Situação: Maria (ou qual seja o nome dela) é uma sul-rio-grandense que veio trabalhar como empregada doméstica em São Paulo.
— Maria, vai no açougue e traz um lagarto pra fazer assado.
— Lagarto?! Come-se lagarto aqui em São Paulo?!
— Não, lagarto, a parte do boi, assim-assim-etc...
— Ah, quer dizer tatu!
(história contada pela avó do André)
palavra por palavra, procuro chegar, devagar, ao lugar de La Loba.
"O silêncio", disse o griot,"só é escuro no começo..."
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sexta-feira, 11 de março de 2011
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Aprendi hoje: alto forno
Hoje (ou ontem, sei lá) tive uma aula sobre obtenção de metais puros e o professor contou a história fantástica de como descobriram como funciona o alto-forno. Para quem não lembra, alto-forno é aquele forno gigantesco usado para transformar minério de ferro (óxido de ferro) em ferro metálico. O protótipo desse forno foi inventado na Idade do Ferro, mas hoje em dia eles são bastante complexos. Enfim, um dia um grupo de pesquisa decidiu descobrir o que acontecia de verdade dentro dele, e teve uma idéia brilhante: dissecação.
Eles desligaram o forno ao mesmo tempo em que derramavam sobre ele uma quantidade colossal de nitrogênio líqüido, congelando tudo o que estava dentro dele mais ou menos no lugar em que estava, e depois fatiaram o forno congelado para estudar cada uma das fases separadamente!
Eles desligaram o forno ao mesmo tempo em que derramavam sobre ele uma quantidade colossal de nitrogênio líqüido, congelando tudo o que estava dentro dele mais ou menos no lugar em que estava, e depois fatiaram o forno congelado para estudar cada uma das fases separadamente!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Bots gostam de "Blog"?
Acho muito curioso o fato de um único post neste blog concentrar todo o spam em comentários. Já faz alguns meses que eu recebo, de vez em quando, um comentário anônimo no post Blog, fazendo propaganda de qualquer coisa. E é uma coisa diferente a cada vez. Curiosíssimo! Queria saber como funcionam esses spambots. Dêem uma olhada.
ps.: este é um post num blog que fala de um outro post no blog que se chama Blog e que fala do blog. Quanta meta-linguagem.
ps.: este é um post num blog que fala de um outro post no blog que se chama Blog e que fala do blog. Quanta meta-linguagem.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Ovo de Páscoa
CHOCOLATE AO LEITE EM FORMA DE OVO COM
RECHEIO DE GANACHE DE CHOCOLATE AO LEITE
BELGA E RECHEIO DE GANACHE AMARGO BELGA
RECHEADO COM CHOCOLATE AO LEITE
EM FORMA DE BOMBOM COM RECHEIO
AO LEITE BELGA E AMARGO BELGA
RECHEIO DE GANACHE DE CHOCOLATE AO LEITE
BELGA E RECHEIO DE GANACHE AMARGO BELGA
RECHEADO COM CHOCOLATE AO LEITE
EM FORMA DE BOMBOM COM RECHEIO
AO LEITE BELGA E AMARGO BELGA
Juro que é isso que está escrito na caixa do meu ovo de páscoa. Eu tiraria uma foto se pudesse. Não sei se é poesia concreta ou se é um daqueles exercícios de gramática: ponha a pontuação e as vírgulas.
Cada vez mais acho que as pessoas entenderam errado como funciona essa história de se comunicar através da linguagem...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
Template
Este template tem um subtítulo muito mais legal.
Eu estava editando umas coisas no meu blog e decidi ver o que acontece se eu retornar ao modelo antigo da Toca da Lôba. Foi uma esperiência muito estranha. O mais estranho foi reparar como o jeito como eu escrevo e a configuração dos meus textos não faz mais sentido com esse template antigo. Quando leio os textos antigos que ainda estão na Toca, acho tudo muito lindo. Até os nomes dos posts nos Ecos se encaixam de uma forma interessante. Mas quando aplico o template a este Blog, não faz sentido. Tenho notado que muitos dos meus posts antigos também só ficavam agradáveis de se ler no template original em que foram compostos. É curioso entender como essas coisas fazem diferença. Acho que eu entendo porque eu mudei de template.
Também é meio engraçado notar os links como estão diferentes! A maior parte desses lugares aí nem existem mais! Alguns deles já haviam deixado de fazer sentido havia muitos anos quando eu abandonei esse template. Curioso. Também é curioso que eu só tenha tido vontade de guardar dois dos muitos templates que criei para a Toca. Mostro o outro quem sabe semana que vem. Nem sei como ele é! E depois vou voltar ao que estava antes, que apesar de tudo faz muito mais sentido hoje em dia.
Nota: este template usa os comentários do haloscan, não do blogger. Preciso dar um jeito de fazer com que os dois apareçam num mesmo template, mas ainda não sei como. Agora, não dá para ler os comentários feitos ontem por exemplo. E quando eu voltar para o modelo normal não vou poder ler os comentários feitos hoje.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Eu sou uma pessoa constante
Eu estou aplicando os marcadores do blogger aos meus posts antigos. Queria fazer isso faz tempo, mas sempre soube (ainda sei) que dá um trabalho do capeta, por isso não tinha feito ainda. Criei muitos marcadores, mas não foram exatamente suficientes porque nem tudo pode ser classificado, e tal. Além disso havia coisas que eu não queria agrupar, como todos os posts depressivos, imagina?
Enfim, um dos posts era esse resultado de quiz sobre mim:
You rank up there with your seduction skills, though you might not know it.
That's because you're a natural at seduction. You don't realize your power!
The root of your natural seduction power: your innocence and optimism.
You're the type of person who happily plays around and creates a unique little world.
Little do you know that your personal paradise is so appealing that it sucks people in.
You find joy in everything - so is it any surprise that people find joy in you?
You bring back the inner child in everyone you meet with your sincere and spontaneous ways.
Your childlike (but not childish) behavior also inspires others to care for you.
As a result, those who you befriend and date tend to be incredibly loyal to you.
Três anos depois, ainda acho que essa resposta tem tudo pra ser verdadeira. É claro, eu teria que perguntar pra eles pra saber a verdade ^^
Enfim, como será que eu vou marcar este post?
Enfim, um dos posts era esse resultado de quiz sobre mim:
You rank up there with your seduction skills, though you might not know it.
That's because you're a natural at seduction. You don't realize your power!
The root of your natural seduction power: your innocence and optimism.
You're the type of person who happily plays around and creates a unique little world.
Little do you know that your personal paradise is so appealing that it sucks people in.
You find joy in everything - so is it any surprise that people find joy in you?
You bring back the inner child in everyone you meet with your sincere and spontaneous ways.
Your childlike (but not childish) behavior also inspires others to care for you.
As a result, those who you befriend and date tend to be incredibly loyal to you.
Três anos depois, ainda acho que essa resposta tem tudo pra ser verdadeira. É claro, eu teria que perguntar pra eles pra saber a verdade ^^
Enfim, como será que eu vou marcar este post?
terça-feira, 22 de maio de 2007
Sobre a palavra "semelhança" - cor (sinestesia)
É que a palavra semelhança, com seus Ee, seu S, seu M, seu LH e sua cedilha, tem uma cor assim de feno, talvez um feno ligeiramente rúbreo por causa dos Aa e do N. Mas semànticamente, sabe, semelhança é uma palavra meio azul. Go figure.
(ignorem este post)
(ignorem este post)
domingo, 12 de novembro de 2006
Verbete
Eu preciso dizer algo que muito me impressiona. Algo que descobri agora mesmo, quando procurava a definição de dicionário para "Ironia" e "Sarcasmo".
Ao que parece, o Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa Folha/Aurélio dá 37 definições diferentes para a palavra IR, além de definições específicas para "Ir muito longe", "Ir navegando", "Ir-se desta para melhor" e "Ir ter com", duas definições para "Ir ter à" e quatro para "Ir longe". Amazing, eh?
Depois deste post, estou indo procurar a definição de "verbete", também.
Ao que parece, o Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa Folha/Aurélio dá 37 definições diferentes para a palavra IR, além de definições específicas para "Ir muito longe", "Ir navegando", "Ir-se desta para melhor" e "Ir ter com", duas definições para "Ir ter à" e quatro para "Ir longe". Amazing, eh?
Depois deste post, estou indo procurar a definição de "verbete", também.
sábado, 9 de setembro de 2006
Deus é brasileiro
Em pleno Dia da Independência, as nuvens abriram no céu um pedaço de azul escuro com a forma do Brasil...
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
I still don't wanna do anything.
| Your Seduction Style: Au Natural |
You rank up there with your seduction skills, though you might not know it. That's because you're a natural at seduction. You don't realize your power! The root of your natural seduction power: your innocence and optimism. You're the type of person who happily plays around and creates a unique little world. Little do you know that your personal paradise is so appealing that it sucks people in. You find joy in everything - so is it any surprise that people find joy in you? You bring back the inner child in everyone you meet with your sincere and spontaneous ways. Your childlike (but not childish) behavior also inspires others to care for you. As a result, those who you befriend and date tend to be incredibly loyal to you. |
sexta-feira, 28 de julho de 2006
Inevitable.
É isso que o Sr. Smith diz, quando aparece diante de Neo no mundo real:
"Not impossible: inevitable."
"Not impossible: inevitable."
quarta-feira, 26 de julho de 2006
Finalmente algum bom-humor genérico.
Hoje foi legal ^^ Rimos bastante, e especialmente as grandes discussões da mesa (qual era a melhor profissão, e a velha discussão sobre homeopatia) geraram boas baterias de risadas. A comida era boa, assim como as frozen margueritas que nós, muchachas, ganhamos de graça. Falamos sobre jogos, homeopatia, aulas, os assuntos de sempre -- e também sobre primeiros-socorros, sobre física e medicina, sobre mercado de trabalho, férias, namorados, piadas, trote, coma alcóolico, pimenta disfarçada de queijo, todas aquelas coisas que ocupam a mente dos jovens como nós. Fizemos piadas novas (especialmente sobre nachos e doritos) e pensamos nas nossas fantasias. Comemos porcamente uma comida esquisita, e fizemos planos de voltar lá mais vezes. Em suma, foi bastante divertido.
Claro que faltou aquilo que eu mais queria, aquilo que eu tolamente fiquei esperando, mesmo sabendo de sua impossibilidade, desde que hoje à tarde subi no telhado e fiquei olhando a rua e lendo, lendo Sem Temer o Vento e a Vertigem e olhando os homens que trabalhavam lá embaixo, e as mulheres que passavam conversando, e até os passantes silenciosos, e até aquele homam que veio com outro homem e duas mulheres, que olhou para mim e pensou até em apontar-me aos outros, mas decidiu pela polidez e desviou o olhar, seguindo seu caminho. Desde aquele momento eu estava esperando que algo acontecesse, algo que eu sabia que não aconteceria; e quando sentei na cadeira leve ao redor da mesa redonda, ainda esperava, de certa forma, o mesmo milagre improvável.
O que me lembra: nem todos vocês estavam comigo quando assisti Piratas do Caribe pela primeira vez, mas creio que vários se lembram daquela cena simpática em que o Cap. Barbossa exclama "Impossible!" e o Cap. Jack Sparrow corrije: "Improbable."
Acho que menos ainda de vocês estavam comigo quando assisti Matrix Reloaded pela primeira vez (ou talvez fosse o Revolution, qual deles lançou logo depois de Piratas?), mas alguns se lembrarão daquela cena emblemática na qual o Sr. Smith aparece de forma totalmente inesperada (ao menos para os personagens -- para os espectadores foi um pouco previsível...) e o protagonista, Neo, exclama "Impossible!" da mesma forma que o capitão maldito do Pérola Negra. Alguns, especialmente os poucos que viram os dois filmes comigo, vão se lembrar do instantâneo dejà vu que essa cena causou, e a rápida impressão de que o software humanizado iria responder com a mesma palavra sarcástica do capitão motinado... Impressão esta que foi cortada por uma resposta igualmente sarcástica, mas bem diferente.
O problema é que eu não me lembro qual era a resposta do Sr. Smith. Alguém aí se lembra disso? Por favor, me ajudem!
De qualquer forma, estou ainda mais bem-humorada porque hoje finalmente consegui comprar uma arma melhor num joguinho de pré-história que nem eu sei direito porque jogo. Foi legal porque quando eu entrei no joguinho hoje, eu tinha uma caça à venda no mercado (eu também acho estranho ter mercado na idade da pedra, mas fazer o quê?...¬¬'') e dinheiro quase-quase suficiente para comprar a arma. E sabia que tinha que comprar a arma em três dias, antes que a velha quebrasse. Então, tentei gastar o mínimo possível e fui fazer outras coisas, e quando entrei no joguinho de novo, alguém havia comprado minha caça e eu tinha dinheiro suficiente para comprar a arma! Fiquei feliz e já pus minha arma velha à venda ^^ De certa forma isso tudo é bastante legal, quando as coisas dão certo ^^ Por outro lado é péssimo quando as coisas vão mal... õ.õ;;
Agora agora o que mais me incomoda é o cheiro insuportável de perfume que eu não tinha sentido nem quando o passei, nem no restaurante. Não sei porque ele ficou tão evidente agora... Bom, amanhã vai ser outro dia, e, se Deus quiser, amanhã farei grandes coisas =^;^=
Claro que faltou aquilo que eu mais queria, aquilo que eu tolamente fiquei esperando, mesmo sabendo de sua impossibilidade, desde que hoje à tarde subi no telhado e fiquei olhando a rua e lendo, lendo Sem Temer o Vento e a Vertigem e olhando os homens que trabalhavam lá embaixo, e as mulheres que passavam conversando, e até os passantes silenciosos, e até aquele homam que veio com outro homem e duas mulheres, que olhou para mim e pensou até em apontar-me aos outros, mas decidiu pela polidez e desviou o olhar, seguindo seu caminho. Desde aquele momento eu estava esperando que algo acontecesse, algo que eu sabia que não aconteceria; e quando sentei na cadeira leve ao redor da mesa redonda, ainda esperava, de certa forma, o mesmo milagre improvável.
O que me lembra: nem todos vocês estavam comigo quando assisti Piratas do Caribe pela primeira vez, mas creio que vários se lembram daquela cena simpática em que o Cap. Barbossa exclama "Impossible!" e o Cap. Jack Sparrow corrije: "Improbable."
Acho que menos ainda de vocês estavam comigo quando assisti Matrix Reloaded pela primeira vez (ou talvez fosse o Revolution, qual deles lançou logo depois de Piratas?), mas alguns se lembrarão daquela cena emblemática na qual o Sr. Smith aparece de forma totalmente inesperada (ao menos para os personagens -- para os espectadores foi um pouco previsível...) e o protagonista, Neo, exclama "Impossible!" da mesma forma que o capitão maldito do Pérola Negra. Alguns, especialmente os poucos que viram os dois filmes comigo, vão se lembrar do instantâneo dejà vu que essa cena causou, e a rápida impressão de que o software humanizado iria responder com a mesma palavra sarcástica do capitão motinado... Impressão esta que foi cortada por uma resposta igualmente sarcástica, mas bem diferente.
O problema é que eu não me lembro qual era a resposta do Sr. Smith. Alguém aí se lembra disso? Por favor, me ajudem!
De qualquer forma, estou ainda mais bem-humorada porque hoje finalmente consegui comprar uma arma melhor num joguinho de pré-história que nem eu sei direito porque jogo. Foi legal porque quando eu entrei no joguinho hoje, eu tinha uma caça à venda no mercado (eu também acho estranho ter mercado na idade da pedra, mas fazer o quê?...¬¬'') e dinheiro quase-quase suficiente para comprar a arma. E sabia que tinha que comprar a arma em três dias, antes que a velha quebrasse. Então, tentei gastar o mínimo possível e fui fazer outras coisas, e quando entrei no joguinho de novo, alguém havia comprado minha caça e eu tinha dinheiro suficiente para comprar a arma! Fiquei feliz e já pus minha arma velha à venda ^^ De certa forma isso tudo é bastante legal, quando as coisas dão certo ^^ Por outro lado é péssimo quando as coisas vão mal... õ.õ;;
Agora agora o que mais me incomoda é o cheiro insuportável de perfume que eu não tinha sentido nem quando o passei, nem no restaurante. Não sei porque ele ficou tão evidente agora... Bom, amanhã vai ser outro dia, e, se Deus quiser, amanhã farei grandes coisas =^;^=
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Pesquisa
A todos:
por favor não considerem este post como têm considerado todos os posts até aqui. Este post é uma pergunta e, portanto, exige uma resposta. A minha dúvida é basicamente etimológica, mas talvez o uso comum seja mais importante que o uso clássico para todas as coisas. Assim, a procurar respostas em dicionários e enciclopédias, prefiro buscar respostas em vocês, meus leitores.
Seria do meu agrado que todos respondessem minhas questões. Na verdade, em todos os meus post eu faço perguntas que gostaria que vocês tentassem me responder, mas neste especificamente isso se faz necessário. Peço inclusive aos passantes sem compromisso, aos ocultos e anônimos, aos leitores ocasionais e aos não-leitores que também ajudem-me em minha busca. E aos leitores freqüentes, peço que ajudem no que quiserem, quantas vezes quiserem. Não quero entretanto obrigá-los a nada - isto é essencialmente um pedido. Tendo dito isso, quero apresentar-vos meu problema.
Estava eu tentando completar um pensamento, quando me peguei pensando a seguinte frase: "o homem é uma besta", ou, como eu mais gostaria de poder dizê-lo, "l'homme, c'est une bête". Mas então pensei: besta, mesmo? Mas por quê? E de onde vieram todos os estranhos significados de "besta" (mula, marca de carro, burro, arma de projétil, ser apocalíptico, etc.)? E por que não monstro, fera, bicho, predador? Por que "besta"? Mas não achava palavra melhor para minha frase.
Então decidi descobrir por que não achava palavra melhor, exatamente para descobrir que exato significado teria essa frase se eu a usasse em meu raciocínio - já que, segunda a Thais, a Ana Bruner e outros, é preciso léxico pra racicinar.
Então.
Que palavras / imagens / conceitos / situações evocam em vocês as palavras:
Claro que eu não peço que me respondam tudo, e certamente não tudo de uma vez, mas fica, de qualquer forma, como coisa a se pensar. Essas perguntas são basicamente para que eu possa observar em que bases (provavelmente toscas e imprecisas) se assentam termos que eu tento usar com naturalidade. Por isso mesmo eu gostaria de muitas respostas para a mesma pergunta.
E, para fazer referência ao incômodo do meu querido primo, "CAVALO!!!" é sempre muito mais interessante que "cavalo".
Obrigada.
Marina
por favor não considerem este post como têm considerado todos os posts até aqui. Este post é uma pergunta e, portanto, exige uma resposta. A minha dúvida é basicamente etimológica, mas talvez o uso comum seja mais importante que o uso clássico para todas as coisas. Assim, a procurar respostas em dicionários e enciclopédias, prefiro buscar respostas em vocês, meus leitores.
Seria do meu agrado que todos respondessem minhas questões. Na verdade, em todos os meus post eu faço perguntas que gostaria que vocês tentassem me responder, mas neste especificamente isso se faz necessário. Peço inclusive aos passantes sem compromisso, aos ocultos e anônimos, aos leitores ocasionais e aos não-leitores que também ajudem-me em minha busca. E aos leitores freqüentes, peço que ajudem no que quiserem, quantas vezes quiserem. Não quero entretanto obrigá-los a nada - isto é essencialmente um pedido. Tendo dito isso, quero apresentar-vos meu problema.
Estava eu tentando completar um pensamento, quando me peguei pensando a seguinte frase: "o homem é uma besta", ou, como eu mais gostaria de poder dizê-lo, "l'homme, c'est une bête". Mas então pensei: besta, mesmo? Mas por quê? E de onde vieram todos os estranhos significados de "besta" (mula, marca de carro, burro, arma de projétil, ser apocalíptico, etc.)? E por que não monstro, fera, bicho, predador? Por que "besta"? Mas não achava palavra melhor para minha frase.
Então decidi descobrir por que não achava palavra melhor, exatamente para descobrir que exato significado teria essa frase se eu a usasse em meu raciocínio - já que, segunda a Thais, a Ana Bruner e outros, é preciso léxico pra racicinar.
Então.
Que palavras / imagens / conceitos / situações evocam em vocês as palavras:
Besta?O que significaria "não ter consciência do próprio poder"? E "poder inconsciente"? E "consciência"? E "poder humano"? E "obrigação" ou "responsabilidade"?
Fera?
Besta-fera?
Monstro?
Demônio?
Fúria?
Bestial?
Brutal?
Monstruoso?
Poderoso?
Temível??
Temeroso?
Claro que eu não peço que me respondam tudo, e certamente não tudo de uma vez, mas fica, de qualquer forma, como coisa a se pensar. Essas perguntas são basicamente para que eu possa observar em que bases (provavelmente toscas e imprecisas) se assentam termos que eu tento usar com naturalidade. Por isso mesmo eu gostaria de muitas respostas para a mesma pergunta.
E, para fazer referência ao incômodo do meu querido primo, "CAVALO!!!" é sempre muito mais interessante que "cavalo".
Obrigada.
Marina
sexta-feira, 24 de dezembro de 2004
Merry Christmas
Eu não sei escrever "chrismas". Natal. Feliz. Não importa.
Não quero falar sobre o Natal. Minha irmã vai fazer 20 anos depois de amanhã. Amanhã meus amigos passam por aqui, alguns pelo menos. Amanhà é Natal, tem festa.
eu quero falar sobre as duas coisas que esse título me lembra: Meriadoc e Ilhas.
Meriadoc porque o personagem Meriadoc (na verdade Kalimac) do Senhor dos Anéis tinha o apelido Merry (na verdade Kali). Meriadoc também é um nome do livro que estou lendo agora, O Rei do Inverno. Aliás um nome muito bonito. Isso me lembra também duas coisas. Bolo-fofo, Gwydion e Gwylaume.
Bolo-fofo era o nome do cãozinho da Lolita que eu mais amava, e que eu ninei para dormir, mas ele foi dado para um desconhecido qualquer. Gwydion é, nO Rei do Inverno, um Deus, e nAs Brumas de Avalon, o nome de Artur e Mordred quando crianças. Gwylaume é a minha aproximação de Guilherme -- William.
As histórias de Artur são sempre tristes. Talvez seja porque no final eles perderam coisa demais. Os cristãos devem chorar menos. Mas na verdade eu não sou cristã. Não de verdade. eu só só eu, só. Mais nada.
Ilhas. Vocês sabem que as Ilhas dos Ursos ficam bastante próximas da Ilha dos Ursos. E que existem duas Ilhas Chrismas? E que existe uma Ilha McDonald? E que existe uma Ilha da Reunião perto de Madagascar? Não dá vontade de fazer uma reunião lá? E uma das ilhas daqueles países-arquipélagos do Pacífico chama Fênix. Aliás, já repararam como o Pacífico é grande?
Vocês viram como o Dan ficou gato com o cabelo cortado? Sério, isso é unânime, não fui só eu que disse. Mantenho o meu voto contra cabelos compridos (fazendo exceções para o Artur e o Jackie, na verdade).
Estou com sono e preciso dormir. Vim aqui só porque está chegando o natal e eu provavelmente não vou escrever até o ano que vem, mas sinceramente isso não importa. Não quero partir! Não quero, quero ficar aqui pra sempre. Agora eu vou embora, até a próxima, meus leitores, sejam lá quem foram. Nos vemos por aí.
Nos vemos por aí.
Boa noite.
Não quero falar sobre o Natal. Minha irmã vai fazer 20 anos depois de amanhã. Amanhã meus amigos passam por aqui, alguns pelo menos. Amanhà é Natal, tem festa.
eu quero falar sobre as duas coisas que esse título me lembra: Meriadoc e Ilhas.
Meriadoc porque o personagem Meriadoc (na verdade Kalimac) do Senhor dos Anéis tinha o apelido Merry (na verdade Kali). Meriadoc também é um nome do livro que estou lendo agora, O Rei do Inverno. Aliás um nome muito bonito. Isso me lembra também duas coisas. Bolo-fofo, Gwydion e Gwylaume.
Bolo-fofo era o nome do cãozinho da Lolita que eu mais amava, e que eu ninei para dormir, mas ele foi dado para um desconhecido qualquer. Gwydion é, nO Rei do Inverno, um Deus, e nAs Brumas de Avalon, o nome de Artur e Mordred quando crianças. Gwylaume é a minha aproximação de Guilherme -- William.
As histórias de Artur são sempre tristes. Talvez seja porque no final eles perderam coisa demais. Os cristãos devem chorar menos. Mas na verdade eu não sou cristã. Não de verdade. eu só só eu, só. Mais nada.
Ilhas. Vocês sabem que as Ilhas dos Ursos ficam bastante próximas da Ilha dos Ursos. E que existem duas Ilhas Chrismas? E que existe uma Ilha McDonald? E que existe uma Ilha da Reunião perto de Madagascar? Não dá vontade de fazer uma reunião lá? E uma das ilhas daqueles países-arquipélagos do Pacífico chama Fênix. Aliás, já repararam como o Pacífico é grande?
Vocês viram como o Dan ficou gato com o cabelo cortado? Sério, isso é unânime, não fui só eu que disse. Mantenho o meu voto contra cabelos compridos (fazendo exceções para o Artur e o Jackie, na verdade).
Estou com sono e preciso dormir. Vim aqui só porque está chegando o natal e eu provavelmente não vou escrever até o ano que vem, mas sinceramente isso não importa. Não quero partir! Não quero, quero ficar aqui pra sempre. Agora eu vou embora, até a próxima, meus leitores, sejam lá quem foram. Nos vemos por aí.
Nos vemos por aí.
Boa noite.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004
Maravilhas da Gíria Paulistana
(ou pelo menos da nossa gíria...)
Isso é uma coisa que eu sempre quiz fazer. Se a língua é uma coisa absolutamente fantástica, a gíria é a maior obra de arte criada dentro dela. E nem venham me contrapôr com discursos pomposos sobre literatura. Simplesmente não há. Gíria é algo fantástico.
Eu digo isso por observação e experiência própria. É curioso observar como existem gírias que são... Não atemporais, mas eternas. Nasceram talvez não há tanto tempo, mas desde então seu uso não diminuiu, nem cresceu. Nem sequer se modificou. Nem seu sentido. Cabem nessa descrição as mais batidas, rodadas, biitas, aqueles bagulho estranho que a gente fala, esses negócios malucos, sem pé nem cabeça, sem eira nem beira, sem cabimento que, meu, alguém aí sabe quê que a gente 'tá grunhindo? Pois é, né? Fala sério. Vai entender como é que, afinal, elas ainda não rodaram nem caíram fora. Mas sei lá.
Uma coisa curiosa sobre essa história de rodar e rodada é que essas duas palavras têm significados vagamente diferentes. Rodar vem das rodadas dos carros, que não conseguiam fazer a curva e saíam rodando, mesmo. Rodada por algum motivo é mais uma coisa meio passada, meio gasta, meio... deixa p'rá lá.
Mas boa mesmo é a história da trombada. Quem nunca se perguntou por que diabos essa palavra tinha esse nome... Sabe, trombas!!? Bom, eu nunca pensei no assunto, na verdade. Mas isso é outro departamento, porque a história é boa mesmo. Dizem que um elefante fugiu de um circo e bateu num bonde(daqueles que fazem tuc-tuc-tuc...) aqui em Sampa. Curioso, não? Booooooommm motivo para começar a chamar qualquer colisão de trombada. E aí vêm os trombadinhas. Esses podiam bem ser chamados de "colisoinhas", se não fosse pelo bendito elefante — porque bater também é uma gíria, só que mais antiga. Teriam pagado um mico daqueles...
Também têm aquelas gírias batutas que já existiram mas foram reinventadas recentemente. Aí se vêem batutas e supimpas da vida... Já com as variações batutérrimo e supimpérrimo.
E depois vêm aquelas mais da moda, aquelas manos vecchias que a gente realmente fala o tempo todo, com todos aqueles trashs, bizzarros, tosqueras, animalmentes, animalescos, animálico(e outros tipos variados de animais), THUD, energúmeno(alguém aí ainda lembra o que isso significa?), e outras bizarrices, geralmente compostas, como "stúpido ridículo", "anta paralítica", "resto de macaco primitivo semi-decomposto por bactérias sem mais o que fazer" e outras trasshissidades. E a maior parte dessas coisas ainda pode ser grudada num sufixo -esco, -mente, -ice, -íssimo ou -érrimo, ou um prefixo a-, in- ou ex-.... P'rá gente poder formar coisas como "tosqueras animalmente rascadas e abizzarradas, tipo, viajadamente trashs por razões mto sem-noção porém batutazadas, rodaram na batatinha e agora, se pá, num rola, tá ligado?".... Tipo...... Tem algumas dessas que simplesmente já tão por fora da nossa língua, né? Aquelas velha história de morar não colou, bródi, por aqui, tá ligado? Eu não sei porquê falar em gíria é tão prazeroso...
Uma vez eu e a Tali tentamos descobrir de onde vinha desencanar... Viajamos animal na batatinha sobre
"encanar", "não encana", "entrar pelo cano" e outras viagens... Pensando agora a gente podia ter entrado em órbita e pensado em "entrar em cana" mesmo, o sentido tem mais a ver. Na verdade é quase a mesma coisa... Tipo "Sai dessa cana..."...
Quem sabe eu continue isso depois, quando não forem quase onze... Sei lá... VIVA A GÍRIA!!!! WOOHOO!!!
Isso é uma coisa que eu sempre quiz fazer. Se a língua é uma coisa absolutamente fantástica, a gíria é a maior obra de arte criada dentro dela. E nem venham me contrapôr com discursos pomposos sobre literatura. Simplesmente não há. Gíria é algo fantástico.
Eu digo isso por observação e experiência própria. É curioso observar como existem gírias que são... Não atemporais, mas eternas. Nasceram talvez não há tanto tempo, mas desde então seu uso não diminuiu, nem cresceu. Nem sequer se modificou. Nem seu sentido. Cabem nessa descrição as mais batidas, rodadas, biitas, aqueles bagulho estranho que a gente fala, esses negócios malucos, sem pé nem cabeça, sem eira nem beira, sem cabimento que, meu, alguém aí sabe quê que a gente 'tá grunhindo? Pois é, né? Fala sério. Vai entender como é que, afinal, elas ainda não rodaram nem caíram fora. Mas sei lá.
Uma coisa curiosa sobre essa história de rodar e rodada é que essas duas palavras têm significados vagamente diferentes. Rodar vem das rodadas dos carros, que não conseguiam fazer a curva e saíam rodando, mesmo. Rodada por algum motivo é mais uma coisa meio passada, meio gasta, meio... deixa p'rá lá.
Mas boa mesmo é a história da trombada. Quem nunca se perguntou por que diabos essa palavra tinha esse nome... Sabe, trombas!!? Bom, eu nunca pensei no assunto, na verdade. Mas isso é outro departamento, porque a história é boa mesmo. Dizem que um elefante fugiu de um circo e bateu num bonde(daqueles que fazem tuc-tuc-tuc...) aqui em Sampa. Curioso, não? Booooooommm motivo para começar a chamar qualquer colisão de trombada. E aí vêm os trombadinhas. Esses podiam bem ser chamados de "colisoinhas", se não fosse pelo bendito elefante — porque bater também é uma gíria, só que mais antiga. Teriam pagado um mico daqueles...
Também têm aquelas gírias batutas que já existiram mas foram reinventadas recentemente. Aí se vêem batutas e supimpas da vida... Já com as variações batutérrimo e supimpérrimo.
E depois vêm aquelas mais da moda, aquelas manos vecchias que a gente realmente fala o tempo todo, com todos aqueles trashs, bizzarros, tosqueras, animalmentes, animalescos, animálico(e outros tipos variados de animais), THUD, energúmeno(alguém aí ainda lembra o que isso significa?), e outras bizarrices, geralmente compostas, como "stúpido ridículo", "anta paralítica", "resto de macaco primitivo semi-decomposto por bactérias sem mais o que fazer" e outras trasshissidades. E a maior parte dessas coisas ainda pode ser grudada num sufixo -esco, -mente, -ice, -íssimo ou -érrimo, ou um prefixo a-, in- ou ex-.... P'rá gente poder formar coisas como "tosqueras animalmente rascadas e abizzarradas, tipo, viajadamente trashs por razões mto sem-noção porém batutazadas, rodaram na batatinha e agora, se pá, num rola, tá ligado?".... Tipo...... Tem algumas dessas que simplesmente já tão por fora da nossa língua, né? Aquelas velha história de morar não colou, bródi, por aqui, tá ligado? Eu não sei porquê falar em gíria é tão prazeroso...
Uma vez eu e a Tali tentamos descobrir de onde vinha desencanar... Viajamos animal na batatinha sobre
"encanar", "não encana", "entrar pelo cano" e outras viagens... Pensando agora a gente podia ter entrado em órbita e pensado em "entrar em cana" mesmo, o sentido tem mais a ver. Na verdade é quase a mesma coisa... Tipo "Sai dessa cana..."...
Quem sabe eu continue isso depois, quando não forem quase onze... Sei lá... VIVA A GÍRIA!!!! WOOHOO!!!
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