Acho que estou chegando no meu limite outra vez
Acho que quero ir embora outra vez
Mandar esta porra à merda
Parar de fazer o que eu não quero fazer
E ir viver a vida
Eu quero ir pra festa, pular e dançar e beber e brincar
Eu quero perder todos os limites
Mas acho que eu quero acordar cedo amanhã.
Acordar cedo pra ir pra aula pra tirar notas boas pra ter uma carreira
But do I really care about that?
Well the show is a bore
I've read it ten times before
And I can't focus on
Esses dias eu estava lembrando daquele eu-nunca, de quando alguém perguntou quem da roda a gente já tinha querido pegar, e eu respondi, "uai, todos". E eu podia dizer isso porque eram todos meus amigos, porque não ia ser um problema, porque mesmo se um interpretasse como razão pra me passar um xaveco raso, eu só ia precisar mostrar desinteresse uma vez pro cara se tornar mais respeitoso. E ao mesmo tempo se rolasse um clima e eu pegasse alguém não ia dar nada errado. Alguns falarm de mim e eu ri e disse "Nossa, tem mais gente do que eu imaginava me querendo, eu devia estar aproveitando melhor essa vida". E de fato eu aproveitei um pouco melhor essas vidas depois daquele dia. A vida era boa então.
Recentemente eu me dei conta de que meu "grupo de amigos", ou o que as pessoas desse grupo chamam de meu grupo de amigos, não é mais composto pelos meus amigos, e eu não acho que numa roda hoje em dia eu me sentiria confortável em ser tão aberta e honesta. Também é verdade que tem gente no grupo que não me interessa minimamente, e eu acho isso estranho porque eu sou a pessoa que se interessa por todo mundo. Então life feel's weird.
A verdade é que eu estou de saco cheio dessa farsa, eu quero parar de sair com "o grupo" e voltar a sair com as pessoas. Eu tenho outros amigos e outras turmas, mas eu não quero mais me importar com turmas, eu só quero sair com meus amigos, e dizer foda-se completamente para quem eles acham que faz parte d"o grupo".
Eu quero sair com pessoas em quem eu confio. Com pessoas com quem eu quero conversar, com quem eu quero interajir. Eu quero poder fazer o que me der na telha e ser respeitada. Eu não quero acabar fazendo o que eu não quero e não fazendo o que eu quero e ter que dar desculpas de porque eu não quero fazer uma coisa. Eu não quero me sentir mal no dia seguinte.
Eu quero ter uma vida divertida e interessante.
.
Mas hoje foi um bom dia, de verdade. Hoje tinha pessoas legais e diversão e liberdade. Eu me perturbei um pouco com meus amigos julgando e tirando sarro de pessoas exatamente iguais à gente, mas essa foi a única coisa nã0-boa que aconteceu hoje.
Mas eu voltei pra casa pra fazer um trabalho que eu não quero fazer e que eu não entendi direito.
And the show is a bore
I've writ it ten times before
It's just been written once more
As I tell me to focus on
A vida não está sendo tão incrível quanto eu acho que deveria ser.
palavra por palavra, procuro chegar, devagar, ao lugar de La Loba.
"O silêncio", disse o griot,"só é escuro no começo..."
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domingo, 30 de setembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Hoje
Hoje foi um dia bom.
Bom mesmo.
Daqueles que tem, tipo, felicidade.
Na verdade foi tão bom que estou contando tim-tim por tim-tim: essas são coisas que me trazem felicidade.
Pra começar hoje eu acordei cedo. Eu tomei outro banho, tomei café com calma, me preparei psicologicamente pra sair de bike sem casaco no vento gelado, e fui. O trânsito estava tranqüilo, ninguém tentou me matar, nem me ultrapassou coladinho, nem decidiu que era engraçado me dar um susto. As pessoas me deram passagem quando eu precisava.
Cheguei pra minha aula das oito às nove, o que é ok dado que é Cálculo IV. Mas encontrei um aluno mais velho (talvez monitor da matéria, não sei) e me avisou que o professor não vinha. Então fomos tomar um chá, pra esquentar as mãos que estavam já meio rígidas de tanto frio. O Ime estava quentinho, troquei umas moedas pequenas na máquina de café, o sofá estava gostoso, conversamos sobre perspectivas, objetivos, a computação, etc.
Fui estudar. Estudei, até, um pouco, mas estava com sono e cansada. Aí chegou o Michel (meu bom amigo matemático), conversamos, fomos tomar um café. Conversamos muito, encontramos o Rafael (outro importante amigo do Ime, da aplicada), conversamos mais. Fui pra minha aula das dez às dez-e-quinze, o que me parece ok porque eu não entendo o propósito nem a dificuldade do que estamos estudando. Fiquei estudando álgebra durante a aula.
Saí da aula e dei de cara com o Michel e o Rafael. Chamei pra almoçar, e o Rafael chamou a Giuli (da T19, computóloga-matemática). O Lucas Colucci apareceu do nada e me deu um abraço e um sorriso cheios de amor. Fomos encontrar a Giuli no CM e encontramos um grande grupo de bichos felizes e fomos almoçar todos juntos (bom, em duas mesas separadas), e depois fomos bater papo no favo. Em particular o Louis e a Jú sentaram na nossa mesa, o Louis que depois vi que tinha me chamado pra almoçar pelo facebook, a Jú com quem combinei que quando nossas vidas estiverem menos loucas a gente vai arranjar tempod, e o Guióda, que eu não vejo desdeq, me deu um abraço apertado (e eu achando tudo o máximo porque eu estava saindo com cm-icos e matemáticos ao mesmo tempo).
Quando eu estava meio indo embora dois amigos tentaram me chamar pra encontrá-los, mas não dava mais. Meio chato, mas, ao mesmo tempo, eu não teria encontrado esse grupo tão pouco usual se estivesse saindo com esses outros amigos queridos.
No caminho pra Vésper esbarrei, por total coincidência, na Hita. Conversamos brevemente, mas o sorriso dela foi tão brilhante que até agora está me alegrando.
Minha aluna nova tinha inesperados 11 anos e precisava de ajuda com frações, mmcs e mdcs. E durante uma das aulas eu cheguei a usar sistema de numeração com bases 13, 20 e 2 pra explicar porque 55 não tem nada a ver com 5x5 (!). Eu adoro essas pessoas pequenas, que gostam das matérias e demonstram o tempo todo o quanto estão interessadas em aprender; e entre as aulas da Júlia eu dei aula pra minha aluna regular, a Sophia, que está prestando uma prova pra 6o ano e que é a melhor aluna que eu já tive (sério, dar aula pra ela - ou melhor dizendo ajudá-la a se dar aula - alegra minha vida, vou sentir falta quando acabar).
Afinal, atravessei os tipo seis quarterões gélidos e de vista linda que separam a Vésper da minha casinha. Cheguei aqui e tive mais uma surpresa boa: você estava em casa! (obs.: qualquer outro jeito de escrever isso soa ou muito impessoal ou muito pessoal - so there you have it, é por isso que eu uso tanto "você")
Além do mais, depois de chegar aqui eu até consegui fazer 2 ou 3 exercícios de álgebra II. Ou seja: \o/
Bom mesmo.
Daqueles que tem, tipo, felicidade.
Na verdade foi tão bom que estou contando tim-tim por tim-tim: essas são coisas que me trazem felicidade.
Pra começar hoje eu acordei cedo. Eu tomei outro banho, tomei café com calma, me preparei psicologicamente pra sair de bike sem casaco no vento gelado, e fui. O trânsito estava tranqüilo, ninguém tentou me matar, nem me ultrapassou coladinho, nem decidiu que era engraçado me dar um susto. As pessoas me deram passagem quando eu precisava.
Cheguei pra minha aula das oito às nove, o que é ok dado que é Cálculo IV. Mas encontrei um aluno mais velho (talvez monitor da matéria, não sei) e me avisou que o professor não vinha. Então fomos tomar um chá, pra esquentar as mãos que estavam já meio rígidas de tanto frio. O Ime estava quentinho, troquei umas moedas pequenas na máquina de café, o sofá estava gostoso, conversamos sobre perspectivas, objetivos, a computação, etc.
Fui estudar. Estudei, até, um pouco, mas estava com sono e cansada. Aí chegou o Michel (meu bom amigo matemático), conversamos, fomos tomar um café. Conversamos muito, encontramos o Rafael (outro importante amigo do Ime, da aplicada), conversamos mais. Fui pra minha aula das dez às dez-e-quinze, o que me parece ok porque eu não entendo o propósito nem a dificuldade do que estamos estudando. Fiquei estudando álgebra durante a aula.
Saí da aula e dei de cara com o Michel e o Rafael. Chamei pra almoçar, e o Rafael chamou a Giuli (da T19, computóloga-matemática). O Lucas Colucci apareceu do nada e me deu um abraço e um sorriso cheios de amor. Fomos encontrar a Giuli no CM e encontramos um grande grupo de bichos felizes e fomos almoçar todos juntos (bom, em duas mesas separadas), e depois fomos bater papo no favo. Em particular o Louis e a Jú sentaram na nossa mesa, o Louis que depois vi que tinha me chamado pra almoçar pelo facebook, a Jú com quem combinei que quando nossas vidas estiverem menos loucas a gente vai arranjar tempod, e o Guióda, que eu não vejo desdeq, me deu um abraço apertado (e eu achando tudo o máximo porque eu estava saindo com cm-icos e matemáticos ao mesmo tempo).
Quando eu estava meio indo embora dois amigos tentaram me chamar pra encontrá-los, mas não dava mais. Meio chato, mas, ao mesmo tempo, eu não teria encontrado esse grupo tão pouco usual se estivesse saindo com esses outros amigos queridos.
No caminho pra Vésper esbarrei, por total coincidência, na Hita. Conversamos brevemente, mas o sorriso dela foi tão brilhante que até agora está me alegrando.
Minha aluna nova tinha inesperados 11 anos e precisava de ajuda com frações, mmcs e mdcs. E durante uma das aulas eu cheguei a usar sistema de numeração com bases 13, 20 e 2 pra explicar porque 55 não tem nada a ver com 5x5 (!). Eu adoro essas pessoas pequenas, que gostam das matérias e demonstram o tempo todo o quanto estão interessadas em aprender; e entre as aulas da Júlia eu dei aula pra minha aluna regular, a Sophia, que está prestando uma prova pra 6o ano e que é a melhor aluna que eu já tive (sério, dar aula pra ela - ou melhor dizendo ajudá-la a se dar aula - alegra minha vida, vou sentir falta quando acabar).
Afinal, atravessei os tipo seis quarterões gélidos e de vista linda que separam a Vésper da minha casinha. Cheguei aqui e tive mais uma surpresa boa: você estava em casa! (obs.: qualquer outro jeito de escrever isso soa ou muito impessoal ou muito pessoal - so there you have it, é por isso que eu uso tanto "você")
Além do mais, depois de chegar aqui eu até consegui fazer 2 ou 3 exercícios de álgebra II. Ou seja: \o/
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Oises.
So then,
we'd better stop.
But I can't stop... I can't stop...
Descobri ontem que eu gosto muito de ler em voz alta. Gosto especialmente de quando eu leio alguma coisa e você ri. Ou quando eu desperto em você alguma emoção. Ou quando você fica bem quieto esperando a próxima frase. Ou quando seus olhos se perdem sobre mim.
Descobri ontem que minha vida é razoávelmente cheia pra caralho. Que eu tenho um casaco bonito. Que eu sinto sua falta.
Eu estou sempre reclamando da falta de tempo, mas é tão mentira! Porque quando sobre tempo, eu me irrito muito mais. Então, um brinde à falta de tempo! Vamos celebrar nossas vidas cheias de conflitos e desafios, vamos celebrar nossas ambições e nossos sonhos e nossa necessidade de estar sempre no meio da tempestade, provando nosso valor.
Sköl!
we'd better stop.
But I can't stop... I can't stop...
Descobri ontem que eu gosto muito de ler em voz alta. Gosto especialmente de quando eu leio alguma coisa e você ri. Ou quando eu desperto em você alguma emoção. Ou quando você fica bem quieto esperando a próxima frase. Ou quando seus olhos se perdem sobre mim.
Descobri ontem que minha vida é razoávelmente cheia pra caralho. Que eu tenho um casaco bonito. Que eu sinto sua falta.
Eu estou sempre reclamando da falta de tempo, mas é tão mentira! Porque quando sobre tempo, eu me irrito muito mais. Então, um brinde à falta de tempo! Vamos celebrar nossas vidas cheias de conflitos e desafios, vamos celebrar nossas ambições e nossos sonhos e nossa necessidade de estar sempre no meio da tempestade, provando nosso valor.
Sköl!
domingo, 25 de março de 2012
En Passant nº3
Eu vejo você sorrindo com palavras
(através de listas de Cálculo)
Eu sinto você limpando as minhas lágrimas com palavras
(através da minha frustação com a graduação)
Eu ouço você se enfurecendo com palavras
(através de um livro do Cálculo)
Eu quero você jogando video-game comigo, com muitas palavras
(no meu sonho, eu estudo porque preciso aprender)
Ah, como eu quero jogar tudo pro alto e rir com você, com palavras.
(através de listas de Cálculo)
Eu sinto você limpando as minhas lágrimas com palavras
(através da minha frustação com a graduação)
Eu ouço você se enfurecendo com palavras
(através de um livro do Cálculo)
Eu quero você jogando video-game comigo, com muitas palavras
(no meu sonho, eu estudo porque preciso aprender)
Ah, como eu quero jogar tudo pro alto e rir com você, com palavras.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Puta merda.
Eu não sei porque, eu só me sinto ofendida. Não sei bem o quê. A presença de você me ofende. A palavra, o gesto, a existência. De tudo, se pá. Era pra ser mais bonito, o sonho ainda é bonito, meus olhos na realidade vêem tudo desagradável. Mesmo o que é lindo, tudo parece que me exclui. Eu tenho o que nunca mais tivera: raiva. E eu não quero ter raiva.
Eu quero ser controlada e calma e saber o que fazer na hora certa. Eu quero andar com você. Eu quero ser respeitada, eu quero me respeitar. Eu quero merecer, mas talvez no fundo eu não me ache merecedora. É muito difícil.
Eu lembro do dia em que você me empurrou para frente e me deu a oportunidade de ser o líder do bando. Eu queria agradecer a você. Eu não sabia o que fazer naquela hora, mas agora eu quero saber. Eu não quero ser aquela pessoa que não consegue tomar decisões por conta própria, eu não quero ser apenas uma observadora. Agora eu quero ser.
Eu quero ser controlada e calma e saber o que fazer na hora certa. Eu quero andar com você. Eu quero ser respeitada, eu quero me respeitar. Eu quero merecer, mas talvez no fundo eu não me ache merecedora. É muito difícil.
Eu lembro do dia em que você me empurrou para frente e me deu a oportunidade de ser o líder do bando. Eu queria agradecer a você. Eu não sabia o que fazer naquela hora, mas agora eu quero saber. Eu não quero ser aquela pessoa que não consegue tomar decisões por conta própria, eu não quero ser apenas uma observadora. Agora eu quero ser.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A Lot of Thoughts
These last two weeks I've been somewhere else. Living with different people, speaking a different language. Laughing at different jokes. There's much on my mind, from the last two years. It seems that everything has changed. I want to sing this song right now, before this dream is forgotten. I want to whisper this on your year. I just wished somehow I could be more sincere. There's much to tell, and I want you to know.
But you're so young
And your skin is so smooth
And when I'm near enough
you smell so good
And you're so young
And you're so proud
And you look at me
as if
But you're so young
And you smell so good
But your skin's so smooth
As that of children
And you make us laugh
And you want to speak
Want to be at ease
But you're just too young
To be it
But you're so bright
And you're such a kid
And you're so mature
And you're such a nice company
But you're so young
If you look at me
Makes me feel as if
I was a woman
So when I met you I had no expectations of you, and then with time, as I saw you looking up to me, I started to think of you as someone who would battle in my name. And then you disappointed me. Now I have no expectations again.
Of course I expect you to have some minimal virtue, but now I don't expect you to express it in any particular way. And I don't expect you to be one of the best. Slightly above average will do.
You must know how much you hurt yourself, and how much damage you've caused to someone else. But I don't think you realize how much you've hurt me. I feel like a mother whose children are never what she dreamed for them. Is that what this is about? Were my expectations as overwhelming as a mother's?
Well, much like a mother, I will probably never lose hope. I should watch you carefully, and wait, not daring to trust you, not believing your words when they are of pride and glory, but waiting, expecting, untill the moment (and I'm certain it will come) when you finally show undenyable worth.
But what I do is, I treat you as a friend. I pretend to accept you for who you are, and, to be honest, I try. I try to look at you with new, unaccustomed eyes, I try to see whatever else you are that is in itself worthy and not what I took you for when you actually fooled me. I try to see you with the eyes of the rest of the clan, the ones who were not being fooled (I hope). You are, after all, family. Everyone has accepted you.
But it is not easy. Ever since that time, I feel like I don't really know you. And just as a mother must let her children grow and become something different from what she expected, I must let you be yourself, and I must stop hoping and start accepting that you won't follow my lead. But, like my mother, I have no idea of how to let you be your own adult. I have no idea of how to let you follow your own rules, when, to me, they would be obviously wrong. I have no idea of how to stop judging your every step.
I saw her across the room and instantly recognized her as the handsomest woman there was. Not the most beautiful, no, because there were those who were out of our leagues, so confident, so competent, so beatiful, and there were girls who actually looked like beautiful girls, and her, she looked like a boy. She looked so much like him, and I had wanted him so bad for so long that it scared me, how I wanted that girl across the room, how I decided that no other was as pretty as her, I wondered if it was just a projection.
The next day, she wore female clothes, a tight shirt and a black skirt, and she just wasn't as pretty anymore. But the days passed and I stared at her, unable to avoid staring, unable to understand how she could look like that. Slowly the wish to approach her and tell her how hot she was returned, and she was wearing pants again, these tomboy-ish pants that said a lot more about her body than a boring skirt.
There's something amazingly attractive about a handsome woman, or a beautiful man. I realize that sometimes I'm the only one who sees it. And sometimes it happens that a woman is at once beautiful and handsome, and I noticed that even though many men want her, only a few seem to want her as bad as I do.
Or maybe I should just say: shut up, I like your hands.
The Rabbit-Skin
But you're so young
And your skin is so smooth
And when I'm near enough
you smell so good
And you're so young
And you're so proud
And you look at me
as if
But you're so young
And you smell so good
But your skin's so smooth
As that of children
And you make us laugh
And you want to speak
Want to be at ease
But you're just too young
To be it
But you're so bright
And you're such a kid
And you're so mature
And you're such a nice company
But you're so young
If you look at me
Makes me feel as if
I was a woman
The Buckskin, Dyed Red
So when I met you I had no expectations of you, and then with time, as I saw you looking up to me, I started to think of you as someone who would battle in my name. And then you disappointed me. Now I have no expectations again.
Of course I expect you to have some minimal virtue, but now I don't expect you to express it in any particular way. And I don't expect you to be one of the best. Slightly above average will do.
You must know how much you hurt yourself, and how much damage you've caused to someone else. But I don't think you realize how much you've hurt me. I feel like a mother whose children are never what she dreamed for them. Is that what this is about? Were my expectations as overwhelming as a mother's?
Well, much like a mother, I will probably never lose hope. I should watch you carefully, and wait, not daring to trust you, not believing your words when they are of pride and glory, but waiting, expecting, untill the moment (and I'm certain it will come) when you finally show undenyable worth.
But what I do is, I treat you as a friend. I pretend to accept you for who you are, and, to be honest, I try. I try to look at you with new, unaccustomed eyes, I try to see whatever else you are that is in itself worthy and not what I took you for when you actually fooled me. I try to see you with the eyes of the rest of the clan, the ones who were not being fooled (I hope). You are, after all, family. Everyone has accepted you.
But it is not easy. Ever since that time, I feel like I don't really know you. And just as a mother must let her children grow and become something different from what she expected, I must let you be yourself, and I must stop hoping and start accepting that you won't follow my lead. But, like my mother, I have no idea of how to let you be your own adult. I have no idea of how to let you follow your own rules, when, to me, they would be obviously wrong. I have no idea of how to stop judging your every step.
The Furs of The Wolf and The Winter-Fox
I saw her across the room and instantly recognized her as the handsomest woman there was. Not the most beautiful, no, because there were those who were out of our leagues, so confident, so competent, so beatiful, and there were girls who actually looked like beautiful girls, and her, she looked like a boy. She looked so much like him, and I had wanted him so bad for so long that it scared me, how I wanted that girl across the room, how I decided that no other was as pretty as her, I wondered if it was just a projection.
The next day, she wore female clothes, a tight shirt and a black skirt, and she just wasn't as pretty anymore. But the days passed and I stared at her, unable to avoid staring, unable to understand how she could look like that. Slowly the wish to approach her and tell her how hot she was returned, and she was wearing pants again, these tomboy-ish pants that said a lot more about her body than a boring skirt.
There's something amazingly attractive about a handsome woman, or a beautiful man. I realize that sometimes I'm the only one who sees it. And sometimes it happens that a woman is at once beautiful and handsome, and I noticed that even though many men want her, only a few seem to want her as bad as I do.
Or maybe I should just say: shut up, I like your hands.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Duas Mulheres
Todas as coisas fenecem.
Todos os seus olhos me acompanham. Há uma luz entre nós, uma discordância. Minhas mãos acariciam a sua, levemente; talvez eu ainda tenha um pouco de mêdo. Uma vontade muito grande de te abraçar, sem saber como te fazer se sentir amada.
Elogios. Eu sou a mulher das sombras, com sombras vermelhas cobrindo meu corpo. Os olhos dos homens me seguem quando eu passo. Eles sorriem, eles comentam e elogiam. Eles não entendem que não sou eu que passa, é a Mulher das Cores que passa. A mulher das sombras. É outras, é a Máscara que eu vesti ontem, a fantasia que escolhi. Eu não sou Lady, tanto quanto o Ítalo não é um travesti. Eles não entendem que eu nunca me vestiria daquela forma. Mas Lady sim.
Eu sou a mulher das cores, com cores vermelhas cobrindo meu corpo. Meu corpo feminino ressalta a feminilidade do personagem, e eu sou uma flor, por uma noite. Os olhos dos homens me seguem quando eu passo, mas eu conheço os olhares dos homens, e o olhar de hoje é apenas um olhar de apreciação. Eles sabem que não sou eu que passo, é a Dama que passa, a Mulher das Cores. Não é esse olhar dos homens que eu procuro, é o seu olhar que eu quero. Você atrai os meus olhos, mesmo quando você esconde os seus olhos, em dias como este em que você é um gato, mais que uma garota. Você não precisa ser sempre uma garota; você se dá ao luxo de às vezes ter uma beleza masculina, e outras vezes ser extremamente feminina. Esses mesmos homens que me olham quando eu passo, eles não conseguem te entender. Sua insegurança não é a mesma que a timidez das outras mulheres. Você nunca olha pro chão.
Eu me pergunto se você vai entender. Às vezes eu te vejo e não consigo tirar os olhos das tuas pernas, e isso me perturba, às vezes me perturba tanto quanto quando eu percebi as mudanças no corpo da minha irmã depois que ela começou a fazer academia - irmãs não deveriam ficar gostosas! E quando eu te conheci eu construí uma imagem sobre você, uma imagem nascida do embaraço de te encontrar na tarde seguinte, e do seu sorriso e da sua diversão. Mas você não é tanto um filhote como aquela mulher que nasce dos ossos do lôbo que a Mulher dos Ossos recolhe e sobre os quais ela canta. Ela canta a sua canção e você nasce, você mulher, você bruxa. Você Donii que vira fera e vira pássaro para trazer a bênção da Grande Mãe. Você nasce dos ossos e da canção e corre pelo deserto nua, as lôbas e as aves te seguem, você corre e grita jovem com longos cabelos ao vento; seu Daemon é uma criatura que dorme com você abraçado forte mas que voa longe sem precisar estar sempre do seu lado. Você engana, você esconde, você é mágica. Se me perguntassem, eu me recusaria a falar sobre você. Você é em silêncio.
Eu queria conseguir entender, e aceitar, mas meus olhos não me obedecem, e eu sinto um tipo novo de mêdo, e tudo parece tão novo e assustador e empolgante. Parece que uma nova parte da vida está começando, e eu ainda não conheço as palavras certas que eu devo usar. Você é parte de mim, e você é diferente de mim. O mundo se transforma diante dos meus olhos. Eu quero pedir a todos que não tentem entender, por ora, o que eu escrevo. Não cheguem a conclusões. Olhem nos meus olhos, e bebam do meu deleite. Eu me sinto prestes a explodir. E de uma forma nova, eu amo.
Eu amo muito! Parece que a cada dia eu amo mais, e melhor. Eu sinto dor, eu sinto saudades, eu sinto apreensão pelo futuro desconhecido. Entretanto não há saída, e haverá luta. Eu amo e a cada dia eu amo mais e com menos receio, mas há muitas barreiras a atravessar. Eu corro pelas colinas, pulando cercas e pedras, eu corro pelo pântano, eu sou um cavalo alado branco, eu sou você. A Mulher dos Ossos canta e eu sou, mas eu sou o Lôbo que levanta, eu corro nas quatro patas pela floresta, meu mundo é verde e feroz, e quando a luz me atinge eu viro luz, e uma mulher corre, e esta é você. Eu sou a Mulher dos Ossos. Talvez todas sejamos. Os tempos se misturam e nada mais é conhecido, nada mais é previsível. Eu exploro.
A luz me mostra uma onda no seu cabelo e eu me pego de novo olhando pra você, indecisa, querendo sentir o seu cheiro, explorar o seu corpo (seja a minha aventura). Algumas vezes eu sonhei com você. Eu não posso exigir nada, eu não posso esperar nada, mas eu tenho vontade de te tomar nos braços, e às vezes eu tomo e a vontade passa, e às vezes ela volta mais forte, e às vezes ninguém enxerga, e eu não consigo entender. Eu quero descobrir, eu quero entender o que está acontecendo com o meu mundo, e eu não sei ainda, mas você parece importante. Você está no vento, nos animais e na terra, ou você está ao meu lado, procurando e perguntando também? Eu não posso exigir nada, eu não devo esperar nada, mas eu posso propor, eu posso oferecer.
Todos os seus olhos me acompanham. Há uma luz entre nós, uma discordância. Minhas mãos acariciam a sua, levemente; talvez eu ainda tenha um pouco de mêdo. Uma vontade muito grande de te abraçar, sem saber como te fazer se sentir amada.
Elogios. Eu sou a mulher das sombras, com sombras vermelhas cobrindo meu corpo. Os olhos dos homens me seguem quando eu passo. Eles sorriem, eles comentam e elogiam. Eles não entendem que não sou eu que passa, é a Mulher das Cores que passa. A mulher das sombras. É outras, é a Máscara que eu vesti ontem, a fantasia que escolhi. Eu não sou Lady, tanto quanto o Ítalo não é um travesti. Eles não entendem que eu nunca me vestiria daquela forma. Mas Lady sim.
Eu sou a mulher das cores, com cores vermelhas cobrindo meu corpo. Meu corpo feminino ressalta a feminilidade do personagem, e eu sou uma flor, por uma noite. Os olhos dos homens me seguem quando eu passo, mas eu conheço os olhares dos homens, e o olhar de hoje é apenas um olhar de apreciação. Eles sabem que não sou eu que passo, é a Dama que passa, a Mulher das Cores. Não é esse olhar dos homens que eu procuro, é o seu olhar que eu quero. Você atrai os meus olhos, mesmo quando você esconde os seus olhos, em dias como este em que você é um gato, mais que uma garota. Você não precisa ser sempre uma garota; você se dá ao luxo de às vezes ter uma beleza masculina, e outras vezes ser extremamente feminina. Esses mesmos homens que me olham quando eu passo, eles não conseguem te entender. Sua insegurança não é a mesma que a timidez das outras mulheres. Você nunca olha pro chão.
Eu me pergunto se você vai entender. Às vezes eu te vejo e não consigo tirar os olhos das tuas pernas, e isso me perturba, às vezes me perturba tanto quanto quando eu percebi as mudanças no corpo da minha irmã depois que ela começou a fazer academia - irmãs não deveriam ficar gostosas! E quando eu te conheci eu construí uma imagem sobre você, uma imagem nascida do embaraço de te encontrar na tarde seguinte, e do seu sorriso e da sua diversão. Mas você não é tanto um filhote como aquela mulher que nasce dos ossos do lôbo que a Mulher dos Ossos recolhe e sobre os quais ela canta. Ela canta a sua canção e você nasce, você mulher, você bruxa. Você Donii que vira fera e vira pássaro para trazer a bênção da Grande Mãe. Você nasce dos ossos e da canção e corre pelo deserto nua, as lôbas e as aves te seguem, você corre e grita jovem com longos cabelos ao vento; seu Daemon é uma criatura que dorme com você abraçado forte mas que voa longe sem precisar estar sempre do seu lado. Você engana, você esconde, você é mágica. Se me perguntassem, eu me recusaria a falar sobre você. Você é em silêncio.
Eu queria conseguir entender, e aceitar, mas meus olhos não me obedecem, e eu sinto um tipo novo de mêdo, e tudo parece tão novo e assustador e empolgante. Parece que uma nova parte da vida está começando, e eu ainda não conheço as palavras certas que eu devo usar. Você é parte de mim, e você é diferente de mim. O mundo se transforma diante dos meus olhos. Eu quero pedir a todos que não tentem entender, por ora, o que eu escrevo. Não cheguem a conclusões. Olhem nos meus olhos, e bebam do meu deleite. Eu me sinto prestes a explodir. E de uma forma nova, eu amo.
Eu amo muito! Parece que a cada dia eu amo mais, e melhor. Eu sinto dor, eu sinto saudades, eu sinto apreensão pelo futuro desconhecido. Entretanto não há saída, e haverá luta. Eu amo e a cada dia eu amo mais e com menos receio, mas há muitas barreiras a atravessar. Eu corro pelas colinas, pulando cercas e pedras, eu corro pelo pântano, eu sou um cavalo alado branco, eu sou você. A Mulher dos Ossos canta e eu sou, mas eu sou o Lôbo que levanta, eu corro nas quatro patas pela floresta, meu mundo é verde e feroz, e quando a luz me atinge eu viro luz, e uma mulher corre, e esta é você. Eu sou a Mulher dos Ossos. Talvez todas sejamos. Os tempos se misturam e nada mais é conhecido, nada mais é previsível. Eu exploro.
A luz me mostra uma onda no seu cabelo e eu me pego de novo olhando pra você, indecisa, querendo sentir o seu cheiro, explorar o seu corpo (seja a minha aventura). Algumas vezes eu sonhei com você. Eu não posso exigir nada, eu não posso esperar nada, mas eu tenho vontade de te tomar nos braços, e às vezes eu tomo e a vontade passa, e às vezes ela volta mais forte, e às vezes ninguém enxerga, e eu não consigo entender. Eu quero descobrir, eu quero entender o que está acontecendo com o meu mundo, e eu não sei ainda, mas você parece importante. Você está no vento, nos animais e na terra, ou você está ao meu lado, procurando e perguntando também? Eu não posso exigir nada, eu não devo esperar nada, mas eu posso propor, eu posso oferecer.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Eu nunca deixei de te achar o máximo.
Eu tenho lido muito os blogs da Hita e da Lu, e acho que este post vai ser mais diário que o meu normal. Porque as coisas intensas da minha vida são coisas que eu não quero realmente compartilhar tão publicamente (sabe aquela coisa incrível que você quer contar pra todo mundo e não conta pra ninguém?) e as pessoas que eu amo ou já sabem disso ou não lêem meu blog.
Ultimamente os dias têm sido muito bons, quer dizer, eu tenho acordado perto do pôr do sol e curtido a noite até amanhecer. Eu passei uma semana sem ver a Turma do Bairro e vou passar mais uma semana sem ver a galera que vi esta semana, e isso é bem esquisito, mas curti muito cada dia, dancei, flertei, abracei, ri, troquei informações, troquei idéias, bebi, comi, durmi, até dormimos num quarto coletivo espontaneamente! Life is good and this IS fun.
Ontem na festa da Talis nós jogamos EuNunca (principalmente porque é preciso jogar de vez em quando e o Ju é novo pra turma e ele gosta desse jogo) e como tem acontecido ultimamente eu me diverti com todo o clima de bissexualidade, camaradagem, falta de vergonha e aceitação de que todo mundo tem história. E as pessoas começaram a contar as histórias mesmo quando não eram obrigadas, porque o mais legal do eununca são as histórias. E aí teve aquela parte em que as pessoas começaram a revelar quem, daquela mesa, elas teriam pegado. E na pergunta "Eu nunca quis pegar alguém do mesmo sexo desta mesa" muita gente bebeu e como as todo mundo começou a revelar quem queria pegar eu tive que admitir que todas elas eram muito bonitas. Mas eu não queria ter dito exatamente isso.
Eu queria ter dito diferente e dizer isso me fez me sentir meio mal. Porque é bom ser bonito e tal, mas quando eu disse isso eu senti que estava planificando uma coisa que não devia planificar, porque não é como se elas fossem todas iguais e como se eu só me atraisse por pessoas porque elas são bonitas e só isso. Minhas amigas não são Barbies. Eu gosto de cada pessoa por motivos diferentes, e mesmo quando as pessoas são muito parecidas eu acabo dando um valor especial a cada pessoa por aquelas coisas que são diferentes entre coisas parecidas, tanto da mente quanto do corpo da pessoa (que não são realmente coisas separáveis).
Então eu queria ter dito que eu queria pegar você porque você é meiga e doce e adorável e carinhosa, e que quando eu te conheci eu queria que você fosse minha irmãzinha, e que quando você cresceu você se tornou auto-confiante e parou de precisar de talismãs e agora você tem uma aura de segurança em volta de você que só complementa esse carinho e essa sua capacidade de sempre dar um abraço infinito, e ainda assim você é alegre e dá vontade de brincar com você como se fôssemos dois cachorrinhos. E na verdade na maior parte do tempo eu ainda quero te ter como minha irmãzinha, mas de vez em quando eu olho pra você e só vejo essa mulher linda e incrível.
E eu queria ter dito que você é extremamente sexy, e que eu sempre me impressiono com a sua capacidade de se vestir mostrando e escondendo partes do seu corpo daquele jeito que parece que só acontece em literatura, e se mover desse jeito que deixa todos os nossos olhos vidrados em você, e ser tão absolutamente feminina com aquele olhar de quem não está nem tentando, e nem tem idéia do que está fazendo, e ao mesmo tempo conversando séria e inteligentemente sobre qualquer assunto que caia na nossa roda (só porque alguém tem que obliterar aquele mito de que menina bonita demais não pode ser tão nerd), e você não tem mêdo de ser a única menina no meio de atividades que só tem homem, e de participar delas de verdade, e não só porque eles sào seus amigos, e isso é uma coisa que eu sempre admiro um monte.
E eu queria ter dito que você é tão bonita que às vezes eu fico descansando meus olhos nesses seus olhos que não se parecem com nada, mas que o que realmente pega em você é que você tem essa energia de pular e cantar e correr e sempre querer ser mais foda e mais incrível e não levar desaforo pra casa e não aceitar não estar em cima da caça e você me fez sentir muito mais confortável com a minha existência no universo no dia em que eu descobri que você também rosna. Você é da minha alcatéia. E ao mesmo tempo toda vez que eu estou começando a me encher o saco da sua prepotência você me mostra o quanto você também é feminina, e gentil, e maternal até. Às vezes parece que você está debochando dessas linhas toscas entre o que é feminino e o que é masculino, e entre o que esperam que você faça e não faça. E eu quero você correndo do meu lado.
E eu queria ter dito que você tem uma fluidez de não precisar de um arrimo que te sustente, de saber quem você é e de ter amigos em todos os lugares, e você cria toda uma vida própria que não é parecida com ninguém, e você tem tantos lados diferentes, tantos aspectos, e eu gosto de conviver com todas as faces que eu conheço de você, e eu te admiro e você parece sempre tão certa das suas decisões, e, eu não sei exatamente como, em alguns dias, quando você está particularmente bonita e brilhante e dançante e expansiva, essa admiração e amizade e vontade de te conhecer melhor acabam se convertendo numa vontade te agarrar e te dar um beijo (ou isso, ou eu não sei separar as coisas).
Eu fiquei muito tempo pensando em colocar outros parágrafos, para outras mulheres, só pra deixar as coisas mais confusas e menos explícitas e porque tem coisas incríveis que eu poderia dizer sobre outras pessoas. Ou talvez eu pudesse colocar uns parágrafos pros homens também. Mas eu não quero ficar aqui tanto tempo hoje, e ao mesmo tempo eu acho que é uma tentativa fútil, porque se vocês me conhecem você vão saber exatamente de quem eu estou falando, e embora me dê um pouco de mêdo revelar as coisas que eu vejo em vocês, um pouco de mêdo de que vocês se ofendam, ou não gostem, ou se sintam pressionadas a ser o que a gente vê em vocês, eu também espero que vocês enxerguem através dos meus olhos e percebam o quanto tudo isso é, de certa forma, verdade. Porque vocês podem mudar e mudar de idéia e decidir serem outras coisas ou mostrarem outros aspectos de vocês, e vocês vão mudar porque nós somos todos muito jovens pra sermos estáticos, mas neste momento é isso o que eu vejo e admiro. E de vez em quando a gente sente vontade de homenagear as pessoas, não é?
Ultimamente os dias têm sido muito bons, quer dizer, eu tenho acordado perto do pôr do sol e curtido a noite até amanhecer. Eu passei uma semana sem ver a Turma do Bairro e vou passar mais uma semana sem ver a galera que vi esta semana, e isso é bem esquisito, mas curti muito cada dia, dancei, flertei, abracei, ri, troquei informações, troquei idéias, bebi, comi, durmi, até dormimos num quarto coletivo espontaneamente! Life is good and this IS fun.
Ontem na festa da Talis nós jogamos EuNunca (principalmente porque é preciso jogar de vez em quando e o Ju é novo pra turma e ele gosta desse jogo) e como tem acontecido ultimamente eu me diverti com todo o clima de bissexualidade, camaradagem, falta de vergonha e aceitação de que todo mundo tem história. E as pessoas começaram a contar as histórias mesmo quando não eram obrigadas, porque o mais legal do eununca são as histórias. E aí teve aquela parte em que as pessoas começaram a revelar quem, daquela mesa, elas teriam pegado. E na pergunta "Eu nunca quis pegar alguém do mesmo sexo desta mesa" muita gente bebeu e como as todo mundo começou a revelar quem queria pegar eu tive que admitir que todas elas eram muito bonitas. Mas eu não queria ter dito exatamente isso.
Eu queria ter dito diferente e dizer isso me fez me sentir meio mal. Porque é bom ser bonito e tal, mas quando eu disse isso eu senti que estava planificando uma coisa que não devia planificar, porque não é como se elas fossem todas iguais e como se eu só me atraisse por pessoas porque elas são bonitas e só isso. Minhas amigas não são Barbies. Eu gosto de cada pessoa por motivos diferentes, e mesmo quando as pessoas são muito parecidas eu acabo dando um valor especial a cada pessoa por aquelas coisas que são diferentes entre coisas parecidas, tanto da mente quanto do corpo da pessoa (que não são realmente coisas separáveis).
Então eu queria ter dito que eu queria pegar você porque você é meiga e doce e adorável e carinhosa, e que quando eu te conheci eu queria que você fosse minha irmãzinha, e que quando você cresceu você se tornou auto-confiante e parou de precisar de talismãs e agora você tem uma aura de segurança em volta de você que só complementa esse carinho e essa sua capacidade de sempre dar um abraço infinito, e ainda assim você é alegre e dá vontade de brincar com você como se fôssemos dois cachorrinhos. E na verdade na maior parte do tempo eu ainda quero te ter como minha irmãzinha, mas de vez em quando eu olho pra você e só vejo essa mulher linda e incrível.
E eu queria ter dito que você é extremamente sexy, e que eu sempre me impressiono com a sua capacidade de se vestir mostrando e escondendo partes do seu corpo daquele jeito que parece que só acontece em literatura, e se mover desse jeito que deixa todos os nossos olhos vidrados em você, e ser tão absolutamente feminina com aquele olhar de quem não está nem tentando, e nem tem idéia do que está fazendo, e ao mesmo tempo conversando séria e inteligentemente sobre qualquer assunto que caia na nossa roda (só porque alguém tem que obliterar aquele mito de que menina bonita demais não pode ser tão nerd), e você não tem mêdo de ser a única menina no meio de atividades que só tem homem, e de participar delas de verdade, e não só porque eles sào seus amigos, e isso é uma coisa que eu sempre admiro um monte.
E eu queria ter dito que você é tão bonita que às vezes eu fico descansando meus olhos nesses seus olhos que não se parecem com nada, mas que o que realmente pega em você é que você tem essa energia de pular e cantar e correr e sempre querer ser mais foda e mais incrível e não levar desaforo pra casa e não aceitar não estar em cima da caça e você me fez sentir muito mais confortável com a minha existência no universo no dia em que eu descobri que você também rosna. Você é da minha alcatéia. E ao mesmo tempo toda vez que eu estou começando a me encher o saco da sua prepotência você me mostra o quanto você também é feminina, e gentil, e maternal até. Às vezes parece que você está debochando dessas linhas toscas entre o que é feminino e o que é masculino, e entre o que esperam que você faça e não faça. E eu quero você correndo do meu lado.
E eu queria ter dito que você tem uma fluidez de não precisar de um arrimo que te sustente, de saber quem você é e de ter amigos em todos os lugares, e você cria toda uma vida própria que não é parecida com ninguém, e você tem tantos lados diferentes, tantos aspectos, e eu gosto de conviver com todas as faces que eu conheço de você, e eu te admiro e você parece sempre tão certa das suas decisões, e, eu não sei exatamente como, em alguns dias, quando você está particularmente bonita e brilhante e dançante e expansiva, essa admiração e amizade e vontade de te conhecer melhor acabam se convertendo numa vontade te agarrar e te dar um beijo (ou isso, ou eu não sei separar as coisas).
Eu fiquei muito tempo pensando em colocar outros parágrafos, para outras mulheres, só pra deixar as coisas mais confusas e menos explícitas e porque tem coisas incríveis que eu poderia dizer sobre outras pessoas. Ou talvez eu pudesse colocar uns parágrafos pros homens também. Mas eu não quero ficar aqui tanto tempo hoje, e ao mesmo tempo eu acho que é uma tentativa fútil, porque se vocês me conhecem você vão saber exatamente de quem eu estou falando, e embora me dê um pouco de mêdo revelar as coisas que eu vejo em vocês, um pouco de mêdo de que vocês se ofendam, ou não gostem, ou se sintam pressionadas a ser o que a gente vê em vocês, eu também espero que vocês enxerguem através dos meus olhos e percebam o quanto tudo isso é, de certa forma, verdade. Porque vocês podem mudar e mudar de idéia e decidir serem outras coisas ou mostrarem outros aspectos de vocês, e vocês vão mudar porque nós somos todos muito jovens pra sermos estáticos, mas neste momento é isso o que eu vejo e admiro. E de vez em quando a gente sente vontade de homenagear as pessoas, não é?
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Conversa
Agora há pouco eu encontrei o Léo no para-ciclos do ime e papeamos um pouco. Ele quis elogiar a minha camiseta (sempre me espanta o quanto as pessoas do mundo comentam esta camiseta) e disse uma coisa assim:
- Você fica meio surfista com essa camiseta e essa corrente.
- Surfista? Isso é bom ou é ruim?
- Ahm... É meio -
- Digo, camiseta colorida e veranil num dia nublado ?
- É bom. Sexualmente ambígüo, mas bonita.
E eu disse
- Bom. Ambígüo é bom. Estou indo no quinta-e-breja hoje e quero o máximo de ambigüidade sexual possível.
Não, não foi isso que eu disse. O que eu disse foi
- Acho que é bom então. Eu gosto de meninas com estilo surfista, então as pessoas devem gostar de mim assim, também.
Não, também não foi isso. Acho que eu sorri e disse "acho que é bom, então", e mudamos de assunto. Eu estive pensando naquela quinta-e-breja um ou dois menses atrás na qual os amigos do Léo acharam que eu era fancha e disseram que eu podia pegar qual menina eu quisesse e eu achei isso positivo, mas o Léo disse pra eles que eu era hétero e isso me incomodou um pouco, mas eu fiquei quieta, porque, ele deve ter razão, não? E como me incomodar com uma verdade? Mas eu queria ter dito alguma coisa, e eu preciso lembrar de dizer alguma coisa nas próximas vezes em que alguma coisa precisar ser dita.
Sexualmente ambígüo é bom. Ambigüidade é muito bom. Estou só desabafando; acho que tenho me sentido bastante desconfortável dentro da minha sexualidade (como se ela fosse uma roupa que eu não sei direito por onde vestir).
- Você fica meio surfista com essa camiseta e essa corrente.
- Surfista? Isso é bom ou é ruim?
- Ahm... É meio -
- Digo, camiseta colorida e veranil num dia nublado ?
- É bom. Sexualmente ambígüo, mas bonita.
E eu disse
- Bom. Ambígüo é bom. Estou indo no quinta-e-breja hoje e quero o máximo de ambigüidade sexual possível.
Não, não foi isso que eu disse. O que eu disse foi
- Acho que é bom então. Eu gosto de meninas com estilo surfista, então as pessoas devem gostar de mim assim, também.
Não, também não foi isso. Acho que eu sorri e disse "acho que é bom, então", e mudamos de assunto. Eu estive pensando naquela quinta-e-breja um ou dois menses atrás na qual os amigos do Léo acharam que eu era fancha e disseram que eu podia pegar qual menina eu quisesse e eu achei isso positivo, mas o Léo disse pra eles que eu era hétero e isso me incomodou um pouco, mas eu fiquei quieta, porque, ele deve ter razão, não? E como me incomodar com uma verdade? Mas eu queria ter dito alguma coisa, e eu preciso lembrar de dizer alguma coisa nas próximas vezes em que alguma coisa precisar ser dita.
Sexualmente ambígüo é bom. Ambigüidade é muito bom. Estou só desabafando; acho que tenho me sentido bastante desconfortável dentro da minha sexualidade (como se ela fosse uma roupa que eu não sei direito por onde vestir).
terça-feira, 25 de outubro de 2011
I want to ride it where I like
Ontem eu fui de bicicleta até a casa do Rê. Foi tão legal! Quero andar mais de bike, apesar de estar toda dolorida nas pernas... Quero viajar de bike! É tão incrível se movimentar com as próprias forças.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O que vier à mente
Porque tenho sentido falta de escrever.
Tenho gostado de matemática. Muito. Tenho me envolvido com isso e me aprofundado e mergulhado nisso.Às vezes acordo de manhã e penso "ah, então o que aquela frase daquela demonstração queria dizer era isso...". Lembro de quando eu decidi, no ano passado, que minhas coisas favoritas de estudar eram computação e matemática. Oh well. Agora minha lista de preferências começa com matemática, seguida por biologia, seguida por computação. Mas acho que é assim mesmo, e não tem por que eu mudar de idéia. Eu sempre tive consciência de que escolhi Ciências da Computação apenas porque Matemática Aplicada e Computacional era noturno. E Computação é uma coisa que pode te dar mais emprego e etc. Sei lá, não tenho estado afim de ter um emprego. Quero estudar pra caralho e passar o resto da vida estudando. Hoje resolvi ocupar meu tempo livre com uma aula de Álgebra. E me sinto terrivelmente feliz.
E como nada pode ser perfeito eu tenho me sentido ao mesmo tempo meio solitária. Meio vazia. Sinto falta de algo que não sei bem o que é. Pessoas, caçadas, eu acho. Faz alguns meses desde a última vez em que conheci alguém novo ou tive vontade de caçar alguém específico, e às vezes acho que essas coisas são necessárias para a minha paz de espírito. Hoje tive um sonho muito divertido em que eu tentava seduzir duas lésbicas adoráveis. Mas eu tenho um pouquinho de mêdo de lésbicas, alguns de vocês podem imaginar porquê. No final do sonho eu saía da tal festa e ia de bicicleta para a faculdade junto com o Renex. No fim das contas eu sou uma pessoa feliz.
Mas não feliz demais. Me sinto inquieta, como se algo estivesse se dirigindo para uma condição errada, como se eu estivesse subindo na montanha russa e precisasse descobrir como sair do carrinho antes que chegue a descida. Mas talvez não haja nada além do carrinho neste trilho e eu não tenha opção além de descer escorregando. Ou talvez eu já tenha pulado fora do carrinho e esteja tentando voltar para dentro dele. De qualquer forma, acho que os últimos quatro anos me ensinaram a ser terrivelmente desconfiada em relação às minhas próprias decisões.
Mas não estou realmente afim de estudar bioinformática, não ainda, e não consigo me convencer a parar e retomar os teoremas de àlgebra que o Agozzinni sugeriu que eu estudasse. Isso requer muita concentração. E é tão gostoso gastar essas horas lendo o Murray ou o Spivak, destrinchando equações diferenciais ou tentando provar propriedades óbvias das operações com números reais usando apenas as definições...
Tenho gostado de matemática. Muito. Tenho me envolvido com isso e me aprofundado e mergulhado nisso.Às vezes acordo de manhã e penso "ah, então o que aquela frase daquela demonstração queria dizer era isso...". Lembro de quando eu decidi, no ano passado, que minhas coisas favoritas de estudar eram computação e matemática. Oh well. Agora minha lista de preferências começa com matemática, seguida por biologia, seguida por computação. Mas acho que é assim mesmo, e não tem por que eu mudar de idéia. Eu sempre tive consciência de que escolhi Ciências da Computação apenas porque Matemática Aplicada e Computacional era noturno. E Computação é uma coisa que pode te dar mais emprego e etc. Sei lá, não tenho estado afim de ter um emprego. Quero estudar pra caralho e passar o resto da vida estudando. Hoje resolvi ocupar meu tempo livre com uma aula de Álgebra. E me sinto terrivelmente feliz.
E como nada pode ser perfeito eu tenho me sentido ao mesmo tempo meio solitária. Meio vazia. Sinto falta de algo que não sei bem o que é. Pessoas, caçadas, eu acho. Faz alguns meses desde a última vez em que conheci alguém novo ou tive vontade de caçar alguém específico, e às vezes acho que essas coisas são necessárias para a minha paz de espírito. Hoje tive um sonho muito divertido em que eu tentava seduzir duas lésbicas adoráveis. Mas eu tenho um pouquinho de mêdo de lésbicas, alguns de vocês podem imaginar porquê. No final do sonho eu saía da tal festa e ia de bicicleta para a faculdade junto com o Renex. No fim das contas eu sou uma pessoa feliz.
Mas não feliz demais. Me sinto inquieta, como se algo estivesse se dirigindo para uma condição errada, como se eu estivesse subindo na montanha russa e precisasse descobrir como sair do carrinho antes que chegue a descida. Mas talvez não haja nada além do carrinho neste trilho e eu não tenha opção além de descer escorregando. Ou talvez eu já tenha pulado fora do carrinho e esteja tentando voltar para dentro dele. De qualquer forma, acho que os últimos quatro anos me ensinaram a ser terrivelmente desconfiada em relação às minhas próprias decisões.
Mas não estou realmente afim de estudar bioinformática, não ainda, e não consigo me convencer a parar e retomar os teoremas de àlgebra que o Agozzinni sugeriu que eu estudasse. Isso requer muita concentração. E é tão gostoso gastar essas horas lendo o Murray ou o Spivak, destrinchando equações diferenciais ou tentando provar propriedades óbvias das operações com números reais usando apenas as definições...
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Cerveja
Eu estou escrevendo um post sobre cerveja. Sim, cerveja é tão importante pra mim assim (você poderia dizer, "Lobz, você escreve sobre coisas totalmente irrelevantes", mas você perceberia que não é realmente isso o que acontece: é que muita coisa é importante pra mim). O que eu poderia dizer é que talvez caipirinha e cuba-libre sejam tão importantes quanto cerveja. Não sei avaliar sem pensar muito, mas, de qualquer forma, acho que posso enquadrar todos eles numa categoria só. Então:
-- (...) Não sei por que dou tanta importância a isso. Mas, por outro lado, antes eu não sabia por que eu dava tanta importância a cerveja, e agora faz todo o sentido!
-- Do que você tá falando?
-- Antes de você, eu dava uma importância imensa a cerveja. Eu quase não bebia, porque ninguém próximo a mim bebia, e eu achava isso uma droga, mas eu não sabia por que isso me incomodava tanto! Eu pensava "é só uma bebida!" ---
-- Mas cerveja não é sobre cerveja, não é só uma bebida. Cerveja é toda uma cultura!
-- É isso mesmo. Por isso eu fiquei tão feliz quando a gente bebeu cerveja na praia de Santos! E hoje em dia beber cerveja me faz feliz e eu entendo porquê!
-- Então precisamos desenvolver uma cultura de (...)
(obs.: não quero entrar no assunto que estávamos de fato discutindo na hora)
Hoje em dia eu tenho uma relação muito amorosa com a cerveja. Eu não tenho a menor dúvida de que ela é mais gostosa do que qualquer variedade de refrigerante ou suco comprável (suco caseiro pode ser bem melhor). E nem é só porque o álcool diminui minhas dores de cabeça (ok, ok, eu preciso resolver isso logo ~.~). Acho que eu de fato gosto do gosto, do cheiro, e de todas as coisas legais que eu associo a cerveja. Por exemplo, aquela praia de Santos. Várias @KaraokeKnights. Noites em Pubs, ou na casa do Rê, ou saindo com o Fê, ou em happy hours com o passoal da Gommo ou da NetPoint, churrascos, festas, ou simplesmente beber cerveja com a Talita e o Alex.
Pra falar a verdade, tem uma certa carga que vai diretamente contra aquela de quando nenhum dos meus amigos bebia. Meus amigos, e talvez eu também em alguma época, não bebiam porque pessoas bêbadas são idiotas, porque as bebidas eram meio amargas ou ardentes e beber uma coisa ruim é idiota, e eu sempre tive a sensação de que quando somos muito jovens e não bebemos, não fumamos, não nos drogamos nem fazemos nada de idiota, nos consideramos muito melhores que os outros. Talvez nós tenhamos acreditado em tudo o que nossas professoras do ginásio diziam. E eu detestava essa sensação toda. Eu queria beber e ficar idiota. Eu queria experimentar coisas que não necessariamente seriam boas. Eu queria fazer coisas imbecis. E eu achava que as outras pessoas legais da vida que por acaso adoravam se embebedar pra caralho podiam ter algo de bom pra oferecer.
Acho que pode ser que quem bebe se dá o direito de ser muito mais idiota que o normal. Porque no colegial nós éramos todos bastante estúpidos e insanos, e era muito divertido, mas estávamos sempre conscientes de tudo, e não estávamos realmente interessados em ir além os nossos limites. Nós éramos felizes, e era isso (mesmo quando estávamos tristes, eu acho). Mas eu queria viver uma vida diferente. Eu queria uma vida em que a gente pudesse estar sempre experimentando algo diferente. E uma das coisas que eu queria experimentar era ficar completamente bêbada. E eu queria fazer isso sem um monte de gente totalmente sóbria ao meu redor fazendo coisas que estariam já em outro plano de consciência. Eu queria saber por que isso podia ser divertido.
E eu descobri. Demorou um pouco, de fato, mas hoje eu acho que eu descobri. Eu descobri que muita coisa pode mudar, que o mundo pode ser diferente, e que podemos nos divertir com todo um pacote diferente de coisas. Talvez eu goste de cerveja porque me lembra de todas as mudanças que aconteceram na minha vida desde que eu comecei a conviver mais com pessoas que gostavam de beber. Todas as portas que de repente se abriram. E todas as vezes em que estávamos todos meio bêbados, ou só alguns de nós, e mesmo assim ninguém pensaria em julgar o outro pelas bobagens que estava fazendo. Talvez eu goste de me lembrar do momento em que me dei conta de que eu não precisava me esforçar para impressionar ninguém.
Ou talvez eu só realmente goste muito do gosto.
Cerveja, caipirinha e cuba-libra
Outro dia (acho que foi ontem) tive uma conversa mais ou menos assim com o @andrechalom:-- (...) Não sei por que dou tanta importância a isso. Mas, por outro lado, antes eu não sabia por que eu dava tanta importância a cerveja, e agora faz todo o sentido!
-- Do que você tá falando?
-- Antes de você, eu dava uma importância imensa a cerveja. Eu quase não bebia, porque ninguém próximo a mim bebia, e eu achava isso uma droga, mas eu não sabia por que isso me incomodava tanto! Eu pensava "é só uma bebida!" ---
-- Mas cerveja não é sobre cerveja, não é só uma bebida. Cerveja é toda uma cultura!
-- É isso mesmo. Por isso eu fiquei tão feliz quando a gente bebeu cerveja na praia de Santos! E hoje em dia beber cerveja me faz feliz e eu entendo porquê!
-- Então precisamos desenvolver uma cultura de (...)
(obs.: não quero entrar no assunto que estávamos de fato discutindo na hora)
Hoje em dia eu tenho uma relação muito amorosa com a cerveja. Eu não tenho a menor dúvida de que ela é mais gostosa do que qualquer variedade de refrigerante ou suco comprável (suco caseiro pode ser bem melhor). E nem é só porque o álcool diminui minhas dores de cabeça (ok, ok, eu preciso resolver isso logo ~.~). Acho que eu de fato gosto do gosto, do cheiro, e de todas as coisas legais que eu associo a cerveja. Por exemplo, aquela praia de Santos. Várias @KaraokeKnights. Noites em Pubs, ou na casa do Rê, ou saindo com o Fê, ou em happy hours com o passoal da Gommo ou da NetPoint, churrascos, festas, ou simplesmente beber cerveja com a Talita e o Alex.
Pra falar a verdade, tem uma certa carga que vai diretamente contra aquela de quando nenhum dos meus amigos bebia. Meus amigos, e talvez eu também em alguma época, não bebiam porque pessoas bêbadas são idiotas, porque as bebidas eram meio amargas ou ardentes e beber uma coisa ruim é idiota, e eu sempre tive a sensação de que quando somos muito jovens e não bebemos, não fumamos, não nos drogamos nem fazemos nada de idiota, nos consideramos muito melhores que os outros. Talvez nós tenhamos acreditado em tudo o que nossas professoras do ginásio diziam. E eu detestava essa sensação toda. Eu queria beber e ficar idiota. Eu queria experimentar coisas que não necessariamente seriam boas. Eu queria fazer coisas imbecis. E eu achava que as outras pessoas legais da vida que por acaso adoravam se embebedar pra caralho podiam ter algo de bom pra oferecer.
Acho que pode ser que quem bebe se dá o direito de ser muito mais idiota que o normal. Porque no colegial nós éramos todos bastante estúpidos e insanos, e era muito divertido, mas estávamos sempre conscientes de tudo, e não estávamos realmente interessados em ir além os nossos limites. Nós éramos felizes, e era isso (mesmo quando estávamos tristes, eu acho). Mas eu queria viver uma vida diferente. Eu queria uma vida em que a gente pudesse estar sempre experimentando algo diferente. E uma das coisas que eu queria experimentar era ficar completamente bêbada. E eu queria fazer isso sem um monte de gente totalmente sóbria ao meu redor fazendo coisas que estariam já em outro plano de consciência. Eu queria saber por que isso podia ser divertido.
E eu descobri. Demorou um pouco, de fato, mas hoje eu acho que eu descobri. Eu descobri que muita coisa pode mudar, que o mundo pode ser diferente, e que podemos nos divertir com todo um pacote diferente de coisas. Talvez eu goste de cerveja porque me lembra de todas as mudanças que aconteceram na minha vida desde que eu comecei a conviver mais com pessoas que gostavam de beber. Todas as portas que de repente se abriram. E todas as vezes em que estávamos todos meio bêbados, ou só alguns de nós, e mesmo assim ninguém pensaria em julgar o outro pelas bobagens que estava fazendo. Talvez eu goste de me lembrar do momento em que me dei conta de que eu não precisava me esforçar para impressionar ninguém.
Ou talvez eu só realmente goste muito do gosto.
quarta-feira, 23 de março de 2011
n formas de se atravessar um rio com uma corda
- Prender uma ponta da corda num galho alto sobre o rio e balançar até o outro lado.
- Amarrar uma ponta em alguma coisa do outro lado do rio e se puxar para o outro lado
- Amarrar do outro lado e passar por cima da corda bamba
- Fazer uma ponte de corda, amarrar do outro lado e atravessar
- Usar a corda pra fazer uma jangada e navegar até o outro lado
- Prender a corda em alguma coisa alta deste lado, se balançar e se lançar para o outro lado (é diferente de 1 porque você larga a corda)
- Prender uma pedra na ponta, usar a corda pra verificar a profundidade e, se for raso, atravessar andando
- Pescar um peixe muito grande e ir cavalgando-o até a outra margem (estou usando uma ordem mais ou menos cronológica, acho que essa foi a primeira das absurdas)
- Queimar a corda pra fazer sinal de fumaça e chamar alguém que tenha um barco
- Usar a corda como cabresto e atravessar a cavalo
- Amarrar a corda numa pedra no meio do rio e se lançar no rio pra fazer um pêndulo horizontal usando a corrente no lugar da gravidade (essa foi apelidada de "pêndulo relativístico" pq segundo o Chalom seria necessária velocidade próxima de c pra fazer o péndulo subir)
- Amarrar a corda em alguma coisa na cordenada z da outra margem e se jogar no rio sem nadar, de forma que a correnteza faça um meio-pêndulo horizontal e te leve para a outra margem (uma variação mais possível de 11)
- Amarrar a corda num objeto voador (pássaro/avião/super-man) e deixar ele te levar para a outra margem
- Amarrar a corda na Lua e... esperar que ela te leve?
- Amarrar a corda na ponta de uma árvore alta e puxá-la de forma a derrubar a árvore, formando uma ponte
- Usar a corda para fazer um estilingue e se lançar sobre a água!
- Vender a corda e comprar um barco
- Girar a corda bem rápido para se levantar como um helicóptero (como a Gabi, engenheira aeronáutica do grupo, destacou, seria necessário girar ortogonalmente a outra ponta da corda para controlar o movimento)
- Construir uma hélice movida a corda (com aquele sistema de enrolar-desenrolar)
- Se a corda for suficientemente grande, assorear o rio com ela e passar por cima
- Usar a corda para contruir uma catapulta ou trebuchet
- Com a corda amarrada numa árvore na mesma margem, correr em semi círculo e esperar que a inércia te leve em MCU até a outra margem
- Amarrar a corda numa madeira balsa e atravessar nadando
Tenho certeza de que discutimos algumas outras, mas não estou lembrando no momento.
sexta-feira, 18 de março de 2011
comentário sobre garotas de pernas peludas
(eu acho que de todos os assuntos pelos quais eu me interesso este talvez seja o menos interessante para os outros. não dá pra ter certeza, já que ninguém nunca comenta nada sobre uma grande parte deles)
Uma coisa curiosa a respeito de deixar as pernas peludas por muito tempo é que aos poucos você começa a notar nitidamente até que ponto essa idéia de que pernas sem pêlos são mais bonitas e atraentes é cultural. O que quero dizer é que aos poucos a gente vai deixando de achar a pele nua mais bonita. Na verdade, ontem eu fiquei algum tempo olhando para minhas canelas, horrorizada com aquela pele branca pelada cheia de pontonhos onde os folículos pilosos ainda existiam sem nada de pêlo por cima. Que coisa esquisita. Parece pele de bebê, e quem em sã consciência quereria ter pele de bebê? Estou dignamente cansada de ser neotênica; por favor, me permitam ser apreciada como uma espécime adulta.
Ás vezes ainda tenho momentos nos quais eu olho pros meus joelhos e penso "AAAAAAHHH! PÊLOS!! O.O!!", e foi por isso que eu raspei as canelas ontem, mas faz algum tempo já que tive que me conformar com o fato de que eu gosto de ter coxas felpudas, gosto tanto que me desagrada tê-las completamente lisas.
Pernas peludas podiam entrar na moda, e aí as pessoas não ficariam reparando tanto, e me enchendo tanto o saco, e eu podia parar de me preocupar com isso. Na verdade, se eu fosse um pouco menos peluda, eu provavelmente já teria abdicado completamente dessa preocupação. Mas é claro que a pessoa que mais vai se incomodar com uma obrigação social é justamente a que é mais obrigada. E não me digam que não é uma obrigação social.
É um pouco mais do que achar que as minhas pernas ficam melhores com pêlos. Estou começando a achar que as outras garotas ficam melhores com pêlos também.
(numa nota vagamente relacionada, continuo pensando a respeito do que o Carlos disse ("eu gosto de garotas peludas" + "eu acho que pêlos são um símbolo de virilidade") e o pensamento dele está fazendo cada vez mais sentido pra mim. Dependendo da sua definição de virilidade, e do aspecto envolvido, não me incomoda você querer suas mulheres viris.)
(eu estou numa vibe de não ver contradição nas coisas hoje, não?)
Enfim, que explodam todas as convenções sociais! Meu cavalo por um pouco mais de liberdade!
Uma coisa curiosa a respeito de deixar as pernas peludas por muito tempo é que aos poucos você começa a notar nitidamente até que ponto essa idéia de que pernas sem pêlos são mais bonitas e atraentes é cultural. O que quero dizer é que aos poucos a gente vai deixando de achar a pele nua mais bonita. Na verdade, ontem eu fiquei algum tempo olhando para minhas canelas, horrorizada com aquela pele branca pelada cheia de pontonhos onde os folículos pilosos ainda existiam sem nada de pêlo por cima. Que coisa esquisita. Parece pele de bebê, e quem em sã consciência quereria ter pele de bebê? Estou dignamente cansada de ser neotênica; por favor, me permitam ser apreciada como uma espécime adulta.
Ás vezes ainda tenho momentos nos quais eu olho pros meus joelhos e penso "AAAAAAHHH! PÊLOS!! O.O!!", e foi por isso que eu raspei as canelas ontem, mas faz algum tempo já que tive que me conformar com o fato de que eu gosto de ter coxas felpudas, gosto tanto que me desagrada tê-las completamente lisas.
Pernas peludas podiam entrar na moda, e aí as pessoas não ficariam reparando tanto, e me enchendo tanto o saco, e eu podia parar de me preocupar com isso. Na verdade, se eu fosse um pouco menos peluda, eu provavelmente já teria abdicado completamente dessa preocupação. Mas é claro que a pessoa que mais vai se incomodar com uma obrigação social é justamente a que é mais obrigada. E não me digam que não é uma obrigação social.
É um pouco mais do que achar que as minhas pernas ficam melhores com pêlos. Estou começando a achar que as outras garotas ficam melhores com pêlos também.
(numa nota vagamente relacionada, continuo pensando a respeito do que o Carlos disse ("eu gosto de garotas peludas" + "eu acho que pêlos são um símbolo de virilidade") e o pensamento dele está fazendo cada vez mais sentido pra mim. Dependendo da sua definição de virilidade, e do aspecto envolvido, não me incomoda você querer suas mulheres viris.)
(eu estou numa vibe de não ver contradição nas coisas hoje, não?)
Enfim, que explodam todas as convenções sociais! Meu cavalo por um pouco mais de liberdade!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Desabafo
Disclaimer: Admito que estou escrevendo só porque estou péssima e preciso desabafar e estou sozinha. Se você acha isso um saco, não leia.
Então passar na fuvest me deixou feliz por mais ou menos cinco minutos. Durante o resto da semana eu até me diverti um pouco, saí com uns amigos que se tornaram meus veteranos, etc. Aí passou. Quando fui fazer matrícula estava me sentindo um lixo. Estar na usp não me fez nada feliz. Ao meu redor tinham bixos de todos os lugares, totalmente pintados, parecendo se divertir, e veteranos se esforçando pra ficarem mais limpos que os bichos, e me pareceu que a maior parte deles estava na usp a menos tempo que eu, e todos estavam felizes demais pra mim. Conversei com o Davi e com o Reverbel, e isso foi legal, e encontrei a Ana, o Rafa, o Tomáz, a Rita e mais umas pessoas e isso também foi legal. Depois eu fiquei na fila um tempão antes de descobrir que estava ali à toa porque eu não tinha levado os documentos necessários, e isso foi bem chato. Depois fomos acompanhar a Rita no seu trote, e isso foi bem horrível.
Por que foi horrível? Não sei bem, acho que foram todas aquelas pessoas tão animadas, alunos e professores, e ficar esperando sabendo que eu tinha pisado na bola e ia ter que perder metade do dia pra resolver, e a Rita saindo e dizendo que tinha assinado um papel assumindo responsabilidade se ela morresse em alto-mar me fez morrer de inveja (não de morrer, de ir pra alto-mar) e o trote que ela recebeu foi umas mil vezes mais empolgado que o meu, e eu tive vontade de ser bixete, ou ao menos de um dia ter sido bixete. Não é a mesma coisa quando todos os seus veteranos conhecem muito menos da usp que você. Quando você já teve bixos e mesmo assim nunca os tratou como bixos. E quando seus 'veteranos' estão todos totalmente desligados e desanimados.
No final eu acabei desistindo de me comportar como bixete. Estava ficando irritada com a quantidade de veteranos incompetentes, que me davam informações erradas e não sabiam de nada. Infelizmente eu não estava com a minha carteirinha, senão teria usado a técnica de apontar pra meu número usp e mandá-los me buscar cerveja.
O final do dia foi menos ruim porque encontrei o Ademar, conversamos um monte e ele me pagou cervejas e coca-cola com vodka (chamar de cuba-libre me pareceu forçação de barra...), e eu conversei com umas pessoas até que bacanas, mas fiquei desapontada de não conseguir encontrar mais meus amigos que estavam comigo antes porque eles foram para casa, enquanto eu quis ficar para a festa no IME (a festa incluía IF, IO e IME, mas o que tinha era 60% IF, 20% IME e 20% avulsos (Poli, Eca, etc). Acho que não veio ninguém do IO). No fim o Chalom veio nos encontrar e ficamos mais um tempo bebendo cerveja e papeando antes de ir pra casa.
Não lembro direito o que aconteceu depois. Acho que fiquei um tempo conversando com Talita e Alex em casa, como de costume, mas não tenho nenhuma lembrança disso. André conseguiu me convencer, com muito esforço, a tomar banho antes de dormir. Acordei às sete e meia precisando muito de água e toda dolorida. Voltei pra cama e dormi profundamente. Acordei de novo ás onze e meia, bem mais inteira.
Quando cheguei aqui, minha vida ainda parecia um lixo.
Então passar na fuvest me deixou feliz por mais ou menos cinco minutos. Durante o resto da semana eu até me diverti um pouco, saí com uns amigos que se tornaram meus veteranos, etc. Aí passou. Quando fui fazer matrícula estava me sentindo um lixo. Estar na usp não me fez nada feliz. Ao meu redor tinham bixos de todos os lugares, totalmente pintados, parecendo se divertir, e veteranos se esforçando pra ficarem mais limpos que os bichos, e me pareceu que a maior parte deles estava na usp a menos tempo que eu, e todos estavam felizes demais pra mim. Conversei com o Davi e com o Reverbel, e isso foi legal, e encontrei a Ana, o Rafa, o Tomáz, a Rita e mais umas pessoas e isso também foi legal. Depois eu fiquei na fila um tempão antes de descobrir que estava ali à toa porque eu não tinha levado os documentos necessários, e isso foi bem chato. Depois fomos acompanhar a Rita no seu trote, e isso foi bem horrível.
Por que foi horrível? Não sei bem, acho que foram todas aquelas pessoas tão animadas, alunos e professores, e ficar esperando sabendo que eu tinha pisado na bola e ia ter que perder metade do dia pra resolver, e a Rita saindo e dizendo que tinha assinado um papel assumindo responsabilidade se ela morresse em alto-mar me fez morrer de inveja (não de morrer, de ir pra alto-mar) e o trote que ela recebeu foi umas mil vezes mais empolgado que o meu, e eu tive vontade de ser bixete, ou ao menos de um dia ter sido bixete. Não é a mesma coisa quando todos os seus veteranos conhecem muito menos da usp que você. Quando você já teve bixos e mesmo assim nunca os tratou como bixos. E quando seus 'veteranos' estão todos totalmente desligados e desanimados.
No final eu acabei desistindo de me comportar como bixete. Estava ficando irritada com a quantidade de veteranos incompetentes, que me davam informações erradas e não sabiam de nada. Infelizmente eu não estava com a minha carteirinha, senão teria usado a técnica de apontar pra meu número usp e mandá-los me buscar cerveja.
O final do dia foi menos ruim porque encontrei o Ademar, conversamos um monte e ele me pagou cervejas e coca-cola com vodka (chamar de cuba-libre me pareceu forçação de barra...), e eu conversei com umas pessoas até que bacanas, mas fiquei desapontada de não conseguir encontrar mais meus amigos que estavam comigo antes porque eles foram para casa, enquanto eu quis ficar para a festa no IME (a festa incluía IF, IO e IME, mas o que tinha era 60% IF, 20% IME e 20% avulsos (Poli, Eca, etc). Acho que não veio ninguém do IO). No fim o Chalom veio nos encontrar e ficamos mais um tempo bebendo cerveja e papeando antes de ir pra casa.
Não lembro direito o que aconteceu depois. Acho que fiquei um tempo conversando com Talita e Alex em casa, como de costume, mas não tenho nenhuma lembrança disso. André conseguiu me convencer, com muito esforço, a tomar banho antes de dormir. Acordei às sete e meia precisando muito de água e toda dolorida. Voltei pra cama e dormi profundamente. Acordei de novo ás onze e meia, bem mais inteira.
Quando cheguei aqui, minha vida ainda parecia um lixo.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Grunf
às vezes eu acho que nunca vou ter paciência pra trabalhar a sério. E olha que eu nem estou trabalhando. Estou num ambiente de trabalho, estudando javascript porque eu achei que ia conseguir fazer coisas divertidinhas com ele, mas até agora eu só consegui me frustrar infinito! nada minimamente legal está funcionando e a droga do tutorial sequer menciona essas possibilidades! Gronf!
Ah well. Pelo menos eu olho pela janela e tem uma grande pedra me olhando; onde mais eu poderia ter isso? Eu fico me lembrando dessas coisas pra não me arrepender de estar aqui. Afinal... Afinal, tuddo passa, os dias, os meses, não é, e eu sou obrigada a confiar que o futuro me dará oportunidades para não me arrepender muito amargamente de ter recusado as opções que recusei. Estou tentando não pensar nisso. Estou realmente me esforçando para não pensar...
Enfim, aqui estamos, Vitória, na parte da cidade que parece que fecha os olhos no reveillon, a cidade aqui em volta está vazia, não tem nada de interessante, e eu estou feliz porque hoje vamos no cinema e amanhã vamos à praia, e parece que isso vai ser muito melhor do que ficar aqui onde nada acontece.
Ok, preciso debelar o mau-humor.
É que eu queria tanto estar em casa... Mas vou fingir que não, vamos fechar os olhos, tudo vai dar certo no final, tudo vai dar certo, e, à propósito, eu te amo, e eu queria muito que você fizesse parte da minha vida pra sempre.
Que saco, estou emotiva de repente.
Ah well. Pelo menos eu olho pela janela e tem uma grande pedra me olhando; onde mais eu poderia ter isso? Eu fico me lembrando dessas coisas pra não me arrepender de estar aqui. Afinal... Afinal, tuddo passa, os dias, os meses, não é, e eu sou obrigada a confiar que o futuro me dará oportunidades para não me arrepender muito amargamente de ter recusado as opções que recusei. Estou tentando não pensar nisso. Estou realmente me esforçando para não pensar...
Enfim, aqui estamos, Vitória, na parte da cidade que parece que fecha os olhos no reveillon, a cidade aqui em volta está vazia, não tem nada de interessante, e eu estou feliz porque hoje vamos no cinema e amanhã vamos à praia, e parece que isso vai ser muito melhor do que ficar aqui onde nada acontece.
Ok, preciso debelar o mau-humor.
É que eu queria tanto estar em casa... Mas vou fingir que não, vamos fechar os olhos, tudo vai dar certo no final, tudo vai dar certo, e, à propósito, eu te amo, e eu queria muito que você fizesse parte da minha vida pra sempre.
Que saco, estou emotiva de repente.
Testes
Preciso dar uma pausa nos meus atuais estudos de html, css e javascript (eu sei, eu sei, mas eu não consegui me forçar a estudar pra fuvest ainda, droga! e isso é tão mais interessante...) e vou aproveitar pra fazer alguns testes aqui no blogger.
Essencialmente, eu quero saber o quanto disso pode ser usado aqui. Vamos tentar? Vou começar com um form:
Legal, parece que funciona (e, bom, essa é a coisa mais complicada que eu aprendi a fazer em html até agora). A questão agora é se o javascript funciona também... apesar de eu não ter entendido lhufas de como essa coisa funúncia... enfim.
Aliás, alguém sabe onde eu posso aprender javascript a sério?
Essencialmente, eu quero saber o quanto disso pode ser usado aqui. Vamos tentar? Vou começar com um form:
Legal, parece que funciona (e, bom, essa é a coisa mais complicada que eu aprendi a fazer em html até agora). A questão agora é se o javascript funciona também... apesar de eu não ter entendido lhufas de como essa coisa funúncia... enfim.
Aliás, alguém sabe onde eu posso aprender javascript a sério?
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Hellblazer - The Devil You Know
E pra alegrar o meu dia eu descubro que o Glenn Fabry também fez Sláine no começo da carreira.
Hell yeah. All falls into place.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Poemas
Estou meio frustrada de não ter conseguido publicar nos últimos dias. Achei que ia render mais. Agora estou escrevendo do trabalho porque tem pouquíssimo trabalho para fazer.
Ontem tentei escrever um poema e não deu muito certo. Mas vou continuar tentando.
Outra coisa que me ocorreu ontem: os gráficos de Avatar já estão começando a me parecer velhos e toscos. Talvez ele só funcione em 3D.
Ontem tentei escrever um poema e não deu muito certo. Mas vou continuar tentando.
Outra coisa que me ocorreu ontem: os gráficos de Avatar já estão começando a me parecer velhos e toscos. Talvez ele só funcione em 3D.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Poesias
Então eu me inscrevi, não sei bem porque, naquele concurso de poesia de clube do escritor para o qual recebo o convite todo ano.
E aí pensei, bom, quais poesias eu devo enviar? Não faço idéia.
Talvez eu pudesse pedir ajuda para o pessoal que lê o meu blog, que conhece minha poesia. Pedir uma votação ou algo assim. Um rating.
Fiquei meio impressionada com quão poucos dos meus poemas estão aqui, então resolvi que nos próximos dias vou tentar publicar mais alguns. Eu devia publicar mais uns cem, mas acho que não terei essa paciência. Depois posso pedir a ajuda de vocês pra selecionar os melhores?
Ou será que eu devia imprimir todos e fazer uma pesquisa pessoal?
E aí pensei, bom, quais poesias eu devo enviar? Não faço idéia.
Talvez eu pudesse pedir ajuda para o pessoal que lê o meu blog, que conhece minha poesia. Pedir uma votação ou algo assim. Um rating.
Fiquei meio impressionada com quão poucos dos meus poemas estão aqui, então resolvi que nos próximos dias vou tentar publicar mais alguns. Eu devia publicar mais uns cem, mas acho que não terei essa paciência. Depois posso pedir a ajuda de vocês pra selecionar os melhores?
Ou será que eu devia imprimir todos e fazer uma pesquisa pessoal?
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