena mesmo.

Hoje quando estávamos saindo para o almoço eu me dei conta de que esse estágio foi a coisa mais desanuviante que eu fiz no último semestre. Que trabalhar ali seria mil vezes mais agradável do que estudar. Mas, ao mesmo tempo, tão menos futuro! Acho que é isso que a Universidade te dá: uma crença de que existe um futuro, um futuro radiante, no qual nós somos cada vez mais. Será que é verdade?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

E essas coisas

Eu me pergunto o que estou fazendo aqui. Esperando o próximo fim de semana, a próxima aventura trivial num mundo extremamente mágico; o próximo beijo. Quem sabe se fechar os olhos haverão dragões. Os dragões estão todos mortos neste mundo. Mas quem sabe, se eu andar e andar e andar, eu consiga chegar num lugar onde há dragões. Balanço a cabeça e me concentro na próxima tarefa. Mas minha mente cheia de perguntas não se concentra em nada. Os dragões estão mortos neste mundo, e sinto tremenda saudade de haverem dragões.
E sigo: tento lembrar quem eu era, ter qualquer lembrança, qualquer vislumbre, mas a lida te endurece e rareia o cabelo e avermelha a pele e antes que tomemos conta estamos velhos — velhos como macaco velho, sabidos, antigos e maus. Se passar tempo demais, pode acontecer, morremos. Se passar tempo demais viramos poeira por dentro. Agora mesmo estou cuspindo fuligem. Agora mesmo estou procurando ajuda, e não vejo ninguém.
Deve ser assim que os velhos se sentem, sozinhos, quando todos os seus amigos estão mortos ou senis. Deve ser assim que se sentem rodeados por crianças que sabem tudo e por um mundo que não compreendem. Como um estrangeiro, como um prisioneiro, sonhando de noite e de dia com aquela casa enorme da sua infância. Eu também tenho uma casa enorme na minha infância. E eu sinto tanta saudade daquela casa...
Parece que todos os meus amigos estão mortos, só que quem foi embora fui eu. Eu não vejo casa vazia, eu não vejo casa nenhuma. As coisas que eu faço, as tarefas, as perquisas, eu sou como aquele empregado que detesta seu trabalho e trabalha pra sobreviver. Eu nunca sei por onde começar, cada vez mais eu não entendo nada, eu procuro, eu preciso de ajuda, estou cansada de estar sempre sozinha. Mas quem sabe não estamos sempre sozinhos o tempo todo, e apenas eu não perceba porque eu sou eu e vejo apenas através de meus próprios olhos. Estou tão cansada de nada nunca dar certo.
Estou como que lutando uma guerra em terra estranha, não posso voltar enquanto não vencermos, não posso abandonar essa batalha; morrer seria mais honroso; quero voltar para casa, nunca mais estive em casa, sinto falta de tudo lá, e lá sempre haverá dragões... Como tenho mêdo! Tenho mêdo de não poder voltar, tenho mêdo de lutar para sempre; e se a guerra nunca acabar? As pessoas aqui são estranhas, mas aos poucos vou fazendo amigos. Aos poucos, muito, muito devagar, eles vão entendendo que sou ao mesmo tempo como eles e completamente diferente. Aos poucos também vou pegando a manha deste modo de vida, quando não estou gritando de desespero no meu quarto, vou entendendo as sutilezas e as belezas desta terra, e vou me tornando eles, mais e mais. Quando voltar para casa quem sabe eu terei habilidades úteis para emprestar aos meus conterrâneos. Ou será que ao voltar para casa, minha mudança terá sido tamanha que mesmo lá serei apenas diferente?
Olho para trás, o caminho de casa não existe, eu haverei de andar por léguas sem fim em busca desse lugar sagrado, eu andarei o mundo à procura de mim. É preciso que o tempo dure pra sempre para que eu possa encontrar meu lugar. De onde eu venho, existem pessoas que vivem para sempre. Assim eu poderia ver tudo, encontrar tudo, eu quero conhecer tudo e estar em todos os lugares. De onde eu venho, é esse o sonho de todas as crianças. As crianças crescem para viver assim.
Aqui, não, aqui somos todos guerreiros, não posso me distrair com bobagens porque ainda tenho muito o que aprender para poder lutar bem. Essa guerra é a minha vida. Aos poucos vou começando a entender que a vida é assim mesmo, que é aqui que vivemos, que é isto o que fazemos; aos poucos vou esquecendo de anotar o caminho de casa, aos poucos vou me afastando mais e mais e mais. Depois daqui, para onde será que eu vou? O mundo é imenso, e eu não tenho mais casa, eu devo percorrer o mundo inteiro, é isso que eu sou.
Eu sinto que estou perdendo tempo. Acho que estou atrasada. Vejo meus colegas fazendo projetos, pesquisas, participando de concursos, trabalhando. Eu não posso fazer nada disso, eu me dedico inteiramente a esta guerra. Esta guerra é a minha vida. Contra quem estamos lutando? Pelo quê estamos lutando? Eu não pergunto nada, apenas sigo as ordens. Eu não posso desistir da minha batalha. Mesmo se eu nunca vencer, continuarei lutando, continuarei tentando, até que seja o fim de tudo. De nós. Mas se eu não viver para sempre, enquanto eu estou nesta guerra eu estou para sempre morta. Tenho medo de um dia estar velha e cometer suicídio. Tenho medo de um dia ficar inconsciente.
Outra coisa de que tenho mêdo é de nunca encontrar o caminho de casa...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Começo de ano

Não tive aulas ainda, mas estou apavorada.
Não apenas com a volta das aulas, trabalhos, colegas de quem eu não sou próxima o suficiente, essa coisa toda de tentar ser designer, procurar um estágio, o mêdo de falhar, de errar, de não saber nada de porra nenhuma e etc.
Me assusta também o que eu sou em mim mesma.

Tá certo que eu tenho passado tempo demais com o Diogo, e que é difícil viver com alguém tão ambicioso e tão pouco tímido com quem se comparar, inevitavelmente. Há algum tempo eu decidi que não seria certo, de qualquer forma, eu me formar antes dele, e por isso fazia sentido eu ter feito dois anos praticamente inválidos de faculdade enquanto ele já aprendeu um milhão de coisas no primeiro ano dele. Mas é óbvio que essa decisão é uma fuga. É uma fuga para um lugar onde eu possa ser uma criança aprendendo a engatinhar, sem medo de cair de cara no chão, de se humilhar, sem a responsabilidade tão horrivelmente pesada de ter algum passado vitorioso no qual se apoiar.
Estou passando por um processo de esquecer meu passado, não porque eu tenha medo dele ou porque ele não seja válido, mas porque ele não pode mais me ajudar. Não há nada no passado para nós, nada que possa nos dar forças, nada que possa nos segurar quando cairmos no futuro. É assim que eu me sinto, em linhas gerais. Meu novo objetivo de vida é descobrir a coragem para seguir em frente através de tudo aquilo de que não me orgulho. É descobrir a humildade para acreditar na possibilidade de alguma coisa inesperada acontecer, alguma coisa que seja um alívio para o peso insuportável de não ter um... um portfólio. E descobrir a força para poder segurar nas mãos nossas vitórias, antes que elas escapem.

É difícil também ouvir a admiração e a inveja do Diogo pelas minhas aulas de programação, e depois não me empolgar com elas, me distrair durante as aulas porque é tão devagar, tão fácil demais, que é até sem graça. E não saber direito como poder exigir mais de mim, porque sem querer acabei passando muitas semanas sem ter um dia sequer para fazer aquilo que poderiam ser as minhas coisas. Eu estava aqui pensando que eu deveria escrever minhas histórias, ou terminar de programar aquele Pong, eu montar meu portfólio, mas. Não sei nada. Não sei se devo fazer qualquer coisa. Não sei o que devo escolher e o que devo sacrificar.


Acho que descobri.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

gatonajanela.img

Nada, não. Isto tudo é só sua imaginação...



Minha gata está sentada em cima de uns livros na frente da janela, olhando pra baixo e miando agudo para algo que eu não tenho a menor idéia do que pode ser. Eu sei que ela ouve quando eu rôo o unha do indicador (que está 0,3mm maior do que eu consigo suportar) porque ela vira a orelha direita na minha direção e me manda um meio-olhar de soslaio (isso é uma redundância?). Nas cinco ou seis árvores que vejo atrás do muro branco além da minha janela, os milhares de galhos pequenos e folhudos que nasceram para compôr a majestosa exuberância do verão balançam suavemente com o vento. O azul do céu está tão claro que parece branco, e ofusca um pouco minha visão dos galhos.

Está tarde, e eu não cumpri meu dever.

Está tarde, e eu cumpri meu dever, mas não sei a que ele se presta.

Está tarde demais para correr atrás dos furos que assustam no começo do meu currículo. Estou apaixonada, quero tudo muito, e o segundo pedaço do bolo talvez eu tenha que dividir em dois. Eu gosto de mim, mas é muito difícil acreditar naquilo que faço e não faço.

Eu fui trabalhar para anestesiar a frustração de não trabalhar no meu atual emprego-faculdade. E quando chega o fim de semana estou sempre pensando odeio-sexta-feira. : "é que às vezes os ícones ficam em cima uns dos outros, aí eu não encontro...". -- esse foi o primeiro dia.



Minha gata está se debruçando para fora da janela, e eu vejo seu coração batendo rápido rápido. Nos olhos arregalados os músculos-íris relaxam fazendo as pupilas virarem uns filetinhos pretos; e os pelos logo atrás das costelas balançam conforme sua respiração se acelera.



Ninguém pode prever o que acontece depois a desilusão toma conta. Nem mesmo os elefantes.



Ouve um dia em que eu amanheci no chão de pedra do quintal da minha casa. Logo depois meus dois cachorros vieram me cobrir de baba de cachorro, sujeira de pêlo de cachorro e amor pegajoso de cachorro.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Como não querer, e querer que não — como não?

Eu me pergunto, na verdade, se eu cometi um erro dando tanta trela à minha indecisão — ou se foi, ao contrário, a fortuna que me trouxe até aqui. Eu poderia ser como meus irmãos, fazer FAU, projetar, dar continuidade à dinastia faui, eu poderia me imaginar tardes sem fim subindo em árvores naquele campus matoso, confuso, selvagem (e belo). Mas não, não, acho que é difícil demais abdicar disso que só comecei a começar, quando as pessoas que conheci são fascinantes, quando os professores são bons, e o campus... ah, não é preciso falar do campus. Será que eu não conseguir abdicar desse luxo significa que eu sou fraca? Ou eu querer seguir minha vontade em uma situação que vai definir parte do meu futuro é uma demonstração de determinação e força? Será que meus dois irmãos estarem na FAU não é um motivo idiota pra eu querer fugir de lá? Será que a gratuidade da USP não é um motivo idiota para eu querer estudar lá? Você acha que alguns Macs, alguns estágios e algumas matérias interessantes (e talvez, em algum grau, um grande "A" montado na frente do prédio) justificam a grana e a luta por ela? E eu me pego distraidamente conjecturando absurdos, imaginando se é possível estudar de manhã e à noite e trabalhar à tarde. Acho que cansei de brigar com o dinheiro. Quero provar, pra mim mesma, talvez, que sou capaz de batalhar (por quê? por quê?) e até mesmo vencer. Que posso me dedicar, me esforçar, valer alguma coisa. Eu ter passado em 1o lugar, eu ter feito 73 pontos, eu saber o que é o sistema binário, nada disso justifica meu à-pampismo barato. No mundo capitalista, é preciso muita coragem pra não ser o melhor e ainda se sentir bem consigo. Não que eu goste desse mundo, mas — algum dia, eu gostaria de pensar que fiz o melhor que pude, e que pude muito. Quero valer o que você acha que eu posso valer.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Distração

Eu não sei em que estava pensando, mas acho que tinha algo a ver com:
ah, deixa pra lá, quem se importa com redações, estudos, arrumar o quarto, pedir telefone à mãe, pedir dinheiro (hm, isso é importante...), ir na bicicletaria (hm, isso tb), descobrir lojas de roupas, arranjar fantasia, dormir cedo, acordar tarde, e todas as outras coisas às quais nos acostumamos...?
Bom, eu quero dormir cedo, acordar cedo, chegar às seis e quinze na escola, ficar conversando com a Cris a Ina o Yu e a Ana, abraçar a Leli, rir com o João, dançar com a Luda, sorrir para o Squick, passear pelo primário com chapéu de Chopper e conversar com as menininhas que ficam falando alto como que para ninguém "que chapéu legal!!" (eu fazia isso qdo era pequena... crinaças são tão divertidas!), e resolver alguns problemas de vez em quando. E ficar olhando pra meninas-mulheres lindas e pensando que elas são lindas assim justamente porque são lindas por dentro :) ; e assistir novelas tolinhas com minha prima, pintando um desenho com canetinhas que comprei por dez reais na lojinha, e que deveriam ter custado uns dois ou três. Pode parecer estranho, porque anteontem e ontem e mesmo johe de manhã eu me sentia tão vazia e desanimada -- mas estou me sentindo completa, como se viver fosse... certo. What d'ya know...

Parece que dizes, te amo, Maria...

Sabe o que é mais perturbador?
Eu nem vi estes três dias passarem -- mas já vai acabar a minha penúltima semana de aula no Colégio Santa Cruz... (mas estou tranqüila mesmo assim -- e vou procurar umas fotos amanhã...)

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Desânimo Pós-Bom-Humor

Estou triste...
Estou triste porque acho que não há esperança...
Porque acho mesmo que nem vale a pena tentar... Mas... É que tem coisas na vida que a gente não pode decidir... Tem coisas na vida que ficam na mão deles... Tem coisas que não fazem diferença, que...

Estou triste porque não acredito no que estou dizendo... E porque a internet não me oferece mais nada... Porque tudo o que eu posso fazer é... tentar descobrir o que te aflije... enquanto penso... Será que existe alguma possibilidade dela me deixar ir?... Talvez seja um investimento grande demais, não sei. Mas eu sei que mais tarde isso tudo vai desaparecer... vai esvanescer...

Odeio ter que depender de recursos desconhecidos... Odeio ser apresentada a tantas possibilidades tentadoras, e não poder simplesmente aceitar... Bom, agora... acho que perguntar não machuca... Ao menos ao outros não machuca...

Aiai, essa minha vida tola...



Me desculpe, é só que eu gosto de repartir as coisas. Eu queria que você gostasse das minhas gosminhas. Eu queria que você me abrisse a porta do seu mundo. Mas eu queria tanta coisa... que acho que não vou pedir nada. Não tenho vontade de falar. E ainda...


...a cara que ele fez foi tão... embaraçosa...

domingo, 13 de fevereiro de 2005

Talgvez eu devesse parar de escrever no pato, também.

O problema é que eu ligo o computador que nem é meu e fico achando que minhas idéias imprecisas são dignas do pato; Mas aí não escrevo as idéias realmente boas poque o texto vai sair ruim de qualquer forma com essas teclas esquisitas.

E não escrevo aqui. Que de certa forma é um lugar do qual eu sou obviamente digna.
As pessoas se acostumaram a dizer que tudo o que eu escrevo é maravilhos (em média, pelo menos), mas quando o tempo passa e meu ego desinfla um pouco e eu consigo escrever alguma coisa vejo que eu não sei mais escrever. São os outros que têm idéias boas -- o Yuri, o Digo, os outros -- eu só tenho idéias banais e entediadas. Escrever poesia parece mais fácil porque as coisas podem apenas ser bastante sonoras. Mas eu não quero mais.

Eu não quero mais, porra!
Não quero mais achar escrever uma coisa enfadonha.
Não quero mais ficar lendo livros sem sequer me interessar por eles.
Não quero mais ir ao shopping pra ficar lá fazendo nada!
Não quero mais racionalizar tudo tudo tudo
Não quero mais viver do passado, nas mesmas histórias de sempre
Não quero mais me achar o máximo porque aos doze anos escrevi um poema que ficou realmente muito bom, mas não consigo azer outro tão bom quanto.

Não quero mais nada disso.

Quero qualquer coisa que valha a pena!

Eu cheguei a pensar em desencanar de tudo e aproveitar a vida, jáque afinal eu tenouma porção de amigos e um namorado e uma família, mas,sabe, eu não agüento. Eu preciso jogar! Eu preciso lutar.

Eu preciso de algo que valha a pena.
Porque, aproveitara vida sem saber de si um só talento, sem lutar por nada, não valhe a pena.

Eu quero cair fora. No fogo. No Fogo.

domingo, 7 de dezembro de 2003

Eu achava que a minha toquinha era um lugar seguro e aconchegante, e que eu nunca iria trocá-la por lugar nenhum no mundo. Eu ainda acho isso. Mas parece que meu inconsciente discorda. Ontem eu quase dormi com meu jacaré que havia sido sequestrado para o Lar de Sszzass. No meio da noite alguma coisa indefinida, que hoje eu descobri ter sido a Luisa, me fez sair de lá. Até aí tudo bem. Hoje eu acordei no sofá da sala.
Como eu fui parar no sofá da sala eu não sei, e prefiro continuar na ignorância. Isso é confuso. Eu acordei como sempre que coisas assim acontecem com frio, chorando por um cobertor, me sentindo suja e estranha mas completamente confortável.
Talvez Jacala soubesse me explicar essas coisas estranhas na vida. Talvez até Cro ou Mantír fossem mais capazes. Só sei que estou com fome, de não ter comido o dia inteiro hoje, cançada e me sentindo estranhamente fraca. Afinal, eu só tenho quinze anos e não consigo sequer convencer esse raio de blogger que eu odeio helvetica...

Hoje eu fiz apenas coisas estranhas e absurdas. Foi na apresentação da Sônia Silva e me senti horrível, porque não conhecia ninguém, além do Leandro, do Beto, da Mônica, do Fábio, do Lucas, da Sônia, da Lara.... Mesmo assim saí de lá chorando, segurando lágrimas sinceras, de uma saudade profunda que me quer matar... But what can I do if can't not care that much for money? Acho que vou seguir o conselho da Nanala e começar a caçar por mim mesma... Mas como?
Por algum motivo hoje comi tão pouco que estou verde de fome e isso pouco se me dá porque estou feliz, não, com sono. Devem ser duas coisas diferentes, embora eu não possa provar.

"The lair of the wolf is his refugee, and where he has digged it too plain the council shall send him a message, and then he shall change it again."

"The jackal may follow the tiger, but, cub, when thy whiskers are grown, remember the wolf is a hunter, go forth and get food of thine own."