E talvez isso me incomode um pouco. Eu não sei dizer. O que incomoda mais, definitivamente, é esse olhar sensível, é esse olhar ferido, de quem... de quem o quê? Ninguém quer sofrer. O que incomoda é o jeito como outro gato me olhou, um gato muito mais escuro apesar da luz no seu olhar, quando ele partiu e eu tão sozinha me aninhei no seu abraço, como eu sempre faço, e me senti muito menos só. Não é que eu queira ser cruel, mas não encontro mais espaço para falar abertamente a ele, gato. Não consigo. Quando falo sem arreios ele me olha e parece que facas cegas se lançam do seu olhar. Acho que não quero nunca mais falar com ele assim, sabe? mas eu não saberia dizer. Amar é uma coisa confusa. E acho que eu não preciso dele. De nenhum deles. E acho que isso pode ser bom, pode ser ruim, mas eu queria que ele não me olhasse como se eu fosse cruel assim. Eu não quero caçar mais. Eu não quero que ninguém me ouça. No fundo, eu quero descobrir como chegar ao mundo pelo outro lado. Porque o Guigo disse para eu ir para o mundo, não para eu seguir os filhotes novos. Existe muito para ir além.
Mas para onde fica o além, gato? Você me diz, mesmo que você não saiba me dizer. Uns vão seguindo seus caminhos, outros esperam, chamam, têm raiva quando não aparecemos. Mas não é nossa culpa, na verdade. Nós amamos muito além do que os seus olhos escuros podem ver. É preciso tirar os antolhos, menina. Ou o animal pode cair da ponte; você não poderia querer isso. Nós sofremos muito no começo. Sentimos muita falta e muita saudade, mas depois passou. Ficou só aquela saudadezinha escondida atrás de uma quina do peito, escondida com o corpo de fora como uma rena de nariz azul. E hoje quando você chega e conta as novidades e as histórias engraçadas nós todos queremos rir, nós todos queremos brincar, queremos viver você para que você exista conosco inteiro, queremos te conhecer inteiro, aqui e lá. Mas os outros, por quê? ficam calados, ficam silentes, uma dor brumosa com cheiro de orvalho, eu não consigo entender de onde vem esse cheiro de orvalho, esse olhar perdido, essa vontade de chorar. Então eu não choro, mas pra quê? Eles continuam com a gente, mas os corações, gato, quê fazer? Eu quero conhecer um novo mundo. Se eu levá-los para esse novo mundo, quem sabe os olhos vão sorrir como antigamente...? Amar, talvez, devia ser mais fácil. Mas assim no futuro do pretérito tudo vale. Subjuntivo para suposições, Má, ela disse. Mas eu quero indicar o caminho, Thá. E os seus quereres e os seus amores são como peixes nadando contra a correnteza. Aliás não simples peixes: salmões.
Talvez realmente o jeito que o nome daquele Gato se pareceu tanto com o dele e o jeito como eu escrevi isso tenha sido impensado, talvez tenha sido errado, mas não foi o que eu quis dizer, não foi o que eu quis causar. Mas ontem em algum momento eu lembrei, quando dançamos a quadrilha, quando trocamos risadas, quando vi aquele bichinho fofinho transformado em Chopper, quando você me abraçou, quando ele riu, quando outro disse que estava muito feliz, quando eu me irritei, quando contamos o dinheiro, quando eu comi espetos de morango, e em outros momentos também, eu me lembrei:
O mundo pode ser muito gatos.
Talvez mais até, do que você, do que ele, gato. Acho que por isso que eu te amo. Eu adoro te ver crescer, perto e longe de mim. Eu adoro vê-los crescer, na verdade. E talvez o amor, sei lá, faça parte, de algum jeito, da amizade. Quem sabe eu entendo isso quando crescer, heh...
E sei lá, O Charles disse que agora é o rei da Inglaterra, não sei não. Já acabou a monarquia faz tempo... Quando eu era criança achava que os reis só existiam no passado ou nos contos de fada. A Gabi ainda não me disse, e ela não posta mais, e ela não brinca mais, mas também, estão todos na faculdade agora. O João Pedro todo carente reclama que eu sequer o vi. It takes all sorts, quê fazer? O Squick reclama que não entende nada, quê fazer? A Milla me liga sempre dizendo "vem pra cá agora". Eu apenas suspiro, dormitando num banco da praça. O mundo é mesmo gatos, quando se fecha os olhos e um colega de classe grita, no meu sonho, que ele estava muito afim de mim. Eu apenas suspiro, e lá em cima o verde das copas suavisa a imensidão do azul. Preciso acordar pra entender que foi apenas um sonho. Na vida real, eu ficaria ainda mais sem jeito, e talvez finalmente viesse a vontade de dar-lhe um beijo. Você tem ouvido muita Rita Lee, eu tinha vontade de dizer no seu ouvido. Mas éramos tão crianças, quê fazer agora que estamos tão distantes? Eu apenas suspiro; até a lembrança está se tornando distante agora. Eu quero conhecer um novo mundo, além do que já conheci. São legais mesmo, estes livros com vários mundos e vários gatos. Eu apenas suspiro -- e posso quase sentir o calor da sua respiração no meu pescoço... Às vezes eu acho que você vai realmente me dar um beijo. E aí viro a cara, mas acho que no fundo eu é que comecei. Eu apenas suspiro, viro de lado e tento dormir, e não sonhar com ele, foi apenas um sonho...
Sabe, gato, você realmente tem algo de urso.
Um urso forte, grande, meio solitário, meio familiar, meio brincalhão, meio letal.
Uma patada sua para matar um peixe. Mas eu aposto que consigo me esquivar, pular na sua cara, rindo, e quem sabe te derrotar como no sonho. Quem sabe. Mas eu prefiro que continuemos assim, lado a lado. Te espero no próximo feriado, gato. Urso, te espero no último feriado.
palavra por palavra, procuro chegar, devagar, ao lugar de La Loba.
"O silêncio", disse o griot,"só é escuro no começo..."
segunda-feira, 12 de junho de 2006
quinta-feira, 1 de junho de 2006
quarta-feira, 31 de maio de 2006
Demasiadas Palavras
...
...
eu não quero ir para a escola amanhã...
...
eu simplesmente não quero...
eu não quero mais isso tudo...
por que tudo não pára um segundo, pra eu poder pensar...
...
eu não quero pensar em nada...
eu não quero te ver...
eu não quero lembrar de tudo o que eu senti...
eu quero que isso tudo desapareça...
...
eu quero virar um animal...
se eu fosse um animal como os outros todos, eu poderia ficar pra sempre com você...
...
por que eu não posso ser infantil de vez em quando?
eu não quero sequer pensar no que está acontecendo lá fora...
não consigo imaginar que algo aí realmente me importe...
você devia saber... que você nunca se despiu de tudo como eu me despi... que você nunca se abriu de todo nem eu me abri... e no fundo eu só... não queria ficar só... ... ... ... Não queria sentir frio... Eu queria sentir algo que me desse vontade de fazer alguma coisa... ... e a falta desse sentimento me faz me sentir tão idiota... Eu queria querer devorar você. Mas não deu certo.
...
eu não quero ir para a escola amanhã...
...
eu simplesmente não quero...
eu não quero mais isso tudo...
por que tudo não pára um segundo, pra eu poder pensar...
...
eu não quero pensar em nada...
eu não quero te ver...
eu não quero lembrar de tudo o que eu senti...
eu quero que isso tudo desapareça...
...
eu quero virar um animal...
se eu fosse um animal como os outros todos, eu poderia ficar pra sempre com você...
...
por que eu não posso ser infantil de vez em quando?
eu não quero sequer pensar no que está acontecendo lá fora...
não consigo imaginar que algo aí realmente me importe...
você devia saber... que você nunca se despiu de tudo como eu me despi... que você nunca se abriu de todo nem eu me abri... e no fundo eu só... não queria ficar só... ... ... ... Não queria sentir frio... Eu queria sentir algo que me desse vontade de fazer alguma coisa... ... e a falta desse sentimento me faz me sentir tão idiota... Eu queria querer devorar você. Mas não deu certo.
terça-feira, 30 de maio de 2006
Deixe-me ir, preciso andar
Agora não pergunto mais aonde vai a estrada
Sigo sem procurar nada, sigo pela terra do meu peito
Pelo sertão que corre dentro em mim
Meu desespero é franco e passageiro
Minha fraqueza é pura comoção
Mais fácil é entender que o coração
Não ama por inteiro
Sigo sem apressar a resposta
Esperando apenas a compreensão muito lenta de todas as coisas
E nisso se perde tudo o que há de falso em mim
Não quero mais os seus olhos verdes-vermelhos
Não quero mais mentir para que acredites em mim
E para não te ferir vou golpear-te furiosamente
E se eu for capaz de resistir serei talvez
Talvez agraciada com coragem
Nào consigo mais fazer posts longos
Não consigo mais entender
Acho que agora eu estou buscando a verdade
Acho que agora eu estou buscando a mim mesma
Muito lentamente agora
Muito lentamente eu vou reaprender a viver
E quem sabe assim, muito lentamente
Eu reaprendo a amar
Devagarzinho...
O sentido da vida? Sigo descobrindo-o...
Mas da próxima vez quero poder contar-lho de verdade....
"E se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar"
Sigo sem procurar nada, sigo pela terra do meu peito
Pelo sertão que corre dentro em mim
Meu desespero é franco e passageiro
Minha fraqueza é pura comoção
Mais fácil é entender que o coração
Não ama por inteiro
Sigo sem apressar a resposta
Esperando apenas a compreensão muito lenta de todas as coisas
E nisso se perde tudo o que há de falso em mim
Não quero mais os seus olhos verdes-vermelhos
Não quero mais mentir para que acredites em mim
E para não te ferir vou golpear-te furiosamente
E se eu for capaz de resistir serei talvez
Talvez agraciada com coragem
Nào consigo mais fazer posts longos
Não consigo mais entender
Acho que agora eu estou buscando a verdade
Acho que agora eu estou buscando a mim mesma
Muito lentamente agora
Muito lentamente eu vou reaprender a viver
E quem sabe assim, muito lentamente
Eu reaprendo a amar
Devagarzinho...
O sentido da vida? Sigo descobrindo-o...
Mas da próxima vez quero poder contar-lho de verdade....
"E se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar"
quinta-feira, 25 de maio de 2006
segunda-feira, 22 de maio de 2006
Principalmente sábado.
A bem da verdade eu estou feliz que tudo isso tenha acontecido. Eu entendi que é possível ser feliz. Obrigado.
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Para viver como no sonho
Talvez faltasse um pouco mais de esperança, um pouco mais de delícia nesse viver incansável. Talvez faltasse sentir a dor com um pouco mais de intensidade, e deixar de sofrer pelo passado na mesma medida. Talvez faltasse o desespero de todos os amores sinceros. Talvez, porém, faltasse apenas coragem...
Meu coração engole baques secos e se cála. Será que algum dia eu vou viver como nos sonhos?
Estranhamente hoje olhei para ti como se fosses meu melhor amigo... e sequer me vistes. Será que algum dia eu vou viver assim?
"O que será, será."
E boa caçada a todos!
Meu coração engole baques secos e se cála. Será que algum dia eu vou viver como nos sonhos?
Estranhamente hoje olhei para ti como se fosses meu melhor amigo... e sequer me vistes. Será que algum dia eu vou viver assim?
"O que será, será."
E boa caçada a todos!
O que passa pela minha cabeça...
eu quero... eu quero ir, entende? Parece estranho, mas eu realmente quero. E não sei bem por que eu quero também, mas eu quero! Eu quero mesmo. Não entendo isso. E não consigo aceitar que meus amigos vão e eu não. Isso seria tão estranho, por que eu quero ir, e eles vão. E se acontecesse alguma coisa e eles estivessem lá eu nem me sentiria melhor por ter escapado, sei lá, por que eles estariam lá. E se não acontecesse, eu nem me sentiria tão mal, mas seria chato. Enfim. Eu quero ir. De verdade.
sábado, 13 de maio de 2006
Pensamentos privados de uma pessoa pública (ou vice-versa)
Vocês sabem que não é tão fácil me fazer pular de susto a qualquer hora. Várias vezes eu já disse que tenho uma resistência especial a sustos porque meu irmão vive me dando sustos muito bem dados. Mas hoje de manhã, eu ia andando traqüilamente até o meu quarto quando uma porta se abriu na minha frente. O barulho da porta me fez pular e ficar imóvel, como uma presa que percebe a presença do predador (mas que raio de aliteração involuntária...). Meu pai pessou por mim saindo pela porta, e eu apenas disse, com os olhos arregalados... "Que susto..."
É engraçado isso, mas eu realmente sou assustadiça quando estou em casa. Nunca tinha reparado, mas dentro de casa qualquer coisinha me assusta, enquanto em outros lugares é preciso um susto muito bem dado para me fazer pára-parar o que estou fazendo. Talvez isso seja porque em casa eu me deixo ser eu sem os filtros da moral e dos bons costumes, sem os contínuos esforços de ser uma menina tranqüila, extrovertida e sexy. Mas acho que não é só isso. Acho aliás que isso não é o mais importante. Até porque, no fundo, eu sou péssima em ser educada e bonitinha, de forma que fora de casa eu acabo sendo tão desleixada quanto dentro.
Talvez seja mesmo um problema de me sentir vigiada o tempo todo. Em casa eu importo, em casa todos vão querer saber de mim e, quando passarem por mim, vão me ver, vão perceber quão esquisita eu sou quando estou sozinha. Em casa talvez eu tenha menos privacidade do que fora (já que é um fato que até meu quarto é um lugar público). Aqui eu sinto que posso ser repreendida o tempo todo, a qualquer momento alguém pode achar que estou à-toa (e que crime terrível é estar "à-toa"!) e me escalar para algum trabalho (que no fundo nem é tão chato assim...) exatamente quando tudo o que eu quero fazer é descansar, pensar, relaxar um pouco. Então o tempo todo eu estou me esforçando para parecer que estou fazendo alguma coisa (nem que seja ler ou desenhar - embora na verdade a leitura também seja interpretada como falta do que fazer na maioria das vezes) para que ninguém pense que eu sou uma vagal desocupada que só dorme e "viaja".
Por isso toda vez que alguém entra na meu quarto eu me mexo, para parecer que eu não estava parada olhando pela janela pensando na vida. Acho que é proibido pensar na vida. Acho que é proibido querer estar sozinha. Talvez seja esse o real motivo de eu não poder trancar a porta do quarto, e não todos os riscos que eu estaria correndo. Não. Mas concerteza é esse o motivo de eu gostar de subir no telhado: é o único lugar da casa em que ninguém vai me ver, nem sequer saber que eu estou lá. Lá eu posso pensar na vida. Lá eu posso até fingir que eu não existo se eu quiser. Eu posso até andar em círculos se eu quiser. E ninguém vai me repreender.
É engraçado isso, mas eu realmente sou assustadiça quando estou em casa. Nunca tinha reparado, mas dentro de casa qualquer coisinha me assusta, enquanto em outros lugares é preciso um susto muito bem dado para me fazer pára-parar o que estou fazendo. Talvez isso seja porque em casa eu me deixo ser eu sem os filtros da moral e dos bons costumes, sem os contínuos esforços de ser uma menina tranqüila, extrovertida e sexy. Mas acho que não é só isso. Acho aliás que isso não é o mais importante. Até porque, no fundo, eu sou péssima em ser educada e bonitinha, de forma que fora de casa eu acabo sendo tão desleixada quanto dentro.
Talvez seja mesmo um problema de me sentir vigiada o tempo todo. Em casa eu importo, em casa todos vão querer saber de mim e, quando passarem por mim, vão me ver, vão perceber quão esquisita eu sou quando estou sozinha. Em casa talvez eu tenha menos privacidade do que fora (já que é um fato que até meu quarto é um lugar público). Aqui eu sinto que posso ser repreendida o tempo todo, a qualquer momento alguém pode achar que estou à-toa (e que crime terrível é estar "à-toa"!) e me escalar para algum trabalho (que no fundo nem é tão chato assim...) exatamente quando tudo o que eu quero fazer é descansar, pensar, relaxar um pouco. Então o tempo todo eu estou me esforçando para parecer que estou fazendo alguma coisa (nem que seja ler ou desenhar - embora na verdade a leitura também seja interpretada como falta do que fazer na maioria das vezes) para que ninguém pense que eu sou uma vagal desocupada que só dorme e "viaja".
Por isso toda vez que alguém entra na meu quarto eu me mexo, para parecer que eu não estava parada olhando pela janela pensando na vida. Acho que é proibido pensar na vida. Acho que é proibido querer estar sozinha. Talvez seja esse o real motivo de eu não poder trancar a porta do quarto, e não todos os riscos que eu estaria correndo. Não. Mas concerteza é esse o motivo de eu gostar de subir no telhado: é o único lugar da casa em que ninguém vai me ver, nem sequer saber que eu estou lá. Lá eu posso pensar na vida. Lá eu posso até fingir que eu não existo se eu quiser. Eu posso até andar em círculos se eu quiser. E ninguém vai me repreender.
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Eu não entendo.
Eu também não entendo, sabe? E você está do meu lado através da parede, e eu posso ouvir você digitando, mas não consigo ir até aí te dar um abraço, dizer que vai ficar tudo bem, dizer que eu te amo (mas eu te amo).
Qual é o problema, me diz? O que há com este mundo? Cada vez mais eu vejo as gentes que eu amo sofrendo por amar demais, por não encontrar alguém que possa amar tanto assim. Eu vejo o sorriso no seu rosto, o sorriso de quem tem vontade de ir além de um beijo numa festa, de um abraço entre amigos, e de todos aqueles gestos que nos fazem sorrir e sonhar com um mundo ainda mais vivo, um mundo além dessa trivialidade, um mundo onde haja — quem sabe? — amor. Eu não entendo por que essas pessoas não podem simplismente dar-se por inteiro, ou, se não, guardar-se - por que têm que ficar nesse meio termo cheio de mêdo, que a qualquer "eu te gosto" desaba e desaparece, que não pode suportar nem por um instante que o querer do outro seja mais forte que o seu.
Lembrei agora da resposta que eu e outros demos a uma pergunta de um Jogo da Verdade, há algum tempo, já. Eu disse que não ficaria com alguém, porque não achava que eu poderia suportar a crueldade de se aproximar tanto de alguém para então largar, sem ter sequer convivido. Alguns meses e muitos eventos fizeram com que eu esquecesse o real significado do que dissera, mas acabei lembrando. E mesmo achando que é sempre possível não destruir a vida de uma pessoa com um beijo e um olhar (etc.), acho que ainda acredito naquilo. Por que as pessoas não se deixam gostar? E, não se deixando gostar, por que então finjem que se deixarão amar?
Desculpa... acho que eu estou apenas um pouco brava ou um pouco triste porque eu sempre quero muito te ver feliz, e de novo e de novo e de novo você chega com essa cara abatida, com esse olhar desiludido, e eu tenho raiva do mundo porque... bom, acho que é porque eu quero te proteger. Você sabe que eu estou aqui pra qualquer coisa, não sabe? Fique bem... Te amo.
Qual é o problema, me diz? O que há com este mundo? Cada vez mais eu vejo as gentes que eu amo sofrendo por amar demais, por não encontrar alguém que possa amar tanto assim. Eu vejo o sorriso no seu rosto, o sorriso de quem tem vontade de ir além de um beijo numa festa, de um abraço entre amigos, e de todos aqueles gestos que nos fazem sorrir e sonhar com um mundo ainda mais vivo, um mundo além dessa trivialidade, um mundo onde haja — quem sabe? — amor. Eu não entendo por que essas pessoas não podem simplismente dar-se por inteiro, ou, se não, guardar-se - por que têm que ficar nesse meio termo cheio de mêdo, que a qualquer "eu te gosto" desaba e desaparece, que não pode suportar nem por um instante que o querer do outro seja mais forte que o seu.
Lembrei agora da resposta que eu e outros demos a uma pergunta de um Jogo da Verdade, há algum tempo, já. Eu disse que não ficaria com alguém, porque não achava que eu poderia suportar a crueldade de se aproximar tanto de alguém para então largar, sem ter sequer convivido. Alguns meses e muitos eventos fizeram com que eu esquecesse o real significado do que dissera, mas acabei lembrando. E mesmo achando que é sempre possível não destruir a vida de uma pessoa com um beijo e um olhar (etc.), acho que ainda acredito naquilo. Por que as pessoas não se deixam gostar? E, não se deixando gostar, por que então finjem que se deixarão amar?
Desculpa... acho que eu estou apenas um pouco brava ou um pouco triste porque eu sempre quero muito te ver feliz, e de novo e de novo e de novo você chega com essa cara abatida, com esse olhar desiludido, e eu tenho raiva do mundo porque... bom, acho que é porque eu quero te proteger. Você sabe que eu estou aqui pra qualquer coisa, não sabe? Fique bem... Te amo.
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Apenas um comentário rápido
Mas meu deuz, que silêncio! Eu quase não percebi que o computador ligou...
Isto há de fazer melhor para a minha vida ^^
Isto há de fazer melhor para a minha vida ^^
Acho que eu nunca conseguiria entender os garotos. Talvez mesmo os homens adultos, nos quais o que existe de mais infantil nos meninos se mistura com o jogo sexual e a malícia aprendidas na adolescência e com a estranha teia-biblioteca interativa de experiências que compõe o que chamamos de "maturidade" para formar um conjunto temporal ligeiramente complexo, sejam bastante difíceis de decifrar, mas a contradição inerente ao rapaz de dezessete anos o torna completamente intangível. É difícil compreender um ser que hora nos oferece colo, abrigo e sabedoria, ora rasteja carente, encosta a cabeça em nosso ombro como uma criança...
(texto incompleto)
(texto incompleto)
domingo, 7 de maio de 2006
Sonhos
Eu tive sonhos bons esta noite... Sonhos diferentes, em que não havia mêdo ou dúvida, em que não havia olhares silenciosos perdidos na noite das almas. Sonhei com um novo mundo, um mundo de homens e fêmeas heróicas que completariam o elenco lacunoso das princesas, sereias, serpentes, mulheres guerreiras. E no meu sonho lutávamos como jovens estudantes, eufóricos pela beleza das árvores roxas e dos olhos brilhantes de nossos companheiros, pelo sabor vitorioso das criminosas balinhas de morango roubadas dos quartéis e escritórios dos inimigos. Superadas as barreiras dos segredos, neste sonho éramos unidos e abertos, e sem preconceitos nos ajudávamos a alcançar nossos horizontes, a conseguir os objetos de nossos quereres impossíveis, com alegria e risadas debochantes mas com confiança nos nossos poderes.
Hoje eu tive sonhos bons. Sonhos de importância sutil, de significado a princípio óbvio, mas à segunda análise apenas estranho. Sonhei que éramos melhores que os maus, sonhei que eu poderia me casar com o rei. E ao acordar do sonho me senti verdadeiramente humana, verdadeiramente vitoriosa, como se afinal houvesse acordado de um longo sono.
Hoje eu tive sonhos bons. Sonhos de importância sutil, de significado a princípio óbvio, mas à segunda análise apenas estranho. Sonhei que éramos melhores que os maus, sonhei que eu poderia me casar com o rei. E ao acordar do sonho me senti verdadeiramente humana, verdadeiramente vitoriosa, como se afinal houvesse acordado de um longo sono.
quinta-feira, 4 de maio de 2006
If only...
Há tanta coisa que eu queria te contar...
Se ao menos você pudesse me ouvir
Se ao menos você pudesse entender
Há tanta coisa que eu queria te contar...
Eu poderia responder às suas perguntas, eu poderia te fazer entender
Se ao menos não fosse assim tão escuro
Se não fosse tão impuro
Se ao menos...
Há tanta coisa que você precisa saber...
Mas enquanto escrevo eu postergo o dia em que irá saber
Tudo isso é muito demais pra você
Tudo o que eu sou
O que eu fui
E o que eu preciso ser
Tudo o que o meu olhar quer dizer pode ser demais pra você
Pode ser demais pra mim também
Mas eu não posso deixar que o tempo acabe tão cedo
Eu preciso dizer tudo isso
Eu preciso que você entenda
A tanta coisa que eu preciso te dizer
Se ao menos eu conseguisse tomar as rédeas da minha vida
Se eu pudesse deixar meu coração bater sem medo
Mas os dias vêm e vão e eu continuo aqui perdida
E eu empurro com a barriga o dia em que vou pôr
Todas as cartas na mesa
Se ao menos você não tivesse tanto medo
Se ao menos eu não tivesse tantos mêdos
Se não fosse tudo tão impreciso
Quem sabe?
Podíamos ser honestos.
You won't believe me if I tell you
But still I'll tell you;
I'll tell you anyway
For days have come and gone and now we're back togheter
As if it hadn't happened
As if life started today
But that ain't true
and we know it
And both of us have shared our secrets, and both have trusted
So I won't break no rule:
I'll tell you what my secrets mean to say.
[28/8/2005]
Se ao menos você pudesse me ouvir
Se ao menos você pudesse entender
Há tanta coisa que eu queria te contar...
Eu poderia responder às suas perguntas, eu poderia te fazer entender
Se ao menos não fosse assim tão escuro
Se não fosse tão impuro
Se ao menos...
Há tanta coisa que você precisa saber...
Mas enquanto escrevo eu postergo o dia em que irá saber
Tudo isso é muito demais pra você
Tudo o que eu sou
O que eu fui
E o que eu preciso ser
Tudo o que o meu olhar quer dizer pode ser demais pra você
Pode ser demais pra mim também
Mas eu não posso deixar que o tempo acabe tão cedo
Eu preciso dizer tudo isso
Eu preciso que você entenda
A tanta coisa que eu preciso te dizer
Se ao menos eu conseguisse tomar as rédeas da minha vida
Se eu pudesse deixar meu coração bater sem medo
Mas os dias vêm e vão e eu continuo aqui perdida
E eu empurro com a barriga o dia em que vou pôr
Todas as cartas na mesa
Se ao menos você não tivesse tanto medo
Se ao menos eu não tivesse tantos mêdos
Se não fosse tudo tão impreciso
Quem sabe?
Podíamos ser honestos.
You won't believe me if I tell you
But still I'll tell you;
I'll tell you anyway
For days have come and gone and now we're back togheter
As if it hadn't happened
As if life started today
But that ain't true
and we know it
And both of us have shared our secrets, and both have trusted
So I won't break no rule:
I'll tell you what my secrets mean to say.
[28/8/2005]
segunda-feira, 1 de maio de 2006
O Impulso Inicial - III
eu devia ter postado isso há bastante tempo... agora tudo soa um pouco... estranho...
Olho pra você, com calma, sem intenção. Observo você. Não tenho nenhum motivo para olhar para você, mas também não tenho nenhum motivo para não olhar, então olho. Você me olha. Desvio o olhar — e o ritmo do meu coração muda ligeiramente. Você me olha, eu desvio o olhar e o ritmo do meu coração muda repentinamente. E eu capitã que afundo com o navio, eu que afundo mesmo fora do navio, lembro e arranco do corpo essa mágoa, eu broto de vento que morre e não chora. Ele me abraçou tão doce e quente, a raiva a dor e todas as outras coisas. Falei tudo o que pensava, gani em protesto contra as lágrimas que me rompiam a seriedade da face. Chorei. Chorei e gritei na minha própria alma, o mesmo urro de todas as vezes em que tive ódio de mim, e com isso o ódio frustrado, de raiva dos outros; um uivo profundo, sincero e selvagem. E mesmo no seu abraço, mesmo no seu castelo, meu rugido destruiu todos os desprazeres e prazeres do passado, meu rugido destruiu tanto o medo quanto a dúvida, meu rugido quebrou teu olhar em pedaços, desfez as paredes, a àgua e todas as coisas, todas mas não a dívida. Depois foi o silêncio. Você me olhou em silêncio. Sustentei o olhar por um instante, e você sorriu, simplesmente. Depois partiu. Eu olhei para as mãos, para o ar, para o chão. Água, pensei. Quem dera, apenas isto, água. Água, dívida e silêncio.
Olho pra você, com calma, sem intenção. Observo você. Não tenho nenhum motivo para olhar para você, mas também não tenho nenhum motivo para não olhar, então olho. Você me olha. Desvio o olhar — e o ritmo do meu coração muda ligeiramente. Você me olha, eu desvio o olhar e o ritmo do meu coração muda repentinamente. E eu capitã que afundo com o navio, eu que afundo mesmo fora do navio, lembro e arranco do corpo essa mágoa, eu broto de vento que morre e não chora. Ele me abraçou tão doce e quente, a raiva a dor e todas as outras coisas. Falei tudo o que pensava, gani em protesto contra as lágrimas que me rompiam a seriedade da face. Chorei. Chorei e gritei na minha própria alma, o mesmo urro de todas as vezes em que tive ódio de mim, e com isso o ódio frustrado, de raiva dos outros; um uivo profundo, sincero e selvagem. E mesmo no seu abraço, mesmo no seu castelo, meu rugido destruiu todos os desprazeres e prazeres do passado, meu rugido destruiu tanto o medo quanto a dúvida, meu rugido quebrou teu olhar em pedaços, desfez as paredes, a àgua e todas as coisas, todas mas não a dívida. Depois foi o silêncio. Você me olhou em silêncio. Sustentei o olhar por um instante, e você sorriu, simplesmente. Depois partiu. Eu olhei para as mãos, para o ar, para o chão. Água, pensei. Quem dera, apenas isto, água. Água, dívida e silêncio.
O Impulso Inicial - (parênteses)
Entre teses.
Ele me olhava de fora do barco que afundava. Ele me chamava. Ele perenemente me chamava e eu olhava e pensava e tudo o que não conseguia era sentir a força do olhar dele olhando de fora do barco, chamando, me chamando. Eu o olhava nadando nas ondas que o meu tempo criara, meu tempo de mar Temperamental, e eu fiz movimentos vazios na tentativa de agarrá-lo daquele mar furioso. Em verdade pulei no mar para salvá-lo, ou para que ele me salvasse antes que o barco afundando me afogasse, antes que nossos sonhos fossem consumidos pelo tempo que nos olhava cada vez mais longe. Infelizmente, o vento subjetivo das idéias, que carrega os acontecimentos em suas correntes como folhas despredidas de uma árvore, jogou-o entre os passarinhos e a mim entre os bichos-folhas, e em nossos universos diferentes nossas mãos tocaram-se com delicadeza. As palavras de um feriam os ouvidos do outro, e calamo-nos, a olhar as águas. Lentamente o silêncio tornou-se nossa única forma de expressão.
Ele me olhava de fora do barco que afundava. Ele me chamava. Ele perenemente me chamava e eu olhava e pensava e tudo o que não conseguia era sentir a força do olhar dele olhando de fora do barco, chamando, me chamando. Eu o olhava nadando nas ondas que o meu tempo criara, meu tempo de mar Temperamental, e eu fiz movimentos vazios na tentativa de agarrá-lo daquele mar furioso. Em verdade pulei no mar para salvá-lo, ou para que ele me salvasse antes que o barco afundando me afogasse, antes que nossos sonhos fossem consumidos pelo tempo que nos olhava cada vez mais longe. Infelizmente, o vento subjetivo das idéias, que carrega os acontecimentos em suas correntes como folhas despredidas de uma árvore, jogou-o entre os passarinhos e a mim entre os bichos-folhas, e em nossos universos diferentes nossas mãos tocaram-se com delicadeza. As palavras de um feriam os ouvidos do outro, e calamo-nos, a olhar as águas. Lentamente o silêncio tornou-se nossa única forma de expressão.
quarta-feira, 26 de abril de 2006
O Impulso Inicial - II
Passaram-se alguns dias. Os dias, em si, foram tranqüilos, mas o acúmulo do tempo em minhas costas foi levando-me para cada vez mais longe de ti. A maré do meu tempo jogava-me de um lado para o outro -- e eu temendo a morte agarrava-me aos braços dele para poder resistir à sua fúria oceânica. Toda a vez que pensei em ti, toda a vez que lembrei do teu sorriso, senti o desejo de liberdade das lágrimas forçando-me a rosnar de raiva da minha própria dificuldade de sorrir. Mas então desapareceste, e me vi sozinha em meu navio. Desculpe-me, eu peço. Mas ninguém responde. O barco vazio e no calor do barco vazio a sensação dos seus olhos me encarando, ou seus olhos com simplicidade e abertura. Adormeci, e sonhei com você. Você estava parado, me olhando. Não fomos além disso. Nem poderíamos; arrumei meu quarto até que ele estivesse mais bagunçado que antes, e parti. Passou-se mais um dia e eu não pensei em ti. Mas o barco tinha o teu nome: afundei-o.
A Menor Idéia - (a)
Vocês não têm a menor idéia do que estou sentindo.
Vocês não fazem a menor idéia desta raiva e frustração.
Vocês não podem saber desta vontade de urras que os odeio...
eu gostaria que não soubessem nunca.
Mas não posso ocultar.
Vocês não têm a menor idéia de como dói.
Vocês não têm noção do que me persegue,
Mas no fundo eu também não tenho a menor idéia.
Eu não quero dizer que te odeio
Eu não quero te fazer chorar
Eu não quero te fazer desistir de mim
Eu não quero parecer amarga
Eu não quero que me vejas chorando
Mas eu não quero continuar assim...
Vocês não fazem a menor idéia desta raiva e frustração.
Vocês não podem saber desta vontade de urras que os odeio...
eu gostaria que não soubessem nunca.
Mas não posso ocultar.
Vocês não têm a menor idéia de como dói.
Vocês não têm noção do que me persegue,
Mas no fundo eu também não tenho a menor idéia.
Eu não quero dizer que te odeio
Eu não quero te fazer chorar
Eu não quero te fazer desistir de mim
Eu não quero parecer amarga
Eu não quero que me vejas chorando
Mas eu não quero continuar assim...
segunda-feira, 24 de abril de 2006
O Impulso Inicial - I
Quando os olhos fecharam, tive vontade de apagar também os meus. Aquela era a deserção que eu esperava que jamais acontecesse. Cambaleei um ou dois quarteirões das fugas frustradas da minha infância e, diferente de você, senti lágrimas molhando a pele próxima aos olhos. Diante de mim aquele teu olhar furtivo sério bravo triste seu. Quanto te afastaste, meu coração parou por um instante, em dúvida entre a tua vida e a minha. Eu não sabia que ia ser assim tão... insensível. Com aquela mesma certeza aceitei novamente tua rendição, tua miserável vitória sobre a minha saudade. Novamente me ordenei que esquecesse de uma vez por todas aquilo que um dia quisera prometer a ti. Calei-me. O silêncio da minha vontade fez com que todo o meu esforço perecesse inútil. O silêncio da tua cumplicidade fez com que o fosso que um dia cavamos reaparecesse por baixo das ataduras nas feridas mal-fechadas. Calei-me: diante de mim os seus olhos pedindo uma resposta minha. E os dele. Não tive mais vontade de chorar. They say the best day of my life is the day that I die.
em
amizade,
amor,
la cantadora,
passado,
poética,
toca da lôba,
verso,
zaforitos
terça-feira, 4 de abril de 2006
hihi
Então agora eu sou xamã. Hehe ^^
Estou ronronando, e muito mais do que você, Cham, quando recebeu aquele meu e-mail falando sobre a respiração de Tendor. Não é sempre que a gente recebe um elogio.
E desvairado e louco, sou o mar
Sonâmbulo, patético e sem fim.
Ou algo assim.
Ai Luque, de certa forma você tinha razão: estou de férias.
Mas não acho que seja tão assim férias dele. Ou pelo menos não só, porque, sabe, mesmo que gere saudades ficar longe é bom um pouco.
Mas na verdade tirei férias de outras pessoas também, e acho que dessa forma tirei férias de mim mesma. Acho que você vai entender.
Os amigos são na verdade uma porta para o mundo, que nos liberta, sim, sem deixar de ser um obstáculo.
Deus escreve certo por linhas tortas
usa cadeados para abrir-nos portas
e janelas se nos quer aprisionar.
O problema é que às vezes a amizade acaba trazendo obrigações e exigências que não são tão necessárias para a sua sobrevivência, e que às vezes impedem que façamos novas amizades. É impossível ter tantos amigos assim.
E hoje foi até um pouco bom vocês não estarem aqui porque eu gostei de poder conversar um pouco com elas, pra variar, sem me sentir muito esquisita.
E eu sempre acho engraçado como eu posso falar absolutamente qualquer coisa para o Guigo (embora eu nunca fale concretamente) porque afinal ele não é próximo o suficiente para saber com certeza todas as implicações daquilo que eu falo. Não é uma questão de ele não entender, é mais uma questão de manter as noções absolutas.
Enfim, eu escrevi aquele poema faz um bocado de tempo, provavelmente na última vez que eu decidi terminar com ele, mas, vocês sabem, ele realmente sempre me reconquista por um triz...
e eu me espedaço em vão contra o infinito.
Estou ronronando, e muito mais do que você, Cham, quando recebeu aquele meu e-mail falando sobre a respiração de Tendor. Não é sempre que a gente recebe um elogio.
E desvairado e louco, sou o mar
Sonâmbulo, patético e sem fim.
Ou algo assim.
Ai Luque, de certa forma você tinha razão: estou de férias.
Mas não acho que seja tão assim férias dele. Ou pelo menos não só, porque, sabe, mesmo que gere saudades ficar longe é bom um pouco.
Mas na verdade tirei férias de outras pessoas também, e acho que dessa forma tirei férias de mim mesma. Acho que você vai entender.
Os amigos são na verdade uma porta para o mundo, que nos liberta, sim, sem deixar de ser um obstáculo.
Deus escreve certo por linhas tortas
usa cadeados para abrir-nos portas
e janelas se nos quer aprisionar.
O problema é que às vezes a amizade acaba trazendo obrigações e exigências que não são tão necessárias para a sua sobrevivência, e que às vezes impedem que façamos novas amizades. É impossível ter tantos amigos assim.
E hoje foi até um pouco bom vocês não estarem aqui porque eu gostei de poder conversar um pouco com elas, pra variar, sem me sentir muito esquisita.
E eu sempre acho engraçado como eu posso falar absolutamente qualquer coisa para o Guigo (embora eu nunca fale concretamente) porque afinal ele não é próximo o suficiente para saber com certeza todas as implicações daquilo que eu falo. Não é uma questão de ele não entender, é mais uma questão de manter as noções absolutas.
Enfim, eu escrevi aquele poema faz um bocado de tempo, provavelmente na última vez que eu decidi terminar com ele, mas, vocês sabem, ele realmente sempre me reconquista por um triz...
e eu me espedaço em vão contra o infinito.
segunda-feira, 3 de abril de 2006
Alarara - ...
Então por que eu não escrevo mais?
Acho que o tempo acabou...
...
... parece meio idiota querer uma morte lenta e dolorosa, mas é isso que eu quero agora.
Estou com dor de mim, e insisto em fingir que sou feliz.
Nos seus braços quente eu dormiria um sonho eterno. Mas quem é você afinal?
Ou melhor, qual a cor dos seus olhos? ...
E eu insisto em dizer que estou feliz, porque sei que vocês me fazem feliz...
Mas essa morte lenta e dolorosa que eu espero, esse desafogar do meio peito lacerado, me repete meio sem querer... Você não existe, não é?
"Não quero amar ninguém" , eu disse.
Mas não era realmente verdade.
Então eu estou ficando louca.
Por que olho para vocês e são corpos beijos bocas carnes peles sexos sangues salivas celomas e artéias pulsantes nas linhas dos seus pescoços chamando pedindo meu sangue meus dentes e principalmente minha loucura quando olho vocês e são homens meninas cachorros cinísias e carnes e gostos e cheiros e sonhos e todos e o próprio instinto de devorar de desfazer de destruir e consumir de abocanhar e ser e ser e ser
de novo eu estou ficando louca porque de tudo o que tenho de reprimir o que menos dói é o que mais machuca, e dói então toda vez que eu sinto a linha do seu pescoço (existe um algo qualquer nas linhas dos pescoços...)
"Se o amor não for o que eu espero", eu disse, "não quero amar ninguém".
de medo de dizer em voz alta que eu não queria amar você.
mas era tudo simplesmente medo de aceitar o amor. Era tudo mentira.
Porque mesmo se eu estiver num daqueles iates grandes e luxuosos e sem-graça eu vou continuar adorando estar num barco no mar
e eu quero navegar no seu mar
mesmo se não puder ser num hobiecat
eu não tenho medo de me perder
eu não vou me perder, sabe...
Meus medos são muito outros.
Você disse que todo o mundo entendeu meu post, mas, pensando bem, se todo o mundo entendeu que o meu post falava de amor, então todo-o mundo perdeu o mais importante...
Na verdade a parte que todos entenderam era a que ninguém precisava entender.
E o que eu queria que entendesse...
...bom, isso não vai mudar tão cedo, não é? Ainda há tempo de sobra para entenderem...
Mas o amor nunca foi realmente o problema. O amor era simples, fácil de ser entendido. O amor era como a loucura.
O grande problema sempre foi a amizade... E a tênue distinção entre o que existe e o que não existe. Aliás eu tive um sonho hoje. e no sonho eu percebia que era tudo invenção minha. e começava a inventar o ao-contrário. Ai, Deus, e u é?
No fundo do peito cála uma dor sem fundo.
Acho que nunca me senti tão só...
Vou me recolher ao fundo da minha toca e ficar lá remordendo minhas feridas e dúvidas...
ou vou perguntar ao I-Ching do Charles huhuhu...
Quero um amor que corte-me as amarras
e que me deixe livre pra voar
e que me traga paz e desafio
para eu querer amar.
Quero um amor que mude a minha vida
e que me permita me libertar
e que seja um amor não-declarado
pra eu querer conquistar.
O amor que tenho não é brincadeira
talvez por isso, não me satisfaz
quero um amor que seja aventureiro
para eu correr atrás.
O amor que tenho é muito acostumado
àquela sensação de estar feliz
quero um amor que me conquiste sempre
mas sempre por um triz.
Mas se o amor não for o que eu espero
e se for impossível esse alguém
deixo que o amor se perca no mistério:
não quero amar ninguém.
Acho que o tempo acabou...
...
... parece meio idiota querer uma morte lenta e dolorosa, mas é isso que eu quero agora.
Estou com dor de mim, e insisto em fingir que sou feliz.
Nos seus braços quente eu dormiria um sonho eterno. Mas quem é você afinal?
Ou melhor, qual a cor dos seus olhos? ...
E eu insisto em dizer que estou feliz, porque sei que vocês me fazem feliz...
Mas essa morte lenta e dolorosa que eu espero, esse desafogar do meio peito lacerado, me repete meio sem querer... Você não existe, não é?
"Não quero amar ninguém" , eu disse.
Mas não era realmente verdade.
Então eu estou ficando louca.
Por que olho para vocês e são corpos beijos bocas carnes peles sexos sangues salivas celomas e artéias pulsantes nas linhas dos seus pescoços chamando pedindo meu sangue meus dentes e principalmente minha loucura quando olho vocês e são homens meninas cachorros cinísias e carnes e gostos e cheiros e sonhos e todos e o próprio instinto de devorar de desfazer de destruir e consumir de abocanhar e ser e ser e ser
de novo eu estou ficando louca porque de tudo o que tenho de reprimir o que menos dói é o que mais machuca, e dói então toda vez que eu sinto a linha do seu pescoço (existe um algo qualquer nas linhas dos pescoços...)
"Se o amor não for o que eu espero", eu disse, "não quero amar ninguém".
de medo de dizer em voz alta que eu não queria amar você.
mas era tudo simplesmente medo de aceitar o amor. Era tudo mentira.
Porque mesmo se eu estiver num daqueles iates grandes e luxuosos e sem-graça eu vou continuar adorando estar num barco no mar
e eu quero navegar no seu mar
mesmo se não puder ser num hobiecat
eu não tenho medo de me perder
eu não vou me perder, sabe...
Meus medos são muito outros.
Você disse que todo o mundo entendeu meu post, mas, pensando bem, se todo o mundo entendeu que o meu post falava de amor, então todo-o mundo perdeu o mais importante...
Na verdade a parte que todos entenderam era a que ninguém precisava entender.
E o que eu queria que entendesse...
...bom, isso não vai mudar tão cedo, não é? Ainda há tempo de sobra para entenderem...
Mas o amor nunca foi realmente o problema. O amor era simples, fácil de ser entendido. O amor era como a loucura.
O grande problema sempre foi a amizade... E a tênue distinção entre o que existe e o que não existe. Aliás eu tive um sonho hoje. e no sonho eu percebia que era tudo invenção minha. e começava a inventar o ao-contrário. Ai, Deus, e u é?
No fundo do peito cála uma dor sem fundo.
Acho que nunca me senti tão só...
Vou me recolher ao fundo da minha toca e ficar lá remordendo minhas feridas e dúvidas...
ou vou perguntar ao I-Ching do Charles huhuhu...
Quero um amor que corte-me as amarras
e que me deixe livre pra voar
e que me traga paz e desafio
para eu querer amar.
Quero um amor que mude a minha vida
e que me permita me libertar
e que seja um amor não-declarado
pra eu querer conquistar.
O amor que tenho não é brincadeira
talvez por isso, não me satisfaz
quero um amor que seja aventureiro
para eu correr atrás.
O amor que tenho é muito acostumado
àquela sensação de estar feliz
quero um amor que me conquiste sempre
mas sempre por um triz.
Mas se o amor não for o que eu espero
e se for impossível esse alguém
deixo que o amor se perca no mistério:
não quero amar ninguém.
segunda-feira, 27 de março de 2006
Boa Noite, Raposas!
então hoje foi legal
a Peça do Artur, muito divertida
rever meus amigos que me fazem tão bem
tocar bateria com a Clarinha
ver o Cham ensinando piano para a Paulinha
rir sem motivo
abraçar o Artur bem forte
e a Camilla
e o Cham
e a Clara
e a Mysa
e a Paula
e o Jack
e tudo o mais
No fim o NR foi bom também
apesar de eu Não ter andado a cavalo
mas serviu para eu entender algumas coisas
para pôr as coisas em perspectiva
e perceber que ou o Bruno é burro ou ele realmente não leu¬¬
e me desesperar
e me empolgar
e perceber que eu amo muito a minha série
apesar de me sentir muito desprotegida quando estou só nela
acho que este último ano vai me forçar a ser mais forte por mim mesma, já que eram eles que me faziam me sentir tão protegida
e no fundo eu acho que eu não posso ser assim misteriosa
eu preciso ter essa certeza de que existo
essa certeza profunda de que há algo dentro de mim que é concreto e sensível
só vocês podem me dar essa certeza
e é por isso que espero tanto de vocês
de certa forma
Mas como disse a Olivia,
"Segredo é coisa de gente que gosta de sofrer."
e eu pude rir também
estou com saudades do Nelson que eu não vejo desde novdezembro
estou com saudades do João Pedro
estou até com um pouco de saudades do Jacobs e do Marcondes
and I miss Bago and Wolf...
"O mundo é um grande gira gira
e todos devemos girar."
a Peça do Artur, muito divertida
rever meus amigos que me fazem tão bem
tocar bateria com a Clarinha
ver o Cham ensinando piano para a Paulinha
rir sem motivo
abraçar o Artur bem forte
e a Camilla
e o Cham
e a Clara
e a Mysa
e a Paula
e o Jack
e tudo o mais
No fim o NR foi bom também
apesar de eu Não ter andado a cavalo
mas serviu para eu entender algumas coisas
para pôr as coisas em perspectiva
e perceber que ou o Bruno é burro ou ele realmente não leu¬¬
e me desesperar
e me empolgar
e perceber que eu amo muito a minha série
apesar de me sentir muito desprotegida quando estou só nela
acho que este último ano vai me forçar a ser mais forte por mim mesma, já que eram eles que me faziam me sentir tão protegida
e no fundo eu acho que eu não posso ser assim misteriosa
eu preciso ter essa certeza de que existo
essa certeza profunda de que há algo dentro de mim que é concreto e sensível
só vocês podem me dar essa certeza
e é por isso que espero tanto de vocês
de certa forma
Mas como disse a Olivia,
"Segredo é coisa de gente que gosta de sofrer."
e eu pude rir também
estou com saudades do Nelson que eu não vejo desde novdezembro
estou com saudades do João Pedro
estou até com um pouco de saudades do Jacobs e do Marcondes
and I miss Bago and Wolf...
"O mundo é um grande gira gira
e todos devemos girar."
domingo, 26 de março de 2006
sábado, 25 de março de 2006
If only someone paid attention...
...'cause, you know, it's all there...
Eu nào sei, acho que... acho que de certa forma é culpa minha... de certa forma ninguém teve a intenção... de me deixar assim na mão, sozinha... assim abandonada... assim assim...
desarrumada, perdida
desenganada da vida
sem saber
sem poder
dizer que sim ou não...
Por favor não me diga
que você estava lá pra mim o tempo todo
de certa forma isso só faria doer mais
só faria eu me sentir mais só
Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho
Eu sei que não foi você
Eu sei que foi culpa minha
Tudo isso só pode ser culpa minha
Na minha luta pessoal contra o poder e atração de dragões, leões e demônios
eu tendo a incluir você
mas você está só assistindo, não é?
Ou nem isso.
Você perdeu o interesse faz tempo
Ninguém mais bota fé em você
(mas por algum motivo sobra eu
que sou Todo o Mundo e Nada
mas não sou ninguém)
Eu não sei por que no fim, eu acabei me sentindo assim
que fui completamente abandonada
Porque eu não consigo falar com vocês que quereriam me ouvir
e quem eu achei que poderia me ouvir sem me julgar
não poderia jamais me ouvir
me entender
talvez
mas não é uma questão de entender
é só que
é sempre ruim entender
finalmente
que ninguém está lá pra você
realmente
que ninguém vai morrer por você
A vida não é filme, você não entendeu
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
saber o que passava no seu coração
se o que você fazia era certo ou não
Mocinha esperou até o sol se pôr
Que final romântico morrer de amor
pensando na janela em tudo o que viveu
finjindo não ver os erros que cometeu
E aí tanto faz
se o herói não apareceu
e aí... nada mais
e eu acho que não sou melhor que ninguém
por que eu sei que também te abandonei
mas acho que é esse exatamente o corte mais profundo
porque toda vez que eu vou até você
eu vejo-o logo ali além
e minha mente escapa nesse curto espaço
e vai para longe onde
sem querer
tudo vai dar certo
ou onde não há ninguém
eu só queria fazer parte de vocês
eu só queria rir com vocês
eu só queria ouvir as suas vozes
e não me sentir tão distante
tão diferente
então talvez eu esteja mesmo mentindo para mim
quando digo que
quando digo
eu só quero fazer parte de você
ser uma mulher como vocês
ser menos estranha menos
indiferente
ou diferente, talvez
eu só queria não perder vocês
não sentir que sou estranha a vocês
achar talvez que posso fazer parte
duma conversa qualquer no meio da classe
rodar pelo colégio sem
sem medo de perder vocês
sem medo que ter que escolher
por ninguém...
é preciso dizer que te amo
te ganhar ou perder sem engano
eu preciso dizer que te amo
tanto
talvez tenha sido muito idiota fazer isso contigo
achar que poderias responder uma carta tão triste, de mim
tu sabes que o mundo é confuso
e que eu sou assim
sem querer
me desculpa
por esperar uma resposta tua
numa noite de sábado depois de tudo
esperar que em ti somente eu pudesse
confiar completamente
No fundo eu acho que é isso mesmo
alguém tem que provar que eu tenho um motivo pra ser
que eu não sou um brinquedo ou pelúcia
e que de alguma forma
garotos como você
sempre tão espertos
diante de mim podem ser só garotos
Porque nada disso é verdade:
que eu não me importo com como eu me visto
que eu não me importo com o jeito que eu falo
que eu não me sinto ridícula sendo ridícula
mas você não quer realmente entender
você perdeu o interesse faz tempo
você não quer mais me proteger
e você está certo
eu não preciso mais de proteção
devo dizer que a proteção dói mais que o tombo
na verdade o tombo não pode doer tanto assim
você não entende nada
Porque na verdade eu sou mais óbvia que o Artur e a Gabi
e eles já foram notavelmente óbvios
mas acho que eu sou suspeita para falar
mas eu não tenho uma marininha na minha vida que vai ouvir todos os meus problemas pela quinquagésima vez e ainda ser paciente o suficiente prá não dizer como você é idiota
aliás talvez eu nem devesse ser essa marininha
afinal como eu disse o Cham é muito melhor conselheiro
e a Lori protege muito mais
eu sou só um ponto de apoio
talvez seja mesmo um travesseiro
mas agora eu não quero quem me console
eu não quero quem me diga que eu não preciso mudar
porque eu quero mudar
porque em algum momento eu vou ter que ir para algum lugar
e aí não vai adiantar eu fazer poemas bonitinhos
não vai adiantar eu saber desenhar as voltas do seu cabelo quando está dormindo
não vai adiantar eu saber cantar uma música para um dia de chuva
e não vai adiantar eu ser franca
Mas porra
eu não devia ter escrito este post, mas foda-se
entenda que eu não sou o que quero
que nem tudo o que faço é porque quero
me sinto presa a regras
de medo de perder mais uma vez
da mesma forma que perdi você
eu quero ganhar você
como o Fitz perguntou no meu sonho se eu sou excluída das conversas
como a Didi nesse sonho disse que eu não podia ter medo nem timidez
a questão é que se eu vencesse essa batalha eu me sentiria capaz de qualquer coisa
mas será que vale a pena?
...
não importa.
Eu não sou de te amar
Mas não deixo
de querer conquistar
uma coisa qualquer em você
eu só quero ganhar você.
Eu nào sei, acho que... acho que de certa forma é culpa minha... de certa forma ninguém teve a intenção... de me deixar assim na mão, sozinha... assim abandonada... assim assim...
desarrumada, perdida
desenganada da vida
sem saber
sem poder
dizer que sim ou não...
Por favor não me diga
que você estava lá pra mim o tempo todo
de certa forma isso só faria doer mais
só faria eu me sentir mais só
Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho
Eu sei que não foi você
Eu sei que foi culpa minha
Tudo isso só pode ser culpa minha
Na minha luta pessoal contra o poder e atração de dragões, leões e demônios
eu tendo a incluir você
mas você está só assistindo, não é?
Ou nem isso.
Você perdeu o interesse faz tempo
Ninguém mais bota fé em você
(mas por algum motivo sobra eu
que sou Todo o Mundo e Nada
mas não sou ninguém)
Eu não sei por que no fim, eu acabei me sentindo assim
que fui completamente abandonada
Porque eu não consigo falar com vocês que quereriam me ouvir
e quem eu achei que poderia me ouvir sem me julgar
não poderia jamais me ouvir
me entender
talvez
mas não é uma questão de entender
é só que
é sempre ruim entender
finalmente
que ninguém está lá pra você
realmente
que ninguém vai morrer por você
A vida não é filme, você não entendeu
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
saber o que passava no seu coração
se o que você fazia era certo ou não
Mocinha esperou até o sol se pôr
Que final romântico morrer de amor
pensando na janela em tudo o que viveu
finjindo não ver os erros que cometeu
E aí tanto faz
se o herói não apareceu
e aí... nada mais
e eu acho que não sou melhor que ninguém
por que eu sei que também te abandonei
mas acho que é esse exatamente o corte mais profundo
porque toda vez que eu vou até você
eu vejo-o logo ali além
e minha mente escapa nesse curto espaço
e vai para longe onde
sem querer
tudo vai dar certo
ou onde não há ninguém
eu só queria fazer parte de vocês
eu só queria rir com vocês
eu só queria ouvir as suas vozes
e não me sentir tão distante
tão diferente
então talvez eu esteja mesmo mentindo para mim
quando digo que
quando digo
eu só quero fazer parte de você
ser uma mulher como vocês
ser menos estranha menos
indiferente
ou diferente, talvez
eu só queria não perder vocês
não sentir que sou estranha a vocês
achar talvez que posso fazer parte
duma conversa qualquer no meio da classe
rodar pelo colégio sem
sem medo de perder vocês
sem medo que ter que escolher
por ninguém...
é preciso dizer que te amo
te ganhar ou perder sem engano
eu preciso dizer que te amo
tanto
talvez tenha sido muito idiota fazer isso contigo
achar que poderias responder uma carta tão triste, de mim
tu sabes que o mundo é confuso
e que eu sou assim
sem querer
me desculpa
por esperar uma resposta tua
numa noite de sábado depois de tudo
esperar que em ti somente eu pudesse
confiar completamente
No fundo eu acho que é isso mesmo
alguém tem que provar que eu tenho um motivo pra ser
que eu não sou um brinquedo ou pelúcia
e que de alguma forma
garotos como você
sempre tão espertos
diante de mim podem ser só garotos
Porque nada disso é verdade:
que eu não me importo com como eu me visto
que eu não me importo com o jeito que eu falo
que eu não me sinto ridícula sendo ridícula
mas você não quer realmente entender
você perdeu o interesse faz tempo
você não quer mais me proteger
e você está certo
eu não preciso mais de proteção
devo dizer que a proteção dói mais que o tombo
na verdade o tombo não pode doer tanto assim
você não entende nada
Porque na verdade eu sou mais óbvia que o Artur e a Gabi
e eles já foram notavelmente óbvios
mas acho que eu sou suspeita para falar
mas eu não tenho uma marininha na minha vida que vai ouvir todos os meus problemas pela quinquagésima vez e ainda ser paciente o suficiente prá não dizer como você é idiota
aliás talvez eu nem devesse ser essa marininha
afinal como eu disse o Cham é muito melhor conselheiro
e a Lori protege muito mais
eu sou só um ponto de apoio
talvez seja mesmo um travesseiro
mas agora eu não quero quem me console
eu não quero quem me diga que eu não preciso mudar
porque eu quero mudar
porque em algum momento eu vou ter que ir para algum lugar
e aí não vai adiantar eu fazer poemas bonitinhos
não vai adiantar eu saber desenhar as voltas do seu cabelo quando está dormindo
não vai adiantar eu saber cantar uma música para um dia de chuva
e não vai adiantar eu ser franca
Mas porra
eu não devia ter escrito este post, mas foda-se
entenda que eu não sou o que quero
que nem tudo o que faço é porque quero
me sinto presa a regras
de medo de perder mais uma vez
da mesma forma que perdi você
eu quero ganhar você
como o Fitz perguntou no meu sonho se eu sou excluída das conversas
como a Didi nesse sonho disse que eu não podia ter medo nem timidez
a questão é que se eu vencesse essa batalha eu me sentiria capaz de qualquer coisa
mas será que vale a pena?
...
não importa.
Eu não sou de te amar
Mas não deixo
de querer conquistar
uma coisa qualquer em você
eu só quero ganhar você.
quarta-feira, 22 de março de 2006
Aiai...
Os dias passam e as perguntas continuam a ecoar sem resposta...
Tudo tão devagar... tão gradual, Clarice. Você tem razão...
Eu vou fazer o que devo.
amanhã vamos ao NR... grande oportunidade para agradáveis conversas, jogos, diversões
estou apreensiva mas muito positiva
vai dar tudo certo vai dar tudo certo tudo certo
Relaxa, Marina. Deixa a vida te levar...
Acho que sim, eu consigo entender esse grande espaço no meu coração habitado por você... Eu não sabia que podia ser assim... Mas está tão tarde... ...
Relaxa, Marina. Deixa ele te conduzir...
e cada vez mais eu estou em outro lugar
lá no fundo da classe
e tudo o que eu quero é te olhar, te olhar. te olhar
ouvir tua voz pelo menos uma vez
e lembrar dela
e tudo vai voltando ao seu lugar...
e vou me acostumando cada vez mais... a essa lentidão cada vez maior...
mas sei lá, eu não estava "dando em cima dele", Luque. Ainda se fosse o contrário, já que foi ele que iniciou a conversa... mas eu fiquei feliz, sabe? eu gosto dele. gosto de falar com ele. de pensar nele como um amigo, de alguma forma.
então hoje eu descobri que eu associo músicas a pessoas diferentes, ao contrário do que acontecia em 2004, quando todas as música me lembravam de você.
E hoje muito por acaso eu lembrei de uma que não cantava desde... agosto. Quando ela foi imprescindível... ... ...
sei lá, é bom estar apaixonada... ... mas eu não sei mais dizer se realmente estou...
mas deixa pra lá. Acantonamento! woohoo!
Tudo tão devagar... tão gradual, Clarice. Você tem razão...
Eu vou fazer o que devo.
amanhã vamos ao NR... grande oportunidade para agradáveis conversas, jogos, diversões
estou apreensiva mas muito positiva
vai dar tudo certo vai dar tudo certo tudo certo
Relaxa, Marina. Deixa a vida te levar...
Acho que sim, eu consigo entender esse grande espaço no meu coração habitado por você... Eu não sabia que podia ser assim... Mas está tão tarde... ...
Relaxa, Marina. Deixa ele te conduzir...
e cada vez mais eu estou em outro lugar
lá no fundo da classe
e tudo o que eu quero é te olhar, te olhar. te olhar
ouvir tua voz pelo menos uma vez
e lembrar dela
e tudo vai voltando ao seu lugar...
e vou me acostumando cada vez mais... a essa lentidão cada vez maior...
mas sei lá, eu não estava "dando em cima dele", Luque. Ainda se fosse o contrário, já que foi ele que iniciou a conversa... mas eu fiquei feliz, sabe? eu gosto dele. gosto de falar com ele. de pensar nele como um amigo, de alguma forma.
então hoje eu descobri que eu associo músicas a pessoas diferentes, ao contrário do que acontecia em 2004, quando todas as música me lembravam de você.
E hoje muito por acaso eu lembrei de uma que não cantava desde... agosto. Quando ela foi imprescindível... ... ...
sei lá, é bom estar apaixonada... ... mas eu não sei mais dizer se realmente estou...
mas deixa pra lá. Acantonamento! woohoo!
segunda-feira, 20 de março de 2006
Cara Nova
Ou seja, eu simplesmente cansei daquele modelo antigo e liso e blaaaah
Ainda não estou totalmente de bem com esse aqui (quer dizer, ele é tão... azul!), mas ouso dizer que é menos desesperador que o outro.
De uma forma ou de outra meus posts vão continuar, já que na verdade eu não vejo meu blog enquanto escrevo (na maioria das vezes).
E sei lá. Desde o último post aconteceram milhares de coisas e pensamentos, e eu realmente não sei o que fazer com eles...
Assuntos pendentes:
...
No final das contas eu não consigo mais conter minha loucura...
Ainda não estou totalmente de bem com esse aqui (quer dizer, ele é tão... azul!), mas ouso dizer que é menos desesperador que o outro.
De uma forma ou de outra meus posts vão continuar, já que na verdade eu não vejo meu blog enquanto escrevo (na maioria das vezes).
E sei lá. Desde o último post aconteceram milhares de coisas e pensamentos, e eu realmente não sei o que fazer com eles...
Assuntos pendentes:
- Fingimentos
- Poderes mágicos
- Segunda-feira, 20 de março de 2006 (é um assunto importante...)
- Bienal
- Sonho com o Tu
- O Castelo (outro sonho, muito legal) e sua relação com One Piece
É, acho que é isso.
Não, não vai doer.
...
No final das contas eu não consigo mais conter minha loucura...
quarta-feira, 15 de março de 2006
No doce olhar de um negro cão eu vejo
Algo mudou. O cheiro do vento e o gosto da água repetem silentes — que algo está profundamente diferente. O som dos passos no corredor, o ruído das conversas durante as aulas, reafirmam o que querem gritar os quietos suspiros dos rapazes adormecidos sobre as mesas. O tamborilar inquieto dos dedos na madeira concordam em cadência: que algo não é mais o mesmo, que a chuva parou pra pensar. A chuva lavou minha alma, vai me afogar...
ô cantos de mar outrora
revolto no seu ninar
luzes, volteios
ondas
a marejar
ô chuva de céu agora
sonoro a reronronar
ô canto de anseio
a nuvens
descarregar
a brisa que o mar volteia
laceia o meu sonho
e sonho
que estou à beira-mar
ai sonho lúcido e feio
diante de outro mais louco
a chuva lavou meu peito
e vai me afogar
É. Cada vez que olho nos olhos do meu doce cão negro e alegre penso que algo está num outro lugar. As coisas mudaram. O mundo inteiro sabe. Eu vou percebendo aos poucos, como se não tivesse acontecido nada...
Talvez tenha sido só um sonho... mas o calor do seu toque foi tão real... e o som da sua voz me puxando dos meus devaneios... e o seu olhar perdido... tudo...
I couldn't help thinking I was in love... But then again...
And then you looked at me, and everything vanished
Everything
As it always does
Não importa, quando você está comigo... não importa mesmo...
mesmo assim... as coisas estão mudando...
ô cantos de mar outrora
revolto no seu ninar
luzes, volteios
ondas
a marejar
ô chuva de céu agora
sonoro a reronronar
ô canto de anseio
a nuvens
descarregar
a brisa que o mar volteia
laceia o meu sonho
e sonho
que estou à beira-mar
ai sonho lúcido e feio
diante de outro mais louco
a chuva lavou meu peito
e vai me afogar
É. Cada vez que olho nos olhos do meu doce cão negro e alegre penso que algo está num outro lugar. As coisas mudaram. O mundo inteiro sabe. Eu vou percebendo aos poucos, como se não tivesse acontecido nada...
Talvez tenha sido só um sonho... mas o calor do seu toque foi tão real... e o som da sua voz me puxando dos meus devaneios... e o seu olhar perdido... tudo...
I couldn't help thinking I was in love... But then again...
And then you looked at me, and everything vanished
Everything
As it always does
Não importa, quando você está comigo... não importa mesmo...
mesmo assim... as coisas estão mudando...
segunda-feira, 13 de março de 2006
Depois dos sonhos que tive, sou obrigada a admitir que você estava certo: estou mesmo apaixonada. Mas não é apenas por ele, como você tinha previsto. É uma paixão por eles, sim, mas não só. Não é, como você queria, aquela paixão animal, devoradora, destruidora, aquela sêde ou fome sem nome que não se sacia com nada que não seja carne humana viva, quente e pulsante, com cheiro e gosto humano, com força, consistência humana. Não. É uma paixão que devora, sim, mas a fome é de cheiros e gostos e toques e olhares somente,
quarta-feira, 8 de março de 2006
...
Me vejo de repente vendo blogs estranhos
lendo vendo querendo
sorver as frases de estranhos
que conheço.
Meu olhar atravessa a sala em busca do teu,
como uma flecha cruza o campo de batalha para a próxima trincheira...
Se me olhas, porém, finjo -- que não viste nada, que não te conheço
Mal viras o olhar outra vez e procuro de novo teu rosto
-- entre curiosidade e...
interesse? --
Me vejo de repente finjindo conhecer estes estranhos...
Antes, eu ousava comentar suas viagens
reclamar de suas teorias
contradizê-los e até
fingir que não era estranha
e descobri um dia que nenhum deles sabia nada sobre mim.
My name never rang a bell. Or did it?
Me vejo de repente murmurando teu nome, sonhando contigo, num misto de lembrança e...
intenção? E inveja de mim, do tempo em que eu tinha menos medo de olhar assim
em teus olhos...
As coisas todas se confundem
eu murmuro um suspiro
incompreendida até por mim
meu olhar atento atravessa a sala à procura de ti
e te encontra
estirado na tua existência
sobre uma mesa
cansado... por que me pareces cansado?
Por um momento volto-me para o objeto do teu olhar vidrado e tento esquecer de ti
sabendo de novo que em breve o procurarei de novo... curiosa
rabisco um pensamento num caderno, dou para você ler, e você ri
eu rio, constrangida
um dia, eu achei que queria o dragão para mim... e agora?
agora o olho e o vejo e tenho... curiosidade...
Toda vez que te olho, por algum motivo, tenho esperança de que olhes para mim.
Entretanto, não peço mais nada mais do que um olhar...
E que eu não sinta inveja... de ninguém...
Mali... nas nuvens...
lendo vendo querendo
sorver as frases de estranhos
que conheço.
Meu olhar atravessa a sala em busca do teu,
como uma flecha cruza o campo de batalha para a próxima trincheira...
Se me olhas, porém, finjo -- que não viste nada, que não te conheço
Mal viras o olhar outra vez e procuro de novo teu rosto
-- entre curiosidade e...
interesse? --
Me vejo de repente finjindo conhecer estes estranhos...
Antes, eu ousava comentar suas viagens
reclamar de suas teorias
contradizê-los e até
fingir que não era estranha
e descobri um dia que nenhum deles sabia nada sobre mim.
My name never rang a bell. Or did it?
Me vejo de repente murmurando teu nome, sonhando contigo, num misto de lembrança e...
intenção? E inveja de mim, do tempo em que eu tinha menos medo de olhar assim
em teus olhos...
As coisas todas se confundem
eu murmuro um suspiro
incompreendida até por mim
meu olhar atento atravessa a sala à procura de ti
e te encontra
estirado na tua existência
sobre uma mesa
cansado... por que me pareces cansado?
Por um momento volto-me para o objeto do teu olhar vidrado e tento esquecer de ti
sabendo de novo que em breve o procurarei de novo... curiosa
rabisco um pensamento num caderno, dou para você ler, e você ri
eu rio, constrangida
um dia, eu achei que queria o dragão para mim... e agora?
agora o olho e o vejo e tenho... curiosidade...
Toda vez que te olho, por algum motivo, tenho esperança de que olhes para mim.
Entretanto, não peço mais nada mais do que um olhar...
E que eu não sinta inveja... de ninguém...
Mali... nas nuvens...
terça-feira, 7 de março de 2006
De novo "outra vez"
Eu tenho essa mania estranha de reler textos e cartas antigas... Me impressiono com como mensagens aparentemente ingênuas trazem de repente respostas enfurecidas, que hoje parecem sem sentido... mas o que mais me impressiona é descobrir que apesar de tudo... mudaram as estações... nada mudou... mas alguma coisa aconteceu, sim. Aquilo pelo que passamos torna tudo muito diferente.
Boa noite, meus camaradas.
Boa noite, meus camaradas.
segunda-feira, 6 de março de 2006
As vontades secretas das coisas
Eu ainda tentava ler o nome do remetente e o título quando o programa fechou inesperadamente. "Ora, então agora não queres que eu leia!", pensei, perguntando ao programa qual era o problema dele com meus e-mails.
A vida inteira imaginei que as coisas tinham intenções por trás de tudo o que faziam. Que as forças do "acaso" na verdade se esforçavam por me conduzir pelo bom caminho. Apenas, é claro, quando fosse conveniente. Claro que na maioria das vezes eu dava milhares de desculpas para não seguir os "conselhos" da natureza das coisas, mas sempre me perguntando se eu não estava cometendo um erro terrível. No final, como sempre, erra parecia mais divertido que acertar.
Hoje, por exemplo, a curiosidade me fará "errar" de novo... Talvez seja mesmo um erro.
Quando comecei e escrever este texto, mal deletei o título para reescrevê-lo uma rajada de vento jogou um balde de chuva sobre a minha mesa, me forçando a correr a fechar todas as janelas deste lado da casa... E logo voltei, teimosamente.
O mundo é um grande mistério... estarei fazendo o que é certo?
A vida inteira imaginei que as coisas tinham intenções por trás de tudo o que faziam. Que as forças do "acaso" na verdade se esforçavam por me conduzir pelo bom caminho. Apenas, é claro, quando fosse conveniente. Claro que na maioria das vezes eu dava milhares de desculpas para não seguir os "conselhos" da natureza das coisas, mas sempre me perguntando se eu não estava cometendo um erro terrível. No final, como sempre, erra parecia mais divertido que acertar.
Hoje, por exemplo, a curiosidade me fará "errar" de novo... Talvez seja mesmo um erro.
Quando comecei e escrever este texto, mal deletei o título para reescrevê-lo uma rajada de vento jogou um balde de chuva sobre a minha mesa, me forçando a correr a fechar todas as janelas deste lado da casa... E logo voltei, teimosamente.
O mundo é um grande mistério... estarei fazendo o que é certo?
quinta-feira, 2 de março de 2006
Uma postura um pouco diferente
Cansei.
Não quero mais jogar esse jogo... Não vou mais escolher um lado e guerrear com garras e dentes. Eu simplesmente cansei, e vou deitar na cama e finjir que é só isso, mesmo. E talvez, com um pouco de sorte, seja mesmo. Não vou mais lutar, é só isso. Não quero ficar num fogo cruzado e não vou ouvir reclamações de um lado e de outro. Enquanto eu estiver tranqüila, vou agir de acordo. Afinal, eu não quero ter tanto assim a ver com tudo isso. Quero apenas ser eu mesma por agora... Desculpa, gente, mas eu vou ficar na minha e deixar que vocês resolvam seus problemas sozinhos.
I won't go down with this ship.
Eu não quero lutar pelo que não acredito... Vou deixar tudo como está (nem desistir nem tentar, agora tanto faz) e ficar apenas olhando para ver onde vai dar. Não que eu não tenha interesse em tudo o que acontece, mas não tenho mais motivos para lutar. Desculpa, gente, não vai dar -- não posso ir além do que o meu corpo agüenta. Amigos, amigos, carnificina à parte. Apenas como exemplo, meu corpo não agüenta ficar tão perto do seu...
Eu olho ao redor e não entendo a razão de tanta aflição... Sei que quero a sua alma, quero sorvê-la, tragá-la; mas, meu querido, acho que vai ser sempre assim. Das profundezas do meu lugar-nenhum, vem o urro gutural do meu desejo, e eu não sei mais o que pensar. Desculpem-me, amigos, se os abandono por um instante: juro que não os amo menos. Apenas não posso mais segui-los a toda parte.
Não, não, eu vou desistir disso tudo, dessa chacina toda, dessa violência. Ajudar, ajudo, até dou sangue, e ponho a mão no fogo se for por amor. Mas não volto a empunhar meu machado de guerra, ah, isso não! Não vou correr atrás -- se quiser, você que venha. O jogo está cansando e eu quero descansar... Não, não: este ano estarei ocupada, há o vestibular, há os amigos distantes e tudo o mais. 2006 está sendo tão terrível quanto previsto e eu não tenho energia sobrando para me envolver em conflitos. Me deixem fora disso..
A Dedé sempre diz que só há revolução em tempos de crise... Bom, eu estou bem longe das crises e vou portanto evitar as revoluções...
Amo todos vocês.
Beijos doces.
Não quero mais jogar esse jogo... Não vou mais escolher um lado e guerrear com garras e dentes. Eu simplesmente cansei, e vou deitar na cama e finjir que é só isso, mesmo. E talvez, com um pouco de sorte, seja mesmo. Não vou mais lutar, é só isso. Não quero ficar num fogo cruzado e não vou ouvir reclamações de um lado e de outro. Enquanto eu estiver tranqüila, vou agir de acordo. Afinal, eu não quero ter tanto assim a ver com tudo isso. Quero apenas ser eu mesma por agora... Desculpa, gente, mas eu vou ficar na minha e deixar que vocês resolvam seus problemas sozinhos.
I won't go down with this ship.
Eu não quero lutar pelo que não acredito... Vou deixar tudo como está (nem desistir nem tentar, agora tanto faz) e ficar apenas olhando para ver onde vai dar. Não que eu não tenha interesse em tudo o que acontece, mas não tenho mais motivos para lutar. Desculpa, gente, não vai dar -- não posso ir além do que o meu corpo agüenta. Amigos, amigos, carnificina à parte. Apenas como exemplo, meu corpo não agüenta ficar tão perto do seu...
Eu olho ao redor e não entendo a razão de tanta aflição... Sei que quero a sua alma, quero sorvê-la, tragá-la; mas, meu querido, acho que vai ser sempre assim. Das profundezas do meu lugar-nenhum, vem o urro gutural do meu desejo, e eu não sei mais o que pensar. Desculpem-me, amigos, se os abandono por um instante: juro que não os amo menos. Apenas não posso mais segui-los a toda parte.
Não, não, eu vou desistir disso tudo, dessa chacina toda, dessa violência. Ajudar, ajudo, até dou sangue, e ponho a mão no fogo se for por amor. Mas não volto a empunhar meu machado de guerra, ah, isso não! Não vou correr atrás -- se quiser, você que venha. O jogo está cansando e eu quero descansar... Não, não: este ano estarei ocupada, há o vestibular, há os amigos distantes e tudo o mais. 2006 está sendo tão terrível quanto previsto e eu não tenho energia sobrando para me envolver em conflitos. Me deixem fora disso..
A Dedé sempre diz que só há revolução em tempos de crise... Bom, eu estou bem longe das crises e vou portanto evitar as revoluções...
Amo todos vocês.
Beijos doces.
quarta-feira, 1 de março de 2006
Exagerado
Até nas coisas mais banais
pra mim é tudo ou nada
Eu te espero, meu amor.
Te espero sempre.
Agora no anseio inoportuno do teu abraço forte corpo doce quente eu penso:
Amor fiel, desenfredo
por trás de mil rosas roubadas
pra desculpar minhas mentiras
minhas mancadas
Diante daquela visão perdida eu perdida
eu fujo e você sempre como eu nunca corre atrás
e entretanto sempre
nos perdemos.
Diante de tanto desespero, eu te vejo e tudo some num lampejo.
Eu choro e te quero e te fujo para outro lugar.
Amor da minha vida
daqui até a eternidade
Mesmo que a eterninade esteja sempre em risco de acabar amanhã.
Jogado aos teus pés eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Enfim, estamos de volta, com muito menos dor agora.
pra mim é tudo ou nada
Eu te espero, meu amor.
Te espero sempre.
Agora no anseio inoportuno do teu abraço forte corpo doce quente eu penso:
Amor fiel, desenfredo
por trás de mil rosas roubadas
pra desculpar minhas mentiras
minhas mancadas
Diante daquela visão perdida eu perdida
eu fujo e você sempre como eu nunca corre atrás
e entretanto sempre
nos perdemos.
Diante de tanto desespero, eu te vejo e tudo some num lampejo.
Eu choro e te quero e te fujo para outro lugar.
Amor da minha vida
daqui até a eternidade
Mesmo que a eterninade esteja sempre em risco de acabar amanhã.
Jogado aos teus pés eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Enfim, estamos de volta, com muito menos dor agora.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
'kuso! ¬¬
eu só queria xingar a tudo...
I don't know what to do.
I don't know who I am.
I don't even knoe what to cry for.
E eu sonhei com você outra vez
(mas desta vez você não era gay...)
por quê?
(If there are no answers
what do we live for?)
Você... foi o primeiro que realmente importou. O primeiro que foi lindo só para mim... Para ela? Não sei. Mas mesmo você se dizia feio e tudo o que eu queria era um olhar e um abraço. O primeiro. Acho que isso importa.
Alê: obrigada. Não só pela brincadeira de ontem e pelo sorriso que me arrancou, mas também por todas as outras que me fizeram te detestar, quando nós dois éramos pequenos, e você sempre sentava atrás de mim... Sometimes I think... you could have been my best friend...
Claro que fiquei feliz: não é todo dia que algo que se deseja há seis anos se concretiza... Mesmo assim, tremo, como tremo ante tudo -- como ficamos tão diferentes?
I don't know what to do.
I don't know who I am.
I don't even knoe what to cry for.
E eu sonhei com você outra vez
(mas desta vez você não era gay...)
por quê?
(If there are no answers
what do we live for?)
Você... foi o primeiro que realmente importou. O primeiro que foi lindo só para mim... Para ela? Não sei. Mas mesmo você se dizia feio e tudo o que eu queria era um olhar e um abraço. O primeiro. Acho que isso importa.
Alê: obrigada. Não só pela brincadeira de ontem e pelo sorriso que me arrancou, mas também por todas as outras que me fizeram te detestar, quando nós dois éramos pequenos, e você sempre sentava atrás de mim... Sometimes I think... you could have been my best friend...
Claro que fiquei feliz: não é todo dia que algo que se deseja há seis anos se concretiza... Mesmo assim, tremo, como tremo ante tudo -- como ficamos tão diferentes?
sábado, 18 de fevereiro de 2006
Sobre os últimos sete dias
Foi uma semana agitada ^^
Domingo eu tive um sonho bastante estranho envolvendo a Kiki, a Ana Lu, a Marie e a Gabi. Mas doi um sonho bom... e lúcido. Depois, fizemos um delicioso churrasco e eu liguei para o JP (estava morrendo de saudades). O Gabi recortou "UNIP" no couro cabeludo do Marco e o Bruno Salles agradeceu um "cafuné" (que para mim foi mais um patpat de cachorrinho...). A Luda apareceu com cabelo curto (LINDA!!!! ^^) e o Artur por mais suado e melado e meio maquiado de ter apresentado O Corcunda estava extremamente fofo, abraçando e tentando convencer-nos a ir para Campinas. O Yuri não veio - estava na festa do seu primo Lucas. Não sei o que ficamos fazendo mas fomos dormir razovavelmente tarde, assim eu passei o fds quase sem dormir.
Segunda-feira eu fiquei na escola até o teatro na esperança de que o JP aparecesse, mas isso não aconteceu. Por outro lado, eu conversei um bocado com o Bruno, li o seu Fan Club no LD4all (entre outras coisas) e finalmente escrevi o post que tanto me interessava e publiquei-o cheia de esperanças ^^(Mas só o Yuri respondeu ò.ó Eu estou oficialmente deserdando todos os meus outros leitores por causa disso ò.ó Tá, não estou não, mas estou bastante desapontada. Mas claro que isso não interessa. Vamos em frente.). O grupo de teatro foi muito legal, não só o Pedro estava lá como a Aline, a Lori (pequeno gafanhoto!), e muitas outras pessoas interessantes... ^^
Terça foi um dia bizzarro em que eu repensei meu conceito de demònio... Graças ao furtivo pensamento que registrei na minha agenda num texto quasi-poético (quero virar teu demônio...). Eu entreguei uma carta idiota (admito) à teacher Silvia e marquei um GOL! E foi um gol tão bonito.... Sério, eu não poderia pedir a mim mesma nada mais que aquele gol de canela, meio torto, numa goleira cansada (mas uma _Rô_ cansada!), mas cruzado, quase na trave, de uma bola pega no ar no murumdum de um escanteio. De qualquer forma foi um gol bonito, ainda mais para uma perna-de-pau como eu... ¬¬
Quarta foi um dia ainda mais estranho. Na verdade quarta merece uma pausa, pelos pensamentos que resgato com esforço desse dia: "Eu esperava que fosse tudo muito estranho. Esperava, porém, infantilmente, que encontrá-lo fosse tranqüilo, normal; e não foi foi, muito previsivelmente. Mesmo assim, alguns dias depois conviver com ele foi tão normal, que chegou a ser estranho." Quarta foi aniversário da Luda, e ela estava toda tão feliz e de mini-saia, e eu só tinha que sorrir, e quando ela disse que ele (aquele que era meu amigo e depois era meu demônio) viria, fiquei singularmente feliz... Mas foi um sentimento tão efêmero... Não foi como se eu ainda o quisesse, como era antes... Mas uma alegria como a de reencontrar um livro favorito da distante infância. Mas eu não conseguia ficar feliz... Fiquei então encarando aqueles olhos... verdes... Eu só queria sentir vontade... Desejo... Quem sabe até amor...se fosse possível... Naqueles lindos olhos, tão distantes... tão profundos...... Estava muito perdida, e somou-se a isso o Yuri me evitando o dia inteiro por causa de uma bobagem que eu não percebi até o momento em que, longe de tudo e de todos, depois que eu abandonara meus queridos amigos para correr atrás dele, ele se dignou a falar comigo. De novo, desculpa. Desculpa. Desculpa. (Eu tive ainda mais medo de que você descobrisse meus pensamentos mais tolos...)
Ainda assim, viva a quarta feira! E viva você, meu amor. Quando nos entendemos foi como se o peso do mundo fosse suspenso de minhas costas... Então eu voltei e brincamos de todas as coisas... E não foi mais tão difícl sorrir... E no final o Cham disse que eu era lésbica, no fundo, mas acho que ele não tem o direito de dizer isso. Ele, entre todas as pessoas, devia saber que eu sempre lembrei dos homens antes das mulheres, e que sempre foram em grupos muito destintos, e que eu tinha medo de não ter nenhum amigo de verdade e que eu tinha medo de todos os homens, e tudo isso por que, se eu fosse lésbica? *r*
Na verdade, Cham (tá, é ridículo eu falar assim em 2a pessoa), talvez, como você sabe, eu tenha tentado me apaixonar por ela... por aqueles olhos dourados de força e de mel... mas eu nunca conseguiria, Cham. Eu nunca conseguiria querer de verdade. E mesmo que eu tenha sem querer (juro que não tinha nada por trás!) pedido a Aline em casamento acho que isso não me qualifica como lésbica. Muito pelo contr-ario: eu não teria coragem de pedir você. Além do mais, não fui eu que disse que ia virar caubói depois de assistir a Brokeback Mountain. =^.~=
Quinta eu não fiz um gol durante o jogo, mas fiz um passe cruzado para gol que foi notavelmente eficiente E fiz o único gol no exercício de chutar a bola no ar... foi um gol verdadeiramente perfeito, a bola chegou a relar na mão da Rô, que desta vez estava mais disposta. Por outro lado, eu perdi muitas bola e "fiz um gol contra" (não foi realmente minha culpa...). Além disse eu, o Yuri e a Ana calculamos não só o K da mola que liga a sombra da Lua à Terra como também o período de translação do nosso querido satélite natural (pouco mais de 27 dias, eu acho). Foi um dia bom, sim. Mamãe me ensinou a fazer conta de compras no excel e eu perdi Desperate Housewives pq estava com muito sono.
Sexta-feira foi o melhor dia ^^. Tivemos laboratório com o Zynk (YAY!), e aula com o Pedro (na qual o Pedro ficou com medo do Luque-diabo). Depois, não houve Artes (gronf! ¬¬) e eu fui para casa, onde a Talita apareceu com Animal Crossing(!!!). Conseqüência: o Luque e o Artur ficaram me ligando para que eu fosse ao shopping com eles mas o jogo estava tão interessante que eu fiquei enrolando até ser tarde demais (a partir de certa hora eu tive vergonha de atender o telefone.. ¬¬)... Enfim, eu tomei banho, passei perfume, fui para o shops e comprei o presente até rápido, tendo a oportunidade de ir embalá-lo no Luque e de ficar declamando poesia na praça Bennet enquanto me perguntava se "aquilo era uma pessoa ou um tronco" (era uma pessoa imóvel lendo Harry Potter). Então, fui a primeira a chegar na festa e a luda ficou feliz com o presente (acho). A festa foi absolutamente deliciosa. A única parte ruim foi ter que ir embora tão cedo: por mim, eu seria a última a partir. Dancei um pouco, mas dancei sozinha. A Luda estava estonteante e o com-quem-será se dividiu entre Charles(^^!) e Alemão(oO???). Inclusive o Charles parecia estranhamente um homem. A Chiby disse muitos "eu te amo"s e a Tuti pediu o Tuts em casamento (muito apropriado), enquanto este resolveu que "eu gosto de dar para o Piochi" (tipo, eeeeeeeeeeeeeww! >.<" ). Tive uma conversa agradável com o Yuri a respeito de música e improviso... Meu estilo Tartaruga não conseguiu vencer o estilo Polvo do Charles, mas todos concordaram que o "pequeno gafanhoto" da Lori era o mais fofíssimo. Ah, é, e o Dobs escreveu Ludmila em sirílico na areia da pracinha particular das Lungov. E a Sami estava lá, de rabo-de-cavalo, roupas pretas, rosto branco e lápis nos lábios...
Finalmente, hoje eu vou na festa dos irmãos da Gabi... e bom, eu tenho algo mais interessante para contar: eu tive um puta sonho bizzarro com meus colegas de escola. Estávamos em alguma viagem e a Ina e a Chris eram gigante e organizavam tudo. Nos dividimos em grupo e a nossa função era achar umas substância dentro de umas caixinhas, que eu consegui achar com muita estratégia (estratégia de sonho :þþþ) depois de vários minutos de tentativas infrutíferas... No fim, voltamos às classes de sempre e o Olavo, que era gay (?!?!?!), tinha largado o Bruninho para ficar com seu verdadeiro amor (ou objeto de desejo, sei lá) que era o Malfê (????????). E eu olhava pra eles e falava "meu, Malfê, 'cê tem namorada, cara, como é isso?", mas ele não parecia se importar muito, como se isso fosse perfeitamente normal. No fim do sonho eu acabava achando não apenas normal como bastante bonitinho, mas MEU! Foi esquisito pra caramba quando eu acordei e minha cabeça voltou ao normal... ... Meu!... ... ... ah, o Pedro e o Malfê?!
Bom, é basicamente isso... Eu deixo o link de outros dois textos de começos de ano pra vocês compararem... Talvez o Charlie esteja certo, e realmente aja algo de errado com os dias 15 de fevereiro... hehe... mas em 2004 eu estava bastante empolgada ^^ As coisas mudam não é mesmo... mas não sei se é para melhor...
Carnaval
16/fev
Domingo eu tive um sonho bastante estranho envolvendo a Kiki, a Ana Lu, a Marie e a Gabi. Mas doi um sonho bom... e lúcido. Depois, fizemos um delicioso churrasco e eu liguei para o JP (estava morrendo de saudades). O Gabi recortou "UNIP" no couro cabeludo do Marco e o Bruno Salles agradeceu um "cafuné" (que para mim foi mais um patpat de cachorrinho...). A Luda apareceu com cabelo curto (LINDA!!!! ^^) e o Artur por mais suado e melado e meio maquiado de ter apresentado O Corcunda estava extremamente fofo, abraçando e tentando convencer-nos a ir para Campinas. O Yuri não veio - estava na festa do seu primo Lucas. Não sei o que ficamos fazendo mas fomos dormir razovavelmente tarde, assim eu passei o fds quase sem dormir.
Segunda-feira eu fiquei na escola até o teatro na esperança de que o JP aparecesse, mas isso não aconteceu. Por outro lado, eu conversei um bocado com o Bruno, li o seu Fan Club no LD4all (entre outras coisas) e finalmente escrevi o post que tanto me interessava e publiquei-o cheia de esperanças ^^(Mas só o Yuri respondeu ò.ó Eu estou oficialmente deserdando todos os meus outros leitores por causa disso ò.ó Tá, não estou não, mas estou bastante desapontada. Mas claro que isso não interessa. Vamos em frente.). O grupo de teatro foi muito legal, não só o Pedro estava lá como a Aline, a Lori (pequeno gafanhoto!), e muitas outras pessoas interessantes... ^^
Terça foi um dia bizzarro em que eu repensei meu conceito de demònio... Graças ao furtivo pensamento que registrei na minha agenda num texto quasi-poético (quero virar teu demônio...). Eu entreguei uma carta idiota (admito) à teacher Silvia e marquei um GOL! E foi um gol tão bonito.... Sério, eu não poderia pedir a mim mesma nada mais que aquele gol de canela, meio torto, numa goleira cansada (mas uma _Rô_ cansada!), mas cruzado, quase na trave, de uma bola pega no ar no murumdum de um escanteio. De qualquer forma foi um gol bonito, ainda mais para uma perna-de-pau como eu... ¬¬
Quarta foi um dia ainda mais estranho. Na verdade quarta merece uma pausa, pelos pensamentos que resgato com esforço desse dia: "Eu esperava que fosse tudo muito estranho. Esperava, porém, infantilmente, que encontrá-lo fosse tranqüilo, normal; e não foi foi, muito previsivelmente. Mesmo assim, alguns dias depois conviver com ele foi tão normal, que chegou a ser estranho." Quarta foi aniversário da Luda, e ela estava toda tão feliz e de mini-saia, e eu só tinha que sorrir, e quando ela disse que ele (aquele que era meu amigo e depois era meu demônio) viria, fiquei singularmente feliz... Mas foi um sentimento tão efêmero... Não foi como se eu ainda o quisesse, como era antes... Mas uma alegria como a de reencontrar um livro favorito da distante infância. Mas eu não conseguia ficar feliz... Fiquei então encarando aqueles olhos... verdes... Eu só queria sentir vontade... Desejo... Quem sabe até amor...se fosse possível... Naqueles lindos olhos, tão distantes... tão profundos...... Estava muito perdida, e somou-se a isso o Yuri me evitando o dia inteiro por causa de uma bobagem que eu não percebi até o momento em que, longe de tudo e de todos, depois que eu abandonara meus queridos amigos para correr atrás dele, ele se dignou a falar comigo. De novo, desculpa. Desculpa. Desculpa. (Eu tive ainda mais medo de que você descobrisse meus pensamentos mais tolos...)
Ainda assim, viva a quarta feira! E viva você, meu amor. Quando nos entendemos foi como se o peso do mundo fosse suspenso de minhas costas... Então eu voltei e brincamos de todas as coisas... E não foi mais tão difícl sorrir... E no final o Cham disse que eu era lésbica, no fundo, mas acho que ele não tem o direito de dizer isso. Ele, entre todas as pessoas, devia saber que eu sempre lembrei dos homens antes das mulheres, e que sempre foram em grupos muito destintos, e que eu tinha medo de não ter nenhum amigo de verdade e que eu tinha medo de todos os homens, e tudo isso por que, se eu fosse lésbica? *r*
Na verdade, Cham (tá, é ridículo eu falar assim em 2a pessoa), talvez, como você sabe, eu tenha tentado me apaixonar por ela... por aqueles olhos dourados de força e de mel... mas eu nunca conseguiria, Cham. Eu nunca conseguiria querer de verdade. E mesmo que eu tenha sem querer (juro que não tinha nada por trás!) pedido a Aline em casamento acho que isso não me qualifica como lésbica. Muito pelo contr-ario: eu não teria coragem de pedir você. Além do mais, não fui eu que disse que ia virar caubói depois de assistir a Brokeback Mountain. =^.~=
Quinta eu não fiz um gol durante o jogo, mas fiz um passe cruzado para gol que foi notavelmente eficiente E fiz o único gol no exercício de chutar a bola no ar... foi um gol verdadeiramente perfeito, a bola chegou a relar na mão da Rô, que desta vez estava mais disposta. Por outro lado, eu perdi muitas bola e "fiz um gol contra" (não foi realmente minha culpa...). Além disse eu, o Yuri e a Ana calculamos não só o K da mola que liga a sombra da Lua à Terra como também o período de translação do nosso querido satélite natural (pouco mais de 27 dias, eu acho). Foi um dia bom, sim. Mamãe me ensinou a fazer conta de compras no excel e eu perdi Desperate Housewives pq estava com muito sono.
Sexta-feira foi o melhor dia ^^. Tivemos laboratório com o Zynk (YAY!), e aula com o Pedro (na qual o Pedro ficou com medo do Luque-diabo). Depois, não houve Artes (gronf! ¬¬) e eu fui para casa, onde a Talita apareceu com Animal Crossing(!!!). Conseqüência: o Luque e o Artur ficaram me ligando para que eu fosse ao shopping com eles mas o jogo estava tão interessante que eu fiquei enrolando até ser tarde demais (a partir de certa hora eu tive vergonha de atender o telefone.. ¬¬)... Enfim, eu tomei banho, passei perfume, fui para o shops e comprei o presente até rápido, tendo a oportunidade de ir embalá-lo no Luque e de ficar declamando poesia na praça Bennet enquanto me perguntava se "aquilo era uma pessoa ou um tronco" (era uma pessoa imóvel lendo Harry Potter). Então, fui a primeira a chegar na festa e a luda ficou feliz com o presente (acho). A festa foi absolutamente deliciosa. A única parte ruim foi ter que ir embora tão cedo: por mim, eu seria a última a partir. Dancei um pouco, mas dancei sozinha. A Luda estava estonteante e o com-quem-será se dividiu entre Charles(^^!) e Alemão(oO???). Inclusive o Charles parecia estranhamente um homem. A Chiby disse muitos "eu te amo"s e a Tuti pediu o Tuts em casamento (muito apropriado), enquanto este resolveu que "eu gosto de dar para o Piochi" (tipo, eeeeeeeeeeeeeww! >.<" ). Tive uma conversa agradável com o Yuri a respeito de música e improviso... Meu estilo Tartaruga não conseguiu vencer o estilo Polvo do Charles, mas todos concordaram que o "pequeno gafanhoto" da Lori era o mais fofíssimo. Ah, é, e o Dobs escreveu Ludmila em sirílico na areia da pracinha particular das Lungov. E a Sami estava lá, de rabo-de-cavalo, roupas pretas, rosto branco e lápis nos lábios...
Finalmente, hoje eu vou na festa dos irmãos da Gabi... e bom, eu tenho algo mais interessante para contar: eu tive um puta sonho bizzarro com meus colegas de escola. Estávamos em alguma viagem e a Ina e a Chris eram gigante e organizavam tudo. Nos dividimos em grupo e a nossa função era achar umas substância dentro de umas caixinhas, que eu consegui achar com muita estratégia (estratégia de sonho :þþþ) depois de vários minutos de tentativas infrutíferas... No fim, voltamos às classes de sempre e o Olavo, que era gay (?!?!?!), tinha largado o Bruninho para ficar com seu verdadeiro amor (ou objeto de desejo, sei lá) que era o Malfê (????????). E eu olhava pra eles e falava "meu, Malfê, 'cê tem namorada, cara, como é isso?", mas ele não parecia se importar muito, como se isso fosse perfeitamente normal. No fim do sonho eu acabava achando não apenas normal como bastante bonitinho, mas MEU! Foi esquisito pra caramba quando eu acordei e minha cabeça voltou ao normal... ... Meu!... ... ... ah, o Pedro e o Malfê?!
Bom, é basicamente isso... Eu deixo o link de outros dois textos de começos de ano pra vocês compararem... Talvez o Charlie esteja certo, e realmente aja algo de errado com os dias 15 de fevereiro... hehe... mas em 2004 eu estava bastante empolgada ^^ As coisas mudam não é mesmo... mas não sei se é para melhor...
Carnaval
16/fev
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Pesquisa
A todos:
por favor não considerem este post como têm considerado todos os posts até aqui. Este post é uma pergunta e, portanto, exige uma resposta. A minha dúvida é basicamente etimológica, mas talvez o uso comum seja mais importante que o uso clássico para todas as coisas. Assim, a procurar respostas em dicionários e enciclopédias, prefiro buscar respostas em vocês, meus leitores.
Seria do meu agrado que todos respondessem minhas questões. Na verdade, em todos os meus post eu faço perguntas que gostaria que vocês tentassem me responder, mas neste especificamente isso se faz necessário. Peço inclusive aos passantes sem compromisso, aos ocultos e anônimos, aos leitores ocasionais e aos não-leitores que também ajudem-me em minha busca. E aos leitores freqüentes, peço que ajudem no que quiserem, quantas vezes quiserem. Não quero entretanto obrigá-los a nada - isto é essencialmente um pedido. Tendo dito isso, quero apresentar-vos meu problema.
Estava eu tentando completar um pensamento, quando me peguei pensando a seguinte frase: "o homem é uma besta", ou, como eu mais gostaria de poder dizê-lo, "l'homme, c'est une bête". Mas então pensei: besta, mesmo? Mas por quê? E de onde vieram todos os estranhos significados de "besta" (mula, marca de carro, burro, arma de projétil, ser apocalíptico, etc.)? E por que não monstro, fera, bicho, predador? Por que "besta"? Mas não achava palavra melhor para minha frase.
Então decidi descobrir por que não achava palavra melhor, exatamente para descobrir que exato significado teria essa frase se eu a usasse em meu raciocínio - já que, segunda a Thais, a Ana Bruner e outros, é preciso léxico pra racicinar.
Então.
Que palavras / imagens / conceitos / situações evocam em vocês as palavras:
Claro que eu não peço que me respondam tudo, e certamente não tudo de uma vez, mas fica, de qualquer forma, como coisa a se pensar. Essas perguntas são basicamente para que eu possa observar em que bases (provavelmente toscas e imprecisas) se assentam termos que eu tento usar com naturalidade. Por isso mesmo eu gostaria de muitas respostas para a mesma pergunta.
E, para fazer referência ao incômodo do meu querido primo, "CAVALO!!!" é sempre muito mais interessante que "cavalo".
Obrigada.
Marina
por favor não considerem este post como têm considerado todos os posts até aqui. Este post é uma pergunta e, portanto, exige uma resposta. A minha dúvida é basicamente etimológica, mas talvez o uso comum seja mais importante que o uso clássico para todas as coisas. Assim, a procurar respostas em dicionários e enciclopédias, prefiro buscar respostas em vocês, meus leitores.
Seria do meu agrado que todos respondessem minhas questões. Na verdade, em todos os meus post eu faço perguntas que gostaria que vocês tentassem me responder, mas neste especificamente isso se faz necessário. Peço inclusive aos passantes sem compromisso, aos ocultos e anônimos, aos leitores ocasionais e aos não-leitores que também ajudem-me em minha busca. E aos leitores freqüentes, peço que ajudem no que quiserem, quantas vezes quiserem. Não quero entretanto obrigá-los a nada - isto é essencialmente um pedido. Tendo dito isso, quero apresentar-vos meu problema.
Estava eu tentando completar um pensamento, quando me peguei pensando a seguinte frase: "o homem é uma besta", ou, como eu mais gostaria de poder dizê-lo, "l'homme, c'est une bête". Mas então pensei: besta, mesmo? Mas por quê? E de onde vieram todos os estranhos significados de "besta" (mula, marca de carro, burro, arma de projétil, ser apocalíptico, etc.)? E por que não monstro, fera, bicho, predador? Por que "besta"? Mas não achava palavra melhor para minha frase.
Então decidi descobrir por que não achava palavra melhor, exatamente para descobrir que exato significado teria essa frase se eu a usasse em meu raciocínio - já que, segunda a Thais, a Ana Bruner e outros, é preciso léxico pra racicinar.
Então.
Que palavras / imagens / conceitos / situações evocam em vocês as palavras:
Besta?O que significaria "não ter consciência do próprio poder"? E "poder inconsciente"? E "consciência"? E "poder humano"? E "obrigação" ou "responsabilidade"?
Fera?
Besta-fera?
Monstro?
Demônio?
Fúria?
Bestial?
Brutal?
Monstruoso?
Poderoso?
Temível??
Temeroso?
Claro que eu não peço que me respondam tudo, e certamente não tudo de uma vez, mas fica, de qualquer forma, como coisa a se pensar. Essas perguntas são basicamente para que eu possa observar em que bases (provavelmente toscas e imprecisas) se assentam termos que eu tento usar com naturalidade. Por isso mesmo eu gostaria de muitas respostas para a mesma pergunta.
E, para fazer referência ao incômodo do meu querido primo, "CAVALO!!!" é sempre muito mais interessante que "cavalo".
Obrigada.
Marina
sábado, 11 de fevereiro de 2006
And let me leave this world
Aos poucos, eles vão voltando para mim: o Luque, a Clara, o Squick, o Jackie, o Tuts, a Gabi, a Luda, a Lori, o Digo, o Paulo, a Ly, o Márcio, o Lucas, o Bruno, a Paulinha, a Mizu, a Ana, o Cham, e todos os outros... Aos poucos eles vão voltando pra mim, um por um, lenta e perdidamente. Aos poucos eu tento entender que não há mais saudade nem solidão - que não há Desespero nem Perdição. Aos poucos eles vão provando para mim que também não há o Fim nem o Recomeço. A esperança é a única coisa que se recicla neste ciclo linear adimensional...
Aos poucos minhas tolices se esvaem, falsas esperanças se esgarçam ao vento ateu. Aos poucos a seriedade me completa, a mente me satisfaz, e não mais o vento no rosto. E meus desejos, cada dia mais simples, vão voltando ao seu estágio inicial. Aos poucos volto a tentar enganar-me com historinhas de complexos amores. Tudo uma grande mentira. Eu sei que não sei de nada.
Aos poucos esqueço do meu amor, tão profundamente dolorosa é a amizade e a falta dela.
Sinto fios invisíveis puxando-me de volta aos troncos d'árvores e quero gritar de novo com todas as minhas forças que hoje não quero chorar. Quero gritar que te amo. Quero gritar. Gritar.
Eu pertenço-te.
Eu pertenço-te.
Eu pertenço-te e tu também perteces-me.
E ela a quem também pertenço ainda está tão longe que volto a sonhar com ela outra e outra e outra vez.
Repetidas vezes sonho convosco. Sonho que nos vemos. Que sorrimos, que corremos para os braços uns dos outros e que nada mais no mundo importa para cada um de nós.
Eu te amo.
Eu te amo.
Eu te amo e por amar-te a ti pertenço.
Que saudades, meus amigos, que tristeza
Que vem lágrimas dos olhos me arrancar...
Francamente é nadar contra a correnteza
ir vivendo sem correr a os procurar!
Aos poucos aceito a minha incompreensão. Ao mesmo tempo em que sinto que compreendo muito mais as coisas ao meu redor, me sinto incapaz de compreender o que ocorre dentro de mim. Quero ganir, chorar, pulsar sem que ninguém me veja. Não suporto os olhares dos meus amigos. Quero fugir. Quero fugir para que nunca mais me encontreis.
Invejo sim, e como poderia deixar de invejar? aqueles que foram mais fortes que eu e conseguiram se comunicar. Aqueles que ainda se vêm de vez em quando. Que ainda sabem qualquer coisa um do outro. Eu desisti. Eu fui embora. E agora, que estou sozinha, anseio estupidamente por voltar. Oh sim, eu queria que me aninhassem eu seus braços mesmo que não nos conheçamos assim tão bem. Eu queria ser como vocês.
Eu não sei porque meus mais indispensáveis companheiros estavam todos entre aqueles que foram-se a suas próprias vidas. Talvez fosse uma tendência natural de me sentir mais confortável entre os que fossem ou aparentassem ser mais velhos. Talvez fosse coicidência. Talvez fosse uma desculpa para eu não ter de aguentar estar tão perto dos meus velhos amigos e não conseguir tocá-los. Talvez.
O passado bate à porta - você abre, ele te devora.
Talvez.
Antes eu achava que ia ter um filho chamado Lucas. Se as coisas continuarem assim, porém, acho que não tenho coragem. Não sei que significado obscuro este nome tem para o meu inconsciente, mas por algum motivo personagens diversos o estão adotando nos meus sonhos. O próprio Lucas, um cavalo colorido e um Wolf artista de cabelo laranja se chamaram Lucas. Por quê?
E por que eu e a Lori íamos ter de nos sacrificar? E por que meu irmão ia morrer por nós? Por quê?
Home
Dishwalla
I'm so sick and tired
of all these things
that drag me down
I've got no where to go
they say that life
is in these hands
you give everything
you give yourself away you give
and still you choke
and find yourself running for the door
come and take me
home
lead me to your door
take me where you are
lead me to your door
at least just for a while
its some kind of life
forever days
we're in the cold
unfamiliar way
so take this fear
and fade it out
it won't make me sad
cause I get sentimental lord
in other ways
and I don't want to let me down here anymore
so come and take me home
lead me to your door
take me where you are
lead me to your door
and let me in
just let me in
and let me leave
just let me leave this world
come on now let me leave this world
at least just for a while
Aos poucos minhas tolices se esvaem, falsas esperanças se esgarçam ao vento ateu. Aos poucos a seriedade me completa, a mente me satisfaz, e não mais o vento no rosto. E meus desejos, cada dia mais simples, vão voltando ao seu estágio inicial. Aos poucos volto a tentar enganar-me com historinhas de complexos amores. Tudo uma grande mentira. Eu sei que não sei de nada.
Aos poucos esqueço do meu amor, tão profundamente dolorosa é a amizade e a falta dela.
Sinto fios invisíveis puxando-me de volta aos troncos d'árvores e quero gritar de novo com todas as minhas forças que hoje não quero chorar. Quero gritar que te amo. Quero gritar. Gritar.
Eu pertenço-te.
Eu pertenço-te.
Eu pertenço-te e tu também perteces-me.
E ela a quem também pertenço ainda está tão longe que volto a sonhar com ela outra e outra e outra vez.
Repetidas vezes sonho convosco. Sonho que nos vemos. Que sorrimos, que corremos para os braços uns dos outros e que nada mais no mundo importa para cada um de nós.
Eu te amo.
Eu te amo.
Eu te amo e por amar-te a ti pertenço.
Que saudades, meus amigos, que tristeza
Que vem lágrimas dos olhos me arrancar...
Francamente é nadar contra a correnteza
ir vivendo sem correr a os procurar!
Aos poucos aceito a minha incompreensão. Ao mesmo tempo em que sinto que compreendo muito mais as coisas ao meu redor, me sinto incapaz de compreender o que ocorre dentro de mim. Quero ganir, chorar, pulsar sem que ninguém me veja. Não suporto os olhares dos meus amigos. Quero fugir. Quero fugir para que nunca mais me encontreis.
Invejo sim, e como poderia deixar de invejar? aqueles que foram mais fortes que eu e conseguiram se comunicar. Aqueles que ainda se vêm de vez em quando. Que ainda sabem qualquer coisa um do outro. Eu desisti. Eu fui embora. E agora, que estou sozinha, anseio estupidamente por voltar. Oh sim, eu queria que me aninhassem eu seus braços mesmo que não nos conheçamos assim tão bem. Eu queria ser como vocês.
Eu não sei porque meus mais indispensáveis companheiros estavam todos entre aqueles que foram-se a suas próprias vidas. Talvez fosse uma tendência natural de me sentir mais confortável entre os que fossem ou aparentassem ser mais velhos. Talvez fosse coicidência. Talvez fosse uma desculpa para eu não ter de aguentar estar tão perto dos meus velhos amigos e não conseguir tocá-los. Talvez.
O passado bate à porta - você abre, ele te devora.
Talvez.
Antes eu achava que ia ter um filho chamado Lucas. Se as coisas continuarem assim, porém, acho que não tenho coragem. Não sei que significado obscuro este nome tem para o meu inconsciente, mas por algum motivo personagens diversos o estão adotando nos meus sonhos. O próprio Lucas, um cavalo colorido e um Wolf artista de cabelo laranja se chamaram Lucas. Por quê?
E por que eu e a Lori íamos ter de nos sacrificar? E por que meu irmão ia morrer por nós? Por quê?
Dishwalla
I'm so sick and tired
of all these things
that drag me down
I've got no where to go
they say that life
is in these hands
you give everything
you give yourself away you give
and still you choke
and find yourself running for the door
come and take me
home
lead me to your door
take me where you are
lead me to your door
at least just for a while
its some kind of life
forever days
we're in the cold
unfamiliar way
so take this fear
and fade it out
it won't make me sad
cause I get sentimental lord
in other ways
and I don't want to let me down here anymore
so come and take me home
lead me to your door
take me where you are
lead me to your door
and let me in
just let me in
and let me leave
just let me leave this world
come on now let me leave this world
at least just for a while
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Questioning
Am I the only one sane in this miserable world?
Or is this just another of my surreal dreams?
Or is the white horse waiting for me outside... along with the smell of that male wolf nose...?
Or am I going out of my head?
What if I am?
Or is this just another of my surreal dreams?
Or is the white horse waiting for me outside... along with the smell of that male wolf nose...?
Or am I going out of my head?
What if I am?
domingo, 22 de janeiro de 2006
Sobre tudo aquilo que eu pensei, fiz, senti ou disse em toda a minha vida
Antes que me perguntem o que quero dizer com este post, pergunto-vos o que pergunta o Quintana: que quis dizer Deus com este mundo? Mesmo assim, peço a todos os que lêem meu blog para lê-lo, e lê-lo de verdade e por inteiro, já que, afinal, eu simplesmente não serei capaz de dividi-lo em muitos posts diferentes...
Este não é um post para ser terminado. Por princípio, não pode estar completo nunca. Por experiência, sei que à medida que o for escrevendo descobrirei não apenas mais coisas para dizer, mas também que ainda não terei dito a maior parte do que terei pretendido. That's life.
Como eu gosto de começar pelo mais prosaico, vou lembrar daquilo que me forçou a abrir a janela deste post definitivamente. Estava eu procurando algo para ler, e, como sempre, abri o piano. Dentro do piano, entre as cordas grossas envolvidas por lãs coloridas, estava a partitura de uma malodia doce e distante, como o choro das sereias, e os pensamentos daqueles que a amam... E no fim dos comentários, enquanto pensava sobre o que eu teria a dizer àquela menina que tanto me desperta o interesse... esbarrei sem querer no comentário de Digo.
Não sei explicar de fato o que senti, pois não me vieram palavras naquele momento. É só que, de algum modo, aquela declaração tão aberta de amor e ternura me pôs no chinelo. Mesmo. Hoje andei até o Rosano de chinelo. Não tive coragem de escrever nada para pôr depois daquele textículo tão... doce. De tempos em tempos algumas pessoas tem que nos lembrar de como são doces. O Digo e a Lori são casos típicos... Me lembra de quando eles eram as únicas pessoas no meu mundo que me faziam crer realmente naquilo de o amor trazer felicidade... Afinal, eu não era nem um pouco feliz, e a maior parte dos meus amigos sofria horrores com suas paixões... Mas eles...
Eles corriam pelo pátio em brincadeiras juvenis como pequenos gatos felpudos e negros e fortes e doces como os tigres, as bruxas e os deuses...
E acho que em algum momento eu dei ao meu amor uma segunda... ou terceira, ou quarta... bom, mais uma chance, e foi provavelmente a melhor coisa que já fiz. O ano novo com o Yuri foi o mais próximo que eu jamais tive de um ano novo de verdade... Nauqle instante em que ele me olhou com aqueles olhos de azul-profundo e dis: "feliz ano novo."
O ano começou ali.
Meu pai:
— huhuhu
Não tenho o que dizer sobre tudo isso. Saudades, solidão, e eu aqui desesperadamente apaixonada...
Então lembro daquela chuva de cigarras e de como os agrônomos orgãnicos tem certeza de que a causa das pragas é a monocultura, e que deveríamos plantar ecologicamente, colocando no solo tantas calorias quantas tiramos dele... e que eucalipto é uma planta tão vilã quanto os vilões das histórias em qaudrinhos. E é estranho, porque de repente, acho que eu realmente SEI do que estou falando quando digo que não devemos ser tão cruéis com a natureza. E todo aquele papo sobre o detector de mentiras usado nas plantas e etc. e o fato de todos os seres, incluindo as árvores e os anjos, serem imperfeitos, porque, não sei, acho que somos todos feitos de sraf! E somos fruto de uma sucessão de erros e acertos, e nunca chegaremos à perfeição justamente por causa disso... Então, devemos nos acalmar e aceitar-nos como indivíduos, em toda a nossa completude animal, espiritual e humana. Entretanto, o que fazemos será sempre imperfeito e incompleto, pois somos apenas parte do processo. Todos temos dificuldades que não conseguimos superar e não suportamos ter de contornar. Nós sabemos que não sabemos como lidar com todas as situações, e nos preocupamos em aprender e procurar o certo, o perfeito, mas sabemos também que nunca acharemos a reação definitiva, pois a situação será sempre diferente e nós nunca estaremos 100% adaptados ao meio ambiente. Com isso, temos um desafio maior do que o que realmente encaramos: o de ousar saber como agir, e o de agir sabendo que a ação não será a melhor possível, não será tudo o que pudemos fazer. ... We are never gonna get there. We are never gonna be all we were meant to be. 'Cause, no matter how dragon you are inside, you are still human in your conscience, and human beings aren't mythological creatures; human beings are real.
Talvez nisso se resuma toda a minha frustração. Sabe, algo que eu percebi nesses últimos poucos meses é que eu simplesmente não consigo parar de me comparar com meus irmãos. Eu sou incapaz de parar de admirar quão responsáveis, independentes e capazes eles são, em oposição a mim, que nunca consigo impressionar a mim mesma. É incrível como eu me sinto inútil e imprestável perto deles, e como, por mais que eu me esforce para ajudar, para fazer tudo o que me pedem e para ser a primeira ..... This is just bullshit. You'll all say I'm lying, and you'll be right. I know I didn't mean it, but I just did it. I really want to help, I want to, I want and I try... Y' know... Eu quero sempre pegar o cabo da genoa e puxá-lo nem que seja só para dizer: olha pai, eu sei o que fazer, você não precisa confiar só nos seus outros filhos... mas quando ele diz p'r'eu ir e pegar o leme e manter o rumo eu nem sei fazer isso eu viro a roda e giro e quando chega no rumo eu paro de girar como se fosse um videogame e soltar a roda fosse fazer ela voltar pro lugar e meu pai reclama mas eu nem sei o que estou fazendo de errado, e obviamente ninguém me diz porque obviamente todo mundo acha que eu sei porque isso é óbvio e eu devia saber, mas eu não sei e eu não sei como eu deveria saber do mesmo jeito que eu não sei como as pessoas sabem das fofocas e das notícias e das CPIs e porra... e de novo eu me vejo pequena gritando em pensamento com minha mãe porque ela gosta dos meus escritos mas não gosta quando eu perambulo por aí ou em volta da mesa ela não sabe que uma coisa depende da outra ninguém sabe porque ninguém é mosquinha ou ninguém presta atenção porque todos já têm aquela velha opinião de mim aquela visão cousa-pequena-viajante-que-fala-em-eneroide-e-é-inteligente de mim e talvez por isso eu queira ser uma metamorfose ambulante para que ninguém tenha uma opinião velha e podre e formada de mim mas eu faço tudo outra vez o xixi de gato o copo no quarto e durmo outra vez e deito da cama com fama outra vez e acho que é por isso que ninguém confia em mim quando eu digo ninguém para quando eu não gosto porque eles sabem você sabem vocês querem que eu reaja mas porque eu reagiria se vocês já sabem e eu não posso nem negar porque piora, vocês não querem perder a discussão mas eu não vou mentir eu não vou deixar pra lá eu quero que prestem atençào em mim mas eu não quero que vocês me ouçãm pedindo então por que eu estou escrevendo aqui que é um lugar onde todos vão ler e por que eu vou postar eu sei que vou e por que eu corrijo quando erro mas não posso interromper nem com pontos e vírgulas e travessões e aspas e parênteses e eu estou sim in love eu só não sei porque ninguém lembra que eu já deixei aquilo tudo para trás mas eu ainda quero que vocês me digam o que fazer para eu provar que sou tão capaz e eficiente quanto o marco por mais que isso seja difícil e por mais que ele seja o máximo e adulto e masculino e lindo e tenha passado na faculdade e ande até o metrô sem ficar muito cansado mas saiba também os ônibus para lá e seja organizado e artista e o melhor irmão do mundo e lembre das pessoas e não desista de comprar presente só porque é difícil e eu nem sei mas por que eu estou escrevendo aqui? Eu devia ter saído e passado aquele roxo permanganato de potássio no Argus afinal... afinal, provavelmente ele só ficou tão ruim como está porque eu não passei pomada nele logo no começo, essa era a minha função e eu não cumpri e eu não quero me pôr em primaeiro lugar nme aaahhhhh nem o quê? Eu não quero que meus cães fiquem mal porque eu não dei atençào para eles, nem que a mamãe fique estressada e passe o dia trabalhando porque eu não ajudei com o que ela quis que eu já deveria saber e acho que eu provavelmente sei eu não fiz o presente da ada nem do yuri nem da kiki nem do tutu nem de ninguém nessa ordem e eu queria me desculpar mas desculpas é o que se pede quando se vai se suicidar mas eu não vou me suicidar porque só idiotas pensam seriamente nisso nós somos imperfeitos demais para ter um ápice verdadeiro você sabe que está se enganando fingindo que ó amor verdadeiro eu sei que é lindo e perfeito e que eu não deveria estar dizendo isso mas eu fiquei tão brava quando pensei isso mesmo eu fiquei com muito medo daquele respirar quente tão perto da minha boca e eu tive tanta raiva porque eu posso te entender racionalmente mas algo no seu aparelho de sentir deve estar quebrado pra você não achar isso muito errado gostar dele não é errado o problema é você não querer mais ser nem você por causa disso agora vamos fingir que eu não falei nada porque eu não queria falar disso mesmo foi só algo que veio como uma torrente eu li hoje e-mails antigos e só pra você e pro cham quando eu não conseguia mais ser amiga dele eu sofri tanto num e-mail talvez porque o yuri não goste muito de e-mails por mais lindo e gotoso que ele seja ele não entrou suavemente no meu mundo pois não era como eu nunca vai ser como eu mas ontem nós ficamos juntos e fizemos macarrão com ovo e nos beijamos e mordemos e abraçamos e fomos ao cinema e recebemos ligações das nossas mães com certo incômodo e um certo excesso de comprreensão e foi ótimo e delicioso só nós dois mas quando não somos só nós dois quando há eu e ele junto nós somos meio estranhos porque nós falamos em línguas diferentes e eu sinto tanta vergonha quando falo numa outra língua mesmo que ele entenda searching for the answer to my riddle às vezes me dá uma vergonha tão grande porque eu queria ser mais brasileira e nacionalista e informada e saber no mínimo se o Gabeira é assim tão legal quanto parece, mas ao mesmo tempo não sei se quero mesmo saber ou se só espero uma confirmação de qualquer coisa...
E de novo... eu nunca quis ser a ovelha negra da família... Mas cada vez que parece que eu nem existo pra falar e me defender eu quero não existir mesmo, eu quero sumir... eu quero... que você se orgulhe, pelo menos um pouco, ou nào, pelo menos tanto quanto você se orgulha dela, pai, pelo menos o suficiente para eu conversar com você como ela conversa pai, assim de igual pra igual... assim sem medo de te desapontar pai, de dizer qualquer coisa que não devia ter dito, de não ter o namorado perfeito que me traz e me busca e está aqui todo dia e compra um veleiro (um veleiro!) e conversa e se sente à vontade, mas sabe...
Eu sei que eles não fazem isso por mal... eu sei que eles não querem me machucar, e também não quero que eles meçam cada uma de suas palavras antes de falar com a marininha-de-louça.. Eu sei que eles só fazem isso por mim sabe, para me educar e proteger, e isso só me deixa mais desarmada... Porque meus irmãos sabe, eles são cobrados também, mas eles ficam irritados e reclamam, brigam, lutam, começam a voltar pra casa só à meia-noite, dizem "mande a Marina fazer isso", tentam conversar racionalmente e se desgrudar dos pais, mas eu... porra, eu só quero conseguir conversar com meus pais, porque eu não consigo realmente reclamar com eles porque realmente eu faço muito menos do que os meus irmãos...
Yuri: Boa Noite, Mali!
Lembre-se de desligar o computador.
Marina: ij. .,m
y u eser i
Yuri: você estava aí!!!!!!
Marina: yrui
ruyi
uriu
yuri
Yuri: ufa
Marina?
Marina: eu odeio a minha família, sabe?
Yuri: Duvido.
Mas por que você diz isso?
Marina: não sie
mas eu constantemente me sinto insuficiente perto deles
e sinto que você também é insuficinte para eles
cada vez que meu pai reclama que eu não pego o ônibus
que você devia vir me buscar
Yuri: Ele diz que eu devia ir te buscar?
Marina: toda vez
Yuri: Toda vez que você vem para cá?
Marina: mesmo que você esteja do outro lado da cidade
toda vez que ele tem que me levar até o metrô ou alfgo assim
para algum lugar que não seja sua cas
Yuri: Realmente não gosto dessa idéia, mas acho que vou começar a fazer isso.
Sent at 00:30 on sexta-feira
Yuri: quer que eu te ensine a ir até o metrô de ônibus?
Marina?
Sent at 00:35 on sexta-feira
Marina: quero
eu não quero pedir nada pros meus pais, yu
nunca mais
eu não quero sentir que estou sempre devendo pra eles
Yuri: tudo bem.
Marina: abusando deles
Yuri: Tudo bem, Marina.
Farei o que eu puder, tá bom?
Marina: ta
onde... onde eu arranjo um mapa?
eu sempre quis um mapa de são paulo
pra eu poder aprender a andar sozinha
Yuri: um mapa completo?
Marina: como assim?
Yuri: todas as ruas?
Marina: sim
ou não
Yuri: Em qualquer banca tem os Guias.
Marina: ou pode ser só da região
mas ele são tão... livros...
Yuri: Aqui na Pamplona tem uns caras que vendem mapas de parede...
mas não deve ter muitas ruas.
Marina: vou lembrar disso
nbão dá pra ter tudo
Yuri: No Listão OESP tem mapas da cidade toda.
Você deve ter coisas assim na sua casa.
Marina: devo
Yuri: www.apontador.com.br
Marina: mas não são minhas
eu teria que pegar emprestado, xerocar, sei lá
Yuri: procura o seu endereço e imprime um mapa dos arredores da sua casa.
Eu não tenho nada disso também.
Assim que eu te encontrar, vou dar um mapa da rede de transporte metropolitano.
Marina: ^^
Yuri: Mas não começa a andar por aí, pegar metrô, trem, ônibus sozinha.
Marina: como assim?
Yuri: Depois pode, mas não vai direto.
Não é porque você tem os mapas que você sabe andar.
Você precisa saber prestar atenção.
Marina: no sentido de que eu vou me perder ou... algo pior?
Yuri: Não. Os mapas te fazem não se perder. No sentido de que você pode ser assaltada, roubada, surrupiada, sequestrada...
Marina: sabe o que é? eu passei minha vida inteira esperando que as pessoas simplesmente... me ensinassem, sabe? a fazer as coisas
Yuri: Sei.
Marina: mas ninguém teve essa iluminada idéia
e eu nunca tive coragem de pedir
já que aparentemente eu já devia saber
Yuri: não devia não...
Marina: ou eu não devia nem pensar nisso
Yuri: quer dizer, devia, mas é esperado que não soubesse.
Marina: ou eu devia pedir ajuda para "alguém"
ou "em outra hora"
mas nunca havia outra pessoa ou outra hora que eu percebesse
talvez fosse só eu que não percebesse
porque todos pareciam muito ocupados com suas próprias vidas
e por um momento eu me sinto até agradecida por meus pais terem me dado à luz
como se eles tivessem me presenteado com a vida, me feito um grande favor
uma caridade, como uma carona
Yuri: E é bom que você tenha em mente que isso tudo é uma bobagem.
(Não o que você sente)
Marina: Mas eu não posso mais esperar que alguém me ensine yuri
e é sim o que eu sinto
Yuri: o que você quer, então?
Marina: eu não sei
essas coisas que todo mundo diz que eu não sei... como andar na rua, como prestar atenção e etc... às vezes eu acho que eu já sei
ou que, mesmo que eu não saiba, nada nesse mundo vai conseguir me fazer saber mais do que eu já sei, além da experiência
Yuri: Mas é exatamente experiência!! Só experiência vai te fazer saber mais.
Marina: só que quando eu estou acompanhada por alguém que sabe mais do que eu e anda mais rápido que eu e não fala nada eu simplemente não , não presto atenção mesmo!
eu presto atenção em andar e seguir e confiar e esqueço de ser independente
Yuri: É. você está falando de mim.
Marina: e do meu irmão
e de todos os outros que andam comigo
eu não consigo pensar em ninguém que ande comigo e que não tenha essas características
Yuri: O que você quer que eu faça?
Eu vejo um cara andando atrás de nós, a rua está vazia, ele consegue escutar o que a gente fala. Ele entrou numa casa, mas e se não entrasse? e se ele estivesse mesmo seguindo a gente?
E se ele tivesse uma arma?
E se...
Marina: ...
eu odeio esse mundo
eu não consigo yuri
ficar sempre em segurança
Yuri: Eu falo: 'Marina, anda rápido', você não anda. Eu falo de novo, você percebe que eu estou afobado.
Marina: ou talvez eu devesse fazer como o luque e a luda e praticar andar rápido
Yuri: Então eu nunca vou ficar tranquilo com você andando sozinha por aí.
Você não precisa andar rápido!
Marina: NÃO????
Yuri: Quando eu posso, eu danço no meio da rua!
Marina: Você lê o que escreve?!?!?!
Yuri: Eu danço no meio da Avenida paulista!
Not connected - [Quando você fala "anda rápido" eu ando rápido e você continua achando que eu estou andando devagar porque eu já estou cansada e você mal começou a andar...]
Sent at 01:05 on sexta-feira
Chega. Eu não quero mais desabafar... desabafar dói e meus ouvidos não suportam mais minhas naridas inutilizadas...
Sabe, hoje eu fiz uma promessa para mim mesma, no momento em que vesti esta minha camiseta amarela com dragão. Eu prometi que ia registrar os meus sonhos das últimas noites no diário de sonhos que comecei em dezembro. Claro que eu não cumpri a promessa, mas não é isso que me faz sentir mal... é que, sei lá... my dreams will eventually fade away... I had such a good dream today... Estávamos num lugar com árvores, e tínhamos chegado lá numa viagem com o carro abarrotado...era uma península gramada agradabilíssima e todos os meus amigos do meu ano do santa estavam lá. Estavam todos comendo o almoço que os adultos da viagem haviam feito, mas o Bruno apareceu com uma comida diferente e apetitosa e eu fui com ele até a praia pegar daquela comida... e encontrei o pessoal que já saiu do santa, gente das turmas de 2005, 2004 e 2003, fazendo um pique-nique à beira-mar, e enquanto eu abraçava a Mari Rocha a Paulinha levantou chorando e dizendo que não esperava ou não queria que nós estivéssemos lá já que era um almoço de ex-alunos, mas ela sentia muitas saudades...
*sigh* Tenho tido sonhos muito estranhos... Há poucos dias, logo depois deste sonho do churrasco, tive outro em que nós salvamos três cavalinhos size of a dog da morte por falta de cuidados do dono, e os levamos para a Cajaíba, onde os colocamos junto com as famílias de classe média-alta que viviam nas casas do meio (uma delas com três andares!)... Os cavalinhos se chamavam Benwy, Benji (machos) e Brenda (fêmea), e eram todos castanhos, mas no final do sonho veio de Paraty um quarto cavalinho também doente ou ferido, mas este era colorido, este fugiu de seu dono, e ele se chamava Lucas. Alguém me explica?
E depois (dia 31) tive aquele sonho sobre o Cavalo Branco, no qual inclusive eu tentava acariciar o cavalo e sem querer pegava a mão do Lucas... mas não sei se o cavalinho do sonho chamava lucas por causa deste Lucas. Também, acho que o Cavalo Branco merece um post só seu...
Enfim. Anteontem o Bruno Salles veio aqui e ficamos uma porção de horas conversando sobre filosofia, ninjutsu, o Corpo, psicologia, sonhos e análise de sonhos, sociedade, sonhos e mais uma porção de coisas... No mínimo eu diria que isso abriu ainda mais minha cabeça... o mundo é um lugar confuso e estranho, e preservar nossa espécie passa SIM por preservar tudo ao nosso redor. Plantation é muito nocivo demais para nós todos, vegetarianismo leviano é doença, lutar contra o mêdo não é ignorá-lo, a prática nem sempre faz a perfeição. Nem tudo precisa ser questionado, nem tudo precisa ser aceito, nem todos os valores são bons, nem tudo o que é ilícito é mau. Nem todas as pessoas estão certas. Às vezes nós estamos preocupados demais em aceitar para observar o que aceitamos. Isso não é admiração, isso não é inclusão: isso é ignorar o próximo em prol de um valor vazio. Algum personagem de quadrinhos já disse que um valor ensinado como a honestidade ou a coragem ou a generosidade ou a justiça ou a liberdade não é um motivo bom o suficiente para se matar alguém, por mais errada que essa pessoa seja. Da mesma forma, um princípio inquestionado tido como auto-evidente dificilmente justifica qualquer fim. E não, os fins não necessariamente justificam os meios, e o oposto também não é 100% verdade.
"Um ditado espirituoso nada prova" - dizia... quem era mesmo? Voltaire?
No mundo em que vivemos, os royalties não têm sentido: não conhecemos absolutamente nada sobre quem criou os objetos que tanto usamos. Então, por que haveríamos de querer pagar-lhes qualquer coisa, quando podemos adquirir o mesmo objeto por um terço do preço feito com um pouco menos de capricho por alguém que não vende uma etiqueta? E no resto das questões, será que não há nada durável e barato que não inclua destruição em massa de seres vivos inocentes e ignorantes (árvores por exemplo)?
Este não é um post para ser terminado. Por princípio, não pode estar completo nunca. Por experiência, sei que à medida que o for escrevendo descobrirei não apenas mais coisas para dizer, mas também que ainda não terei dito a maior parte do que terei pretendido. That's life.
Como eu gosto de começar pelo mais prosaico, vou lembrar daquilo que me forçou a abrir a janela deste post definitivamente. Estava eu procurando algo para ler, e, como sempre, abri o piano. Dentro do piano, entre as cordas grossas envolvidas por lãs coloridas, estava a partitura de uma malodia doce e distante, como o choro das sereias, e os pensamentos daqueles que a amam... E no fim dos comentários, enquanto pensava sobre o que eu teria a dizer àquela menina que tanto me desperta o interesse... esbarrei sem querer no comentário de Digo.
Não sei explicar de fato o que senti, pois não me vieram palavras naquele momento. É só que, de algum modo, aquela declaração tão aberta de amor e ternura me pôs no chinelo. Mesmo. Hoje andei até o Rosano de chinelo. Não tive coragem de escrever nada para pôr depois daquele textículo tão... doce. De tempos em tempos algumas pessoas tem que nos lembrar de como são doces. O Digo e a Lori são casos típicos... Me lembra de quando eles eram as únicas pessoas no meu mundo que me faziam crer realmente naquilo de o amor trazer felicidade... Afinal, eu não era nem um pouco feliz, e a maior parte dos meus amigos sofria horrores com suas paixões... Mas eles...
Eles corriam pelo pátio em brincadeiras juvenis como pequenos gatos felpudos e negros e fortes e doces como os tigres, as bruxas e os deuses...
E acho que em algum momento eu dei ao meu amor uma segunda... ou terceira, ou quarta... bom, mais uma chance, e foi provavelmente a melhor coisa que já fiz. O ano novo com o Yuri foi o mais próximo que eu jamais tive de um ano novo de verdade... Nauqle instante em que ele me olhou com aqueles olhos de azul-profundo e dis: "feliz ano novo."
O ano começou ali.
Meu pai:
— huhuhu
Não tenho o que dizer sobre tudo isso. Saudades, solidão, e eu aqui desesperadamente apaixonada...
Então lembro daquela chuva de cigarras e de como os agrônomos orgãnicos tem certeza de que a causa das pragas é a monocultura, e que deveríamos plantar ecologicamente, colocando no solo tantas calorias quantas tiramos dele... e que eucalipto é uma planta tão vilã quanto os vilões das histórias em qaudrinhos. E é estranho, porque de repente, acho que eu realmente SEI do que estou falando quando digo que não devemos ser tão cruéis com a natureza. E todo aquele papo sobre o detector de mentiras usado nas plantas e etc. e o fato de todos os seres, incluindo as árvores e os anjos, serem imperfeitos, porque, não sei, acho que somos todos feitos de sraf! E somos fruto de uma sucessão de erros e acertos, e nunca chegaremos à perfeição justamente por causa disso... Então, devemos nos acalmar e aceitar-nos como indivíduos, em toda a nossa completude animal, espiritual e humana. Entretanto, o que fazemos será sempre imperfeito e incompleto, pois somos apenas parte do processo. Todos temos dificuldades que não conseguimos superar e não suportamos ter de contornar. Nós sabemos que não sabemos como lidar com todas as situações, e nos preocupamos em aprender e procurar o certo, o perfeito, mas sabemos também que nunca acharemos a reação definitiva, pois a situação será sempre diferente e nós nunca estaremos 100% adaptados ao meio ambiente. Com isso, temos um desafio maior do que o que realmente encaramos: o de ousar saber como agir, e o de agir sabendo que a ação não será a melhor possível, não será tudo o que pudemos fazer. ... We are never gonna get there. We are never gonna be all we were meant to be. 'Cause, no matter how dragon you are inside, you are still human in your conscience, and human beings aren't mythological creatures; human beings are real.
Talvez nisso se resuma toda a minha frustração. Sabe, algo que eu percebi nesses últimos poucos meses é que eu simplesmente não consigo parar de me comparar com meus irmãos. Eu sou incapaz de parar de admirar quão responsáveis, independentes e capazes eles são, em oposição a mim, que nunca consigo impressionar a mim mesma. É incrível como eu me sinto inútil e imprestável perto deles, e como, por mais que eu me esforce para ajudar, para fazer tudo o que me pedem e para ser a primeira ..... This is just bullshit. You'll all say I'm lying, and you'll be right. I know I didn't mean it, but I just did it. I really want to help, I want to, I want and I try... Y' know... Eu quero sempre pegar o cabo da genoa e puxá-lo nem que seja só para dizer: olha pai, eu sei o que fazer, você não precisa confiar só nos seus outros filhos... mas quando ele diz p'r'eu ir e pegar o leme e manter o rumo eu nem sei fazer isso eu viro a roda e giro e quando chega no rumo eu paro de girar como se fosse um videogame e soltar a roda fosse fazer ela voltar pro lugar e meu pai reclama mas eu nem sei o que estou fazendo de errado, e obviamente ninguém me diz porque obviamente todo mundo acha que eu sei porque isso é óbvio e eu devia saber, mas eu não sei e eu não sei como eu deveria saber do mesmo jeito que eu não sei como as pessoas sabem das fofocas e das notícias e das CPIs e porra... e de novo eu me vejo pequena gritando em pensamento com minha mãe porque ela gosta dos meus escritos mas não gosta quando eu perambulo por aí ou em volta da mesa ela não sabe que uma coisa depende da outra ninguém sabe porque ninguém é mosquinha ou ninguém presta atenção porque todos já têm aquela velha opinião de mim aquela visão cousa-pequena-viajante-que-fala-em-eneroide-e-é-inteligente de mim e talvez por isso eu queira ser uma metamorfose ambulante para que ninguém tenha uma opinião velha e podre e formada de mim mas eu faço tudo outra vez o xixi de gato o copo no quarto e durmo outra vez e deito da cama com fama outra vez e acho que é por isso que ninguém confia em mim quando eu digo ninguém para quando eu não gosto porque eles sabem você sabem vocês querem que eu reaja mas porque eu reagiria se vocês já sabem e eu não posso nem negar porque piora, vocês não querem perder a discussão mas eu não vou mentir eu não vou deixar pra lá eu quero que prestem atençào em mim mas eu não quero que vocês me ouçãm pedindo então por que eu estou escrevendo aqui que é um lugar onde todos vão ler e por que eu vou postar eu sei que vou e por que eu corrijo quando erro mas não posso interromper nem com pontos e vírgulas e travessões e aspas e parênteses e eu estou sim in love eu só não sei porque ninguém lembra que eu já deixei aquilo tudo para trás mas eu ainda quero que vocês me digam o que fazer para eu provar que sou tão capaz e eficiente quanto o marco por mais que isso seja difícil e por mais que ele seja o máximo e adulto e masculino e lindo e tenha passado na faculdade e ande até o metrô sem ficar muito cansado mas saiba também os ônibus para lá e seja organizado e artista e o melhor irmão do mundo e lembre das pessoas e não desista de comprar presente só porque é difícil e eu nem sei mas por que eu estou escrevendo aqui? Eu devia ter saído e passado aquele roxo permanganato de potássio no Argus afinal... afinal, provavelmente ele só ficou tão ruim como está porque eu não passei pomada nele logo no começo, essa era a minha função e eu não cumpri e eu não quero me pôr em primaeiro lugar nme aaahhhhh nem o quê? Eu não quero que meus cães fiquem mal porque eu não dei atençào para eles, nem que a mamãe fique estressada e passe o dia trabalhando porque eu não ajudei com o que ela quis que eu já deveria saber e acho que eu provavelmente sei eu não fiz o presente da ada nem do yuri nem da kiki nem do tutu nem de ninguém nessa ordem e eu queria me desculpar mas desculpas é o que se pede quando se vai se suicidar mas eu não vou me suicidar porque só idiotas pensam seriamente nisso nós somos imperfeitos demais para ter um ápice verdadeiro você sabe que está se enganando fingindo que ó amor verdadeiro eu sei que é lindo e perfeito e que eu não deveria estar dizendo isso mas eu fiquei tão brava quando pensei isso mesmo eu fiquei com muito medo daquele respirar quente tão perto da minha boca e eu tive tanta raiva porque eu posso te entender racionalmente mas algo no seu aparelho de sentir deve estar quebrado pra você não achar isso muito errado gostar dele não é errado o problema é você não querer mais ser nem você por causa disso agora vamos fingir que eu não falei nada porque eu não queria falar disso mesmo foi só algo que veio como uma torrente eu li hoje e-mails antigos e só pra você e pro cham quando eu não conseguia mais ser amiga dele eu sofri tanto num e-mail talvez porque o yuri não goste muito de e-mails por mais lindo e gotoso que ele seja ele não entrou suavemente no meu mundo pois não era como eu nunca vai ser como eu mas ontem nós ficamos juntos e fizemos macarrão com ovo e nos beijamos e mordemos e abraçamos e fomos ao cinema e recebemos ligações das nossas mães com certo incômodo e um certo excesso de comprreensão e foi ótimo e delicioso só nós dois mas quando não somos só nós dois quando há eu e ele junto nós somos meio estranhos porque nós falamos em línguas diferentes e eu sinto tanta vergonha quando falo numa outra língua mesmo que ele entenda searching for the answer to my riddle às vezes me dá uma vergonha tão grande porque eu queria ser mais brasileira e nacionalista e informada e saber no mínimo se o Gabeira é assim tão legal quanto parece, mas ao mesmo tempo não sei se quero mesmo saber ou se só espero uma confirmação de qualquer coisa...
E de novo... eu nunca quis ser a ovelha negra da família... Mas cada vez que parece que eu nem existo pra falar e me defender eu quero não existir mesmo, eu quero sumir... eu quero... que você se orgulhe, pelo menos um pouco, ou nào, pelo menos tanto quanto você se orgulha dela, pai, pelo menos o suficiente para eu conversar com você como ela conversa pai, assim de igual pra igual... assim sem medo de te desapontar pai, de dizer qualquer coisa que não devia ter dito, de não ter o namorado perfeito que me traz e me busca e está aqui todo dia e compra um veleiro (um veleiro!) e conversa e se sente à vontade, mas sabe...
Eu sei que eles não fazem isso por mal... eu sei que eles não querem me machucar, e também não quero que eles meçam cada uma de suas palavras antes de falar com a marininha-de-louça.. Eu sei que eles só fazem isso por mim sabe, para me educar e proteger, e isso só me deixa mais desarmada... Porque meus irmãos sabe, eles são cobrados também, mas eles ficam irritados e reclamam, brigam, lutam, começam a voltar pra casa só à meia-noite, dizem "mande a Marina fazer isso", tentam conversar racionalmente e se desgrudar dos pais, mas eu... porra, eu só quero conseguir conversar com meus pais, porque eu não consigo realmente reclamar com eles porque realmente eu faço muito menos do que os meus irmãos...
Yuri: Boa Noite, Mali!
Lembre-se de desligar o computador.
Marina: ij. .,m
y u eser i
Yuri: você estava aí!!!!!!
Marina: yrui
ruyi
uriu
yuri
Yuri: ufa
Marina?
Marina: eu odeio a minha família, sabe?
Yuri: Duvido.
Mas por que você diz isso?
Marina: não sie
mas eu constantemente me sinto insuficiente perto deles
e sinto que você também é insuficinte para eles
cada vez que meu pai reclama que eu não pego o ônibus
que você devia vir me buscar
Yuri: Ele diz que eu devia ir te buscar?
Marina: toda vez
Yuri: Toda vez que você vem para cá?
Marina: mesmo que você esteja do outro lado da cidade
toda vez que ele tem que me levar até o metrô ou alfgo assim
para algum lugar que não seja sua cas
Yuri: Realmente não gosto dessa idéia, mas acho que vou começar a fazer isso.
Sent at 00:30 on sexta-feira
Yuri: quer que eu te ensine a ir até o metrô de ônibus?
Marina?
Sent at 00:35 on sexta-feira
Marina: quero
eu não quero pedir nada pros meus pais, yu
nunca mais
eu não quero sentir que estou sempre devendo pra eles
Yuri: tudo bem.
Marina: abusando deles
Yuri: Tudo bem, Marina.
Farei o que eu puder, tá bom?
Marina: ta
onde... onde eu arranjo um mapa?
eu sempre quis um mapa de são paulo
pra eu poder aprender a andar sozinha
Yuri: um mapa completo?
Marina: como assim?
Yuri: todas as ruas?
Marina: sim
ou não
Yuri: Em qualquer banca tem os Guias.
Marina: ou pode ser só da região
mas ele são tão... livros...
Yuri: Aqui na Pamplona tem uns caras que vendem mapas de parede...
mas não deve ter muitas ruas.
Marina: vou lembrar disso
nbão dá pra ter tudo
Yuri: No Listão OESP tem mapas da cidade toda.
Você deve ter coisas assim na sua casa.
Marina: devo
Yuri: www.apontador.com.br
Marina: mas não são minhas
eu teria que pegar emprestado, xerocar, sei lá
Yuri: procura o seu endereço e imprime um mapa dos arredores da sua casa.
Eu não tenho nada disso também.
Assim que eu te encontrar, vou dar um mapa da rede de transporte metropolitano.
Marina: ^^
Yuri: Mas não começa a andar por aí, pegar metrô, trem, ônibus sozinha.
Marina: como assim?
Yuri: Depois pode, mas não vai direto.
Não é porque você tem os mapas que você sabe andar.
Você precisa saber prestar atenção.
Marina: no sentido de que eu vou me perder ou... algo pior?
Yuri: Não. Os mapas te fazem não se perder. No sentido de que você pode ser assaltada, roubada, surrupiada, sequestrada...
Marina: sabe o que é? eu passei minha vida inteira esperando que as pessoas simplesmente... me ensinassem, sabe? a fazer as coisas
Yuri: Sei.
Marina: mas ninguém teve essa iluminada idéia
e eu nunca tive coragem de pedir
já que aparentemente eu já devia saber
Yuri: não devia não...
Marina: ou eu não devia nem pensar nisso
Yuri: quer dizer, devia, mas é esperado que não soubesse.
Marina: ou eu devia pedir ajuda para "alguém"
ou "em outra hora"
mas nunca havia outra pessoa ou outra hora que eu percebesse
talvez fosse só eu que não percebesse
porque todos pareciam muito ocupados com suas próprias vidas
e por um momento eu me sinto até agradecida por meus pais terem me dado à luz
como se eles tivessem me presenteado com a vida, me feito um grande favor
uma caridade, como uma carona
Yuri: E é bom que você tenha em mente que isso tudo é uma bobagem.
(Não o que você sente)
Marina: Mas eu não posso mais esperar que alguém me ensine yuri
e é sim o que eu sinto
Yuri: o que você quer, então?
Marina: eu não sei
essas coisas que todo mundo diz que eu não sei... como andar na rua, como prestar atenção e etc... às vezes eu acho que eu já sei
ou que, mesmo que eu não saiba, nada nesse mundo vai conseguir me fazer saber mais do que eu já sei, além da experiência
Yuri: Mas é exatamente experiência!! Só experiência vai te fazer saber mais.
Marina: só que quando eu estou acompanhada por alguém que sabe mais do que eu e anda mais rápido que eu e não fala nada eu simplemente não , não presto atenção mesmo!
eu presto atenção em andar e seguir e confiar e esqueço de ser independente
Yuri: É. você está falando de mim.
Marina: e do meu irmão
e de todos os outros que andam comigo
eu não consigo pensar em ninguém que ande comigo e que não tenha essas características
Yuri: O que você quer que eu faça?
Eu vejo um cara andando atrás de nós, a rua está vazia, ele consegue escutar o que a gente fala. Ele entrou numa casa, mas e se não entrasse? e se ele estivesse mesmo seguindo a gente?
E se ele tivesse uma arma?
E se...
Marina: ...
eu odeio esse mundo
eu não consigo yuri
ficar sempre em segurança
Yuri: Eu falo: 'Marina, anda rápido', você não anda. Eu falo de novo, você percebe que eu estou afobado.
Marina: ou talvez eu devesse fazer como o luque e a luda e praticar andar rápido
Yuri: Então eu nunca vou ficar tranquilo com você andando sozinha por aí.
Você não precisa andar rápido!
Marina: NÃO????
Yuri: Quando eu posso, eu danço no meio da rua!
Marina: Você lê o que escreve?!?!?!
Yuri: Eu danço no meio da Avenida paulista!
Not connected - [Quando você fala "anda rápido" eu ando rápido e você continua achando que eu estou andando devagar porque eu já estou cansada e você mal começou a andar...]
Sent at 01:05 on sexta-feira
Chega. Eu não quero mais desabafar... desabafar dói e meus ouvidos não suportam mais minhas naridas inutilizadas...
Sabe, hoje eu fiz uma promessa para mim mesma, no momento em que vesti esta minha camiseta amarela com dragão. Eu prometi que ia registrar os meus sonhos das últimas noites no diário de sonhos que comecei em dezembro. Claro que eu não cumpri a promessa, mas não é isso que me faz sentir mal... é que, sei lá... my dreams will eventually fade away... I had such a good dream today... Estávamos num lugar com árvores, e tínhamos chegado lá numa viagem com o carro abarrotado...era uma península gramada agradabilíssima e todos os meus amigos do meu ano do santa estavam lá. Estavam todos comendo o almoço que os adultos da viagem haviam feito, mas o Bruno apareceu com uma comida diferente e apetitosa e eu fui com ele até a praia pegar daquela comida... e encontrei o pessoal que já saiu do santa, gente das turmas de 2005, 2004 e 2003, fazendo um pique-nique à beira-mar, e enquanto eu abraçava a Mari Rocha a Paulinha levantou chorando e dizendo que não esperava ou não queria que nós estivéssemos lá já que era um almoço de ex-alunos, mas ela sentia muitas saudades...
*sigh* Tenho tido sonhos muito estranhos... Há poucos dias, logo depois deste sonho do churrasco, tive outro em que nós salvamos três cavalinhos size of a dog da morte por falta de cuidados do dono, e os levamos para a Cajaíba, onde os colocamos junto com as famílias de classe média-alta que viviam nas casas do meio (uma delas com três andares!)... Os cavalinhos se chamavam Benwy, Benji (machos) e Brenda (fêmea), e eram todos castanhos, mas no final do sonho veio de Paraty um quarto cavalinho também doente ou ferido, mas este era colorido, este fugiu de seu dono, e ele se chamava Lucas. Alguém me explica?
E depois (dia 31) tive aquele sonho sobre o Cavalo Branco, no qual inclusive eu tentava acariciar o cavalo e sem querer pegava a mão do Lucas... mas não sei se o cavalinho do sonho chamava lucas por causa deste Lucas. Também, acho que o Cavalo Branco merece um post só seu...
Enfim. Anteontem o Bruno Salles veio aqui e ficamos uma porção de horas conversando sobre filosofia, ninjutsu, o Corpo, psicologia, sonhos e análise de sonhos, sociedade, sonhos e mais uma porção de coisas... No mínimo eu diria que isso abriu ainda mais minha cabeça... o mundo é um lugar confuso e estranho, e preservar nossa espécie passa SIM por preservar tudo ao nosso redor. Plantation é muito nocivo demais para nós todos, vegetarianismo leviano é doença, lutar contra o mêdo não é ignorá-lo, a prática nem sempre faz a perfeição. Nem tudo precisa ser questionado, nem tudo precisa ser aceito, nem todos os valores são bons, nem tudo o que é ilícito é mau. Nem todas as pessoas estão certas. Às vezes nós estamos preocupados demais em aceitar para observar o que aceitamos. Isso não é admiração, isso não é inclusão: isso é ignorar o próximo em prol de um valor vazio. Algum personagem de quadrinhos já disse que um valor ensinado como a honestidade ou a coragem ou a generosidade ou a justiça ou a liberdade não é um motivo bom o suficiente para se matar alguém, por mais errada que essa pessoa seja. Da mesma forma, um princípio inquestionado tido como auto-evidente dificilmente justifica qualquer fim. E não, os fins não necessariamente justificam os meios, e o oposto também não é 100% verdade.
"Um ditado espirituoso nada prova" - dizia... quem era mesmo? Voltaire?
No mundo em que vivemos, os royalties não têm sentido: não conhecemos absolutamente nada sobre quem criou os objetos que tanto usamos. Então, por que haveríamos de querer pagar-lhes qualquer coisa, quando podemos adquirir o mesmo objeto por um terço do preço feito com um pouco menos de capricho por alguém que não vende uma etiqueta? E no resto das questões, será que não há nada durável e barato que não inclua destruição em massa de seres vivos inocentes e ignorantes (árvores por exemplo)?
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
I will go down with this ship
I'm in love, and I will aways be...
It's so weird: everything is just mixed up...
Eu atravessava a sala quando vi o céu. Parecia que me chamava: o azul de um blue estonteante e lindo e profundo congelante me chamando aqui conforto sonho vem e eu ali olhando embasbacada quase que fui puxada meus pés me levando sonsos Meu Deus quando que o céu ficou assim tão bonito eu quase que não vi...
Cheguei lá fora o céu ficou mais céu menos ***... Eu olhei ao redor, o azul profundo escurecendo, o céu o céu... A noite caía como um pássaro que plana com asas feridas coberta de nuvens lúgubres e ébrias como há de ser tudo o que há na noite. O vento, ai Vento velho de guerra meu amor meu desejado...
O vento tocou minha pele como seda, sol e carinho de quem se ama. Envolveu meu corpo inteiro com a delícia da solidão das noites em que o vento é o meu único companheiro real. O mundo pareceu certo, vivo, valioso, quando ele me abraçou suavemente. Respirei fundo o seu cheiro noturno e murmurei para a noite... Noite, que saudades senti de ti. Saudades dos nossos tempos de guerra e paz, das nossas conversas... Que saudades, Vento, dos seus abraços, dos seus sussurros... Onde estão as estrelas? Perdoem-me, Noite, Vento, perdoem-me eu ter me afastado tanto. Eu preciso de vocês, sei que preciso... Noite, uma estrela apenas! Me dê uma estrela como costumava fazer antigamente...
E ela me deu. Uma estrela brilhante no céu noturno e um abraço por toda uma existência. Eu queria chorar, sorrir, não sei. A chuva garoava baixinho sobre nós e eu não queria partir. Mas aí o Luque chegou e afinal eu quis entrar. Entrar...
It's so weird: everything is just mixed up...
Eu atravessava a sala quando vi o céu. Parecia que me chamava: o azul de um blue estonteante e lindo e profundo congelante me chamando aqui conforto sonho vem e eu ali olhando embasbacada quase que fui puxada meus pés me levando sonsos Meu Deus quando que o céu ficou assim tão bonito eu quase que não vi...
Cheguei lá fora o céu ficou mais céu menos ***... Eu olhei ao redor, o azul profundo escurecendo, o céu o céu... A noite caía como um pássaro que plana com asas feridas coberta de nuvens lúgubres e ébrias como há de ser tudo o que há na noite. O vento, ai Vento velho de guerra meu amor meu desejado...
O vento tocou minha pele como seda, sol e carinho de quem se ama. Envolveu meu corpo inteiro com a delícia da solidão das noites em que o vento é o meu único companheiro real. O mundo pareceu certo, vivo, valioso, quando ele me abraçou suavemente. Respirei fundo o seu cheiro noturno e murmurei para a noite... Noite, que saudades senti de ti. Saudades dos nossos tempos de guerra e paz, das nossas conversas... Que saudades, Vento, dos seus abraços, dos seus sussurros... Onde estão as estrelas? Perdoem-me, Noite, Vento, perdoem-me eu ter me afastado tanto. Eu preciso de vocês, sei que preciso... Noite, uma estrela apenas! Me dê uma estrela como costumava fazer antigamente...
E ela me deu. Uma estrela brilhante no céu noturno e um abraço por toda uma existência. Eu queria chorar, sorrir, não sei. A chuva garoava baixinho sobre nós e eu não queria partir. Mas aí o Luque chegou e afinal eu quis entrar. Entrar...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
"É impossível", você disse
e eu repeti suas palavras, como um zumbi, morta, desamparada. Não construiria uma opinião sobre nada, rolaria sobre o mundo como uma pedra viva, para poder parar, enfim, e cobrir-me de limo e de morte. "é impossível", eu repeti sem falar, sem raiva, sem dor, sem nenhuma esperança.
Ao longo da vida, construí meu próprio pessimismo com dor, mas com afinco. A todo momento, algo surgia como uma grande onda na praia e eu, ferida mas persistente, tentava acreditar que a onda nos enguliria a todos, que quebraria a mesmice do mundo com suas forças sobreterranas. Mas a onda quebrava-se em marolas com um gemido de dor, e recolhia-se sempre ao seu túmulo marinho, enquanto eu balbuciava desapontada: que talvez mágica não existisse mesmo, e talvez fosse tudo ilusão.
Passaram-se os anos e nada mudou — aos poucos, apenas, tornei-me capaz de prever o lento naufrágio das ondas, que nunca faziam mais que inofensivas marolas aos meus pés. Em meu íntimo, comecei a temer que fossem minhas previsões que controlassem o futuro triste e repetitivo de tudo o que me acontecia. Tentei esperar, tentei não prever — mas por mais que me esforçasse ao máximo, por mais que perseverasse, depois de alguns minutos, horas, dias, ou mesmo meses, perdia a esperança, me submetia ao inevitável: a derrota.
Durante os últimos dois anos, tudo foi ficando ainda mais difícil: coisas nas quais antes tinha fé começaram a desabar diante de mim, a dar sempre resultados negativos e inesperados; até o ponto, o mais negro de todos, em que começaram a ser esperados. A realidade tornou-se um poço de impotência, e eu me afogava nele com resignação. Antecipando a derrota, aos poucos (ou não tão aos poucos) fui desistindo de tentar: parei de ligar para as pessoas que mais queria ver, parei de procurar a amizade de meus antigos amigos, que me amavam tanto quanto eu a eles; parei de animar meus amigos apaixonados com coragem e esperança. A submissão me engoliu como um monstro do mar, eu enxarcada de água salgada, até aquele dia que tanto doeu.
O pior dia de todos foi o dia em que me dei conta de tudo. Nos olhos dos dois, nas suas palavras, percebi o que me tornara — eu sentia-me mais impotente que as pessoas que alimentaram, com sua submissão aos fatos imutáveis, a minha impotência. Quando ouvi-os e vi-os dizer que eu devia e podia ter tido esperança...!
"É impossível", você disse, e eu nem sequer vi que do fundo seu gritava uma voz dizendo que eu negasse todo o seu desespero, mas eu, tolamente, desesperava-me ainda mais, destrutivamente. Não queria dar-lhes falsas esperanças, e por isso não dei esperanças nenhumas. E por isso, talvez devesse me desculpar.
Perdoa-me, Pai, porque pequei. Deixei de acreditar no amor, deixei de amar e de me comprometer. Deixei de acreditar na amizade; deixei de conversar com a noite, com o vento, o mar e a chuva; deixei de esperar pelos sonhos; deixei de cumprir minhas promessas e responsabilidades; deixei de aprender muito do que podia; deixei de procurar pelas brechas deste muro, onde podem-se plantar as oportinudades.
Perdoa-me, Demônio, porque pequei sem ti. Deixei de amar os sonhos e as esperanças; deixei de ter esperanças e de perseverar. Deixei de procurar sob cada pedra a semente da felicidade, deixei de me deixar levar pelo vento, deixei de desconfiar da infelicidade, deixei de perseguir meus sonhos e dragões, deixei de lutar pelo meu ideal, deixei de chorar à noite, deixei de rir das grandes pequenas coisas, deixei de respirar fundo, deixei de deitar sob as chuvas da primavera, deixei de escrever histórias às janelas, de procurar no mundo a bondade dos teus olhos.
Perdoa-me, Tu que me lês, porque pequei por ti. Deixei de acreditar no possível, no improvável; deixei de dar esperança aos condenados. Deixei de persistir mesmo quando era a única opção, deixei de esperar contra toda a esperança. Deixei de lutar pela realidade, deixei de acreditar, de querer, de tentar. Deixei de ouvir mesmo sem ter nada a dizer, deixei de dizer e de calar. Deixei de fazer o que era importante para nós todos. Deixei de acreditar em ti, de conduzir-te e cooperar contigo. Deixei de lutar por ti como fazem os que se amam — deixei de buscar tua amizade e de tratar-te bem. Deixei de doar de mim.
Talvez apenas não tenha deixado de amar.
O tempo que se segue será, para mim, de procura da esperança.
De sonhar sonhos impossíveis, enfrentar demônios, encontrar dragões, e dormir justamente. Quero andar de bike, cavalgar, nadar, pescar, correr, e principalmente sonhar.
Quero amar, amar perdidamente, amar sem freios e sem mêdo!
Good hunting all; good dreaming all; good hoping all!
Ao longo da vida, construí meu próprio pessimismo com dor, mas com afinco. A todo momento, algo surgia como uma grande onda na praia e eu, ferida mas persistente, tentava acreditar que a onda nos enguliria a todos, que quebraria a mesmice do mundo com suas forças sobreterranas. Mas a onda quebrava-se em marolas com um gemido de dor, e recolhia-se sempre ao seu túmulo marinho, enquanto eu balbuciava desapontada: que talvez mágica não existisse mesmo, e talvez fosse tudo ilusão.
Passaram-se os anos e nada mudou — aos poucos, apenas, tornei-me capaz de prever o lento naufrágio das ondas, que nunca faziam mais que inofensivas marolas aos meus pés. Em meu íntimo, comecei a temer que fossem minhas previsões que controlassem o futuro triste e repetitivo de tudo o que me acontecia. Tentei esperar, tentei não prever — mas por mais que me esforçasse ao máximo, por mais que perseverasse, depois de alguns minutos, horas, dias, ou mesmo meses, perdia a esperança, me submetia ao inevitável: a derrota.
Durante os últimos dois anos, tudo foi ficando ainda mais difícil: coisas nas quais antes tinha fé começaram a desabar diante de mim, a dar sempre resultados negativos e inesperados; até o ponto, o mais negro de todos, em que começaram a ser esperados. A realidade tornou-se um poço de impotência, e eu me afogava nele com resignação. Antecipando a derrota, aos poucos (ou não tão aos poucos) fui desistindo de tentar: parei de ligar para as pessoas que mais queria ver, parei de procurar a amizade de meus antigos amigos, que me amavam tanto quanto eu a eles; parei de animar meus amigos apaixonados com coragem e esperança. A submissão me engoliu como um monstro do mar, eu enxarcada de água salgada, até aquele dia que tanto doeu.
O pior dia de todos foi o dia em que me dei conta de tudo. Nos olhos dos dois, nas suas palavras, percebi o que me tornara — eu sentia-me mais impotente que as pessoas que alimentaram, com sua submissão aos fatos imutáveis, a minha impotência. Quando ouvi-os e vi-os dizer que eu devia e podia ter tido esperança...!
"É impossível", você disse, e eu nem sequer vi que do fundo seu gritava uma voz dizendo que eu negasse todo o seu desespero, mas eu, tolamente, desesperava-me ainda mais, destrutivamente. Não queria dar-lhes falsas esperanças, e por isso não dei esperanças nenhumas. E por isso, talvez devesse me desculpar.
Perdoa-me, Pai, porque pequei. Deixei de acreditar no amor, deixei de amar e de me comprometer. Deixei de acreditar na amizade; deixei de conversar com a noite, com o vento, o mar e a chuva; deixei de esperar pelos sonhos; deixei de cumprir minhas promessas e responsabilidades; deixei de aprender muito do que podia; deixei de procurar pelas brechas deste muro, onde podem-se plantar as oportinudades.
Perdoa-me, Demônio, porque pequei sem ti. Deixei de amar os sonhos e as esperanças; deixei de ter esperanças e de perseverar. Deixei de procurar sob cada pedra a semente da felicidade, deixei de me deixar levar pelo vento, deixei de desconfiar da infelicidade, deixei de perseguir meus sonhos e dragões, deixei de lutar pelo meu ideal, deixei de chorar à noite, deixei de rir das grandes pequenas coisas, deixei de respirar fundo, deixei de deitar sob as chuvas da primavera, deixei de escrever histórias às janelas, de procurar no mundo a bondade dos teus olhos.
Perdoa-me, Tu que me lês, porque pequei por ti. Deixei de acreditar no possível, no improvável; deixei de dar esperança aos condenados. Deixei de persistir mesmo quando era a única opção, deixei de esperar contra toda a esperança. Deixei de lutar pela realidade, deixei de acreditar, de querer, de tentar. Deixei de ouvir mesmo sem ter nada a dizer, deixei de dizer e de calar. Deixei de fazer o que era importante para nós todos. Deixei de acreditar em ti, de conduzir-te e cooperar contigo. Deixei de lutar por ti como fazem os que se amam — deixei de buscar tua amizade e de tratar-te bem. Deixei de doar de mim.
Talvez apenas não tenha deixado de amar.
O tempo que se segue será, para mim, de procura da esperança.
De sonhar sonhos impossíveis, enfrentar demônios, encontrar dragões, e dormir justamente. Quero andar de bike, cavalgar, nadar, pescar, correr, e principalmente sonhar.
Quero amar, amar perdidamente, amar sem freios e sem mêdo!
Good hunting all; good dreaming all; good hoping all!
em
amizade,
amor,
liberdade,
mãe,
poética,
sentido da vida,
toca da lôba
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
HELP!
Tem algo de errado com meus comentários e eu não sei o que é.
Não consigo logar no Haloscan nem ativar os comments do Blogger.
Alguém me ajuda?
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Alguém me ajuda?
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
Perhaps love is like the ocean...
If I could live forever
and all my dreams come true
my memory of...
Wait.
... ... ... No, no; I guess it would be just a dream: as always, me longing for you...
Are you the night? Are you the mistery? Are you the ocean? Are you my Tayk? Are you just the feeling of incondicional love I feel for my friends and family?
... Who are you?
Who could be this impossible angelic devil that consumes me every time?
Who is this unachievable meaning of confort and perdition? Is this even possible? Are you possible? Are you real?
....
................. Why do I always dream of falling in love?
"If I could live forever
and all my dreams come true
my memorys of love would be of you..."
But, oh, God! I miss the ocean, I do certainly miss the ocean...
and all my dreams come true
my memory of...
Wait.
... ... ... No, no; I guess it would be just a dream: as always, me longing for you...
Are you the night? Are you the mistery? Are you the ocean? Are you my Tayk? Are you just the feeling of incondicional love I feel for my friends and family?
... Who are you?
Who could be this impossible angelic devil that consumes me every time?
Who is this unachievable meaning of confort and perdition? Is this even possible? Are you possible? Are you real?
....
................. Why do I always dream of falling in love?
"If I could live forever
and all my dreams come true
my memorys of love would be of you..."
But, oh, God! I miss the ocean, I do certainly miss the ocean...
sábado, 10 de dezembro de 2005
Calado!
Shhh...
Não fala não. Não é necessário, nem sequer útil. Não nos leva a nada. Não diga nada.
Cála.
Eu não quero falar com você. Não quero saber o que de sensato ou terrível você tem a me dizer. Não quero que me digas nada. Quero o silêncio, por favor, o silêncio! O silêncio desses espaços infinitos me fascina. Neles, sou uma pantera, um leão da montanha, um gato sempre alerta ao infinito. O silêncio.
Não quero conversar. Não, não é que eu não queira conversar com ninguém; conversar contigo especialmente é que me desconforta. Com alguns, gosto de conversar, outros, suporto, mas você especificamente eu não quero ouvir, não agora, não assim, e, principalmente, não por isso. Eu já sei o que você quis me dizer, e, se não entendi, provavelmente a culpa é minha, e se eu pensar mais um pouco eu compreenderei. Se não, que posso fazer? Não posso ouvir sua voz, assim, virtualmente. Quero sentir o calor do seu olhar, ou imaginá-lo quente e vivo, e, quem sabe, imaginar quê palavras tão vívidas quanto ele formariam seus lábios, língua e respirar. Mas não, não quero conversar. Quando conversamos, você me responde, ou eu espero resposta, e eu nunca tenho coragem de dizer o que realmente penso de qualquer forma. Realmente, eu nunca chego ao meu próprio fundo — não tenho coragem. Meu fundo é insensato, não conhece delicadezas e gentilezas às quais nos submetemos desde a infância para não ferirmos ou afastarmos nossos entes queridos. No fundo eu conheço todos os seus defeitos, e os odeio. No fundo eu detesto falar com você, odeio tudo o que você diz, menos, talvez, os ois e aquelas bobagens que são, em si mesmas, pouco importantes, mas muito fundamentais numa relação. Ou será que isso não é o fundo? Será que mais fundo ainda eu gosto de você? Será que eu quero falar com você?
Ah, não, mas não fale comigo não. Palavras, nestes momentos, são dispensáveis. Nós poderíamos muito bem nos comunicar por conjuntos de sons ainda não catalogados, por olhares, gestos... por que não nos comunicamos tudo o que pensamos e sentimos por um simples, confiante abraço? Por que essa obcessão pelas palavras? Por que não voltamos aos desenhos feitos com tanto primor e desleixo, com tanto carinho, na areia dos nossos sonhos provisórios e vazios? Por que não nos abraçamos em silêncio, já que sabemos, certamente nós dois sabemos, de tudo o que se passou entre nós, e o que passa hoje em dia; já que nós já dissemos o que íamos dizer e agora o que fazemos é repetir em gritos estridentes a nossa mútua incompreensão e aquele desejo irritante de que fôssemos diferentes? Ou, se é tão necessário falar esta língua de homens e bestas, podemos, ao menos, falar de quaiquer outros assuntos, assuntos assim que não firam nem a mim nem a você, como aqueles que costumávamos discutir longamente antes de nos tornarmos pessoas assim tão complicadas um para o outro. No dia-a-dia podemos experimentar não falar sobre os nossos segredos, trocados com tanto mêdo um da reação do outro. Em vez disso, falaremos de leviandades, de bobagens, dos amigos que temos em comum e dos temas metafísicos que devem interessar muito mais a mim do que a você.
Se for um problema muito grande, podemos falar de outras coisas. Talvez, com um pouco de esforço, eu consiga entender a política nacional; talvez eu até leia os mesmos livros que você, e podemos, certamente, assistir aos mesmos filmes, juntos, se quisermos. No fundo, todos esses detalhes são muito pouco importantes, mas também são muito essenciais para que continuemos a partilhar da companhia um do outro. Mesmo assim, eu gostaria que não fôssemos obrigados a tentar transmitir nossa mútua afeição por palavras cansadas de pular de uma boca para a outra já há algumas centenas de anos. Tenho certeza de que poderíamos transmitir nossa vontade de expressar aquilo que nos vai pela alma com palavras frescas, totalmente novas, que ainda não tivessem aquele cheiro de suor e desprezo, aquele saibo de briga e chantagem, e principalmente aquela aspereza de malícia e ironia que adquirem as notas e as palavras velhas, passadas por um exagero de mãos e bolsos desconhecidos. Talvez devêssemos tomar mais cuidado com a linguagem que temos, usá-la com mais cautela; talvez devêssemos guardar as palavras apenas para o realmente importante. Talvez devêssemos comunicar nossos verdadeiros sentimentos por gestos e sons particulares, e guardar as palavras para a literatura, para a poesia....
Não fala não. Não é necessário, nem sequer útil. Não nos leva a nada. Não diga nada.
Cála.
Eu não quero falar com você. Não quero saber o que de sensato ou terrível você tem a me dizer. Não quero que me digas nada. Quero o silêncio, por favor, o silêncio! O silêncio desses espaços infinitos me fascina. Neles, sou uma pantera, um leão da montanha, um gato sempre alerta ao infinito. O silêncio.
Não quero conversar. Não, não é que eu não queira conversar com ninguém; conversar contigo especialmente é que me desconforta. Com alguns, gosto de conversar, outros, suporto, mas você especificamente eu não quero ouvir, não agora, não assim, e, principalmente, não por isso. Eu já sei o que você quis me dizer, e, se não entendi, provavelmente a culpa é minha, e se eu pensar mais um pouco eu compreenderei. Se não, que posso fazer? Não posso ouvir sua voz, assim, virtualmente. Quero sentir o calor do seu olhar, ou imaginá-lo quente e vivo, e, quem sabe, imaginar quê palavras tão vívidas quanto ele formariam seus lábios, língua e respirar. Mas não, não quero conversar. Quando conversamos, você me responde, ou eu espero resposta, e eu nunca tenho coragem de dizer o que realmente penso de qualquer forma. Realmente, eu nunca chego ao meu próprio fundo — não tenho coragem. Meu fundo é insensato, não conhece delicadezas e gentilezas às quais nos submetemos desde a infância para não ferirmos ou afastarmos nossos entes queridos. No fundo eu conheço todos os seus defeitos, e os odeio. No fundo eu detesto falar com você, odeio tudo o que você diz, menos, talvez, os ois e aquelas bobagens que são, em si mesmas, pouco importantes, mas muito fundamentais numa relação. Ou será que isso não é o fundo? Será que mais fundo ainda eu gosto de você? Será que eu quero falar com você?
Ah, não, mas não fale comigo não. Palavras, nestes momentos, são dispensáveis. Nós poderíamos muito bem nos comunicar por conjuntos de sons ainda não catalogados, por olhares, gestos... por que não nos comunicamos tudo o que pensamos e sentimos por um simples, confiante abraço? Por que essa obcessão pelas palavras? Por que não voltamos aos desenhos feitos com tanto primor e desleixo, com tanto carinho, na areia dos nossos sonhos provisórios e vazios? Por que não nos abraçamos em silêncio, já que sabemos, certamente nós dois sabemos, de tudo o que se passou entre nós, e o que passa hoje em dia; já que nós já dissemos o que íamos dizer e agora o que fazemos é repetir em gritos estridentes a nossa mútua incompreensão e aquele desejo irritante de que fôssemos diferentes? Ou, se é tão necessário falar esta língua de homens e bestas, podemos, ao menos, falar de quaiquer outros assuntos, assuntos assim que não firam nem a mim nem a você, como aqueles que costumávamos discutir longamente antes de nos tornarmos pessoas assim tão complicadas um para o outro. No dia-a-dia podemos experimentar não falar sobre os nossos segredos, trocados com tanto mêdo um da reação do outro. Em vez disso, falaremos de leviandades, de bobagens, dos amigos que temos em comum e dos temas metafísicos que devem interessar muito mais a mim do que a você.
Se for um problema muito grande, podemos falar de outras coisas. Talvez, com um pouco de esforço, eu consiga entender a política nacional; talvez eu até leia os mesmos livros que você, e podemos, certamente, assistir aos mesmos filmes, juntos, se quisermos. No fundo, todos esses detalhes são muito pouco importantes, mas também são muito essenciais para que continuemos a partilhar da companhia um do outro. Mesmo assim, eu gostaria que não fôssemos obrigados a tentar transmitir nossa mútua afeição por palavras cansadas de pular de uma boca para a outra já há algumas centenas de anos. Tenho certeza de que poderíamos transmitir nossa vontade de expressar aquilo que nos vai pela alma com palavras frescas, totalmente novas, que ainda não tivessem aquele cheiro de suor e desprezo, aquele saibo de briga e chantagem, e principalmente aquela aspereza de malícia e ironia que adquirem as notas e as palavras velhas, passadas por um exagero de mãos e bolsos desconhecidos. Talvez devêssemos tomar mais cuidado com a linguagem que temos, usá-la com mais cautela; talvez devêssemos guardar as palavras apenas para o realmente importante. Talvez devêssemos comunicar nossos verdadeiros sentimentos por gestos e sons particulares, e guardar as palavras para a literatura, para a poesia....
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
Viver
[insira texto aqui]
Talvez a vida seja mesmo feita de espaços vazios, à espera de algo que os preencha. Como saber? Vivendo, talvez.
Do que é que estou falando?
Pensei em tanta coisa para escrever nos últimos dias, que é quase um desperdício que tenha escrito tão pouco... Mas o tempo, as coisas a fazer, sabe como é... e o sono... tenho dormido muito. Terça o Yuri me convidou para fazer alguma coisa às oito, pediu que eu achasse em programa. Eu gostei da idéia, mas tão logo ele saiu daqui eu perdi o ânimo de continuar a arrumar os papéis, caí na cama e dormi até a hora do jantar. Mesmo assim, quarta não consegui levantar até as 11h30, e mesmo assim foi com muito esforço que me arrastei para fora da cama. Minto: eu caí da cama (realmente caí, e doeu bastante), e depois disso não tinha mais coragem de voltar, é claro. Depois, tendo voltado da missa de formatura, até queria ter lido um capítulo dA Luneta Âmbar, mas estava simplesmente com muito sono. Dormi para acordar tarde outra vez. E agora estou cansada e com sono. E com muita fome também. Vou jantar.
--------
My God
amazes me how much I've thought of writing these last few weeks
actually it amazes me how much has happened these last two weeks
in comparison with how much I've actually registered
--------
I'm in love with you, and I know you've already noticed
The other day, perhaps, I wouldn't believe you
Compreende
que te adoro
e que te amo
desesperadamente
Compreende que aguardo teu beijo ardente
Por favor, amor, compreende
que te quero loucamente
Compreende
que te adoro
e que te amo
e que te quero para sempre
Compreende
que eu não vivo
sem ver-te
sem que o teu olhar me adentre
---------
Estava pensando em tudo o que aconteceu desde o começo do ano. Foi um ano temerosamente denso, em que tudo aconteceu. Recapitulei aqueles primeiros dias de janeiro, em que andamos nas pedras, em que não senti saudades de ninguém além dele, em que ouvi sua voz mais doce e me senti, como não me sabia sentir assim tão, vulnerável. Lembrei das lutas, da sensação dolorosa dos punhos sangrando e das barrigas marcadas de arranhões e roxos vermelhos. Lembrei do silêncio solitário das pedras que, segundo o Raul, "choram sozinhas no mesmo lugar". Havia uma liberdade em tudo. Os dias se arrastaram e eu comi muita areia jogando frisbee e corri atrás das bolas dos nossos récordes e fresco-récordes... Havia um ar de liberdade em tudo.
Lembrei também de outras coisas no caminho. O teatro, O Alex deixando o grupo, as reuniões com o Zuca (foram várias), conhecer a Lorena, o JP, Yuri caindo da cachoeira, festa da Luda, IYPT, Lucíola, a carta do Luque, a carta da Gabi, as incontáveis cartas (eletrônicas ou não) do Charles, o dia da Janela, a noite do Donnie Darko, aniversário de 77 anos da Vó, vários dias de biscoito, Campos (encontro com Deus, RPG-raio-de-sol, RPG-meteoros!, FUBU!, procurar livrarias, andar de olhos fechados, jogos de máfia com novos personagens, baralho, Smoke, galopar, abraços, chocolate, morango, chuva, sol, frio, conversa longa com a Gabi, conversa não tão longa com o Charles, historinha a respeito de tartarugas, acordar de manhãzinha para ler Qaf, desenhos, pintar Myshba com flor, Clarinha, botcha, mini-golfe, golpe!, mensagem para o Yuri, música, paz, "quer pecar?"), troca de e-mails com o Luque, abraçar o Artur, grupo de Artes, Expressão e Multimídia, aprender com o Artur, aulas da Arlenice, poemas da Lorena, extras-do-DVD, deitar em baixo da árvore num amontoado de gente, "com-nome" e "sem-nome", cantar, viagens para a chácara, carnaval de verdade na Cajaíba, Laranja Mecânica, Conte de Fées, Marco e Milla, cachecóis, FIMO, curso de FIMO, mamãe viajando p/ casamento de Marco, pessoas vindo aqui todo fds, presente da Kiki, festa na Kiki, festa da Marie, Vovó no hospital, mamãe chorando, todos chorando, sonhos (com o demônio) sonhos (com meu pégaso) sonhos (com a família), textos, Igreja, A Devil, os pássaros da Chácara, Príncipe Harry limpando estábulos, morte do papa, musiquinhas do JP, A História, duas horas sem mordidas do Artur, conhecer a Magá, voz do Gustavo, festa do Digo, festa do Luque (com tudo o que há incluso), festa junina, festa dos esportes (conversas e passeios escondidos com o Cham pelos corredores do Santa...), festa da Pêhces, Flora, Mizu, Carol, "Juanita", Sá e Guarabira, Fazenda dos Pilares (conversas de madrugada com a Lori, conversa com o Luque, ovelhinhas, vaquinhas, noivos da Luda, Noite do Inquérito, Zeldinha, filho, desenhos, abraçar Tuti, Neko-Gabi, bisa, Smash, caça ao tesouro, rede, churrasco), casa da Luda, "just for fun", Peter Box, Lisístrata, Desventuras em Série, Dido, "I'll pretend you never had me though my body says you have", crer em Deus, Full Metal Alchemist, Shaman King, Naruto, Tatuapé, festa do Artur, invadir a casa da Luda, conversar com ela e com Cham, posts apaixonados do Artur, conversa longa, gostosa e importante com o Artur, festa de Formatura, carnaval do terceiro, descobrir um melhor amigo, encontro do Tangará, um ano de namoro, Aninha diz que eu estou cansada, Talita Larini, páscoa, 2a apresentação de Lisístrata, Marco tira carta, festa da Mysa e do Jackie, doença longa e chata, dividida entre o amigo e o namorado, briguinhas com a Camilla, planejamento de viagem à Cajaíba, velório e enterro num lugar lindo, Clayton na clínica, Gabi chorando, briga entre Lori e Luque, Digo e Lori, despedida da Ana Brunner, referendo sobre desarmamento, Fantástica Fábrica de Chocolate, AnimeFriends, Marco-Zoro, Cogumelo do Sol, gatinha Talita, outros gatinhos, dæmons, intestino de coelhinho, meu aniversário, festa do Marco, jogo do copo, vôlei com a Lu, Qaf, Hobsbawn, Capitu, muitos cinemas, muito Mêdo, conversar com o Bruno até de manhã, festa do Squick, sonho com a Camilla, sonho com o Tu, casa da Ada, dureza de vida com a Ada, contar para as meninas, inúmeras brigas e mais um monte de coisas, provavelmente.
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pois é
já havia esquecido de muito disso.
talvez eu devesse parar por aqui.
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é, eu realmente deveria parar por aqui.
Talvez a vida seja mesmo feita de espaços vazios, à espera de algo que os preencha. Como saber? Vivendo, talvez.
Do que é que estou falando?
Pensei em tanta coisa para escrever nos últimos dias, que é quase um desperdício que tenha escrito tão pouco... Mas o tempo, as coisas a fazer, sabe como é... e o sono... tenho dormido muito. Terça o Yuri me convidou para fazer alguma coisa às oito, pediu que eu achasse em programa. Eu gostei da idéia, mas tão logo ele saiu daqui eu perdi o ânimo de continuar a arrumar os papéis, caí na cama e dormi até a hora do jantar. Mesmo assim, quarta não consegui levantar até as 11h30, e mesmo assim foi com muito esforço que me arrastei para fora da cama. Minto: eu caí da cama (realmente caí, e doeu bastante), e depois disso não tinha mais coragem de voltar, é claro. Depois, tendo voltado da missa de formatura, até queria ter lido um capítulo dA Luneta Âmbar, mas estava simplesmente com muito sono. Dormi para acordar tarde outra vez. E agora estou cansada e com sono. E com muita fome também. Vou jantar.
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My God
amazes me how much I've thought of writing these last few weeks
actually it amazes me how much has happened these last two weeks
in comparison with how much I've actually registered
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I'm in love with you, and I know you've already noticed
The other day, perhaps, I wouldn't believe you
Compreende
que te adoro
e que te amo
desesperadamente
Compreende que aguardo teu beijo ardente
Por favor, amor, compreende
que te quero loucamente
Compreende
que te adoro
e que te amo
e que te quero para sempre
Compreende
que eu não vivo
sem ver-te
sem que o teu olhar me adentre
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Estava pensando em tudo o que aconteceu desde o começo do ano. Foi um ano temerosamente denso, em que tudo aconteceu. Recapitulei aqueles primeiros dias de janeiro, em que andamos nas pedras, em que não senti saudades de ninguém além dele, em que ouvi sua voz mais doce e me senti, como não me sabia sentir assim tão, vulnerável. Lembrei das lutas, da sensação dolorosa dos punhos sangrando e das barrigas marcadas de arranhões e roxos vermelhos. Lembrei do silêncio solitário das pedras que, segundo o Raul, "choram sozinhas no mesmo lugar". Havia uma liberdade em tudo. Os dias se arrastaram e eu comi muita areia jogando frisbee e corri atrás das bolas dos nossos récordes e fresco-récordes... Havia um ar de liberdade em tudo.
Lembrei também de outras coisas no caminho. O teatro, O Alex deixando o grupo, as reuniões com o Zuca (foram várias), conhecer a Lorena, o JP, Yuri caindo da cachoeira, festa da Luda, IYPT, Lucíola, a carta do Luque, a carta da Gabi, as incontáveis cartas (eletrônicas ou não) do Charles, o dia da Janela, a noite do Donnie Darko, aniversário de 77 anos da Vó, vários dias de biscoito, Campos (encontro com Deus, RPG-raio-de-sol, RPG-meteoros!, FUBU!, procurar livrarias, andar de olhos fechados, jogos de máfia com novos personagens, baralho, Smoke, galopar, abraços, chocolate, morango, chuva, sol, frio, conversa longa com a Gabi, conversa não tão longa com o Charles, historinha a respeito de tartarugas, acordar de manhãzinha para ler Qaf, desenhos, pintar Myshba com flor, Clarinha, botcha, mini-golfe, golpe!, mensagem para o Yuri, música, paz, "quer pecar?"), troca de e-mails com o Luque, abraçar o Artur, grupo de Artes, Expressão e Multimídia, aprender com o Artur, aulas da Arlenice, poemas da Lorena, extras-do-DVD, deitar em baixo da árvore num amontoado de gente, "com-nome" e "sem-nome", cantar, viagens para a chácara, carnaval de verdade na Cajaíba, Laranja Mecânica, Conte de Fées, Marco e Milla, cachecóis, FIMO, curso de FIMO, mamãe viajando p/ casamento de Marco, pessoas vindo aqui todo fds, presente da Kiki, festa na Kiki, festa da Marie, Vovó no hospital, mamãe chorando, todos chorando, sonhos (com o demônio) sonhos (com meu pégaso) sonhos (com a família), textos, Igreja, A Devil, os pássaros da Chácara, Príncipe Harry limpando estábulos, morte do papa, musiquinhas do JP, A História, duas horas sem mordidas do Artur, conhecer a Magá, voz do Gustavo, festa do Digo, festa do Luque (com tudo o que há incluso), festa junina, festa dos esportes (conversas e passeios escondidos com o Cham pelos corredores do Santa...), festa da Pêhces, Flora, Mizu, Carol, "Juanita", Sá e Guarabira, Fazenda dos Pilares (conversas de madrugada com a Lori, conversa com o Luque, ovelhinhas, vaquinhas, noivos da Luda, Noite do Inquérito, Zeldinha, filho, desenhos, abraçar Tuti, Neko-Gabi, bisa, Smash, caça ao tesouro, rede, churrasco), casa da Luda, "just for fun", Peter Box, Lisístrata, Desventuras em Série, Dido, "I'll pretend you never had me though my body says you have", crer em Deus, Full Metal Alchemist, Shaman King, Naruto, Tatuapé, festa do Artur, invadir a casa da Luda, conversar com ela e com Cham, posts apaixonados do Artur, conversa longa, gostosa e importante com o Artur, festa de Formatura, carnaval do terceiro, descobrir um melhor amigo, encontro do Tangará, um ano de namoro, Aninha diz que eu estou cansada, Talita Larini, páscoa, 2a apresentação de Lisístrata, Marco tira carta, festa da Mysa e do Jackie, doença longa e chata, dividida entre o amigo e o namorado, briguinhas com a Camilla, planejamento de viagem à Cajaíba, velório e enterro num lugar lindo, Clayton na clínica, Gabi chorando, briga entre Lori e Luque, Digo e Lori, despedida da Ana Brunner, referendo sobre desarmamento, Fantástica Fábrica de Chocolate, AnimeFriends, Marco-Zoro, Cogumelo do Sol, gatinha Talita, outros gatinhos, dæmons, intestino de coelhinho, meu aniversário, festa do Marco, jogo do copo, vôlei com a Lu, Qaf, Hobsbawn, Capitu, muitos cinemas, muito Mêdo, conversar com o Bruno até de manhã, festa do Squick, sonho com a Camilla, sonho com o Tu, casa da Ada, dureza de vida com a Ada, contar para as meninas, inúmeras brigas e mais um monte de coisas, provavelmente.
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pois é
já havia esquecido de muito disso.
talvez eu devesse parar por aqui.
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é, eu realmente deveria parar por aqui.
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