palavra por palavra, procuro chegar, devagar, ao lugar de La Loba.
"O silêncio", disse o griot,"só é escuro no começo..."
quarta-feira, 26 de abril de 2006
O Impulso Inicial - II
Passaram-se alguns dias. Os dias, em si, foram tranqüilos, mas o acúmulo do tempo em minhas costas foi levando-me para cada vez mais longe de ti. A maré do meu tempo jogava-me de um lado para o outro -- e eu temendo a morte agarrava-me aos braços dele para poder resistir à sua fúria oceânica. Toda a vez que pensei em ti, toda a vez que lembrei do teu sorriso, senti o desejo de liberdade das lágrimas forçando-me a rosnar de raiva da minha própria dificuldade de sorrir. Mas então desapareceste, e me vi sozinha em meu navio. Desculpe-me, eu peço. Mas ninguém responde. O barco vazio e no calor do barco vazio a sensação dos seus olhos me encarando, ou seus olhos com simplicidade e abertura. Adormeci, e sonhei com você. Você estava parado, me olhando. Não fomos além disso. Nem poderíamos; arrumei meu quarto até que ele estivesse mais bagunçado que antes, e parti. Passou-se mais um dia e eu não pensei em ti. Mas o barco tinha o teu nome: afundei-o.
A Menor Idéia - (a)
Vocês não têm a menor idéia do que estou sentindo.
Vocês não fazem a menor idéia desta raiva e frustração.
Vocês não podem saber desta vontade de urras que os odeio...
eu gostaria que não soubessem nunca.
Mas não posso ocultar.
Vocês não têm a menor idéia de como dói.
Vocês não têm noção do que me persegue,
Mas no fundo eu também não tenho a menor idéia.
Eu não quero dizer que te odeio
Eu não quero te fazer chorar
Eu não quero te fazer desistir de mim
Eu não quero parecer amarga
Eu não quero que me vejas chorando
Mas eu não quero continuar assim...
Vocês não fazem a menor idéia desta raiva e frustração.
Vocês não podem saber desta vontade de urras que os odeio...
eu gostaria que não soubessem nunca.
Mas não posso ocultar.
Vocês não têm a menor idéia de como dói.
Vocês não têm noção do que me persegue,
Mas no fundo eu também não tenho a menor idéia.
Eu não quero dizer que te odeio
Eu não quero te fazer chorar
Eu não quero te fazer desistir de mim
Eu não quero parecer amarga
Eu não quero que me vejas chorando
Mas eu não quero continuar assim...
segunda-feira, 24 de abril de 2006
O Impulso Inicial - I
Quando os olhos fecharam, tive vontade de apagar também os meus. Aquela era a deserção que eu esperava que jamais acontecesse. Cambaleei um ou dois quarteirões das fugas frustradas da minha infância e, diferente de você, senti lágrimas molhando a pele próxima aos olhos. Diante de mim aquele teu olhar furtivo sério bravo triste seu. Quanto te afastaste, meu coração parou por um instante, em dúvida entre a tua vida e a minha. Eu não sabia que ia ser assim tão... insensível. Com aquela mesma certeza aceitei novamente tua rendição, tua miserável vitória sobre a minha saudade. Novamente me ordenei que esquecesse de uma vez por todas aquilo que um dia quisera prometer a ti. Calei-me. O silêncio da minha vontade fez com que todo o meu esforço perecesse inútil. O silêncio da tua cumplicidade fez com que o fosso que um dia cavamos reaparecesse por baixo das ataduras nas feridas mal-fechadas. Calei-me: diante de mim os seus olhos pedindo uma resposta minha. E os dele. Não tive mais vontade de chorar. They say the best day of my life is the day that I die.
em
amizade,
amor,
la cantadora,
passado,
poética,
toca da lôba,
verso,
zaforitos
terça-feira, 4 de abril de 2006
hihi
Então agora eu sou xamã. Hehe ^^
Estou ronronando, e muito mais do que você, Cham, quando recebeu aquele meu e-mail falando sobre a respiração de Tendor. Não é sempre que a gente recebe um elogio.
E desvairado e louco, sou o mar
Sonâmbulo, patético e sem fim.
Ou algo assim.
Ai Luque, de certa forma você tinha razão: estou de férias.
Mas não acho que seja tão assim férias dele. Ou pelo menos não só, porque, sabe, mesmo que gere saudades ficar longe é bom um pouco.
Mas na verdade tirei férias de outras pessoas também, e acho que dessa forma tirei férias de mim mesma. Acho que você vai entender.
Os amigos são na verdade uma porta para o mundo, que nos liberta, sim, sem deixar de ser um obstáculo.
Deus escreve certo por linhas tortas
usa cadeados para abrir-nos portas
e janelas se nos quer aprisionar.
O problema é que às vezes a amizade acaba trazendo obrigações e exigências que não são tão necessárias para a sua sobrevivência, e que às vezes impedem que façamos novas amizades. É impossível ter tantos amigos assim.
E hoje foi até um pouco bom vocês não estarem aqui porque eu gostei de poder conversar um pouco com elas, pra variar, sem me sentir muito esquisita.
E eu sempre acho engraçado como eu posso falar absolutamente qualquer coisa para o Guigo (embora eu nunca fale concretamente) porque afinal ele não é próximo o suficiente para saber com certeza todas as implicações daquilo que eu falo. Não é uma questão de ele não entender, é mais uma questão de manter as noções absolutas.
Enfim, eu escrevi aquele poema faz um bocado de tempo, provavelmente na última vez que eu decidi terminar com ele, mas, vocês sabem, ele realmente sempre me reconquista por um triz...
e eu me espedaço em vão contra o infinito.
Estou ronronando, e muito mais do que você, Cham, quando recebeu aquele meu e-mail falando sobre a respiração de Tendor. Não é sempre que a gente recebe um elogio.
E desvairado e louco, sou o mar
Sonâmbulo, patético e sem fim.
Ou algo assim.
Ai Luque, de certa forma você tinha razão: estou de férias.
Mas não acho que seja tão assim férias dele. Ou pelo menos não só, porque, sabe, mesmo que gere saudades ficar longe é bom um pouco.
Mas na verdade tirei férias de outras pessoas também, e acho que dessa forma tirei férias de mim mesma. Acho que você vai entender.
Os amigos são na verdade uma porta para o mundo, que nos liberta, sim, sem deixar de ser um obstáculo.
Deus escreve certo por linhas tortas
usa cadeados para abrir-nos portas
e janelas se nos quer aprisionar.
O problema é que às vezes a amizade acaba trazendo obrigações e exigências que não são tão necessárias para a sua sobrevivência, e que às vezes impedem que façamos novas amizades. É impossível ter tantos amigos assim.
E hoje foi até um pouco bom vocês não estarem aqui porque eu gostei de poder conversar um pouco com elas, pra variar, sem me sentir muito esquisita.
E eu sempre acho engraçado como eu posso falar absolutamente qualquer coisa para o Guigo (embora eu nunca fale concretamente) porque afinal ele não é próximo o suficiente para saber com certeza todas as implicações daquilo que eu falo. Não é uma questão de ele não entender, é mais uma questão de manter as noções absolutas.
Enfim, eu escrevi aquele poema faz um bocado de tempo, provavelmente na última vez que eu decidi terminar com ele, mas, vocês sabem, ele realmente sempre me reconquista por um triz...
e eu me espedaço em vão contra o infinito.
segunda-feira, 3 de abril de 2006
Alarara - ...
Então por que eu não escrevo mais?
Acho que o tempo acabou...
...
... parece meio idiota querer uma morte lenta e dolorosa, mas é isso que eu quero agora.
Estou com dor de mim, e insisto em fingir que sou feliz.
Nos seus braços quente eu dormiria um sonho eterno. Mas quem é você afinal?
Ou melhor, qual a cor dos seus olhos? ...
E eu insisto em dizer que estou feliz, porque sei que vocês me fazem feliz...
Mas essa morte lenta e dolorosa que eu espero, esse desafogar do meio peito lacerado, me repete meio sem querer... Você não existe, não é?
"Não quero amar ninguém" , eu disse.
Mas não era realmente verdade.
Então eu estou ficando louca.
Por que olho para vocês e são corpos beijos bocas carnes peles sexos sangues salivas celomas e artéias pulsantes nas linhas dos seus pescoços chamando pedindo meu sangue meus dentes e principalmente minha loucura quando olho vocês e são homens meninas cachorros cinísias e carnes e gostos e cheiros e sonhos e todos e o próprio instinto de devorar de desfazer de destruir e consumir de abocanhar e ser e ser e ser
de novo eu estou ficando louca porque de tudo o que tenho de reprimir o que menos dói é o que mais machuca, e dói então toda vez que eu sinto a linha do seu pescoço (existe um algo qualquer nas linhas dos pescoços...)
"Se o amor não for o que eu espero", eu disse, "não quero amar ninguém".
de medo de dizer em voz alta que eu não queria amar você.
mas era tudo simplesmente medo de aceitar o amor. Era tudo mentira.
Porque mesmo se eu estiver num daqueles iates grandes e luxuosos e sem-graça eu vou continuar adorando estar num barco no mar
e eu quero navegar no seu mar
mesmo se não puder ser num hobiecat
eu não tenho medo de me perder
eu não vou me perder, sabe...
Meus medos são muito outros.
Você disse que todo o mundo entendeu meu post, mas, pensando bem, se todo o mundo entendeu que o meu post falava de amor, então todo-o mundo perdeu o mais importante...
Na verdade a parte que todos entenderam era a que ninguém precisava entender.
E o que eu queria que entendesse...
...bom, isso não vai mudar tão cedo, não é? Ainda há tempo de sobra para entenderem...
Mas o amor nunca foi realmente o problema. O amor era simples, fácil de ser entendido. O amor era como a loucura.
O grande problema sempre foi a amizade... E a tênue distinção entre o que existe e o que não existe. Aliás eu tive um sonho hoje. e no sonho eu percebia que era tudo invenção minha. e começava a inventar o ao-contrário. Ai, Deus, e u é?
No fundo do peito cála uma dor sem fundo.
Acho que nunca me senti tão só...
Vou me recolher ao fundo da minha toca e ficar lá remordendo minhas feridas e dúvidas...
ou vou perguntar ao I-Ching do Charles huhuhu...
Quero um amor que corte-me as amarras
e que me deixe livre pra voar
e que me traga paz e desafio
para eu querer amar.
Quero um amor que mude a minha vida
e que me permita me libertar
e que seja um amor não-declarado
pra eu querer conquistar.
O amor que tenho não é brincadeira
talvez por isso, não me satisfaz
quero um amor que seja aventureiro
para eu correr atrás.
O amor que tenho é muito acostumado
àquela sensação de estar feliz
quero um amor que me conquiste sempre
mas sempre por um triz.
Mas se o amor não for o que eu espero
e se for impossível esse alguém
deixo que o amor se perca no mistério:
não quero amar ninguém.
Acho que o tempo acabou...
...
... parece meio idiota querer uma morte lenta e dolorosa, mas é isso que eu quero agora.
Estou com dor de mim, e insisto em fingir que sou feliz.
Nos seus braços quente eu dormiria um sonho eterno. Mas quem é você afinal?
Ou melhor, qual a cor dos seus olhos? ...
E eu insisto em dizer que estou feliz, porque sei que vocês me fazem feliz...
Mas essa morte lenta e dolorosa que eu espero, esse desafogar do meio peito lacerado, me repete meio sem querer... Você não existe, não é?
"Não quero amar ninguém" , eu disse.
Mas não era realmente verdade.
Então eu estou ficando louca.
Por que olho para vocês e são corpos beijos bocas carnes peles sexos sangues salivas celomas e artéias pulsantes nas linhas dos seus pescoços chamando pedindo meu sangue meus dentes e principalmente minha loucura quando olho vocês e são homens meninas cachorros cinísias e carnes e gostos e cheiros e sonhos e todos e o próprio instinto de devorar de desfazer de destruir e consumir de abocanhar e ser e ser e ser
de novo eu estou ficando louca porque de tudo o que tenho de reprimir o que menos dói é o que mais machuca, e dói então toda vez que eu sinto a linha do seu pescoço (existe um algo qualquer nas linhas dos pescoços...)
"Se o amor não for o que eu espero", eu disse, "não quero amar ninguém".
de medo de dizer em voz alta que eu não queria amar você.
mas era tudo simplesmente medo de aceitar o amor. Era tudo mentira.
Porque mesmo se eu estiver num daqueles iates grandes e luxuosos e sem-graça eu vou continuar adorando estar num barco no mar
e eu quero navegar no seu mar
mesmo se não puder ser num hobiecat
eu não tenho medo de me perder
eu não vou me perder, sabe...
Meus medos são muito outros.
Você disse que todo o mundo entendeu meu post, mas, pensando bem, se todo o mundo entendeu que o meu post falava de amor, então todo-o mundo perdeu o mais importante...
Na verdade a parte que todos entenderam era a que ninguém precisava entender.
E o que eu queria que entendesse...
...bom, isso não vai mudar tão cedo, não é? Ainda há tempo de sobra para entenderem...
Mas o amor nunca foi realmente o problema. O amor era simples, fácil de ser entendido. O amor era como a loucura.
O grande problema sempre foi a amizade... E a tênue distinção entre o que existe e o que não existe. Aliás eu tive um sonho hoje. e no sonho eu percebia que era tudo invenção minha. e começava a inventar o ao-contrário. Ai, Deus, e u é?
No fundo do peito cála uma dor sem fundo.
Acho que nunca me senti tão só...
Vou me recolher ao fundo da minha toca e ficar lá remordendo minhas feridas e dúvidas...
ou vou perguntar ao I-Ching do Charles huhuhu...
Quero um amor que corte-me as amarras
e que me deixe livre pra voar
e que me traga paz e desafio
para eu querer amar.
Quero um amor que mude a minha vida
e que me permita me libertar
e que seja um amor não-declarado
pra eu querer conquistar.
O amor que tenho não é brincadeira
talvez por isso, não me satisfaz
quero um amor que seja aventureiro
para eu correr atrás.
O amor que tenho é muito acostumado
àquela sensação de estar feliz
quero um amor que me conquiste sempre
mas sempre por um triz.
Mas se o amor não for o que eu espero
e se for impossível esse alguém
deixo que o amor se perca no mistério:
não quero amar ninguém.
segunda-feira, 27 de março de 2006
Boa Noite, Raposas!
então hoje foi legal
a Peça do Artur, muito divertida
rever meus amigos que me fazem tão bem
tocar bateria com a Clarinha
ver o Cham ensinando piano para a Paulinha
rir sem motivo
abraçar o Artur bem forte
e a Camilla
e o Cham
e a Clara
e a Mysa
e a Paula
e o Jack
e tudo o mais
No fim o NR foi bom também
apesar de eu Não ter andado a cavalo
mas serviu para eu entender algumas coisas
para pôr as coisas em perspectiva
e perceber que ou o Bruno é burro ou ele realmente não leu¬¬
e me desesperar
e me empolgar
e perceber que eu amo muito a minha série
apesar de me sentir muito desprotegida quando estou só nela
acho que este último ano vai me forçar a ser mais forte por mim mesma, já que eram eles que me faziam me sentir tão protegida
e no fundo eu acho que eu não posso ser assim misteriosa
eu preciso ter essa certeza de que existo
essa certeza profunda de que há algo dentro de mim que é concreto e sensível
só vocês podem me dar essa certeza
e é por isso que espero tanto de vocês
de certa forma
Mas como disse a Olivia,
"Segredo é coisa de gente que gosta de sofrer."
e eu pude rir também
estou com saudades do Nelson que eu não vejo desde novdezembro
estou com saudades do João Pedro
estou até com um pouco de saudades do Jacobs e do Marcondes
and I miss Bago and Wolf...
"O mundo é um grande gira gira
e todos devemos girar."
a Peça do Artur, muito divertida
rever meus amigos que me fazem tão bem
tocar bateria com a Clarinha
ver o Cham ensinando piano para a Paulinha
rir sem motivo
abraçar o Artur bem forte
e a Camilla
e o Cham
e a Clara
e a Mysa
e a Paula
e o Jack
e tudo o mais
No fim o NR foi bom também
apesar de eu Não ter andado a cavalo
mas serviu para eu entender algumas coisas
para pôr as coisas em perspectiva
e perceber que ou o Bruno é burro ou ele realmente não leu¬¬
e me desesperar
e me empolgar
e perceber que eu amo muito a minha série
apesar de me sentir muito desprotegida quando estou só nela
acho que este último ano vai me forçar a ser mais forte por mim mesma, já que eram eles que me faziam me sentir tão protegida
e no fundo eu acho que eu não posso ser assim misteriosa
eu preciso ter essa certeza de que existo
essa certeza profunda de que há algo dentro de mim que é concreto e sensível
só vocês podem me dar essa certeza
e é por isso que espero tanto de vocês
de certa forma
Mas como disse a Olivia,
"Segredo é coisa de gente que gosta de sofrer."
e eu pude rir também
estou com saudades do Nelson que eu não vejo desde novdezembro
estou com saudades do João Pedro
estou até com um pouco de saudades do Jacobs e do Marcondes
and I miss Bago and Wolf...
"O mundo é um grande gira gira
e todos devemos girar."
domingo, 26 de março de 2006
sábado, 25 de março de 2006
If only someone paid attention...
...'cause, you know, it's all there...
Eu nào sei, acho que... acho que de certa forma é culpa minha... de certa forma ninguém teve a intenção... de me deixar assim na mão, sozinha... assim abandonada... assim assim...
desarrumada, perdida
desenganada da vida
sem saber
sem poder
dizer que sim ou não...
Por favor não me diga
que você estava lá pra mim o tempo todo
de certa forma isso só faria doer mais
só faria eu me sentir mais só
Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho
Eu sei que não foi você
Eu sei que foi culpa minha
Tudo isso só pode ser culpa minha
Na minha luta pessoal contra o poder e atração de dragões, leões e demônios
eu tendo a incluir você
mas você está só assistindo, não é?
Ou nem isso.
Você perdeu o interesse faz tempo
Ninguém mais bota fé em você
(mas por algum motivo sobra eu
que sou Todo o Mundo e Nada
mas não sou ninguém)
Eu não sei por que no fim, eu acabei me sentindo assim
que fui completamente abandonada
Porque eu não consigo falar com vocês que quereriam me ouvir
e quem eu achei que poderia me ouvir sem me julgar
não poderia jamais me ouvir
me entender
talvez
mas não é uma questão de entender
é só que
é sempre ruim entender
finalmente
que ninguém está lá pra você
realmente
que ninguém vai morrer por você
A vida não é filme, você não entendeu
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
saber o que passava no seu coração
se o que você fazia era certo ou não
Mocinha esperou até o sol se pôr
Que final romântico morrer de amor
pensando na janela em tudo o que viveu
finjindo não ver os erros que cometeu
E aí tanto faz
se o herói não apareceu
e aí... nada mais
e eu acho que não sou melhor que ninguém
por que eu sei que também te abandonei
mas acho que é esse exatamente o corte mais profundo
porque toda vez que eu vou até você
eu vejo-o logo ali além
e minha mente escapa nesse curto espaço
e vai para longe onde
sem querer
tudo vai dar certo
ou onde não há ninguém
eu só queria fazer parte de vocês
eu só queria rir com vocês
eu só queria ouvir as suas vozes
e não me sentir tão distante
tão diferente
então talvez eu esteja mesmo mentindo para mim
quando digo que
quando digo
eu só quero fazer parte de você
ser uma mulher como vocês
ser menos estranha menos
indiferente
ou diferente, talvez
eu só queria não perder vocês
não sentir que sou estranha a vocês
achar talvez que posso fazer parte
duma conversa qualquer no meio da classe
rodar pelo colégio sem
sem medo de perder vocês
sem medo que ter que escolher
por ninguém...
é preciso dizer que te amo
te ganhar ou perder sem engano
eu preciso dizer que te amo
tanto
talvez tenha sido muito idiota fazer isso contigo
achar que poderias responder uma carta tão triste, de mim
tu sabes que o mundo é confuso
e que eu sou assim
sem querer
me desculpa
por esperar uma resposta tua
numa noite de sábado depois de tudo
esperar que em ti somente eu pudesse
confiar completamente
No fundo eu acho que é isso mesmo
alguém tem que provar que eu tenho um motivo pra ser
que eu não sou um brinquedo ou pelúcia
e que de alguma forma
garotos como você
sempre tão espertos
diante de mim podem ser só garotos
Porque nada disso é verdade:
que eu não me importo com como eu me visto
que eu não me importo com o jeito que eu falo
que eu não me sinto ridícula sendo ridícula
mas você não quer realmente entender
você perdeu o interesse faz tempo
você não quer mais me proteger
e você está certo
eu não preciso mais de proteção
devo dizer que a proteção dói mais que o tombo
na verdade o tombo não pode doer tanto assim
você não entende nada
Porque na verdade eu sou mais óbvia que o Artur e a Gabi
e eles já foram notavelmente óbvios
mas acho que eu sou suspeita para falar
mas eu não tenho uma marininha na minha vida que vai ouvir todos os meus problemas pela quinquagésima vez e ainda ser paciente o suficiente prá não dizer como você é idiota
aliás talvez eu nem devesse ser essa marininha
afinal como eu disse o Cham é muito melhor conselheiro
e a Lori protege muito mais
eu sou só um ponto de apoio
talvez seja mesmo um travesseiro
mas agora eu não quero quem me console
eu não quero quem me diga que eu não preciso mudar
porque eu quero mudar
porque em algum momento eu vou ter que ir para algum lugar
e aí não vai adiantar eu fazer poemas bonitinhos
não vai adiantar eu saber desenhar as voltas do seu cabelo quando está dormindo
não vai adiantar eu saber cantar uma música para um dia de chuva
e não vai adiantar eu ser franca
Mas porra
eu não devia ter escrito este post, mas foda-se
entenda que eu não sou o que quero
que nem tudo o que faço é porque quero
me sinto presa a regras
de medo de perder mais uma vez
da mesma forma que perdi você
eu quero ganhar você
como o Fitz perguntou no meu sonho se eu sou excluída das conversas
como a Didi nesse sonho disse que eu não podia ter medo nem timidez
a questão é que se eu vencesse essa batalha eu me sentiria capaz de qualquer coisa
mas será que vale a pena?
...
não importa.
Eu não sou de te amar
Mas não deixo
de querer conquistar
uma coisa qualquer em você
eu só quero ganhar você.
Eu nào sei, acho que... acho que de certa forma é culpa minha... de certa forma ninguém teve a intenção... de me deixar assim na mão, sozinha... assim abandonada... assim assim...
desarrumada, perdida
desenganada da vida
sem saber
sem poder
dizer que sim ou não...
Por favor não me diga
que você estava lá pra mim o tempo todo
de certa forma isso só faria doer mais
só faria eu me sentir mais só
Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho
Eu sei que não foi você
Eu sei que foi culpa minha
Tudo isso só pode ser culpa minha
Na minha luta pessoal contra o poder e atração de dragões, leões e demônios
eu tendo a incluir você
mas você está só assistindo, não é?
Ou nem isso.
Você perdeu o interesse faz tempo
Ninguém mais bota fé em você
(mas por algum motivo sobra eu
que sou Todo o Mundo e Nada
mas não sou ninguém)
Eu não sei por que no fim, eu acabei me sentindo assim
que fui completamente abandonada
Porque eu não consigo falar com vocês que quereriam me ouvir
e quem eu achei que poderia me ouvir sem me julgar
não poderia jamais me ouvir
me entender
talvez
mas não é uma questão de entender
é só que
é sempre ruim entender
finalmente
que ninguém está lá pra você
realmente
que ninguém vai morrer por você
A vida não é filme, você não entendeu
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
saber o que passava no seu coração
se o que você fazia era certo ou não
Mocinha esperou até o sol se pôr
Que final romântico morrer de amor
pensando na janela em tudo o que viveu
finjindo não ver os erros que cometeu
E aí tanto faz
se o herói não apareceu
e aí... nada mais
e eu acho que não sou melhor que ninguém
por que eu sei que também te abandonei
mas acho que é esse exatamente o corte mais profundo
porque toda vez que eu vou até você
eu vejo-o logo ali além
e minha mente escapa nesse curto espaço
e vai para longe onde
sem querer
tudo vai dar certo
ou onde não há ninguém
eu só queria fazer parte de vocês
eu só queria rir com vocês
eu só queria ouvir as suas vozes
e não me sentir tão distante
tão diferente
então talvez eu esteja mesmo mentindo para mim
quando digo que
quando digo
eu só quero fazer parte de você
ser uma mulher como vocês
ser menos estranha menos
indiferente
ou diferente, talvez
eu só queria não perder vocês
não sentir que sou estranha a vocês
achar talvez que posso fazer parte
duma conversa qualquer no meio da classe
rodar pelo colégio sem
sem medo de perder vocês
sem medo que ter que escolher
por ninguém...
é preciso dizer que te amo
te ganhar ou perder sem engano
eu preciso dizer que te amo
tanto
talvez tenha sido muito idiota fazer isso contigo
achar que poderias responder uma carta tão triste, de mim
tu sabes que o mundo é confuso
e que eu sou assim
sem querer
me desculpa
por esperar uma resposta tua
numa noite de sábado depois de tudo
esperar que em ti somente eu pudesse
confiar completamente
No fundo eu acho que é isso mesmo
alguém tem que provar que eu tenho um motivo pra ser
que eu não sou um brinquedo ou pelúcia
e que de alguma forma
garotos como você
sempre tão espertos
diante de mim podem ser só garotos
Porque nada disso é verdade:
que eu não me importo com como eu me visto
que eu não me importo com o jeito que eu falo
que eu não me sinto ridícula sendo ridícula
mas você não quer realmente entender
você perdeu o interesse faz tempo
você não quer mais me proteger
e você está certo
eu não preciso mais de proteção
devo dizer que a proteção dói mais que o tombo
na verdade o tombo não pode doer tanto assim
você não entende nada
Porque na verdade eu sou mais óbvia que o Artur e a Gabi
e eles já foram notavelmente óbvios
mas acho que eu sou suspeita para falar
mas eu não tenho uma marininha na minha vida que vai ouvir todos os meus problemas pela quinquagésima vez e ainda ser paciente o suficiente prá não dizer como você é idiota
aliás talvez eu nem devesse ser essa marininha
afinal como eu disse o Cham é muito melhor conselheiro
e a Lori protege muito mais
eu sou só um ponto de apoio
talvez seja mesmo um travesseiro
mas agora eu não quero quem me console
eu não quero quem me diga que eu não preciso mudar
porque eu quero mudar
porque em algum momento eu vou ter que ir para algum lugar
e aí não vai adiantar eu fazer poemas bonitinhos
não vai adiantar eu saber desenhar as voltas do seu cabelo quando está dormindo
não vai adiantar eu saber cantar uma música para um dia de chuva
e não vai adiantar eu ser franca
Mas porra
eu não devia ter escrito este post, mas foda-se
entenda que eu não sou o que quero
que nem tudo o que faço é porque quero
me sinto presa a regras
de medo de perder mais uma vez
da mesma forma que perdi você
eu quero ganhar você
como o Fitz perguntou no meu sonho se eu sou excluída das conversas
como a Didi nesse sonho disse que eu não podia ter medo nem timidez
a questão é que se eu vencesse essa batalha eu me sentiria capaz de qualquer coisa
mas será que vale a pena?
...
não importa.
Eu não sou de te amar
Mas não deixo
de querer conquistar
uma coisa qualquer em você
eu só quero ganhar você.
quarta-feira, 22 de março de 2006
Aiai...
Os dias passam e as perguntas continuam a ecoar sem resposta...
Tudo tão devagar... tão gradual, Clarice. Você tem razão...
Eu vou fazer o que devo.
amanhã vamos ao NR... grande oportunidade para agradáveis conversas, jogos, diversões
estou apreensiva mas muito positiva
vai dar tudo certo vai dar tudo certo tudo certo
Relaxa, Marina. Deixa a vida te levar...
Acho que sim, eu consigo entender esse grande espaço no meu coração habitado por você... Eu não sabia que podia ser assim... Mas está tão tarde... ...
Relaxa, Marina. Deixa ele te conduzir...
e cada vez mais eu estou em outro lugar
lá no fundo da classe
e tudo o que eu quero é te olhar, te olhar. te olhar
ouvir tua voz pelo menos uma vez
e lembrar dela
e tudo vai voltando ao seu lugar...
e vou me acostumando cada vez mais... a essa lentidão cada vez maior...
mas sei lá, eu não estava "dando em cima dele", Luque. Ainda se fosse o contrário, já que foi ele que iniciou a conversa... mas eu fiquei feliz, sabe? eu gosto dele. gosto de falar com ele. de pensar nele como um amigo, de alguma forma.
então hoje eu descobri que eu associo músicas a pessoas diferentes, ao contrário do que acontecia em 2004, quando todas as música me lembravam de você.
E hoje muito por acaso eu lembrei de uma que não cantava desde... agosto. Quando ela foi imprescindível... ... ...
sei lá, é bom estar apaixonada... ... mas eu não sei mais dizer se realmente estou...
mas deixa pra lá. Acantonamento! woohoo!
Tudo tão devagar... tão gradual, Clarice. Você tem razão...
Eu vou fazer o que devo.
amanhã vamos ao NR... grande oportunidade para agradáveis conversas, jogos, diversões
estou apreensiva mas muito positiva
vai dar tudo certo vai dar tudo certo tudo certo
Relaxa, Marina. Deixa a vida te levar...
Acho que sim, eu consigo entender esse grande espaço no meu coração habitado por você... Eu não sabia que podia ser assim... Mas está tão tarde... ...
Relaxa, Marina. Deixa ele te conduzir...
e cada vez mais eu estou em outro lugar
lá no fundo da classe
e tudo o que eu quero é te olhar, te olhar. te olhar
ouvir tua voz pelo menos uma vez
e lembrar dela
e tudo vai voltando ao seu lugar...
e vou me acostumando cada vez mais... a essa lentidão cada vez maior...
mas sei lá, eu não estava "dando em cima dele", Luque. Ainda se fosse o contrário, já que foi ele que iniciou a conversa... mas eu fiquei feliz, sabe? eu gosto dele. gosto de falar com ele. de pensar nele como um amigo, de alguma forma.
então hoje eu descobri que eu associo músicas a pessoas diferentes, ao contrário do que acontecia em 2004, quando todas as música me lembravam de você.
E hoje muito por acaso eu lembrei de uma que não cantava desde... agosto. Quando ela foi imprescindível... ... ...
sei lá, é bom estar apaixonada... ... mas eu não sei mais dizer se realmente estou...
mas deixa pra lá. Acantonamento! woohoo!
segunda-feira, 20 de março de 2006
Cara Nova
Ou seja, eu simplesmente cansei daquele modelo antigo e liso e blaaaah
Ainda não estou totalmente de bem com esse aqui (quer dizer, ele é tão... azul!), mas ouso dizer que é menos desesperador que o outro.
De uma forma ou de outra meus posts vão continuar, já que na verdade eu não vejo meu blog enquanto escrevo (na maioria das vezes).
E sei lá. Desde o último post aconteceram milhares de coisas e pensamentos, e eu realmente não sei o que fazer com eles...
Assuntos pendentes:
...
No final das contas eu não consigo mais conter minha loucura...
Ainda não estou totalmente de bem com esse aqui (quer dizer, ele é tão... azul!), mas ouso dizer que é menos desesperador que o outro.
De uma forma ou de outra meus posts vão continuar, já que na verdade eu não vejo meu blog enquanto escrevo (na maioria das vezes).
E sei lá. Desde o último post aconteceram milhares de coisas e pensamentos, e eu realmente não sei o que fazer com eles...
Assuntos pendentes:
- Fingimentos
- Poderes mágicos
- Segunda-feira, 20 de março de 2006 (é um assunto importante...)
- Bienal
- Sonho com o Tu
- O Castelo (outro sonho, muito legal) e sua relação com One Piece
É, acho que é isso.
Não, não vai doer.
...
No final das contas eu não consigo mais conter minha loucura...
quarta-feira, 15 de março de 2006
No doce olhar de um negro cão eu vejo
Algo mudou. O cheiro do vento e o gosto da água repetem silentes — que algo está profundamente diferente. O som dos passos no corredor, o ruído das conversas durante as aulas, reafirmam o que querem gritar os quietos suspiros dos rapazes adormecidos sobre as mesas. O tamborilar inquieto dos dedos na madeira concordam em cadência: que algo não é mais o mesmo, que a chuva parou pra pensar. A chuva lavou minha alma, vai me afogar...
ô cantos de mar outrora
revolto no seu ninar
luzes, volteios
ondas
a marejar
ô chuva de céu agora
sonoro a reronronar
ô canto de anseio
a nuvens
descarregar
a brisa que o mar volteia
laceia o meu sonho
e sonho
que estou à beira-mar
ai sonho lúcido e feio
diante de outro mais louco
a chuva lavou meu peito
e vai me afogar
É. Cada vez que olho nos olhos do meu doce cão negro e alegre penso que algo está num outro lugar. As coisas mudaram. O mundo inteiro sabe. Eu vou percebendo aos poucos, como se não tivesse acontecido nada...
Talvez tenha sido só um sonho... mas o calor do seu toque foi tão real... e o som da sua voz me puxando dos meus devaneios... e o seu olhar perdido... tudo...
I couldn't help thinking I was in love... But then again...
And then you looked at me, and everything vanished
Everything
As it always does
Não importa, quando você está comigo... não importa mesmo...
mesmo assim... as coisas estão mudando...
ô cantos de mar outrora
revolto no seu ninar
luzes, volteios
ondas
a marejar
ô chuva de céu agora
sonoro a reronronar
ô canto de anseio
a nuvens
descarregar
a brisa que o mar volteia
laceia o meu sonho
e sonho
que estou à beira-mar
ai sonho lúcido e feio
diante de outro mais louco
a chuva lavou meu peito
e vai me afogar
É. Cada vez que olho nos olhos do meu doce cão negro e alegre penso que algo está num outro lugar. As coisas mudaram. O mundo inteiro sabe. Eu vou percebendo aos poucos, como se não tivesse acontecido nada...
Talvez tenha sido só um sonho... mas o calor do seu toque foi tão real... e o som da sua voz me puxando dos meus devaneios... e o seu olhar perdido... tudo...
I couldn't help thinking I was in love... But then again...
And then you looked at me, and everything vanished
Everything
As it always does
Não importa, quando você está comigo... não importa mesmo...
mesmo assim... as coisas estão mudando...
segunda-feira, 13 de março de 2006
Depois dos sonhos que tive, sou obrigada a admitir que você estava certo: estou mesmo apaixonada. Mas não é apenas por ele, como você tinha previsto. É uma paixão por eles, sim, mas não só. Não é, como você queria, aquela paixão animal, devoradora, destruidora, aquela sêde ou fome sem nome que não se sacia com nada que não seja carne humana viva, quente e pulsante, com cheiro e gosto humano, com força, consistência humana. Não. É uma paixão que devora, sim, mas a fome é de cheiros e gostos e toques e olhares somente,
quarta-feira, 8 de março de 2006
...
Me vejo de repente vendo blogs estranhos
lendo vendo querendo
sorver as frases de estranhos
que conheço.
Meu olhar atravessa a sala em busca do teu,
como uma flecha cruza o campo de batalha para a próxima trincheira...
Se me olhas, porém, finjo -- que não viste nada, que não te conheço
Mal viras o olhar outra vez e procuro de novo teu rosto
-- entre curiosidade e...
interesse? --
Me vejo de repente finjindo conhecer estes estranhos...
Antes, eu ousava comentar suas viagens
reclamar de suas teorias
contradizê-los e até
fingir que não era estranha
e descobri um dia que nenhum deles sabia nada sobre mim.
My name never rang a bell. Or did it?
Me vejo de repente murmurando teu nome, sonhando contigo, num misto de lembrança e...
intenção? E inveja de mim, do tempo em que eu tinha menos medo de olhar assim
em teus olhos...
As coisas todas se confundem
eu murmuro um suspiro
incompreendida até por mim
meu olhar atento atravessa a sala à procura de ti
e te encontra
estirado na tua existência
sobre uma mesa
cansado... por que me pareces cansado?
Por um momento volto-me para o objeto do teu olhar vidrado e tento esquecer de ti
sabendo de novo que em breve o procurarei de novo... curiosa
rabisco um pensamento num caderno, dou para você ler, e você ri
eu rio, constrangida
um dia, eu achei que queria o dragão para mim... e agora?
agora o olho e o vejo e tenho... curiosidade...
Toda vez que te olho, por algum motivo, tenho esperança de que olhes para mim.
Entretanto, não peço mais nada mais do que um olhar...
E que eu não sinta inveja... de ninguém...
Mali... nas nuvens...
lendo vendo querendo
sorver as frases de estranhos
que conheço.
Meu olhar atravessa a sala em busca do teu,
como uma flecha cruza o campo de batalha para a próxima trincheira...
Se me olhas, porém, finjo -- que não viste nada, que não te conheço
Mal viras o olhar outra vez e procuro de novo teu rosto
-- entre curiosidade e...
interesse? --
Me vejo de repente finjindo conhecer estes estranhos...
Antes, eu ousava comentar suas viagens
reclamar de suas teorias
contradizê-los e até
fingir que não era estranha
e descobri um dia que nenhum deles sabia nada sobre mim.
My name never rang a bell. Or did it?
Me vejo de repente murmurando teu nome, sonhando contigo, num misto de lembrança e...
intenção? E inveja de mim, do tempo em que eu tinha menos medo de olhar assim
em teus olhos...
As coisas todas se confundem
eu murmuro um suspiro
incompreendida até por mim
meu olhar atento atravessa a sala à procura de ti
e te encontra
estirado na tua existência
sobre uma mesa
cansado... por que me pareces cansado?
Por um momento volto-me para o objeto do teu olhar vidrado e tento esquecer de ti
sabendo de novo que em breve o procurarei de novo... curiosa
rabisco um pensamento num caderno, dou para você ler, e você ri
eu rio, constrangida
um dia, eu achei que queria o dragão para mim... e agora?
agora o olho e o vejo e tenho... curiosidade...
Toda vez que te olho, por algum motivo, tenho esperança de que olhes para mim.
Entretanto, não peço mais nada mais do que um olhar...
E que eu não sinta inveja... de ninguém...
Mali... nas nuvens...
terça-feira, 7 de março de 2006
De novo "outra vez"
Eu tenho essa mania estranha de reler textos e cartas antigas... Me impressiono com como mensagens aparentemente ingênuas trazem de repente respostas enfurecidas, que hoje parecem sem sentido... mas o que mais me impressiona é descobrir que apesar de tudo... mudaram as estações... nada mudou... mas alguma coisa aconteceu, sim. Aquilo pelo que passamos torna tudo muito diferente.
Boa noite, meus camaradas.
Boa noite, meus camaradas.
segunda-feira, 6 de março de 2006
As vontades secretas das coisas
Eu ainda tentava ler o nome do remetente e o título quando o programa fechou inesperadamente. "Ora, então agora não queres que eu leia!", pensei, perguntando ao programa qual era o problema dele com meus e-mails.
A vida inteira imaginei que as coisas tinham intenções por trás de tudo o que faziam. Que as forças do "acaso" na verdade se esforçavam por me conduzir pelo bom caminho. Apenas, é claro, quando fosse conveniente. Claro que na maioria das vezes eu dava milhares de desculpas para não seguir os "conselhos" da natureza das coisas, mas sempre me perguntando se eu não estava cometendo um erro terrível. No final, como sempre, erra parecia mais divertido que acertar.
Hoje, por exemplo, a curiosidade me fará "errar" de novo... Talvez seja mesmo um erro.
Quando comecei e escrever este texto, mal deletei o título para reescrevê-lo uma rajada de vento jogou um balde de chuva sobre a minha mesa, me forçando a correr a fechar todas as janelas deste lado da casa... E logo voltei, teimosamente.
O mundo é um grande mistério... estarei fazendo o que é certo?
A vida inteira imaginei que as coisas tinham intenções por trás de tudo o que faziam. Que as forças do "acaso" na verdade se esforçavam por me conduzir pelo bom caminho. Apenas, é claro, quando fosse conveniente. Claro que na maioria das vezes eu dava milhares de desculpas para não seguir os "conselhos" da natureza das coisas, mas sempre me perguntando se eu não estava cometendo um erro terrível. No final, como sempre, erra parecia mais divertido que acertar.
Hoje, por exemplo, a curiosidade me fará "errar" de novo... Talvez seja mesmo um erro.
Quando comecei e escrever este texto, mal deletei o título para reescrevê-lo uma rajada de vento jogou um balde de chuva sobre a minha mesa, me forçando a correr a fechar todas as janelas deste lado da casa... E logo voltei, teimosamente.
O mundo é um grande mistério... estarei fazendo o que é certo?
quinta-feira, 2 de março de 2006
Uma postura um pouco diferente
Cansei.
Não quero mais jogar esse jogo... Não vou mais escolher um lado e guerrear com garras e dentes. Eu simplesmente cansei, e vou deitar na cama e finjir que é só isso, mesmo. E talvez, com um pouco de sorte, seja mesmo. Não vou mais lutar, é só isso. Não quero ficar num fogo cruzado e não vou ouvir reclamações de um lado e de outro. Enquanto eu estiver tranqüila, vou agir de acordo. Afinal, eu não quero ter tanto assim a ver com tudo isso. Quero apenas ser eu mesma por agora... Desculpa, gente, mas eu vou ficar na minha e deixar que vocês resolvam seus problemas sozinhos.
I won't go down with this ship.
Eu não quero lutar pelo que não acredito... Vou deixar tudo como está (nem desistir nem tentar, agora tanto faz) e ficar apenas olhando para ver onde vai dar. Não que eu não tenha interesse em tudo o que acontece, mas não tenho mais motivos para lutar. Desculpa, gente, não vai dar -- não posso ir além do que o meu corpo agüenta. Amigos, amigos, carnificina à parte. Apenas como exemplo, meu corpo não agüenta ficar tão perto do seu...
Eu olho ao redor e não entendo a razão de tanta aflição... Sei que quero a sua alma, quero sorvê-la, tragá-la; mas, meu querido, acho que vai ser sempre assim. Das profundezas do meu lugar-nenhum, vem o urro gutural do meu desejo, e eu não sei mais o que pensar. Desculpem-me, amigos, se os abandono por um instante: juro que não os amo menos. Apenas não posso mais segui-los a toda parte.
Não, não, eu vou desistir disso tudo, dessa chacina toda, dessa violência. Ajudar, ajudo, até dou sangue, e ponho a mão no fogo se for por amor. Mas não volto a empunhar meu machado de guerra, ah, isso não! Não vou correr atrás -- se quiser, você que venha. O jogo está cansando e eu quero descansar... Não, não: este ano estarei ocupada, há o vestibular, há os amigos distantes e tudo o mais. 2006 está sendo tão terrível quanto previsto e eu não tenho energia sobrando para me envolver em conflitos. Me deixem fora disso..
A Dedé sempre diz que só há revolução em tempos de crise... Bom, eu estou bem longe das crises e vou portanto evitar as revoluções...
Amo todos vocês.
Beijos doces.
Não quero mais jogar esse jogo... Não vou mais escolher um lado e guerrear com garras e dentes. Eu simplesmente cansei, e vou deitar na cama e finjir que é só isso, mesmo. E talvez, com um pouco de sorte, seja mesmo. Não vou mais lutar, é só isso. Não quero ficar num fogo cruzado e não vou ouvir reclamações de um lado e de outro. Enquanto eu estiver tranqüila, vou agir de acordo. Afinal, eu não quero ter tanto assim a ver com tudo isso. Quero apenas ser eu mesma por agora... Desculpa, gente, mas eu vou ficar na minha e deixar que vocês resolvam seus problemas sozinhos.
I won't go down with this ship.
Eu não quero lutar pelo que não acredito... Vou deixar tudo como está (nem desistir nem tentar, agora tanto faz) e ficar apenas olhando para ver onde vai dar. Não que eu não tenha interesse em tudo o que acontece, mas não tenho mais motivos para lutar. Desculpa, gente, não vai dar -- não posso ir além do que o meu corpo agüenta. Amigos, amigos, carnificina à parte. Apenas como exemplo, meu corpo não agüenta ficar tão perto do seu...
Eu olho ao redor e não entendo a razão de tanta aflição... Sei que quero a sua alma, quero sorvê-la, tragá-la; mas, meu querido, acho que vai ser sempre assim. Das profundezas do meu lugar-nenhum, vem o urro gutural do meu desejo, e eu não sei mais o que pensar. Desculpem-me, amigos, se os abandono por um instante: juro que não os amo menos. Apenas não posso mais segui-los a toda parte.
Não, não, eu vou desistir disso tudo, dessa chacina toda, dessa violência. Ajudar, ajudo, até dou sangue, e ponho a mão no fogo se for por amor. Mas não volto a empunhar meu machado de guerra, ah, isso não! Não vou correr atrás -- se quiser, você que venha. O jogo está cansando e eu quero descansar... Não, não: este ano estarei ocupada, há o vestibular, há os amigos distantes e tudo o mais. 2006 está sendo tão terrível quanto previsto e eu não tenho energia sobrando para me envolver em conflitos. Me deixem fora disso..
A Dedé sempre diz que só há revolução em tempos de crise... Bom, eu estou bem longe das crises e vou portanto evitar as revoluções...
Amo todos vocês.
Beijos doces.
quarta-feira, 1 de março de 2006
Exagerado
Até nas coisas mais banais
pra mim é tudo ou nada
Eu te espero, meu amor.
Te espero sempre.
Agora no anseio inoportuno do teu abraço forte corpo doce quente eu penso:
Amor fiel, desenfredo
por trás de mil rosas roubadas
pra desculpar minhas mentiras
minhas mancadas
Diante daquela visão perdida eu perdida
eu fujo e você sempre como eu nunca corre atrás
e entretanto sempre
nos perdemos.
Diante de tanto desespero, eu te vejo e tudo some num lampejo.
Eu choro e te quero e te fujo para outro lugar.
Amor da minha vida
daqui até a eternidade
Mesmo que a eterninade esteja sempre em risco de acabar amanhã.
Jogado aos teus pés eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Enfim, estamos de volta, com muito menos dor agora.
pra mim é tudo ou nada
Eu te espero, meu amor.
Te espero sempre.
Agora no anseio inoportuno do teu abraço forte corpo doce quente eu penso:
Amor fiel, desenfredo
por trás de mil rosas roubadas
pra desculpar minhas mentiras
minhas mancadas
Diante daquela visão perdida eu perdida
eu fujo e você sempre como eu nunca corre atrás
e entretanto sempre
nos perdemos.
Diante de tanto desespero, eu te vejo e tudo some num lampejo.
Eu choro e te quero e te fujo para outro lugar.
Amor da minha vida
daqui até a eternidade
Mesmo que a eterninade esteja sempre em risco de acabar amanhã.
Jogado aos teus pés eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Enfim, estamos de volta, com muito menos dor agora.
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