Mostrando postagens com marcador canção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador canção. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de abril de 2011

Renúncia [4/4/2004]

Cála
Não quero mais saber
talvez seja só você
e talvez apenas eu
mas cála
pois não sei qual é o que há
eu não quero acreditar
que a vida é só esse breu
Eu não sei se canto ou choro
Eu só quero esquecer
as palavras de outro tempo
E eu abdico dos direitos
Sei que não será perfeito
mas não quero ficar só
no peito aberto e dentro, perto
o som caindo em si no sol
em sentimento
único neste momento
no deserto em prol do tempo
E eu só queria esquecer
a razão desse tormento
e será ela você?
Eu abdico da certeza
eu quero só amar você.

-----------------------

Acho que este na verdade é meio que uma música, sort of. Mas não muito. Alguns versos têm melodia, outros não, acho esquisito. Acho interessante como eu volto de tempos em tempos a esse tema do "talvez você esteja me fazendo mal, mas eu prefiro não descobrir isso, eu prefiro continuar na ignorância pra poder te amar". Afinal, ignorance is bliss, não é mesmo? Eu gosto do verso "eu não sei qual é o que há". Mas me incomoda todo esse tema de ficar em silêncio, não encarar as coisas. Ainda bem que fiquei mais forte desde então.

obs.: eu alterei os 'cala's do começo, acentuei-os. Hoje em dia isso parece importante pra mim, por algum motivo. Fica mais, sei lá, imperativo. E a gramática não gosta de mim mesmo, por que eu deveria ligar pra se ela tem regras ou não?

Em outro assunto, quando estava pegando esse poema eu considerei rapidamente mudar a ordem de publicação para cronológica, ao invés de alfabética no nome do arquivo (que é mais próxima de 'aleatória'). Descartei a idéia muito rápido porque me pareceu que isso significaria períodos de fases ruins alternados com períodos de fases boas, enquanto eu acho mais tolerável misturar completamente os poemas ruins com os bons. Imagine, vários poemas seguidos da minha sétima série? brrr!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Direitos [23-25/9/2005]

Nem todo coração
tem direito a ficar em paz
Nem toda paixão
tem direito a um final feliz
Nem toda amara vida
tem direito de voltar atrás
Nem toda alma perdida
tem direito de ser o que quis
Mas por favor não desista, que a vida é muito maior
que esse pedaço de vida ao qual você se amarrou
Mas por favor não insista, que a vida tem mais sabor
que esse pedaço de vida o qual você não largou
Pois se amarrar
a um amor que morreu
é ainda contar
com o que já se perdeu
Além disso, veja bem, não adianta chorar
Isso não fará o alguém que você ama te amar

----------------------------------------------------

.... é, sei lá. Eu precisava convencer ao pessoas a desistirem de seus amores impossíveis com freqüência... Tentei mudar pouco este poema (só uma alteração de rtmo aqui e ali) porque ele é ruim demais pra ser melhorado. E tem umas quatro melodias diferentes que nem se encaixam tão bem assim. Ora!

domingo, 21 de novembro de 2010

Solitude Sons (anos 2000)

They say god told us...
The world was ours....
The dream was over...
'Cause now is real...
It's our own force.

There's no desire...
And all is done.
I feel aside, despite
I never won...

No reality...
No will, no love...
It's all for none; they're gone
Who really won...

Is there someone…?
It is so wrong…
Are we alone, so long?
Solitude sons…

---

Fico até meio triste com esse poema. Acho que ainda sinto uma certa agonia quando alguém comemora uma vitória mas... eu não venci nada...

Son of Youth

Son of youth
What is there to fear
Sing a song
Make the frightening hear
Make the evil go
Tell him "I am here
And I do not fear you"
Son of youth...

Dream a light
Make your dreams come true
In your eyes
In your soul too
If the nightmare comes
Will it frighten you?
You're not alone in the dark, dear
Son of youth!
(Run not!)
Listen to your own heart, dear
Son of youth...

Stand your ground
Nightmare's just a dream
If you lose this hound
Next time you'll surely win
There is no other way...
Why don't you simply sing?
Sing for there's nobody stronger than
A son of youth...

Son of youth
Is what you fear true?
This's your world
Here you make the rules
Here there're no evil beings
Nobody can fight you
You turn nightmares into dreams, here
Son of youth!
(Run not!)
You make the rules of the ring, here
Son of youth...

Son of youth
You should fright your fears
In the song
They will surely hear
When the evil know

---

Outro incompleto. Eu escrevi isso essencialmente pra dizer que a pessoa que sonha sempre pode usar seus poderes para transformar pesadelos em sonhos bons.

sábado, 20 de novembro de 2010

O Sinal da Primavera (jun-jul/99)

Se o jardim florescer
Posso te prometer,
Neste azul tão profundo,
Quero ver o sol nascer!

E se o céu clarear,
Ou se o dia raiar,
E se o tempo esquentar,
Eu quero agradecer.

O sol está brilhando,
Primavera chegando,
Mas tem o mês de julho
para ela chegar.

O azul mais profundo,
Forte claro e bonito
Que em todo este mundo!
De alegre dou um grito!

Mas é frio no outro dia!
É um fio de esperança
Que o mundo nos manda,
A manhã de alegria.

Nem céu



---

ok, essa canção veio pra provar que eu já gostava muito de sol com 11 anos de idade

Tempo (fev/2001 - agenda)

Tempo, tempo, infinito,
Tempo, tão bonito,
Tempo assim de ser.

Tempo, tempo, chuva, vento,
Vem-me o pensamento,
É tempo, de viver! (vencer)

Tempo, tempo, verde, lindo,
Tempo, resumindo,
Tempo de cantar.

Tempo, tempo, tenebroso,
Tempo, furioso,
É tempo, de lutar! (sonhar)

----

Nossa, eu lembro muito nitidamente (guardadas as proporções) de cantar/escrever essa canção. Eu curto o verso ", tempo, resumindo". Acho divertido. As frase entre parênteses são para serem cantadas na segunda vez.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Você [13/1/2008]

Você
Me pergunta às vezes onde tenho me escondido
Você me oferece abrigo
Você me propõe dizer...
Ai, eu não digo a pergunta com que tem me agredido
Você ainda é meu amigo
Mas tem muito o que aprender, digo
Você
Me pergunta às vezes coisas que eu já revelara
Você quer que eu mostre a cara
Você quer que eu deixe ver...
Ai, eu mostro o mundo inteiro! Já não dá pra ser mais clara
Você ainda assim não pára
Você tem muito a aprender, digo
Você
Me pergunta às vezes coisas que eu também não sei
Você quer ser o meu rei
Você quer me conhecer...
Ai, é só você me entender, e então me revelarei
Mas nada mais lhe direi
Você é que tem que aprender, digo...
Você...

[13/1/2008 -qquercoisa - porta entreaberta na panema]

---

Este é um dos poemas publicados no meu flog. Eu poderia procurar essa imagem da porta entreaberta pra colocar junto mas mó preguiça.

Eu não consigo me lembrar qual o contexto desse poema no mundo real, o que me incomoda. Fuço meus arquivos e fica cada vez mais difícil, não há nenhuma redundância, como isso me confunde! Eu imagino que eu esteja me dirigindo ao meu namorado. Mas enfim, noto como esse sentimento de "você precisa me entender melhor antes de querer ter qualquer prerrogativa" permanece. Com que freqüência eu me irrito com um rapaz só porque ele me entendeu tudo errado? Sim, eu sou uma lumlher clássica, aquela que é meio-esfinge, que diz, decifra-me para que eu te devore. Me peça pra cantar essa canção, é bonitinha. (rever coisas desse pedacinho de época (dez/2007-jan/2008) me fez ver muita coisa com outros olhos.)

Canção de Guerra

É preciso alegria pra sorrir
É preciso tristeza pra chorar
A espada de prata há de luzir
Não sobrou-me coragem de voltar

Em um sonho sombrio ei de lutar
E as luzes da vida, iluminar
Mas há muitas batalhas pela frente
Vou seguindo o curso da corrente

Nas correntes das trevas
Aprisionaram a luz
Mas nas batalhas eternas
Uma espada reluz

É preciso energia pra lutar
É preciso coragem pra vencer
Neste sonho sombrio vamos cantar
Medos e tristezas, por hora esquecer

Vamos sempre pra frente em missão
Atacarmos de frente o inimigo
Uniremos a mente ao coração
Pra vencer com coragem os perigos

Nas correntes das trevas
Aprisionaram a luz
Mas nas batalhas eternas
Uma espada reluz

---

Esquisitamente esse poema não tem datação. Talvez eu consiga encontrar o manuscrito dele e dar uma datação mais precisa, mas ele deve ser do começo dos anos 2000. Note que "a espada há de luzir" é um trecho do poema sobre a espada de Isildur, o que prova que eu tinha lido Senhor dos Anéis (sim, é assim que eu dato meus escritos). Eu acho que era pra ser uma canção, mas não tem realmente uma melodia. Estranho.

Vou publicar o que está no meu arquivo atualmente em ordem alfabética reversa. Nenhum motivo específico pra ser reversa, mas achei que era a melhor ordem pra misturar os poemas e não ficar chato. Resolvi manter os erros de ortografia, só pelo sabor da passagem do tempo.