amor, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco partiu...
Não sei o que quer dizer. Lá fora um cão estava uivando quando abri esta janela. Aí ele latindo. Olha aí. O peito meio calado, assentindo com dureza a nihilidade da coisa. O mar é grande demais, a vida é grande demais, o latido é grande demais, a arte é grande demais. Não podemos explicar com certeza o que nos envolve, compreende?
O cachorro uivando de novo.
Pra falar a verdade, eu estou cansada.
Mas hoje foi... Quase perfeito.
palavra por palavra, procuro chegar, devagar, ao lugar de La Loba.
"O silêncio", disse o griot,"só é escuro no começo..."
segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
sábado, 18 de dezembro de 2004
Deixa Eu Dançar...
Pro meu corpo ficar odara -- Minha cara, minha cuca ficar odara...
Hoje foi um dia BOM!
Por que bom? Não sei. Não sei o que me leva a escrever, a gostar, a respirar devagar e sentindo este cheiro de luz entrando por todos os poros este ar fresco inundando meu coração não tem fim mas entra mais deste ar puro e forte e Eu! Sou Deus!
Karnak. Hoje fui na Cultura, e enquanto passeávamos entre os CDs encontrei um do Karnak, chamado Estamos Adorando Tokyo, e Ri porque eu queria, peguei o CD na mão e li os nomes das músicas e Sosereiseuseforso eutesempreamovocê, meu querido, uma vez mais por me fazer encontrar essa música estranha e única e brasileira.
Mamãe detesta desenho japonês porque não traz cultura. Mas não é verdade; de qualquer forma quando ela disse isso eu não ouvira o "não" e achei que ela estivesse reclamando porque a gente não valoriza a própria cultura, mas eu aí percebi que estava escrevendo uma historinha capa-e-espada que é muito européia, e não dá, não dá.
"Felicidade é um estado de espírito"
Hoje de manhã, eu acordei, pensei em levantar mas dormi de novo. Reacordei às onze e meia mas a casa toda ainda dormia. Passeei um pouco até que meu irmão apareceu, aí eu resolvi tomar café. Meu pai chegou, começou a ler o jornal enquanto cortava o pão. Terminei o café, escovei os dentes, arrumei a ca,a, li os dois primeiros capítulos dO Rei do Inverno com muita calma e voracidade (o livro é bom, ôch...), aí fui tomar um bom banho lara começar o dia, por mais que fossem já umas duas horas da tarde, talvez até três. Alguns amigos da Talita haviam chegado para mais uma daquelas simpáticas sessões de Naruto, e, quando eu saí do banho, uma música gostosa, no melhor estilo Beatles, estava tocando. Fui me trocar de bom humor, o Cd dos Beatles correndo sussa.
E não é que, de repente, enquanto eu escolhia a roupa que iria vestir hoje, me vi surpreendentemente dançando sozinha, semi-nua, no quarto com a porta quase fechada (talvez não, por causa da meia de Natal), de olhos fechados, cantarolando porque eu não sabia a letra, alheia a tudo que não a dança e a música?! Dançando com força e energia, tanto que antes do fim da música eu já estava cansada, parei para respirar e continuar a me vestir. Foi muito bom! Dançar sozinha, só por dançar. Quem não sabe o que é isso?
Eu ria, bem humorada, liguei o computador e comecei a escrever, até que meu irmão falou para irmos embora, o Squick chegara e fomos para o shopping, arranjar os tais presentes de amigo-secreto.
A bem da verdade estou com medo, não sei se meu amigo vai gostar. Mas já foi.
No shopping encontramos o Yuri com sua mãe, Katia. Tinham que trocar um par de sandálias, e parece que aproveitaram para comprar presentes. Amanhã vou vê-lo de novo. Estou feliz! Estou de bom humor.
Acima de tudo, estou morrendo de sono.
Boa noite, wasa'his e ann'las.
Boa noite, liriidas g'alambra.
Boa noite, meu amigos.
Boa noite.
Hoje foi um dia BOM!
Por que bom? Não sei. Não sei o que me leva a escrever, a gostar, a respirar devagar e sentindo este cheiro de luz entrando por todos os poros este ar fresco inundando meu coração não tem fim mas entra mais deste ar puro e forte e Eu! Sou Deus!
Karnak. Hoje fui na Cultura, e enquanto passeávamos entre os CDs encontrei um do Karnak, chamado Estamos Adorando Tokyo, e Ri porque eu queria, peguei o CD na mão e li os nomes das músicas e Sosereiseuseforso eutesempreamovocê, meu querido, uma vez mais por me fazer encontrar essa música estranha e única e brasileira.
Mamãe detesta desenho japonês porque não traz cultura. Mas não é verdade; de qualquer forma quando ela disse isso eu não ouvira o "não" e achei que ela estivesse reclamando porque a gente não valoriza a própria cultura, mas eu aí percebi que estava escrevendo uma historinha capa-e-espada que é muito européia, e não dá, não dá.
"Felicidade é um estado de espírito"
Hoje de manhã, eu acordei, pensei em levantar mas dormi de novo. Reacordei às onze e meia mas a casa toda ainda dormia. Passeei um pouco até que meu irmão apareceu, aí eu resolvi tomar café. Meu pai chegou, começou a ler o jornal enquanto cortava o pão. Terminei o café, escovei os dentes, arrumei a ca,a, li os dois primeiros capítulos dO Rei do Inverno com muita calma e voracidade (o livro é bom, ôch...), aí fui tomar um bom banho lara começar o dia, por mais que fossem já umas duas horas da tarde, talvez até três. Alguns amigos da Talita haviam chegado para mais uma daquelas simpáticas sessões de Naruto, e, quando eu saí do banho, uma música gostosa, no melhor estilo Beatles, estava tocando. Fui me trocar de bom humor, o Cd dos Beatles correndo sussa.
E não é que, de repente, enquanto eu escolhia a roupa que iria vestir hoje, me vi surpreendentemente dançando sozinha, semi-nua, no quarto com a porta quase fechada (talvez não, por causa da meia de Natal), de olhos fechados, cantarolando porque eu não sabia a letra, alheia a tudo que não a dança e a música?! Dançando com força e energia, tanto que antes do fim da música eu já estava cansada, parei para respirar e continuar a me vestir. Foi muito bom! Dançar sozinha, só por dançar. Quem não sabe o que é isso?
Eu ria, bem humorada, liguei o computador e comecei a escrever, até que meu irmão falou para irmos embora, o Squick chegara e fomos para o shopping, arranjar os tais presentes de amigo-secreto.
A bem da verdade estou com medo, não sei se meu amigo vai gostar. Mas já foi.
No shopping encontramos o Yuri com sua mãe, Katia. Tinham que trocar um par de sandálias, e parece que aproveitaram para comprar presentes. Amanhã vou vê-lo de novo. Estou feliz! Estou de bom humor.
Acima de tudo, estou morrendo de sono.
Boa noite, wasa'his e ann'las.
Boa noite, liriidas g'alambra.
Boa noite, meu amigos.
Boa noite.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
Toca da Loba
www.tocadaloba.blogger.com.br
Precisa dizer mais?
Existem outras lobas, isso eu já sabia... Mas outra Toca?
Outra loba que goste tanto quanto eu da doçura das palavras rascadas num papel imaginário.?
Leiam, vá. Leiam.
Curti ^^
Precisa dizer mais?
Existem outras lobas, isso eu já sabia... Mas outra Toca?
Outra loba que goste tanto quanto eu da doçura das palavras rascadas num papel imaginário.?
Leiam, vá. Leiam.
Curti ^^
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
O Natal está quase chegando. Eu posso sentir: começa o tempo de acender luzinhas, de procurar pinhas bonitas, de desembrulhar enfeites. Começa o tempo de assistir filmes esperançosos, sobre amor e confiança nos outros, sobre alegria. Começa o tempo de arranjar presentes e empacotá-los com carinho. Começa um tempo de amor incondicional, em que as brigas são abandonadas. Não exatamente paz, mas pelo menos trégua.
Eu entro neste tempo andando confiante sobre a corda bamba. Alguns amigos me apóiam e me seguram, outros observam cantando por aí, ou apenas olham para mim com uns olhares precisos e preciosos. Lá embaixo existem lobos, tigres, ursos e chacais. Na verdade eu não quero cair. Eu quero seguir em frente, Jules, para não me afastar daquilo que eu amo. E eu amo todo o mundo. De que mais eu preciso?
Chego no quarto apressada, depois do filme... Tivesse eu chegado uma meia hora mais cedo..! Tivesse eu saído da sala para não rever o que já conhecia... Mas não, diacho, não tenho esse tipo de sorte. ¬¬" Queria ter, sabia? Olho para a tela do monitor. Naquele branco insuportável, vejo mais de quinze pessoas ali presentes, esperando talvez que alguém lhes dirija a palavra, provavelmente conversando entre si animadas... Mas a única pessoa com quem eu realmente queria falar saiu há apenas 32 minutos!
About Me
Eu sou muito bobinha. Mas às vezes não. Quando eu falo coisas certas eu fico com medo. Eu tenho medo de errar. Eu confio em mim mesma, mas não muito. As pessoas confiam um pouco em mim. Algumas. Algumas confiam muito pouco. Outras confiam quando eu estou feliz. Outras acreditam em mim, mas só uma, ou duas. A essas, eu agradeço. Um pouco de auto-estima às vezes faz bem. algumas específicas esperam demais de mim. Aí também não dá! Eu não sei ser a pessoa perfeita.
Essa é a grande diferença entre eu e o Yuri ou a Paulinha. Eles querem ser o filho perfeito, o irmão mais velho perfeito. Eu nem posso ser uma boa irmã mais velha, porque não tenho irmãos mais novos e minhas primas mais novas são... distantes da minha realidade. Não sei. Acho que nem elas me entendem nem eu as entendo. Não consigo me comunicar com elas direito. O que quer que eu seja, menina, o que quer que você seja. Mas eu não quero ser a filha perfeita, até porque se eu for melhor que meus irmãos, vou acabar me sentindo meio mal. O que acontece é que quando minha mãe nos dá broncas eu penso no que posso fazer para ser uma filha melhor. Às vezes eu faço algumas coisas só porque minha mãe acha que eu não vou fazer. Eu nunca prometo nada, porque gosto da idéia do produto ser melhor que a encomenda. Mas, sinceramente, às vezes não dá, sabe? Às vezes a gente precisa que alguém espere de você mais do que você mesmo espera de você. Foi assim que o Rodrigo me convenceu a fazer lição de casa. Foi assim que eu cheguei na prova final da OBF. Foi assim que eu...
----
[este post foi interrompido pelo jantar e por um filme fofo]
Essa é a grande diferença entre eu e o Yuri ou a Paulinha. Eles querem ser o filho perfeito, o irmão mais velho perfeito. Eu nem posso ser uma boa irmã mais velha, porque não tenho irmãos mais novos e minhas primas mais novas são... distantes da minha realidade. Não sei. Acho que nem elas me entendem nem eu as entendo. Não consigo me comunicar com elas direito. O que quer que eu seja, menina, o que quer que você seja. Mas eu não quero ser a filha perfeita, até porque se eu for melhor que meus irmãos, vou acabar me sentindo meio mal. O que acontece é que quando minha mãe nos dá broncas eu penso no que posso fazer para ser uma filha melhor. Às vezes eu faço algumas coisas só porque minha mãe acha que eu não vou fazer. Eu nunca prometo nada, porque gosto da idéia do produto ser melhor que a encomenda. Mas, sinceramente, às vezes não dá, sabe? Às vezes a gente precisa que alguém espere de você mais do que você mesmo espera de você. Foi assim que o Rodrigo me convenceu a fazer lição de casa. Foi assim que eu cheguei na prova final da OBF. Foi assim que eu...
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[este post foi interrompido pelo jantar e por um filme fofo]
Aniquilação
Ele olhou pra mim com aqueles olhos de pantera. Tinha uns olhos grandes, alucinados. Eu tentei ter medo, porque ele ia pegar este corpo e rasgá-lo em muitos pedaços, destruí-lo como uma criança pequena, eu imaginava tudo isso mas só conseguia achar muito interessante. Carpe noctem, um de nós sussurrou baixinho e nossas respirações se misturaram num cheiro imprevisível. Inspirei aquele ar confuso e não senti o cheiro. Olhava pra ele e não senti absolutamente nada por um tempo muito grande, até que ele chegou perto demais. Não senti dor.
Eu poderia contar-vos a história da minha vida. Eu poderia contar-vos desta vida. Poderia, ah, sim, poderia contar-vos de todas as nossas vidas. Poderia discorrer sobre a existência à qual nos submetemos. Poderia tentar explicar-vos minhas inúmeras vidas e mortes. Mas, não... Não sei se vale a pena. Minha pena, ilusão de um espírito que transcende a prórpria compreensão, rabisca traços de sua história, espada coberta de sangue reluzindo num duelo mortal - o último duelo de sua vida -, escudo derrotando o tempo e a água na consciência clepsada de sua existência. Poderia falar sobre o vazio e a plenitude que preenchem agora minha alma. EU SOU NADA.
Nada existe, percebem? Mu-ichibutsu! Se nada existe, como poderia eu, lôba-caçadora-carnívora-libertadoradesi, existir?! Não. A lôba que criou esta toca deixou-se morrer por ao menos um dia.
Lôba... Eu Kyiurise de asas abertas e coração branco para o mundo colorir sou, sim, white-squall entre tuas tempestade, menina negra no meu seio prateado.
Homens que povoam este mundo físico, tomem cuidado comigo. Eu Lôba, eu espírito transcendente acima das Soules, eu Kyiurise prateada envolta em luz. Tomem cuidado comigo e cuidem de mim, para que eu não transcenda o campo de batalha e me torne apenas uma pensadora. Não, o que estou falando, isso nunca vai acontecer! Ora essa, se só palavras recriam meus pêlos macios de Lôba adormecida...!
Deixe-me amar! Meu coração prateado é tão grande que cabe nele amor ao mundo inteiro! Deixe amar-te, gato-preto-dourado de sol e lua olhos que brilham iluminando um mundo onde não há sol... Deixa-me te amar, gato-peludo pégaso azul brilhante menino rindo feliz curioso e patso como ele só. Leixa! Meu amor é tão puro que não conhece barreiras.
"Com as asas leves do amor eu superei estes muros,
pois mesmo barreiras pétreas não são impecilho à entrada do amor.
E aquilo que o amor pode fazer é exatamente o que o amor ousa tentar."
Eu morri. Amanda Nebi morreu. Marin, a Loubah Zaty, desapareceu desta existência. Se ela renascer, será gloriosamente. Boa noite, meus caros amigos. Um beijo de adeus para cada um de vocês, seguido de um abraço tranquilo de bom dia ou boa noite.
Amo vocês.
Até amanhã. Ou até hoje. Mas até.
Eu poderia contar-vos a história da minha vida. Eu poderia contar-vos desta vida. Poderia, ah, sim, poderia contar-vos de todas as nossas vidas. Poderia discorrer sobre a existência à qual nos submetemos. Poderia tentar explicar-vos minhas inúmeras vidas e mortes. Mas, não... Não sei se vale a pena. Minha pena, ilusão de um espírito que transcende a prórpria compreensão, rabisca traços de sua história, espada coberta de sangue reluzindo num duelo mortal - o último duelo de sua vida -, escudo derrotando o tempo e a água na consciência clepsada de sua existência. Poderia falar sobre o vazio e a plenitude que preenchem agora minha alma. EU SOU NADA.
Nada existe, percebem? Mu-ichibutsu! Se nada existe, como poderia eu, lôba-caçadora-carnívora-libertadoradesi, existir?! Não. A lôba que criou esta toca deixou-se morrer por ao menos um dia.
Lôba... Eu Kyiurise de asas abertas e coração branco para o mundo colorir sou, sim, white-squall entre tuas tempestade, menina negra no meu seio prateado.
Homens que povoam este mundo físico, tomem cuidado comigo. Eu Lôba, eu espírito transcendente acima das Soules, eu Kyiurise prateada envolta em luz. Tomem cuidado comigo e cuidem de mim, para que eu não transcenda o campo de batalha e me torne apenas uma pensadora. Não, o que estou falando, isso nunca vai acontecer! Ora essa, se só palavras recriam meus pêlos macios de Lôba adormecida...!
Deixe-me amar! Meu coração prateado é tão grande que cabe nele amor ao mundo inteiro! Deixe amar-te, gato-preto-dourado de sol e lua olhos que brilham iluminando um mundo onde não há sol... Deixa-me te amar, gato-peludo pégaso azul brilhante menino rindo feliz curioso e patso como ele só. Leixa! Meu amor é tão puro que não conhece barreiras.
"Com as asas leves do amor eu superei estes muros,
pois mesmo barreiras pétreas não são impecilho à entrada do amor.
E aquilo que o amor pode fazer é exatamente o que o amor ousa tentar."
Eu morri. Amanda Nebi morreu. Marin, a Loubah Zaty, desapareceu desta existência. Se ela renascer, será gloriosamente. Boa noite, meus caros amigos. Um beijo de adeus para cada um de vocês, seguido de um abraço tranquilo de bom dia ou boa noite.
Amo vocês.
Até amanhã. Ou até hoje. Mas até.
sábado, 11 de dezembro de 2004
One last time....
We lay down today... One last time... Until we fade away...
I living a dream, I'm not myself.
Não eu. Não eu. Olho nos olhos das pessoas que passam, um tempo que acabou sem começar.
Um tempo. Um compasso. Um tempo. Um contratempo. Silêncio.
Não sei quem sou. Eu? Não sou ninguém. Ninguém. Eu. Sei lá.
Ninguém é culpado. Também ninguém é inocente. O mundo não se escreve com tinta negra sobre papel branco, mas com cores mutantes sobre uma pintura. O tempo o tempo a mesma história de sempre. Quem sou eu?
Olho ao redor nada vejo. ele ali, aquela faca em suas mãos rindo e cantando mas dos seus olhos vertem rios de lágrimas. Nem sabe com que arma selvagem me assassinou. Ambos anjos e demônios. Ainda amor. Ainda ódio. Ele olha para mim e me assassina cada vez mais. Não ri, não se distrai. Pensa em mim e seu coração dói mais que o meu coração esfaquedo. "Mas você não é mais lôba."
"Você não é Golias."
Agora, quem virá das sombras recolher meu corpo carbonizado ao qual minha alma se agarra com tanta força? Vem, meu anjo, me diz quem eu sou! Não tenho nome, não tenho face. Queria ser lôba. Lôba da noite. Se não, temerei escrever nestas linhas a vida de outra pessoa! Tenho medo de tudo. Não tenho mais noçào clara de mim, e isso me assusta. Kyiuri. Duas almas.
Macally foi mais forte que eu, enterrando seus anjos e seus demônios. Viveu para caçar mais uma vez. Também eu viverei além deste dia! Me recuso a morrer apenas para ser feliz. Feliz! Uma vez me disseram que a felicidade é menos importante que a liberdade. São todos uns tolos. Dizem que lobos são monogâmicos, ao menos enquanto podem. Mas ainda assim, são tão tolos! Vai embora, cavaleiro negro, em seu názgûl cor da noite! Meu reino é tão grande quanto o seu! Talvez maior! Nele existe luta, existe guerra! Teus guerreiros são tão forte quanto os meus...? Nele existe esperança. Existe paz. Existe construir e destruir. Eu tenho medo. Não vou dar para trás, tem jeito. Mas estou com medo. Me recuso a morrer sozinha, gato preto. Me recuso!
Olhem para mim! Olhem para mim, pessoas que me lêem, e sintam o calor gelado que exala deste corpo animal. Estou com fome. Estou com sede. Sinto medo e desgosto e amor e culpa e desejo e alegria. Assim. Agora. A vida!
Não entendo nada.
P r e c i s o d e m i m.
P r e c i s o d e u m g r a n d e v a z i o .
P r e c i o e s t a r s ó , c o m o m u n d o . . .
I living a dream, I'm not myself.
Não eu. Não eu. Olho nos olhos das pessoas que passam, um tempo que acabou sem começar.
Um tempo. Um compasso. Um tempo. Um contratempo. Silêncio.
Não sei quem sou. Eu? Não sou ninguém. Ninguém. Eu. Sei lá.
Ninguém é culpado. Também ninguém é inocente. O mundo não se escreve com tinta negra sobre papel branco, mas com cores mutantes sobre uma pintura. O tempo o tempo a mesma história de sempre. Quem sou eu?
Olho ao redor nada vejo. ele ali, aquela faca em suas mãos rindo e cantando mas dos seus olhos vertem rios de lágrimas. Nem sabe com que arma selvagem me assassinou. Ambos anjos e demônios. Ainda amor. Ainda ódio. Ele olha para mim e me assassina cada vez mais. Não ri, não se distrai. Pensa em mim e seu coração dói mais que o meu coração esfaquedo. "Mas você não é mais lôba."
"Você não é Golias."
Agora, quem virá das sombras recolher meu corpo carbonizado ao qual minha alma se agarra com tanta força? Vem, meu anjo, me diz quem eu sou! Não tenho nome, não tenho face. Queria ser lôba. Lôba da noite. Se não, temerei escrever nestas linhas a vida de outra pessoa! Tenho medo de tudo. Não tenho mais noçào clara de mim, e isso me assusta. Kyiuri. Duas almas.
Macally foi mais forte que eu, enterrando seus anjos e seus demônios. Viveu para caçar mais uma vez. Também eu viverei além deste dia! Me recuso a morrer apenas para ser feliz. Feliz! Uma vez me disseram que a felicidade é menos importante que a liberdade. São todos uns tolos. Dizem que lobos são monogâmicos, ao menos enquanto podem. Mas ainda assim, são tão tolos! Vai embora, cavaleiro negro, em seu názgûl cor da noite! Meu reino é tão grande quanto o seu! Talvez maior! Nele existe luta, existe guerra! Teus guerreiros são tão forte quanto os meus...? Nele existe esperança. Existe paz. Existe construir e destruir. Eu tenho medo. Não vou dar para trás, tem jeito. Mas estou com medo. Me recuso a morrer sozinha, gato preto. Me recuso!
Olhem para mim! Olhem para mim, pessoas que me lêem, e sintam o calor gelado que exala deste corpo animal. Estou com fome. Estou com sede. Sinto medo e desgosto e amor e culpa e desejo e alegria. Assim. Agora. A vida!
Não entendo nada.
P r e c i s o d e m i m.
P r e c i s o d e u m g r a n d e v a z i o .
P r e c i o e s t a r s ó , c o m o m u n d o . . .
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Atento!
Para as pessoas que vieram me perguntar, super preocupadas, sobre aquele post que eu escrevi num dia em que minha vida parecia não ter razão de ser e eu não entendia porque, pois quando eu pensava na minha vida tudo parecia absolutamente bem, mas de alguma forma eu estava me sentindo realmente mal:
Eu sei que às vezes o mundo parece que vai acabar, mas vocês não me conhecem? Não sabem que eu aguento, que com um pouco de boa vontade é muito fácil me fazer sorrir? Y-chan conseguiu me salvar naquele dia (tá, eu sei, ontem...) com algumas frases e uma música. Eu estou bem, sério. Mesmo quando eu não estou bem, não significa que alguma coisa aconteceu. Às vezes eu escrevo meus sentimentos que não fazem sentido e não têm motivo e as pessoas acham que eu vou me matar, mas eu preciso só extravasar um pouco, escrever, transbordar, chorar, chamar atenção como uma criança pequena...
Eu sou assim mesmo, frágil, louca, intensa demais, e na verdade quando escrevo tudo parece ainda mais intenso, talvez porque eu diga a mesma coisa muitas e muitas vezes, de formas diferentes. Não se preocupem demais: não acreditem em tudo o que eu digo, e por favor não acreditem em tudo o que eu escrevo, pois muitas vezes meu pensamento se perde e tudo vira apenas poesia, poesia e música... Não se deixe levar pelas ondas inconstantes do oceano de sentimentos que eu despejarei eventualmente sobre suas cabeças. É sério! Não é só porque digo que estou morta que estou, realmente, morta. A maior parte desses sentimentos não dura mais que algumas horas.
Estou falando sério. Não se preocupem demais com essas crises passageiras.
Guardem sua preocupação para coisas mais importantes... ... ...
La vie, c'est belle...
domingo, 5 de dezembro de 2004
Ohn
A grande desvantagem de acudir uma mãe ràpidamente é que eventualmente as pessoas que conversavam com você vão embora........
Só para parar e pensar....
Sabe?
O mundo não faz sentido.
Veja só a minha vida.
Odeio férias.
Quero viajar...
Mas quero viajar com meus amigos.
Isso é difícil.
Quero ir até o infinito.
Quero chorar.
Quero explodir em zilhões de pedacinhos insignificantes e me dispersar em todas as direções.
Quero sair de casa e ir andando até a chuva cair.
Quero um abraço.
Quero outro abraço.
Quero um ombro.
Quero um sonho.
Quero algo novo, reluzente, que eu nunca tenha visto antes.
Quero uma surpresa.
Quero ser surpreendida.
Quero um gosto na boca que não seja de maracujá.
Quero sentir fome.
Quero me exaurir.
Quero jogar bola.
Quero algo só para mim.
Quero alguém mais para mim que para os outros... e que esse alguém seja você, meu amor.
Quero uma música nova.
Quero uma sensação nova.
Não, não!
Eu te amo
um amor assim
quase sem querer
Mas eu te quero
um querer sem fim
quase desesperado
Mas eu te espero
e essa esperança
é de que dê certo
o que a gente fez
e de que o suicida
esteja errado.
Acho que eu só tô carente. eu disse, eu quero um abraço que ninguém é capaz de me dar (não abóbora). Eu quero qualquer coisa que eu não sei se existe. Eu quero um sonho. Eu não quero um namorado, eu quero um Yuli, percebe? Eu não quero um beijo, eu quero...
*flashback*
Mãe: Marina, o que é namorar pra você? É dar uns beijos?
Eu: Mãe... Acho que namorar é ter alguém que é um pouquinho mais seu que das outras pessoas, e que tem um pouco mais que as outras pessoas...
*end of flashback*
Eu quero uma loucura.
"Meu amor, meu bem, sacie e mate,
minha sede de vampiro
senão eu piro
Viro hare-krishna (hare-hare-hare)
Não me desampare
ou eu desespero
Meu amor, meu bem me espere
até que o motor pare
Até que Marte nos separe"
Eu quero luz.
A Rotten Living Body says:
Meu, Bohemian Rapsody é a música. Sinceramente...
"So you think you can love me and leave me to dye?"
Well, not that I think I can, but I kinda did, didn't I? And I could do it again... I almost want to do it again, just so anything diferent happens in my bloody borring life....
Eu adeio isso. Estou fraca, estou carente e estou entediada, o que é bastante ruim porque o tédio desperta toda a minha maldade. Mas eu não quero brigar... Eu quero amar!
Eu sinto falta daquele amor insano e desesperado, proibido, tão doloroso por ser tão profundo... Eu sinto falta da falta que você me fazia, e da alegria que me causava um segundo na sua presença... Eu sinto falta de pensar o dia inteiro em como conquistar você, o que eu tenho que fazer para te conquistar? Não sei, mas não dá para voltar atrás, e eu nessa fraqueza, nessa carência, quero algo que parece que ninguém no mundo pode me dar...
. . . Eu quero um abraço infinito e apertado, solitário para o mundo dos homens, único no meu mundo à parte, um abraço só pra mim, não subordinado às formalidades sociais e aos medos sem sentido. Eu quero um abraço que dure pra sempre e um milhão de beijos.
Sabe, esta noite eu tive um sonho. Eu sei que eu disse que todos os meus sonhos são ruins, mas esté foi bom. Eu sonhei com o colégio, ele fora reformado e agora o prédio do colegial tinha só o segundo andar, onde haviam inúmeros quartículos com as paredes cobertas de livros antigos e camas para os alunos. Haviam alguns pais de alunos lá também, e alguns professores. Nos quartos dos professores haviam mesas. A mãe da Camilla estava lá, no quarto da Clara. Era bem tarde quando chegamos, voltando de alguma viagem. Saímos por algum motivo, num grupo que incluía a Gabi, o Yuri, o Artur e uma menina de 12 anos que eu vi ontem num seriado, entre outras pessoas. Quando voltamos, passamos pela rua principal do colégio e os grupos de futebol já estavam formados, nós não tínhamos time. Estava escuro, de noite. O Yuri, a Gabi e a Menininha montaram um time com algumas outras pessoas. Eu estava já desesperada, eu queria jogar, eu tinha que jogar, simplesmente eu precisava do desafio do jogo ou ia morrer de abstinência, de fome, inanição. Comecei a gritar e berrar que ia atrapalhar os jogos deles, já que ninguém me convidara para participar de um time. Saí chutando bolas enquanto os times se dispersavam (menos aquele recém-formado). Fui ficando cada vez mais insandecida e desesperada, gritando, urrando, saí correndo saltando cercas e caindo rolando do outro lado, me levantando já correndo e gritando quando me aproximava deles, que eu não tinha time, que eu não tinha objetivo, Eu não tenho vidaa!, e saí correndo de olhos fechados, caí no chão, continuei correndo sem abrir os olhos até que a cerca ficou perto demais e eu tentei saltá-la, e o Artur estava jogando uma bola com dois molequinhos no campão, e eu tentei conduzir a bola para fora do campo para jogá-la em algum campo onde eu pudesse confundir o jogo, mas aí (eu já estava quase acordada) o céu clareou e o Yuri se aproximou devagar, e eu fechei os olhos com mais força para a luz do sol não entrar mas não adiantou, eu abri os olhos mas queria continuar sonhando...Tentei voltar para aquela noite, mas eu fechava os olhos e via o Yuri e o Artur, que haviam passado o sonho inteiro com expressões sérias, sorrindo num gramado verde luminoso, com uma cerca de ibiscos no fundo, e um irrigador fazendo aquele barulhinho engraçado em algum lugar...
Eu quero VIVER! Não quero dormir pra comer e comer pra dormir, eu quero amar... Eu quero rolar na grama, brincar de pega-pega... eu quero me envolver no seu abraço e chorar, sinceramente chorar...
Me salva, por favor, me salva. Eu quero ajuda, eu quero vida, eu quero me apaixonar...
Me pega no colo e me diz que me ama... Diga isso com fé, olhando nos meus olhos...
Sim, eu sou uma garota qualquer, que só quer um alguém que olhe nos meus olhos e diga com franqueza: "eu te amo"
Mas enfim, boa noite.
"So you think you can love me and leave me to dye?"
Well, not that I think I can, but I kinda did, didn't I? And I could do it again... I almost want to do it again, just so anything diferent happens in my bloody borring life....
Eu adeio isso. Estou fraca, estou carente e estou entediada, o que é bastante ruim porque o tédio desperta toda a minha maldade. Mas eu não quero brigar... Eu quero amar!
Eu sinto falta daquele amor insano e desesperado, proibido, tão doloroso por ser tão profundo... Eu sinto falta da falta que você me fazia, e da alegria que me causava um segundo na sua presença... Eu sinto falta de pensar o dia inteiro em como conquistar você, o que eu tenho que fazer para te conquistar? Não sei, mas não dá para voltar atrás, e eu nessa fraqueza, nessa carência, quero algo que parece que ninguém no mundo pode me dar...
. . . Eu quero um abraço infinito e apertado, solitário para o mundo dos homens, único no meu mundo à parte, um abraço só pra mim, não subordinado às formalidades sociais e aos medos sem sentido. Eu quero um abraço que dure pra sempre e um milhão de beijos.
Sabe, esta noite eu tive um sonho. Eu sei que eu disse que todos os meus sonhos são ruins, mas esté foi bom. Eu sonhei com o colégio, ele fora reformado e agora o prédio do colegial tinha só o segundo andar, onde haviam inúmeros quartículos com as paredes cobertas de livros antigos e camas para os alunos. Haviam alguns pais de alunos lá também, e alguns professores. Nos quartos dos professores haviam mesas. A mãe da Camilla estava lá, no quarto da Clara. Era bem tarde quando chegamos, voltando de alguma viagem. Saímos por algum motivo, num grupo que incluía a Gabi, o Yuri, o Artur e uma menina de 12 anos que eu vi ontem num seriado, entre outras pessoas. Quando voltamos, passamos pela rua principal do colégio e os grupos de futebol já estavam formados, nós não tínhamos time. Estava escuro, de noite. O Yuri, a Gabi e a Menininha montaram um time com algumas outras pessoas. Eu estava já desesperada, eu queria jogar, eu tinha que jogar, simplesmente eu precisava do desafio do jogo ou ia morrer de abstinência, de fome, inanição. Comecei a gritar e berrar que ia atrapalhar os jogos deles, já que ninguém me convidara para participar de um time. Saí chutando bolas enquanto os times se dispersavam (menos aquele recém-formado). Fui ficando cada vez mais insandecida e desesperada, gritando, urrando, saí correndo saltando cercas e caindo rolando do outro lado, me levantando já correndo e gritando quando me aproximava deles, que eu não tinha time, que eu não tinha objetivo, Eu não tenho vidaa!, e saí correndo de olhos fechados, caí no chão, continuei correndo sem abrir os olhos até que a cerca ficou perto demais e eu tentei saltá-la, e o Artur estava jogando uma bola com dois molequinhos no campão, e eu tentei conduzir a bola para fora do campo para jogá-la em algum campo onde eu pudesse confundir o jogo, mas aí (eu já estava quase acordada) o céu clareou e o Yuri se aproximou devagar, e eu fechei os olhos com mais força para a luz do sol não entrar mas não adiantou, eu abri os olhos mas queria continuar sonhando...Tentei voltar para aquela noite, mas eu fechava os olhos e via o Yuri e o Artur, que haviam passado o sonho inteiro com expressões sérias, sorrindo num gramado verde luminoso, com uma cerca de ibiscos no fundo, e um irrigador fazendo aquele barulhinho engraçado em algum lugar...
Eu quero VIVER! Não quero dormir pra comer e comer pra dormir, eu quero amar... Eu quero rolar na grama, brincar de pega-pega... eu quero me envolver no seu abraço e chorar, sinceramente chorar...
Me salva, por favor, me salva. Eu quero ajuda, eu quero vida, eu quero me apaixonar...
Me pega no colo e me diz que me ama... Diga isso com fé, olhando nos meus olhos...
Sim, eu sou uma garota qualquer, que só quer um alguém que olhe nos meus olhos e diga com franqueza: "eu te amo"
Mas enfim, boa noite.
segunda-feira, 29 de novembro de 2004
Dançando na Chuva...
Eu quero postar alguma coisa alegre porque estou de bom humor. Amanhã verei algumas pessoas. Vai ser bom. Acordar cedo. Eu tenho sono! Mas não, não.
Vamos aproveitar que o teatro acabou e me dedicar aos meus outros amigos, aqueles que não vão pedir um beijo meu, que não vão me morder, que não vão dizer que eu sou um caso perdido ou me enrolar com histórias de "onde está a sua mãe". Tee-hee!
Estou de bom-humor. É bom ter tempo para fazer coisas inúteis, como mudar as cores de uma Bic-quatro-cores. Claro, eu quase cortei meu dedo fazendo isso, e acabei não fazendo meu estojo para lápis que era um plano mais interessante.
Uma árvore crescendo... Mary? Não gosto desse nome. Minha cã chamava (dizem) Mary mas eu achava que se escrevia Marie ou Merie. Merie eu gosto. Dona de casa? Eu rio, moleque, não posso ficar para sempre nas eliminatórias, vá! Por isso mesmo estou feliz. Feliz!
"Eu me flagrei pensando em você
em tudo o que eu queria te dizer
em uma noite especialmente boa
não há nada mais que a gente possa fazer?"
Cantando na chuva, dançando na chuva, estou feliz porque você me tirou para dançar, quanto tempo eu esperei só pra ouvir você me chamar para dançar, meu amor! Que fôssemos apenas música nós seríamos apenas música naquela água fria naquela chuva forte e relâmpagos! muito precipitado, muito insensato, muito súbito "Eu menti." E você acha que a Julieta disse a verdade? Rindo, rindo, deixa, menino, você disse que ia me ajudar a ser feliz... Não disse?
"E eu não quero ver você
com esse gosto de sabão
na boca
Arco-íris já mudou de cor
Uma rosa nunca mais
desabrochou..."
Sabe o quê? Dane-se. Estou de bom-humor.
Apesar de tudo, estou muito feliz, como não poderia deixar de ser.
Letras sem cor... Que triste. Vamos colorí-las!
Vamos!
Vamos conjugar
O verbo fundamental essencial
O verbo transcendente acima das gramáticas
E do medo.
O verbo sempreamar
O verbo pluriamar
Razão de ser e viver.
Yuli, meu anjogatopégasopassarinhomaninoirmãocogumelo ídoloparamigonamoradoouoquequerquvocêqueiraser,
eu te sempreamo!
Façam o que quiserem com estas palavras.
Boa noite, pássaros de vento! Boa noite, Mundo! Boa noite!
A despedida é uma dor tão doce que ficarei aqui te dizendo boa-noite até que seja dia...
...do começo.
Sobre o quê eu vou escrever hoje?
... Eu estou feliz. Feliz porque existe amor. Porque o amor mesmo que sofrido é Vida, é fome, é sangue porque vivo calor sem medo só um olhar fixo no horizonte. Eu estava sim olhando pro horizonte: meu horizonte era você. Você! Um copo de leite gelado, post-its amarfanhados eu juro que só queria vê-los sorrir. Eu sempre soube que quando eu resolvesse Ser alguém ia sofrer, e muito. Mas além da dor!, além do amor não existe chuva, a garoa caindo como as suas lágrimas, eu não queria te ferir, perdão, foi sem querer. Apesar de ter te feito chorar, gato-andarilho-negro, eu fico feliz por você poder amar. Me incomodava essa visão do amor ser ruim. E ainda assim, tudo tão triste.
Mas chega! Estou feliz. Feliz porque pude conversar horas a fio com meu irmão de escolha, porque minha irmã de escolha me deu o melhor presente que poderia me dar (além de duas peças de roupa muito bonitas), porque Eu amo Todo o Mundo, porque aqueles CDs da Maria Rita e do The Corrs são muito bons, porque eu sou EU, sou Lôba, nem rainha nem deusa nem AAaaaaahhhhhhh!!!!!!
Feliz apesar destas lágrimas. O mundo tem esperança? Acredito que o Bruno vai se resolver, que as pessoas com quem ele se preocupa vão ser felizes, mas será? E ele? Será que não foi dor demais? Será que eu não fui cruel demais? Será que... Será que eu não exagerei? Não quero ver meus amigos, as pessoas que mais me importam neste mundo, sofrendo, e ainda por minha causa! Não quero, não quero! Quero a Guanabara, quero o rio Nilo... Quero que você sorria! Quero que não chore mais... Não... o mundo não tem remédio... Mas eu tenho que acreditar que tem! Não vejo esperança, mas tenho que acreditar que vai dar tudo certo...
Eu não queria nada. Só não queria a morte! Perdão, meu senhor, eu errei. Kyrie eleisson. Alguém? Eu quero viver, não quero a morte, por favor... Por favor não me odeie... Eu te amo, não chora... Me perdoe, por favor...
Me deixa viver, por favor...
"Veja, meu bem,
Gasolina vai subir de preço
e eu não quero nunca mais seu endereço
ou é o começo de fim
ou é o fim..."
segunda-feira, 22 de novembro de 2004
A Moment of Peace
Um momento de paz, meu menino, ao menos um momento, nós dois merecemos...
Meu amor por você pede que eu te abandone, que eu me esqueça por um momento, que eu adormeça em seus braços, ah! Não seja louco, eu não te deixo sozinho na noite, tenho tanto medo... Um momento de paz, meu amigo, hoje é domingo, por um dia apenas vamos esquecer nossas diferenças e esquecer esse ódio, esquecer essa raiva, esquecer sobretudo a dor que é a única coisa da qual nos lembramos de fato, esquecer que não nos entendemos, que ambos quisemos demais, meu amor! Deixa que o mundo acabe sobre teus ombros... Deixa que nada mais seja desse amor... Porque meu amor é fragmentado, eros e filia não posso afinal amar-vos por inteiro, sois incompletos... Vejo agora, queria eu que vos fundísseis num só ser coeso e esse ser seria afinal perfeito, e eu não teria mais de sofrer...Não?
Me disseram mais de uma vez que eu só tenho medo. Sim, oh, sim, tudo me dá medo. A vitória, a derrota, o empate; qualquer solução, qualquer fim me assusta, me destranquiliza, sim, sim...
O ano passado eu não tinha medo, eu era alguém, mas por outro lado... Será que esse amor, que não tem motivo, que aceita todos os defeitos e que não procura qualidades, está tão errado assim? Por outro lado, será que eu não deveria me preocupar mais com meus amigos que trouxeram tanta coisa boa para minha vida?
Será que, no fim, eu saí perdendo? Desculpa, sem inimigos não há liberdade... E eu gostava, realmente gostava de ser tua inimiga, gato de botas! Nossas batalhas eram enfadonhas, mas no fundo eu gostava muito de tudo aquilo. Se hoje eu tenho gentes que me desafiam, me respondem, me conquistam, por outro lado perdi meu único verdadeiro inimigo... Se hoje tenho com quem lutar, não tenho quem ferir sem machucar... Perdi meu par, meu amigo, meu melhor amigo... Enfants... Ils ne sayent pas sûr que j'écrire, ne? Talvez você tenha razão, meu irmão, talvez o Yuri seja mesmo o único destes tolos que se salva, que ainda resiste como ser humano, mas, NÃO! Não dá, não posso simplesmente achar que esse modo de vida é pior que os outros... Tão perdido, perdidos...
A verdade é que todos temos algo de especial; algo que nos faz únicos.
. . .
Ou talvez eu estivesse já carente demais desse carinho infindável...
Ou talvez eu nunca tenha me sentido parte de grupo nenhum...
No fundo eu me sinto como aquele "excluído que almoça com outros excluídos" do cartaz. Acho que muita gente desse "grupo" (pode-se chamar de grupo????) só está nele porque não foi bem acolhido em lugar algum. E assim nos unimos, fracos e inertes, buscando com apenas nossos corações amor, música, beleza, liberdade, alegria, coragem...
. . .
Vocês não sabem, mas eu sou muito anti-social, às vezes. Tem dias, como hoje, em que eu queria não ter amigo algum. Sim, apenas para encontrar gente e fazer novos amigos com impulso imprecindível. Mas talvez eu esteja apenas bastante irritada com meus amigos. Meus amores. Na verdade, o sentido da palavra amigo já se perdeu para mim há muito, muito tempo. Amigo? O Dan, por exemplo. A Clara... ? Os outros são qualquer coisa que eu não consigo identificar. Tipo o Cham (começando sempre do mais complicado)... ele não é meu amigo, mas também não é mais que um amigo, e definitivamente não é apenas um colega. Então é o quê?! Raios, isso é muito chato! A Ludi também. Às vezes fico em dúvida se ela é minha amiga ou minha mãe... Mas aí converso com mamãe e percebo, realmente, que é só um jogo, um papel, e que ela não viveu o suficiente para ser mãe.
Mas ainda assim é tudo tão ilógico...
Eu não quero mais loucura, eu quero paz! Paz, por favor, um pouco de água... Água, água apenas, mais nada, não quero mais beijos, abraços, não quero mais cafuné, não quero dançar nem cantar, não quero mais. Quero um gole d'água, simples e indiscutível, água doce, limpa, refrescante. Quero dormir e fingir que essa música nunca tocou....
P.S.: Este post é, é claro, muito antigo e obsoleto, até porque uns dois dias depois de escrevê-lo eu desisti de postá-lo, e no fim da semana ele já estava tão longe... Mesmo assim, vou deixá-lo aqui para... efeito de recordação. Agora deixem-me postar essa coisa e ir escrever um post decente!
Meu amor por você pede que eu te abandone, que eu me esqueça por um momento, que eu adormeça em seus braços, ah! Não seja louco, eu não te deixo sozinho na noite, tenho tanto medo... Um momento de paz, meu amigo, hoje é domingo, por um dia apenas vamos esquecer nossas diferenças e esquecer esse ódio, esquecer essa raiva, esquecer sobretudo a dor que é a única coisa da qual nos lembramos de fato, esquecer que não nos entendemos, que ambos quisemos demais, meu amor! Deixa que o mundo acabe sobre teus ombros... Deixa que nada mais seja desse amor... Porque meu amor é fragmentado, eros e filia não posso afinal amar-vos por inteiro, sois incompletos... Vejo agora, queria eu que vos fundísseis num só ser coeso e esse ser seria afinal perfeito, e eu não teria mais de sofrer...Não?
Me disseram mais de uma vez que eu só tenho medo. Sim, oh, sim, tudo me dá medo. A vitória, a derrota, o empate; qualquer solução, qualquer fim me assusta, me destranquiliza, sim, sim...
O ano passado eu não tinha medo, eu era alguém, mas por outro lado... Será que esse amor, que não tem motivo, que aceita todos os defeitos e que não procura qualidades, está tão errado assim? Por outro lado, será que eu não deveria me preocupar mais com meus amigos que trouxeram tanta coisa boa para minha vida?
Será que, no fim, eu saí perdendo? Desculpa, sem inimigos não há liberdade... E eu gostava, realmente gostava de ser tua inimiga, gato de botas! Nossas batalhas eram enfadonhas, mas no fundo eu gostava muito de tudo aquilo. Se hoje eu tenho gentes que me desafiam, me respondem, me conquistam, por outro lado perdi meu único verdadeiro inimigo... Se hoje tenho com quem lutar, não tenho quem ferir sem machucar... Perdi meu par, meu amigo, meu melhor amigo... Enfants... Ils ne sayent pas sûr que j'écrire, ne? Talvez você tenha razão, meu irmão, talvez o Yuri seja mesmo o único destes tolos que se salva, que ainda resiste como ser humano, mas, NÃO! Não dá, não posso simplesmente achar que esse modo de vida é pior que os outros... Tão perdido, perdidos...
A verdade é que todos temos algo de especial; algo que nos faz únicos.
. . .
Ou talvez eu estivesse já carente demais desse carinho infindável...
Ou talvez eu nunca tenha me sentido parte de grupo nenhum...
No fundo eu me sinto como aquele "excluído que almoça com outros excluídos" do cartaz. Acho que muita gente desse "grupo" (pode-se chamar de grupo????) só está nele porque não foi bem acolhido em lugar algum. E assim nos unimos, fracos e inertes, buscando com apenas nossos corações amor, música, beleza, liberdade, alegria, coragem...
. . .
Vocês não sabem, mas eu sou muito anti-social, às vezes. Tem dias, como hoje, em que eu queria não ter amigo algum. Sim, apenas para encontrar gente e fazer novos amigos com impulso imprecindível. Mas talvez eu esteja apenas bastante irritada com meus amigos. Meus amores. Na verdade, o sentido da palavra amigo já se perdeu para mim há muito, muito tempo. Amigo? O Dan, por exemplo. A Clara... ? Os outros são qualquer coisa que eu não consigo identificar. Tipo o Cham (começando sempre do mais complicado)... ele não é meu amigo, mas também não é mais que um amigo, e definitivamente não é apenas um colega. Então é o quê?! Raios, isso é muito chato! A Ludi também. Às vezes fico em dúvida se ela é minha amiga ou minha mãe... Mas aí converso com mamãe e percebo, realmente, que é só um jogo, um papel, e que ela não viveu o suficiente para ser mãe.
Mas ainda assim é tudo tão ilógico...
Eu não quero mais loucura, eu quero paz! Paz, por favor, um pouco de água... Água, água apenas, mais nada, não quero mais beijos, abraços, não quero mais cafuné, não quero dançar nem cantar, não quero mais. Quero um gole d'água, simples e indiscutível, água doce, limpa, refrescante. Quero dormir e fingir que essa música nunca tocou....
P.S.: Este post é, é claro, muito antigo e obsoleto, até porque uns dois dias depois de escrevê-lo eu desisti de postá-lo, e no fim da semana ele já estava tão longe... Mesmo assim, vou deixá-lo aqui para... efeito de recordação. Agora deixem-me postar essa coisa e ir escrever um post decente!
segunda-feira, 15 de novembro de 2004
"No teu tempo, nem haverá beijos."
E aí. Eu perdida no pensamento um beijo doce como o aroma das flores que me lembram nossas avós gato-almiscarado mas um beijo que nunca aconteceu. Na tua boca, menina, ficou o gosto do leite?
Estamos aí, pra o que der e vier, nesse dia branco se branco ele for, acorda amor, tem gente lá no vão da escada mas é carnaval e as máscaras para outras máscaras são apenas mais pele colada à carne dessa alma errada.
E formigas, milhares delas, andando pela parede em ritmo de velório!
No teu tempo nem haverá beijos.
Certo, não, que diferença de importância há entre passar no vestibular e beijar um amigo? Todos os meus amigos me rodeiam, estou no centro, todos eles têm rosto mas de certa forma eu preferia que não tivessem. Será que quem não tem rosto sofre mais por não poder chorar? Sabe a dor é uma coisa boa. A dor é a consumação do risco. E sem o risco, a vida não vale a pena.
Eu queria não ter dito tudo o que eu já disse, pombas. Mas já disse. Ficará o gosto d'alguma bebida exótica? Acho que não, que bebida seria mais ou menos exótica que o suor da tua face, gato-almiscarado, tigre, urso, leão, rato? A morte, que sugou o mel dos teus lábios, ainda não conquistou tua beleza. Ainda assim, tua beleza me atrai pouco. Perdida no fluxo de um sonho, Rainha Mab, Rapulzel. Nenhum deles tem rosto.
Ele sabe que eu posso dar-lhe tudo o que ele quer. Mas ouso dizer que ele quer demais. Todos querem. Só que ele eu quero quase tanto quanto. Isso é tão errado? O amor, também, é sem importância. Eu te amo porque te amo, não precisa ser amante. Entretanto o calor de tua face queima minha água e minha sanidade. Escolhi ser insana. Escolhi não sofrer? Os beijos, também, não são importantes...
Eu queria que tudo desse certo
Eu ouvi a Camilla cantarolando "A Lenda do Pégaso" e por um momento achei que ia dar tudo certo (ô música mágica...) Mas não sei, linhas, olhos, bocas, lábios com gosto de pólen, a morte espreitando um baile carnavalesco. Uma revoada de pombas brancas,
Eu quero uma liberdade qualquer que não sei se existe.
Mas vai dar tudo certo, tudo certo... Boa noite, liriidas!
quinta-feira, 11 de novembro de 2004
Raiva
Às vezes eu queria saber mostrar meus sentimentos melhor... Droga droga droga... Não, eu não tô feliz, agora. Eu tava quando abri essa janela. Eu tô brava. Brava com o mundo. É tudo muito confuso. Muito confuso. Droga, droga, droga. Raios. Droga. Algo deu errado. Muito errado. Algo está errado. DROGA!
quinta-feira, 4 de novembro de 2004
Guarda-...
eu sei lá. Uma das coisas que eu queria ter podido entender é a amizade. Nunca entendi de verdade. No ginásio, tanto não entendi que só pude chamar meus amigos de irmãos, tentando fazer parecer mais simples por associação. Associação? Nada, nada. Morto de medo. Esse ano, consegui entender, de verdade que entendi, foi tudo tão óbvio: "Amigos são aqueles que eu amo." Eu amo. Eu nunca entendi de verdade, quando me apaixonei, odiava que me chamasse de amiga porque amiga não podia te ter, te querer como eu te queria, te devorar, nem mastigar apenas engolir beber eu era realmente muito estranha. Será? Mas aí também foi bom, eu até podia entender a amizade por comparação ao amor que eu sentia por quem eu nem chamava direito de amigo, mesmo quando fui me desapaixonando do outro e querendo cada vez mais só um, e tudo foi ficando cada vez mais simples e lógico, até acabar.
O que tem depois do fim? O começo. O caos. Não gosto muito de começo. Gosto de novo. Novo porque a novidade, mesmo que seja um reencontro, sempre traz aquele arrepio na espinha, aquela empolgação inicial do devorar, do amanhecer. Variar para poder sentir uma puta saudade de casa, dos meus cachorros, dos meus amores, não vai viajar, vai, meu amor, eu não te amo mais mas bem que eu queria, bem que eu queria que o meu mundo fosse só você, como ele nunca foi mas isso não tem nada a ver, eu queria te dizer olhando nos teus olhos que você não sabe mas são muito lindos, eu queria mas não tenho certeza, sinto algo diferente dessa vez, é pior que o tumor de não poder te ter, anjo-criança mimado, mas dessa vez é mais vazio, é meio frio comparando com esse calor do verão que vai chegando, as primeiras chuvas, é isso que eu quero, tempestade de areia em alto mar, cavaleiro cruzado encouraçado, navegante dragão mestre-sala, coberto de musgo roxo, a espada é uma lâmina fina e fria e corta sem piedade nada disso importa, de qualquer forma a melhor sensação é segurar uma espada, e estar exultante de apaixonado, quero me apaixonar, quero enlouquecer, quero ser ninguém, você não percebe!
Eu não sei mais, distingüir amigo de conhecido de ídolo de mestre de amante de melhor amigo de irmão de mãe de colega de companheiro de par de parceiro, entende?
Eu quero ter alguma coisa que eu nunca tive.
Eu quero entender!
Eu quero que alguém olhe nos meus olhos e me diga que me ama.
Acho que é só você me dizer, olhando nos meus olhos, aqueles seus olhos profundos de lindos mas é que você não sabe, não deve saber que eu adoro seus olhos, pelo amor de Deus, não vê que isso é sagrado? Eu queria que você me dissesse que assim eu largava tudo, eu me apaixonava por você, não quero mais nada, não preciso de mais nada se eu puder me perder de amores outra vez, sem enrolações tão assaz um tanto quanto confusas dessa vez, namorada, família, amigas, amigos, não quero entrar em colapso só quero de novo entender, sabe, pois só assim eu pude compreender...
Amizade. O amor apaixonado aumentou minha amizade, minha capacidade de ter amigos, mas às vezes eu acho que nunca tive amigo homem nanhum, aliás nem mulher, são todas lindas, só um monte de amores desapercebidos, ela era o meu ideal de menina, natasha, dançando sem medo ria que era uma beleza, você não dançou mas às vezes eu acho que queria ter dançado a valsa com você... Não, não, deixe o passado pra lá, menina, ele era lindo e eu ouvia ele bravo, reclamando a namorada que ele não via nunca! e ele não era miado não, era? mas eu não sei, eu tinha tanto poder que a mim tanto se lhe fazia, meu amor, você era tão bobo e mimado e tinha tudo de graça, eu quase queria te ver apaixonado por alguém que não pudesse, que amasse outra pessoa, mas te amasse também, só que não o suficiente, entende, meu amor, o amor não basta pra ser feliz, não assim, você não entende nada.
[a partir daqui você não precisam mais ler, se não quiserem, ok?]
Aí ele passa a mão no meu rosto, eu não sei se significa alguma coisa, ele não vê ela quase nunca mas, por outro lado, ele disse que a ama, como é que eu posso entender um cara assim e, principalmente, o que tem o Nando a ver, eu não estou entendendo mais nada. O pior é que o sentimento que eu tinha por ele não morreu nem converteu-se, apenas, banho de água fria, sabe, ele está afogado, mas nada se desfaz, e é só eu prestar um pouquinho mais de atenção nessa pontada de carinho no lado esquerdo do peito e do rosto e da barriga que isso pode voltar a atingir proporções titânicas, mas eu não quero! eu não quero nada, eu quero seu olhar que é muito mais bonito, eu quero a sua música e as suas histórias e sua loucura, eu quero o desafio, pelo amor de deus eu não quero que nenhum deles leia isso senão perde totalmente o sentido....
Acho que eu me animei demais, mas entendam, eu me animei, minha noite estava tão desanimada que eu só posso ficar feliz, até sorri, quando tudo terminar, quando nada mais restar do teu sonho encantador...
Sabe o que é mais estranho? Por um lado é verdade, meu sonho encantador foi pro espaço. Por outro lado, quase acho que umas cenas dele começaram a se realizar agora. Por outro lado ainda, acho que meu sonho romântico real está começando agora.
Eu não sei mais do que estou falando...
E tudo o que eu queria era entender a amizade, percebe? Eu achei que amizade fosse um sentimento mas é difícil entender sentimento dessa forma quando meu coração parece não querer mais nada, só a vida, eu quero sorver a vida em goles bem grandes, quero o cheiro da chuva, da terra molhada, da pedra de água salgada o mar indo e vindo salgando o ar também, o mato molhado, a mangueira furada o cheiro de jaca e mosquitos se procriando por aí, dançando insanamente porque nosso olhar mergulhando na areia quente da praia, turbilhão, nossa cidade sob a areia-pó, você se lembra? As luzes de Angra no ano novo fogos de artifício e aquela maça assada na fogueira, vamo aê galera, paga mico, dois palito, demorô, eu queria aplaudir, correr na beira-mar chutando plânctons à noite, os lábios daquele cara eram gordos, ele inteiro tinha um cheiro mas eu não me lembro do cheiro, eu só me lembro que ele não falava nada com nada assim como aquele imbecil com cara de cachorro, mas isso eu deixo pra lá. Tudo o que foi tão feliz com vocês, minha família, e há de ser de novo, muitas e muitas vezes.
Nós somos jovens... O apito do trem, do navio, do guia, do salva-vidas, do polícia. Eu tinha medo de polícia, vinham lá fardados com aquela postura altiva e eu queria achar que os policiais eram todos prepotentes, na verdade eu achava muita bobagem, assim, eu me achava o máximo... Ricardinho, Jéssica, Vinícius, Alan, Melissa, Cauã... Naquele tempo eu sabia o que eram meus amigos, sabia mesmo. O ônibus andava meio devagar, viu? eu não vou saber explicar isso... Não precisa, meu amor, eu só gosto de ter você olhando-me enquanto durmo e eu gosto de olhar você dormindo, então estamos quites... No fundo acho que eu marquei bobeira, mas fazer o quê, era a melhor opção na época, como poderei viver sem a sua companhia?e eu não sei, eu não sei... Não sei nada. Nem quero saber, quero que você perceba, quero que entenda se as coisas derem errado para qualquer um de nós. Vamos correr dos mosquitos, vamos pular do barco, vamos? Vamos apostar corrida até a praia, eu não sei quem ganha mas quem ganhar leva caldo, quem perder também, joga uma concha na água, vamos todos sobir na pedra pra lagartear um pouco, vamos beber clight de limão e farinha de mandioca, lula, camarão.
Sabe o quê? Eu já escrevi muito demais.
Carrosel
"A vida se abrirá num feroz carrossel
e você vai rasgar meu papel..."
Um beijo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2004
Via Láctea
Não sei por que a Via Láctea ilustra tão bem o meu conceito de caos, de perdição. Ela não é desordenada, é lógica, aposto que se poderia descrevê-la usando tão somente fórmulas matemáticas ridìculamente complexas. Entretanto, se olharmos bem para ela, veremos apenas um amontoado irregular de pontos e manchas brilhantes (dependendo do quão míope você é, sem dúvida), parecendo a própria imagem do caos.
Quem disse que caos não tem ordem? Tem sim, tem regras, tem lógica. É que é tão confuso, que ninguém entende.
Eu estou confusa. Nunca estive tão confusa..........MENTIRA!
Eu falo muita mentira. Já estive mais confusa. O problema aqui é outro. É que escolher qualquer coisa decisivamente parece pior que não escolher cousa alguma...
Eu queria poder deixar meu coração escolher, deixar que as decisões se tomem sozinhas, deixar que as situações se resolvam... Bom, algumas até podem se resolver, mas outras só vão piorar...
Eu não sei bem do que eu tenho medo. Acho que eu tenho medo de pular de cabeça e ser doloroso, como sempre foi e sempre será. Eu tenho medo das pedras no fundo, eu tenho medo até da correnteza. Gato escaldado não entra em água fria. Acho que eu tenho medo de que a água esteja gelada e eu queira cair fora de uma vez. Eu não sei.
Eu não queria ter medo, sabe? Eu só não quero mais nada. Eu quero paz, Mercúcio, um pouco de paz! Você está falando nada de cousa nenhuma! E eu estou mesmo.
Eu não sei porque, mas eu sinto que perdi alguma coisa. Eu poderia simplesmente ignorar esse sentimento mas não é tão simples assim. Eu também posso correr atrás, mas de novo é mais complicado. Eu não sei o que fazer, meu irmão, meu anjo, meu par. (Isso porque acho que nem chegarão a ler isto tão cedo)....
Eu queria que o tempo parasse para nos esperar. Eu queria tanto... Acho que, no fundo, eu não cheguei a aprender a amizade com os homens. Acho que eu sempre me apaixonei demais pelos homens que eu amei. E, dessa forma, não aprendi a amá-los como amigos. Só talvez. Talvez eu esteja perdida demais para querer qualquer coisa. Talvez eu esteja falando muita bobagem. Eu quero chorar, como eu chorava quando não tinha muito bem porque chorar...
Eu não sei mais, eu não conheço mais a relação que eu tinha com meu maninho. Se nós nos resolvermos, será uma relação totalmente nova, e não a ressurreição da antiga. Mas o quê será, não posso saber.
segunda-feira, 1 de novembro de 2004
Só para Criar um Post Falando do Digo prele se Sentir Importante
O digo é muito legal, vcs não acham? Ele é mto feliz. Viver com pessoas felizes faz bem. Por exemplo, eu não tenho que me sentir TÃO mal por causa do caso *cervejo*, afinal, ele se dá ao trabalho de *ILUSTRAR* minhas besteiras... Claro, nada a nível de começar a falar sobre DNA... mas como eu ia dizendo, ah, sei lá.
Amigos não são inúteis, vê? Eles servem para nos manter com auto-estima alta, e de bom-humor. NAda mais importante que o bom-humor.
BLÉH!!!!
uf ufufuu hufuhffuhh....
É MENTIRA!
É mentira! É MEN-TI-RA! Não acreditem no que esta louca está dizendo! De qualquer forma, é MENTIRA!!!!!!!!!!!!!
Huahuahuahuahuayua...
Eu sou uma lôba de garras e dentes e GHRRAAAAAAAAA!!! Não, é mentira!
Eu falo sobre isso depois.
Ademais, me desculpe, anjo negro, e todos os demais pássaros da madrugada.
Desculpe por tudo.
(viu, eu não escrevo só quando estou triste!!!)
Falou, aê!
Um beijo!
PS.: É MENTIRAAAAA!!!!!
Huahuahuahuahuayua...
Eu sou uma lôba de garras e dentes e GHRRAAAAAAAAA!!! Não, é mentira!
Eu falo sobre isso depois.
Ademais, me desculpe, anjo negro, e todos os demais pássaros da madrugada.
Desculpe por tudo.
(viu, eu não escrevo só quando estou triste!!!)
Falou, aê!
Um beijo!
PS.: É MENTIRAAAAA!!!!!
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