terça-feira, 21 de setembro de 2010

Oi!

Oi gente

Eu queria pedir desculpas por uma coisa:

Tenho sido pouco sincera com todo mundo. A vida é meio assim, todo mundo entende. Eu tenho muitos amigos nos quais eu confio, mas muito poucos com quem eu converso sobre as coisas que me incomodam. Na maior parte do tempo eu converso com você para manter a amizade viva, porque quero aprender com vocês, mas acho que nunca me exponho de verdade, acho que estou sempre tentando ser algo que na verdade não sou. Ou tenho sido. Tenho deixado toda a minha sinceridade para umas pessoas que me conhecem e entendem muito pouco, além de uns pouquíssimos amigos pra quem eu já me acostumei a contar mesmo o que eu não quero que eles saibam.

E sinto que tenho criado neste blog uma versão back-up de mim mesma, uma eu que é verdadeira, sincera, meio que o que eu quero poder voltar a ser no final do semestre. E quem é a eu que convive com vocês, que não se revela, que sucumbe às convenções sociais dos seus estranhos amigos? Acho que é a eu-lagarto, a eu-zelig que já não tem nada de seu. Eu quero muito ser uma pessoa! Mas vocês vão ler isto e lembrar que de novo eu não falaria isso individualmente pra vocês. Eu tenho mêdo. Tenho mêdo da intimidade. E quem não tem?

Se eu tentar conter minha intimidade no blog, posso conquistá-la na vida real?

Mas agora não consigo conquistar nada, não é?

Acho que o que eu deveria mesmo dizer é: as suas piadas não têm graça, os seus tabus não são nada sagrado. Eu rio porque você acha engraçado, eu fico envergonhada porque é o que você espera que eu faça. Dá pra perceber quando eu estou sendo autêntica: é quando eu fico completamente sem-noção.

Um comentário:

Tito Peçanha Leitão disse...

"o silêncio se não diz nada pelo menos não mente, enquanto as palavras dizem o que não quero dizer".

é clarice, lembrei.